sábado, 10 de outubro de 2026

ESCRAVIDÃO DIGITAL - Artigo do acadêmico José Renato Nalini, membro da Academia Paulista de Letras


ESCRAVIDÃO DIGITAL

Acadêmico: José Renato Nalini*

Zumbis irados, que odeiam aquele que não se identifica com o que eles acham de tudo.


Escravidão digital

A homogeneização do pensamento, controlado por redes sociais teleguiadas por IA – Inteligência Artificial, conduz a essa condição servil: a escravidão digital. É politicamente incorreto pensar de outra forma, ter ponto de vista não coincidente com o que deve predominar.

A servidão digital gera fanatismo. Parece incompreensível que pessoas presumivelmente eruditas, com boa formação integral, em todos os níveis da educação formal, ajam como autômatos. Zumbis irados, que odeiam aquele que não se identifica com o que eles acham de tudo.

Um brasileiro inconformado com tal situação do mundo, criou a “Ilha do Conhecimento”. É na Toscana, Itália, e o propósito é manter espaço em que as pessoas que pensam de forma diversa da maioria possam dialogar. Um espaço de divergência civilizada, polida, gentil e cordial.

Espécie de alternativa à cruzada mundial movida pelas grandes empresas de mídia digital, que querem robotizar as pessoas, fazê-las pensar igual. Para, igualmente, produzir maior lucro para as big techs. Objetivo saudável de Marcelo Gleiser.

Gleiser é considerado um cientista humanista, que procura conciliar ciência e espiritualidade. Escreveu “Mentes brilhantes não pensam igual” e usa imagem lúdica e singela. “As respostas para as grandes perguntas vêm de quatro pernas da cadeira existencial humana: a ciência, a filosofia, a espiritualidade e as artes. Se você não tem diálogo entre essas quatro dimensões, a cadeira cai”.

Ele se preocupa com o advento da IA, que está a cuidar de tudo e a substituir o humano, por comodidade de quem não quer ter o trabalho de pensar. Perder a essência da humanidade é uma tragédia. E não é a IA que leva a isso. É a nossa incapacidade de assumir responsabilidades e de trabalhar com a emoção. “A coisa mais difícil é ter generosidade emocional. Você tem que se colocar no lugar do outro. Entender que esse outro, que pensa diferente de você, tem uma história de vida, uma narrativa que o levou a pensar dessa forma. Antes de se bater de cabeça, é importante lembrar que todo mundo quer ser amado, quer viver com dignidade, quer ser respeitado”.

Vale a pena ler o livro e, se possível, frequentar a “Ilha do conhecimento”.

Publicado no jornal Diário do Litoral, em 04 10 2026

*José Renato Nalini é membro da Academia Paulista de Letras


sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Estou de volta para a luta pelo Brasil...

 

Estou de volta para a luta pelo Brasil...



Pesquisa recente...
Flávio tem 52,8% contra 47,2% de Lula em ‘votos válidos’ para 2º turno...
A pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira (9) registra o senador Flávio Bolsonaro (PL) liderando a disputa presidencial contra a reeleição do presidente Lula (PT). Segundo o cenário que simula votos válidos no levantamento, Flávio seria eleito presidente com 52,8% do eleitorado, contra 47,2% de quem preferia reeleger o petista.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Crônica de Zé Carlos


Crônica de Zé Carlos

02 / 09 / 2026

Após um longo e preguiçoso período de convalescença, já venho reaprendendo a caminhar. Vou me firmando em passos miúdos e lentos, tal o luar preguiçoso a se demorar dentro da noite sonolenta e sem pressa. Tal a luz, que ia se fazendo extinta, renovando-se e se encorpando a me alumiar as trêmulas e indecisas passadas.

O certo é que, com teimosa teimosia, me apego a minhas crenças, ora cambaleante como o menino ávido a palmilhar caminhos, a ansiar a liberta liberdade e a correr atrás de tantos e desafiantes mundos; ora fora de combate, só "espiano ais côsa aconteceno", como se já estivesse muito além desta "real idade".

E, em oscilante enfermidade, ambígua e angustiante, tenho muito a agradecer à minha família e aos amigos, que não "mi deixaro di mãu". Persistiram que persistiram, mesmo com o meu silencioso silêncio, a me alvoraçar os dias com suas preocupações e com seus desejos de me ver bem.

E, ainda que não esteja totalmente recuperado, sigo um vivo e teimoso vivente, que vou me permitindo persistir e sonhar e murmurar e falar e cantarolar e gritar em meus medos, em minhas vontades e em minhas certezas. Volto a me enxergar em minhas limitações e em minhas possibilidades.

E volto, ainda que lentamente, a me fazer presente ... Volto à sagrada narração e à sagrada poesia!

Zé Carlos Gonçalves



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Quem vigia os vigiadores? - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

 

Quem vigia os vigiadores?

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Há anos repito uma provocação que parecia restrita aos manuais de governança. Quem vigia os vigiadores? Hoje, o dilema teórico se transformou em crônica policial.

A narrativa de que o ministro Alexandre de Moraes jamais recebera mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ruiu com o levantamento do sigilo. Segundo laudo da Polícia Federal tornado público, a perícia identificou dezenas de arquivos direcionados ao contato “Alexandre de Moraes BRASÍLIA”, nos quais Vorcaro buscava socorro e perguntava se era possível “bloquear a maldade”.

Não é ilação. É registro pericial.

Se o contato era conhecido, a versão oficial precisa ser explicada. Se era desconhecido, resta explicar por que se atacou a imprensa antes que a própria perícia esclarecesse os fatos.

Em qualquer corporação submetida a um compliance minimamente sério, uma contradição dessa magnitude seria suficiente para retirar o executivo da linha de comando enquanto uma investigação independente apurasse o ocorrido.

No STF, aparentemente, inventamos uma modalidade mais sofisticada de governança. O investigado permanece, os colegas observam e as instituições responsáveis por fiscalizar aguardam prudentemente que o constrangimento passe.

A situação se torna ainda mais grave diante dos contratos milionários entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro e dos metadados divulgados que atribuiriam a edição final de uma minuta ao próprio “Ministro Alexandre de Moraes”. Isso exige esclarecimento independente justamente porque conflito de interesses não começa quando se prova um crime. Começa quando existem relações capazes de comprometer, ou parecer comprometer, a necessária imparcialidade.

LATITUDE DO MEU SONHO - Por Carlos Alberto Lima Coelho, escritor e poeta


LATITUDE DO MEU SONHO



Carlos Alberto Lima Coelho, escritor e poeta

São Luís - Maranhão-Brasil


Há momentos em que fecho os olhos e, paradoxalmente, é quando mais consigo enxergar.

Na minha contemplação interior, uma luz esverdeada invade a retina da imaginação. Não sei se nasce diante dos olhos ou dentro da alma. Apenas surge, silenciosa e inesperada, como se o universo resolvesse abrir uma fresta para que eu pudesse espiar alguns de seus mistérios.

Penso na aurora boreal.

A ciência explica aquele espetáculo com a precisão que lhe cabe. Fala dos átomos de oxigênio nas altas camadas da atmosfera, das partículas vindas do vento solar, das colisões invisíveis que acabam transformadas em luz. É bonito compreender. Mas talvez existam fenômenos que, depois de explicados, continuem guardando o mistério.

Porque a ciência pode dizer de onde vem a luz. Difícil é explicar o que ela acende dentro de nós.

E então viajo.

Sem malas, passaporte ou passagem, transporto-me mentalmente para a Lapônia finlandesa. Caminho por extensões brancas, sinto o vento frio no rosto e levanto os olhos para um céu que parece ter sido pintado por mãos invisíveis.

Lá, entre noites intermináveis e dias em que o Sol parece esquecer-se de desaparecer no horizonte, minha imaginação se embriaga de solidão.

Uma embriaguez diferente daquela dos tempos de boemia.

Sou, nesse instante, novamente o príncipe das noites mal dormidas. Mas já não procuro as mesmas madrugadas. O tempo mudou o endereço dos meus desejos.

DIA NACIONAL DO REPÓRTER FOTOGRÁFICO & CINEMATOGRÁFICO Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA NACIONAL DO REPÓRTER FOTOGRÁFICO & CINEMATOGRÁFICO

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

Por entre máquinas lambe-lambes, objetivas, analógicas, digitais e maís recentemente através de um celular, o passado por algum motivo perdido, se revela e, no agora e também no futuro, pode-se ver quão importantes são esses seres (os artistas das lentes), que com um "clic" de milésimos de segundos, fazem registros únicos, mágicos.

Refiro-me aos repórteres fotógrafos (as), os cinematográfos, todos responsáveis por verdadeiras poesias e outras produções em forma de imagens.

POVO DO MEU AGRADO ** BOM DIA, MEU SERTÃO!**



POVO DO MEU AGRADO

02 / 09 / 2026

** BOM DIA, MEU SERTÃO!**



Tem riqueza que não mora no dinheiro,

mora no milho colhido no terreiro,

na sombra boa de uma árvore

e na companhia de quem divide a vida.


Ele segura a espiga,

ela ajeita o balaio,

e entre uma conversa e outra

o trabalho vai ficando mais leve.


Lá no fundo, a casinha guarda histórias.

Na frente, o milho lembra que tudo tem seu tempo:

tempo de plantar, tempo de cuidar

e tempo de agradecer pela colheita.


Que o nosso dia comece assim,

com simplicidade no coração,

esperança renovada

e fartura na mesa.


**Bom dia! Que nunca falte fé, trabalho e um pedacinho de sertão dentro da gente.**

*****

“Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”


Poeta Sertanejo - Ao passar novamente pela estrada de terra...

 

Poeta Sertanejo

02 / 09/ 2026

Ao passar novamente pela estrada de terra, eu pude ver a beira do caminho.

Belas casas de caboclos, e lindas roseiras protegidas pelos espinhos.

E a abelha jataí no mourão da cerca de arame, e o amigo tiziu no talo do capim que cantava dando um pulinhos.

Senti o cheiro do mato lá na baixada, que protegia o pequeno riozinho.

Também avistei lá no alto da serra, uma saudade que acenava pra mim.


Fui passando de casa em casa, e onde passava a doce lembrança me acompanhava.

E montado no lombo da recordação, no tempo da infância aos poucos eu voltava.

Papai garra trabalhando lá no roçado, mamãe da casa cuidava.

O coberto do poço, e o velho paiol onde as tralhas ficavam.

O piquete das vacas leiteiras, e a velha porteira onde eu me balançava.

A casa tinha uma grande varanda, e uma cadeira onde meu pai sentava.


Ouvindo a voz silêncio, o seu paieiro ele ali tranquilo pitava.

No fundo da casa tinha uma lagoa, onde patos em brincadeira sobre as águas se deslizavam.

E assim aos poucos do meu passado eu recordava…

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


terça-feira, 1 de setembro de 2026

ACÁCIAS & PALIDEZ - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta



ACÁCIAS & PALIDEZ

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

Enquanto não acontecem os meus sonhos; enquanto os meus sonhos não passam de sonhos;

enquanto o que acredito é loucura para os outros;

enquanto os outros acham que tudo é loucura, tenho que esperar uma eternidade para ter a certeza de quem tem, realmente razão: se o odor das flores

ou os perfumes dos outros...

Estou fazendo minha parte, acredito... Acredito na acácia que serviu de cruz para Deus e nos acúleos que cose minhas vestes rotas,

estas mesmas que sugam o suor da minha fronte de sal, de sal, de sal...

Por isso, tenho, no meu jardim, uma dessas árvores com acúleos ... Vez outra, fito-os à distância

e, mesmo assim, sinto dores intensamente...

Tenho que cumprir com o meu destino... Sou um predestinado, às vezes acossado, restando-me apenas acácias amarelas no meio do meu jardim...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 01.09.2026. SÃO LUÍS-MA)


Poeta Sertanejo - Canta a seriema lá no cerrado, o galo no batido da asa também...


Poeta Sertanejo

 01 / 09 / 2026

Canta a seriema lá no cerrado, o galo no batido da asa também, já deu o seu recado.

O chaminé está funcionando e o caboclo, está acordado.

João de barro está no pé do eito, mostrando ser um bom sujeito, vai trabalhando animado.

Ao contrário do que diz a música, a dona Joaninha está sempre ao lado.


Galinhada no terreiro, é igual formigueiro esparramado.

Sinto a presença de Deus, quando vem a barra do dia.

No mangueirão é bonito ver a leitoada, junto as porcas de cria.

A festa da natureza está por todo lado.

Na orquestra dos passarinhos, nas capivaras no banhado.

Na plantação de café e milho, também no arrozal cacheado.

Está no peito do sertanejo, que vive sossegado.

Sua felicidade está nas vacas leiteiras, também no cavalo arreado.

No canto do sabiá, que em liberdade canta apenas por agrado.

Sua felicidade está nos braços de Maria, também nas graças de poder levantar mais um dia, se sentindo abençoado.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


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