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sábado, 17 de março de 2018

Poesia de Vidro

Francisco Tribuzi

julho 27, 2015



Quebro as palavras de esquinas
Trôpegas, soluçantes, nas sarjetas
Nos becos dos botecos, nas neblinas
Ruínas de mistérios e gorjetas

...E bebo os cacos das estrelas
Nos rios transparentes das colinas
Acordo o silencio das janelas
E as velas desses barcos de platinas

No berro das ladeiras dessa rua
Diviso outras margens cristalinas
A alma no meu espelho de lua
Luzindo os destinos de outras sinas!