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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Um Olhar para o Futuro


EM DEFESA DA VIDA

Marcus de Mario*



Estamos tão ligados ao aqui e agora, vivendo o hoje, que raras vezes pensamos no futuro, nosso e da humanidade. Quando muito planejamos a vida para daqui a alguns meses ou para as próximas férias anuais, mesmo assim é um olhar para frente materialista, ligado a questões como programar uma viagem, o rendimento do dinheiro guardado na poupança, a compra da casa própria, o tempo de estudos até o encerramento da universidade e assim por diante. Claro que tudo isso tem sua importância e deve ter seus cuidados, mas será o essencial?

Vivemos dias de muitas tormentas: crise hidrológica com a falta de água, clima com temperatura em elevação, desmatamento de florestas, altos índices de corrupção, violência no seio da sociedade e tantas outras coisas que precisam de nossa atenção, pois referem-se ao nosso futuro e o das próximas gerações. E com um agravante: a reencarnação, pois uma próxima geração pode ser composta por nós mesmos. Será que estamos dispostos a enfrentar numa próxima encarnação a falta de água, a desestruturação familiar, a injustiça social, as guerras civis, a fome e a miséria?

Não podemos ficar impassíveis diante do noticiário da televisão ou de outras mídias. Você sabia que temos 880 milhões de pessoas em todo o mundo morando em favelas sem nenhum tipo de saneamento básico? E que o esgoto desses centros urbanos contamina o solo, o lençol freático e os rios? Você sabia que surtos de doenças são cíclicos por causa da falta de higiene e da contaminação da água? Precisamos nos movimentar para mobilizar a sociedade a benefício dela mesma, e para auxiliar o nosso planeta, dádiva divina, a não morrer antes do tempo.

Não fique aí parado diante da tevê ou do computador, ou das redes sociais, achando que a culpa é dos governos e dos outros. Todos temos parte em tudo o que está acontecendo, de bom e de ruim, por isso não podemos ficar acomodados fazendo somente o nosso dia a dia, como se os outros e o mundo não existissem.

Como espíritas compete-nos colocar em prática o “amai-vos uns aos outros” através de ações de solidariedade e fraternidade, começando pela rua onde moramos, abrangendo a comunidade local e até a cidade e outros locais, graças à internet, trabalhando hoje para um amanhã melhor.

*Marcus de Mario é escritor espírita

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