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quinta-feira, 6 de julho de 2017

A reencarnação é a doutrina mais antiga e mais universal


José Reis Chaves

Há séculos, que a reencarnação, adotada no cristianismo até o Concílio Ecumênico de Constantinopla em 553, vem sendo atacada por grande parte dos líderes religiosos cristãos, que não querem perder privilégios que a reencarnação lhes tira. Mas aos poucos, ela vem renascendo em um ritmo tão rápido entre os cristãos que, ultimamente, ela tem deixado desconsertados os líderes religiosos contrários a ela, o que os tem feito evitar tocar nesse assunto, publicamente, com seus fiéis.

Para muitos desses líderes religiosos, sua ojeriza contra a reencarnação é porque ela prejudica seus interesses materiais. É que, entre outras coisas, eles querem que a nossa salvação passe por eles (pedágio?), e a doutrina das vidas sucessivas dá a impressão de que seus poderes, pelo menos parcialmente, seriam desvalorizados. Mas não é bem assim! As reencarnações são justamente o tempo necessário para nós evoluirmos o bastante para que possamos passar pela porta estreita, que é, segundo o maior sábio que já esteve neste nosso mundo, o símbolo da salvação!

No Brasil, o país mais católico e mais espírita do mundo, na década de 1940, segundo as estatísticas, apenas 2% da população aceitavam a reencarnação. Hoje, o número dos que creem nela chega a cerca de 90%, independente de religião, com uma grande concentração entre os adeptos do espiritismo, da umbanda, do candomblé, da quimbanda, dos índios e até dos que são sem religião, ou seja, de todos que creem em Deus e no espírito humano imortal. Aliás, muitos dos sem religião não são ateus, justamente porque descobriram a verdade da reencarnação através dos vários segmentos científicos não materialistas. E é surpreendente que, até entre os nossos irmãos evangélicos, que são mais conservadores, a crença na reencarnação tem crescido bem. Daí que muitos pastores combatem-na, ferozmente, o que acontece, principalmente, porque muitos deles têm medo de que seus fiéis se tornem espíritas, provocando queda nos dízimos que eles recebem! E muitos padres e pastores creem na reencarnação, porém, não falam nisso, publicamente, mas apenas reservadamente! Mas disse o Maior dos Mestres: “Nada ficará oculto” (Marcos 4: 22), o que quer dizer que, por mais que se queira esconder a verdade, um dia, ela chega para todos. De fato, não se consegue omitir a verdade para sempre. Como se diz, não adianta querer tapar o sol com a peneira!

Depois da crença em Deus, a imortalidade do espírito e as suas consequentes e naturais reencarnações indispensáveis à continuação da caminhada evolutiva dele, a crença na reencarnação é a maior e mais antiga entre todos os povos. É o que constatou a Universidade de Oxford (Inglaterra) que criou uma equipe, a pedido da Igreja Protestante Anglicana, para pesquisar o fenômeno da reencarnação em 212 países, cujo resultado foi que cerca de três quartos da população do nosso planeta creem nas vidas sucessivas, independentemente de religião. E o homem de Neandertal, de cerca de 200 mil anos, já sepultava seus mortos em posição de feto no ventre materno, como símbolo da sua crença de que os espíritos deles renasceriam para uma nova vida entre eles. É, pois, lamentável que teólogos tentaram e ainda tentam tirar da cabeça dos cristãos a crença na reencarnação, tão antiga quanto a humanidade, crença essa que, inclusive, é também bíblica e defendida por vários segmentos científicos!

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