quarta-feira, 1 de julho de 2026

O Brasil das aberrações - por Roberto Kenard, poeta e escritor


O Brasil das aberrações

Roberto Kenard 

É preciso ser tapado em grau elevadíssimo, para não perceber que estamos já (novamente) com os pés metidos em nova e grave crise econômica. Passada a eleição, em 2027 a conta baterá na porta.

O PT dizia ter um projeto para o Brasil. Chegou ao poder em 2002, então mostrou-se a verdade: não tinha. Tratou simplesmente de manter o arcabouço econômico da época de FHC, arcabouço que na oposição tanto criticava.

A coisa tem se dado assim: durante três anos, o governo não apresenta nada; chega o período eleitoral, se dana a oferecer "benefícios", para comprar os votos daqueles que faz questão de manter na pobreza.

De outra parte, de quatro em quatro anos, renegocia a dívida de estados perdulários e mal administrados, oferecendo crédito a quem não fez por merecer. O resultado é catastrófico: estados melhores administrados pagam as contas dos estados improdutivos.

Basta ver dois exemplos. São Paulo produz mais, arrecada mais e entrega mais ao governo federal. O Maranhão, estado improdutivo, que tem 51% da população vivendo de Bolsa Família, entrega muito menos ao governo federal. Mas recebe mais do que São Paulo. Trata-se de uma aberração.

Passou da hora de criar mecanismos de punição aos administradores incompetentes e corruptos. Administradores de estados e municípios que não entregam melhorias nos indicadores sociais precisam ser punidos.

Mas para isso acontecer, seria necessário ter no comando do país um governo igualmente não perdulário, não incompetente e não corrupto. Com o PT, isso é uma impossibilidade. Assim como é uma impossibilidade com os Bolsonaro, que estiveram no poder e fizeram de conta que essas aberrações nunca existiram.


DIA MUNDIAL DAS BIBLIOTECAS

 DIA MUNDIAL DAS BIBLIOTECAS



Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


Hoje, dia mundial das bibliotecas, saúdo escritores, livreiros, bibliotecários, leitores e pesquisadores em seus respectivos locais de trabalho, especialmente em bibliotecas públicas ou particulares, espalhadas por todo o mundo!

Viva o dia mundial das Bibliotecas!

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 01.07.2026. SÃO LUÍS-MA). 


Poeta Sertanejo Para quem passa naquela estrada de terra e poeira...


Poeta Sertanejo

*****

Para quem passa naquela estrada de terra e poeira, vê uma casinha branca guardada por uma velha porteira.

Ali mora uma caboclinha, menina nova, bonita e faceira.

Moça honrada de família, é caprichosa e trabalhadeira.

Quando passo na estrada, já está acostumada a buscar mimo que para ela deixo no mourão porteira.


O seu pai é uma fera, e proteja a filha com um batalhão de irmão na trincheira.

Mas minha besta ruana, feito eu também é aventureira.

Nestas estradas no galope faz levantar poeira.

Ganhando o coração da moça, a amizade do velho pra mim vira brincadeira.

Porque minha prosa é boa, feito laçada certeira.

Minha fama na região, é de ser um caboclo de primeira.

Se a moça me corresponder, eu caso nem que seja na segunda-feira.

Do seu pai vou ser o genro do coração, vamos pôr as armas no chão.

E forma a fazenda, cobrir tudo de plantação como faz uma família guerreira.

E nesta batalha vou na frente, puxando meus cunhados, só para o fazendão formado e a menina contente.

Se preciso for, vou irrigar está terra com meu próprio suor.


Vou mostrar pra esta gente, a bandeira da paz tem muito mais valor.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês...


Busca da verdade - Dom Geraldo Maia, Bispo de Araçuaí (MG)


Busca da verdade 

Dom Geraldo Maia

30/06/20/26

Bispo de Araçuaí (MG) 

 

“O que é a verdade?” (Jo 18,33-38a). Foi essa a pergunta desafiante que Pilatos dirigiu a Jesus, durante o rito sumário do processo que o condenou à morte cruel no madeiro da cruz. É essa mesma pergunta que fazemos hoje, diante de uma cultura de pós-verdade, em que as falsas notícias – Fake News – imperam nas redes sociais. Não se prima mais pela verdade dos fatos, mas pelas narrativas que são construídas para legitimar falsidades. 

Ao longo da história, houve várias tentativas de oferecer resposta satisfatória a essa pergunta. Busquemos o seu sentido semântico. A sua origem grega é Aletheia, que significa “não oculto”, “não escondido”, “não dissimulado” e “clareira” aberta numa mata fechada. Assim, verdadeiro é o que se manifesta aos olhos do corpo e do espírito. A verdade é a manifestação daquilo que é ou existe tal como é. O verdadeiro é o evidente, ou o plenamente visível para a razão, diferente do pseudos, que é o falso e enganador. 

A origem latina da palavra é Veritas, que se refere à precisão, ao rigor e à exatidão de um relato no qual se diz, com detalhes, pormenores e fidelidade, o que aconteceu. Verdadeiro se refere, portanto, à linguagem enquanto narrativa de fatos acontecidos, refere-se a enunciados que dizem fielmente as coisas tais como foram ou aconteceram. Um relato é veraz ou dotado de veracidade quando a linguagem enuncia os fatos reais. Aqui, a verdade não se refere às próprias coisas e aos próprios fatos (como acontece com a aletheia), mas ao relato e ao enunciado, à linguagem. Seu oposto, portanto, é a mentira ou a falsificação. 

A língua hebraica também tem sua expressão Emunah, que significa confiança. Agora são as pessoas e Deus quem são verdadeiros. Um Deus verdadeiro ou um amigo verdadeiro são aqueles que cumprem o que prometem, são fiéis à palavra dada ou a um pacto feito; enfim, não traem a confiança. A verdade é uma crença fundada na esperança e na confiança, referidas ao futuro, ao que será ou virá. Sua forma mais elevada é a revelação divina e sua expressão mais perfeita é a profecia.

Michelle e os filhos de Bolsonaro


Michelle e os filhos de Bolsonaro 

Paulo Figueiredo 

Fonte - Fecebook 

Michelle Bolsonaro decidiu deixar de seguir nas redes sociais os enteados Eduardo, Carlos e Jair Renan em meio à crise aberta com parte da família Bolsonaro. O gesto ocorre poucos dias após a ex-primeira-dama tornar públicas suas divergências com Flávio Bolsonaro e amplia a percepção de que um conflito privado passou a ser administrado diante de milhões de brasileiros.

É justamente por isso que surge uma pergunta inevitável:

Essa é a postura esperada de uma ex-primeira-dama da República? De uma presidente do PL Mulher? De uma postulante ao Senado Federal pelo Distrito Federal?

Ninguém é obrigado a manter relações pessoais ou familiares nas redes sociais. Seguir ou deixar de seguir alguém é uma decisão individual. O problema começa quando esse gesto deixa de ser apenas pessoal e passa a produzir efeitos políticos.

Quem ocupa posição de liderança sabe que cada atitude comunica uma mensagem. Ainda mais em um momento de tensão dentro do principal campo de oposição ao governo federal. Um “deixar de seguir” pode parecer um detalhe, mas, nesse contexto, acaba sendo interpretado como mais um capítulo de uma crise que já havia sido exposta publicamente.

Lideranças políticas costumam ser cobradas por equilíbrio, capacidade de administrar conflitos e senso de responsabilidade institucional. Quando divergências familiares passam a ser resolvidas diante do público, o debate inevitavelmente deixa de ser sobre o mérito da discordância e passa a ser sobre a forma como ela é conduzida.

Para quem pretende disputar um mandato no Senado Federal, a cobrança tende a ser ainda maior. O eleitor não analisa apenas discursos ou propostas; também observa temperamento, capacidade de construir pontes e maturidade para lidar com crises.

A pergunta, portanto, permanece aberta: deixar de seguir os filhos de Jair Bolsonaro nas redes sociais contribui para fortalecer a imagem de Michelle Bolsonaro como líder política ou reforça a percepção de que questões pessoais estão sendo levadas para o centro do debate público?


terça-feira, 30 de junho de 2026

A propaganda aceita tudo - Alex Pipkin, PhD em Administração


A propaganda aceita tudo

Alex Pipkin, PhD em Administração

Sempre que assisto à propaganda oficial, tenho a impressão de atravessar o guarda-roupa de Nárnia. Durante alguns minutos, entro num mundo onde as leis da economia foram suspensas, as consequências foram revogadas por decreto e a prosperidade obedece disciplinadamente aos roteiristas da publicidade. O problema é que, terminado o comercial, o telespectador volta ao Brasil. A realidade também.

A propaganda oficial vive de promessas, enquanto a realidade cobra resultados. Não precisa provar; basta emocionar.

É por isso que governos populistas jamais resistem ao seu encanto.

Há uma ironia difícil de ignorar nesse modelo; com o dinheiro dos próprios impostos, o cidadão financia a publicidade destinada a convencê-lo de que sua vida melhorou. É o paciente pagando pelo próprio efeito placebo. Apenas no primeiro semestre deste ano, o governo autorizou cerca de R$ 520 milhões para publicidade institucional. Vejam, isso é mais que o dobro do valor empenhado no mesmo período do último ano eleitoral do governo anterior, segundo levantamento divulgado pela imprensa. O dado não deixa dúvidas: a ficção oficial tornou-se um artigo de luxo caro demais para o pagador de impostos.

O maior “talento” da propaganda estatal é condensar problemas complexos em frases de efeito. No universo dos palanques, as restrições desaparecem, os custos perdem importância e as consequências parecem sempre adiadas. Quando a realidade insiste em contrariar o roteiro, aumenta-se o volume do microfone e lança-se uma nova campanha.

A propaganda aceita qualquer roteiro.

A realidade continua trabalhando com consequências.

A economia, contudo, não se impressiona com discursos. Ignora pesquisas e campanhas; responde apenas a incentivos, produtividade, investimento e confiança. É ilusório imaginar que a escassez possa ser vencida pela retórica.

O Brasil parece dedicar cada vez mais energia a discutir a repartição da riqueza e cada vez menos a refletir sobre sua criação. É como discutir a decoração do bolo de aniversário antes mesmo de saber se há farinha na despensa.

Prestar contas é obrigação; fazer propaganda de si mesmo é vaidade.

A comunicação pública deve existir para expor fatos e serviços, não para cultivar percepções artificiais de sucesso. Quando a informação cede lugar ao marketing político, o debate público empobrece, e a transparência deixa de servir ao cidadão para blindar o governante.

A publicidade oficial, por isso, deveria ser tratada com extrema parcimônia.

Governos existem para administrar a realidade do país, não para administrar a realidade percebida.


Poeta Sertanejo - Assim é o amanhecer do meu sertão...


Poeta Sertanejo

Assim é o amanhecer do meu sertão, o sol entre pela fresta da janela fazendo clarão.

O cheiro gostoso do café vai tomando conta do casarão.

A passarada em cantoria, mostrando alegria fazem um barulhão.

A linguiça caseira, vai defumando por cima do fogão.

Enquanto o tossin engrossa o caldo do feijão.

Os pingos de orvalho, gota a gota, vão umedecendo o chão.

Segue murmurando morro abaixo as águas do ribeirão.

A garça branca se destaca lá baixada, enquanto canta a siriema aqui no espigão.

Canta um sabiá na laranjeira, responde uma corruíra na cabeça do mourão.

Trato da galinhada no terreiro, porcada no mangueirão.

Vacas de leite no curral, na cocheira meu alazão.

E nós carinhos da cabocla é onde cuido do meu coração.

Aqui sou feito um passarinho que já levanta cantando.

Mas também sou igual a um relógio, que vive trabalhando.

Enquanto muitos estão preocupados com o time do coração.

Eu posso dizer que não tenho preocupação.

Porque o meu pouco é muito nestes confins de sertão.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês...



O Brasil em desordem, diz Ronaldo Caiado

 

O Brasil em desordem


Pre-candidato à presidência da República

 O país está em desordem, ninguém mais confia nas autoridades e, a cada dia que passa, surge um novo escândalo. O próximo presidente não pode chegar manchado por acusações. Ele precisa ter integridade moral, experiência e coragem pessoal para resgatar o Brasil.” - Caiado


sábado, 27 de junho de 2026

A FESTA DO VAGALUME - Zé Carlos Gonçalves, escritor e poeta


A FESTA DO VAGALUME

(o retorno)

Zé Carlos Gonçalves

Com surpresa, mas com muita e muita alegria, recebo a notícia da volta da Festa do Vagalume. Um patrimônio pinheirense. E só quem a viveu sabe o verdadeiro significado de sua reedição. E, se as bandas forem "da mesma pegada" do passado, estaremos sendo brindados com o melhor da música.

O que importa é que a festa do Vagalume vai além de uma simples festa. Era o ímã para os filhos da terrinha, que bateram asas em longos voos e buscaram novos horizontes, retornarem ao seu ninho. Era, também, o imã, que atraía centenas de pessoas, de todas as lonjuras, ao aconchego dos nossos abraços e consideração. Aí, para abrilhantar a ocasião, uma procissão de motos invadia a cidade. Uns, como num ritual, vinham matar a saudade da serena brisa, dos campos verdes, das conhecidas ruas; outros vinham vivê-las pela primeira vez. E, sem surpresa alguma, já era garantido o enfeitiçamento. E, com certeza, "não se desumbigavam mais".

A verdade é que a festa do Vagalume funcionava como "uma frenética bola", que despertava e dinamizava a economia, tal uma avalanche. Nada absurda a afirmação. Afinal, era responsável pela movimentação dos transportes, dos hotéis, dos comércios, dos aluguéis, da culinária, da urbanidade.

Importante é que a festa do Vagalume não se fechava em si, deu rebentos. E, em nossa cidade, surgiu a Noite Energética, pujante e pulsante, sob a batuta dos funcionários da CEMAR. Duas festas, dois grandiosos e iluminados acontecimentos.

E, para nossa alegria, essa força, arrebatadora e festiva, não era restrita a minha Princesa. Como uma onda, se fazia presente na Festa do Remedinho, em são Bento, e na Festa do Pó, em perimirim.

Que venha o bendito e radiante Vagalume!


Zé Carlos Gonçalves


Poeta Sertanejo - Para que ter saudade, se a saudade só me faz sofrer.


Poeta Sertanejo 

Para que ter saudade, se a saudade só me faz sofrer.

Se o destino me tirou de perto, provavelmente foi para esquecer.

Adeus linda flor do campo, partirei antes do amanhecer.

E assim, numa madrugada, sai sem destino, nem ninguém saber.


Fui para terras estranhas sem ninguém me conhecer.

Hoje meu corpo está longe, mas meus pensamentos estão sempre em você.

Sento nas margens do ribeirão, e fico horas olhando as águas descer.

E por incrível que pareça, a saudade me domina.

Então vejo seu rosto, no espelhar das águas cristalinas.

Quando a lembrança aperta, no desespero chamo seu nome.

Como pode um sentimento, machucar por dentro o coração de um homem.


Na infelicidade, a ingrata dor da saudade, minha paz consome.

Meu coração pede o regresso, minha mente pede para seguir adiante, como um viajante sem direção nem nome.

Não posso mais levar a vida assim, neste sofrimento preciso pôr um fim.

Afinal foi por isso que o destino tirou você de mim.

Para que na vida eu seguisse mesmo que sozinho.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês...


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