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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Beto enganou a gente...

Hélcio Silva

(02/11/2016)

Não há dúvida!... O pensamento tem uma velocidade superior à da luz...

Talvez alguns não acreditem no que digo: não tenho doutorado em velocidade. Deve haver, no entanto, cientistas estudando o assunto.

Mas, evidentemente curioso, abri a memória e fui ao jornal / revista O Consolador. É uma publicação espírita que em 2013 (Edição nº 206) levou ao seu publico reportagens sobre o Livro Ação e Reação, de André Luiz, obra psicografada pelo médium Francisco Cândido Xavier e publicada em 1957 pela Federação Espírita Brasileira.

Dei uma folheada até cair na parte 6 do livro e logo vi uma pergunta, com a respectiva resposta:

A velocidade do pensamento supera a da luz?

- Segundo o Assistente Silas, sim. A força viva e atuante do pensamento propaga-se a uma velocidade superior à da luz.

Ufa! Respirei...

Coloquei as asas do meu pensamento em movimento e voei da Ilha de Upaon-Açu  até à praça Santos Andrade, em Curitiba...

Voo sem turbulência...

Sentei-me radiante no primeiro banco! Abri meu note... Vi de testa como são enganadores alguns políticos de hoje... Beto pensa que engana a gente..., que engana o povo. Mas o povo de Curitiba e da Grande Curitiba é inteligente e sabe separar as coisas...

E agora vi! Sim, meninos, eu vi!  Um aviso da minha amiga Cathia na página do face , com chamada para a matéria, assunto que todos já sabem... Assunto publicado no blog Caixa Zero da Gazeta... Leia o texto aqui no meu blog... e comente:

Beto Richa se preocupou mais com o naufrágio de Fruet do que com os passageiros.


Beto Richa não deixou passar 24 horas depois da eleição de um aliado: imediatamente anunciou a retomada do subsídio para o transporte coletivo de Curitiba. Disse isso com tranquilidade, como se não tivesse negado o mesmo repetidas vezes para o atual prefeito, seu desafeto.

Não bastasse deixar evidente o jogo político por trás da decisão, Richa acabou desmentindo o discurso feito pelo governo nos últimos anos. Afirmou que o governo já está subsidiando a rede metropolitana e que portanto nada custa passar o dinheiro para a integração.

Ao longo das negociações com a gestão de Gustavo Fruet, Richa e seu secretário da área, Ratinho Jr., juravam que a metropolitana se bancava sozinha e que o prejuízo, o furo no caixa, era exclusivamente de Curitiba.

Apareceu na época até uma pesquisa da Fipe, cuja metodologia sempre foi contestada, feita com passageiros dos próprios ônibus, para reforçar a ideia de que o problema era todo de Curitiba, e que portanto não fazia sentido o estado subsidiar a capital.

Na época, isso causou espanto porque é evidente que a metropolitana, com linhas mais longas, mais caras e sem nenhuma linha tão lotada quanto as do expresso, por exemplo, teria mais problemas de caixa. O governo negava o óbvio.

Causava espanto também porque Richa tinha subsidiado com dinheiro graúdo a integração na época de seu aliado Luciano Ducci. E também no começo da gestão de Gustavo Fruet. Depois, nada mais. A fonte secou.

Fruet, aliás, também caiu do cavalo com seu discurso de que se rompesse com a metropolitana manteria o sistema funcionando sem auxílio do governo do estado. Tem um rombo, tem atrasos no pagamento e enfrentou seguidas greves, irritando a população.

Agora, do nada, Richa admite que não custa nada passar o subsídio da metropolitana (estimado em R$ 5 milhões por mês) para o novo prefeito Rafael Greca. São cerca de R$ 60 milhões por ano. O mesmo, ou quase, que ele passava para Luciano Ducci.

A vantagem da ação de Richa ter vindo tão perto da eleição é que escancara o método de se preocupar mais com o naufrágio de um desafeto do que com os problemas enfrentados diariamente por milhares de passageiros nesse período em que os dois lados ficaram de birra.

Quem perdeu, na cabeça de Richa, foi Fruet por não fazer o jogo dele. Para o juízo de qualquer um que não está interessado na disputa de poder, quem perdeu foi o cidadão comum. Aquele que depende do ônibus para ir trabalhar saindo de Colombo, de Piraquara, de Tamandaré.

Aliás, como sempre.

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