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terça-feira, 18 de abril de 2017

Guerra termonuclear pode começar a qualquer hora, diz Coreia do Norte

Notícias ao minuto


Um alto oficial da Coreia do Norte acusou, nesta terça (18), os EUA de criar "uma situação perigosa na qual uma guerra termonuclear pode explodir a qualquer momento".

O embaixador da Coreia do Norte na ONU, Kim In-ryong, descreveu os exercícios militares conjuntos realizados pelos EUA e pela Coreia do Sul como os mais agressivos possíveis e disse que seu país estava "pronto para reagir a qualquer tipo de guerra desejado pelos EUA".

A advertência de Kim ocorre no mesmo dia em que o vice-presidente americano, Mike Pence, em visita à Ásia, garantiu ao Japão que Washington trabalharia em estreita colaboração com seus aliados na região para conseguir uma solução pacífica para a crise e desnuclearizar a península coreana.

A "aliança entre Estados Unidos e Japão é a pedra angular da paz e da segurança no nordeste da Ásia", declarou Mike Pence em um encontro com o primeiro-ministro nipônico Shinzo Abe.

Abe defendeu a busca de uma solução pacífica na crise com a Coreia do Norte."É muito importante desenvolver esforços diplomáticos e buscar uma solução pacífica", declarou o chefe de governo japonês.

"Ao mesmo tempo, apenas o diálogo pelo diálogo carece de valor e é necessário pressionar", completou.

Pence desembarcou em Tóquio nesta terça-feira (18), após uma visita à Coreia do Sul, para abordar o tema da tensão com a Coreia do Norte após os testes de mísseis em março e abril, decididos pelo dirigente norte-coreano Kim Jong-Un.

As declarações do embaixador norte-coreano ocorrem um dia depois de Mike Pence ter dito que nem seu país nem a Coreia do Sul irão tolerar novos testes nucleares e de mísseis do regime norte-coreano.

"A era da paciência estratégica" dos EUA com Pyongyang acabou, afirmou Pence durante visita à zona desmilitarizada, área que divide os territórios da Coreia do Norte e da Coreia do Sul. "Todas as opções estão na mesa para conquistar os objetivos e garantir a estabilidade do povo desse país [Coreia do Norte]", disse ele aos repórteres.

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