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segunda-feira, 3 de abril de 2017

A fé contrária à ciência é fraca e acaba sufocada pela razão


José Reis Chaves

São Tomás de Aquino, o maior filósofo da cristandade, ensinou que a fé não pode violentar a razão, pois ambas vêm de Deus. (Mais detalhes na “Carta Encíclica Fides et Ratio”, página 60, de são João Paulo II, 2ª edição, Paulinas, 1998).

Vamos enriquecer, com mais alguns dados, a coluna “Unidas pela ciência: possessão, xenoglossia e a reencarnação”, de 20.3.2017.

O estudo científico de hoje da xenoglossia inclui pormenores interessantes. Vejamos alguns exemplos, de modo sintetizado, de xenoglossia responsiva (muito ativa), que tem por base a reencarnação ou, então, a possessão. Pela reencarnação, é quando o indivíduo (médium) fala (psicofonia) ou escreve (psicografia) numa língua estrangeira desconhecida dele na vida presente, mas conhecida por ele de outra sua reencarnação; e pela possessão, que pode ser também de um espírito bom conhecedor da língua estrangeira em que se manifesta (capítulo XIV, item 48, da “Gênese”, de Kardec).

As pesquisas de xenoglossia, quando envolvem a reencarnação da entidade do paranormal ou médium em uma vida sua passada, são comprovadas por certidões de nascimento registradas em cartórios dos seus antepassados, como os pais, avós, bisavós, trisavós, tetravós, sogros, esposos ou esposas, irmãos, tios, sobrinhos, sua profissão, os países ou regiões em que a língua estrangeira era falada na época em que a entidade manifestante viveu. E há casos de possessões passageiras e outras longas (de vários dias). E elas podem repetir-se durante anos. E um detalhe, os familiares desses paranormais ou médiuns chegam mesmo a aprender um pouco da língua estrangeira falada por eles. (Para saber mais: “Xenoglossia”, do médico, psiquiatra e parapsicólogo canadense Ian Stevenson, que se transferiu para os Estados Unidos, onde se tornou diretor do Departamento de Psiquiatria e Parapsicologia da Universidade de Virgínia. Esse seu livro registra também a participação de vários cientistas Ph.D, assessores de Stevenson em seus trabalhos, que incluem também uma vasta pesquisa sobre a reencarnação, em cerca de 40 países, constante de uma obra de 1.300 páginas, ainda não lançada no Brasil. Recomenda-se também “Xenoglossia”, do cientista italiano Ernesto Bozzano).

E na Bíblia, temos também exemplos de xenoglossia. “Como os ouvimos falar, cada um em nossa ‘própria’ língua materna” (Atos 2: 8). Outro exemplo é “Pois os ouviam falando em línguas...” (Atos 10: 46). Os discípulos gentios, ainda não batizados, é que falaram em línguas estrangeiras desconhecidas deles. Trata-se, pois, de fenômenos de xenoglossia, como aconteceu também em 1 Coríntios 14: 14. “...pois cada um ouvia, na sua própria língua, os discípulos falarem” (Atos 2, 1-6). “...falarão novas línguas” (Marcos 16: 17). E lembramos que a tradução diz que eles receberam “o Espírito Santo”, quando a tradução correta é receberam “um espírito santo”, ou seja, cada um recebeu “um espírito santo” que falava. São Jerônimo preferia dizer na sua Vulgata Latina “spiritus bonus” (um espírito bom).

E aqui fica o lembrete para que não confundamos a xenoglossia bíblica e espírita com a glossolalia dos sonambúlicos carismáticos e evangélicos com seus blablablás e gemidos, interpretados por eles como sendo manifestações do próprio Santo Espírito de Deus, o que não está de acordo com a razão e a ciência!

- Fonte - Jornal O Tempo Bh -

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