sexta-feira, 17 de julho de 2026

Máfia das Emendas: relato de quem viu assalto ao OGU - Artigo de Ney Lopes, escritor e jonalista, ex-deputado federal


Análise: Máfia das Emendas: relato de quem viu assalto ao OGU

Ney Lopes

O ministro Flávio Dino do STF fez alerta ao Congresso Nacional sobre a aplicação de emendas parlamentares.

A primeira indagação é se a competência da fiscalização seria do STF.

O  órgão constitucionalmente destinado a fiscalizar despesas federais é o TCU. Mas, em face da falta de transparência e escândalos nas liberações, denunciados por partidos e instituições, a intervenção do STF é legal e legítima.

Tramitação vergonhosa

Fui deputado federal durante 24 anos. Conheci a vergonhosa tramitação dessas emendas. Verdadeiros grupos mafiosos eram organizados para manipular e concentrar em benefício próprio os recursos do OGU.

Ainda hoje tenho impulsos de citar nomes, mas me controlo, até pelo tempo já passado.

Casos concretos

Certa vez, lutei para destinar recursos à construção de uma ponte, em cidade do Seridó, onde fui votado. 

Consegui.

Porém, na fase de liberação das emendas, “mutreta” de um membro da Comissão Especial do Orçamento (sem que soubesse)  fez a “realocação” da verba para si, destinando-a para um municipio que tinha compromisso comigo.

E mais: foi ao município e proclamou aos líderes locais a minha omissão.

Em plena eleição, cheguei numa tarde, a esta cidade para um comício de apoio e  confrontei faixas e retratos do trapaceiro.

Surpreso vi na casa do  meu aliado  político, também faixas e retratos de apoio a ele.

Perdi os votos ali mesmo.

Ainda assim, tive a maior votação do Partido, quase cem mil votos.

Outra vez, aprovei recursos para município do Oeste e comemorei a vitória publicamente. 

Sem que tomasse conhecimento, fui vítima de nova “manobra” criminosa de membro da Comissão de Orçamento (deputados e senadores).

Os recursos foram desviados  para outro parlamentar do estado.

Passei por mentiroso.

O dia em que alugamos a consciência - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


O dia em que alugamos a consciência

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Existe uma dependência que não aparece nas estatísticas. Não reduz a renda, não aumenta a inflação nem provoca crises financeiras. Ainda assim, poucas corroem tanto uma sociedade.

É a dependência de não precisar mais julgar.

Durante muito tempo, a lei ocupou um lugar modesto. Existia para limitar a força, conter os impulsos e proteger a convivência. Nunca pretendeu substituir a consciência. A moral dizia por que agir; a lei apenas lembrava até onde era permitido ir.

Em algum momento, porém, essa ordem se inverteu.

A pergunta deixou de ser “isso é justo?” e passou a ser “isso é permitido?”.

Parece apenas uma troca de palavras. Não é. É uma troca de autoridade. A consciência deixou de consultar a lei. Passou a ser substituída por ela.

Essa é uma das fraudes intelectuais mais convenientes do nosso tempo; imaginar que obedecer à lei dispensa o dever de julgar.

Existem inúmeras maneiras legais de agir com covardia, deslealdade ou desonestidade. A legalidade jamais foi certificado de virtude.

Poeta Sertanejo - Estrada de terra, cerca de arame


Poeta Sertanejo

17 / 07 / 2026

Estrada de terra, cerca de arame lugar onde sobe da abelha jataí o enxame.

De riacho na baixada e ponte madeira, onde as águas bate nas pedras sobre a corredeira.

De matas fechadas, e grandes alagados, lugar que descansa a onça pintada, bonita em perfeição.


Lugar onde a capivara é apenas mais uma, entre tantas virando refeição.

Terra de grande beleza, berço da natureza de forma fenomenal.

Tú és um colosso, imenso e estrondoso querido pantanal.

De peixes e aves, e lobo guará bonito animal.

De grandes boiadeiros, conduzindo imensas boiadas.

Passando por áreas alagadas enfrentam o perigo, demonstrando fé.

Piranhas e jacaré, desafiam seus conhecimentos na travessia dos rios.

Mas mostrando talento a boiada do outro lado saiu, e em segurança a comitiva mais uma vez seguiu.

Querido pantanal, lugar de aventura é aqui.

Casa de diversas espécies de animais, e da gigante majestosa sucuri.

Berço do tuiuiú, e do canastra tatu, lugar de belas paisagens.

Onde as grandes cidades ficam pequenas, diante das imensas fazendas com suas plantações.

Deste país chamado Brasil você é considerado o pulmão, o do peito deste poeta o é o próprio coração.

Bom dia meu povoooooo

Um dia ricamente abençoado para todos vocês


quarta-feira, 15 de julho de 2026

Entre Dimensões - Artigo de Virginia Nunes Freire


Entre Dimensões


Virginia Nunes Freire







“Há perguntas que a ciência continua investigando, outras que a filosofia procura compreender e algumas que apenas o silêncio da alma consegue acolher. Esta é uma reflexão sobre uma delas.”
Não chegamos a este planeta por um simples passe de mágica. Houve um longo processo evolutivo, no qual inúmeras forças e contribuições participaram da construção da vida como a conhecemos.
Estamos inseridos em um universo repleto de dimensões. No entanto, antes de buscarmos compreender aquelas que nos parecem mais distantes, talvez devamos refletir sobre a que está mais próxima de todos nós: a morte.
A morte pode ser compreendida como uma passagem para outra dimensão, onde a energia da vida deixa seu invólucro carnal, que retorna à Mãe Terra, enquanto sua essência segue um novo caminho. Não sabemos exatamente o que existe além desse limiar, mas a própria natureza nos ensina que a transformação é uma constante.
As dimensões não são compartimentos isolados. Pelo contrário, elas parecem entrelaçar-se pela força do pensamento, pelas emoções e pelos sentimentos que cultivamos por aqueles que partiram. A saudade, o amor e a memória mantêm vivos vínculos que desafiam nossa compreensão.
O universo é uma imensa malha de relações, regida por leis que a Física procura compreender. Uma delas nos oferece uma reflexão profunda: a Primeira Lei da Termodinâmica estabelece que a energia não pode ser criada nem destruída, apenas transformada. Essa afirmação, embora pertença ao campo científico, inspira também uma visão filosófica sobre a continuidade da existência.
Acredito que o universo seja uma imensa trama de energia em permanente transformação. Talvez ainda compreendamos apenas uma pequena parte desse infinito. A ciência continua revelando os mecanismos da natureza, enquanto a filosofia e a espiritualidade procuram compreender seu significado.
Estamos em permanente transformação. Talvez a única maneira de continuar aprendendo seja manter a mente aberta, livre de preconceitos e bloqueios, reconhecendo que o conhecimento humano está sempre em construção. Como dizia Albert Einstein: “Deus não joga dados com o universo.” Independentemente da interpretação dessa frase, ela nos convida a refletir que existe uma ordem maior, ainda não totalmente compreendida pela nossa limitada percepção.
Escolho caminhar com a mente aberta, respeitando o conhecimento científico e, ao mesmo tempo, acolhendo a intuição que habita meu coração. É por isso que procuro viver na vibração do amor, pois acredito que ele é a energia que melhor conecta as pessoas, transcendendo o tempo, a distância e, quem sabe, até as dimensões que ainda não somos capazes de compreender.
Aqueles que já partiram continuam presentes em minha vida. Não apenas na lembrança, mas nos ensinamentos que deixaram, nos valores que transmitiram e no amor que construímos juntos.
Eles vivem em mim. Estão presentes em minhas escolhas, em minhas maneira de olhar o mundo e em cada gesto de carinho que ofereço ao próximo. Enquanto o amor permanecer, nenhuma separação será definitiva, porque o verdadeiro vínculo não pertence apenas ao corpo, mas à essência.
Se um dia encontrarmos todas as respostas, talvez descubramos que ciência e espiritualidade nunca foram adversárias, mas apenas linguagens diferentes na busca pela mesma verdade.
E, até que esse dia chegue, continuarei vivendo entre dimensões: com os pés firmes na Terra, a razão aberta ao conhecimento e o coração voltado para o amor. Porque, para mim, é o amor que une o visível e o invisível, o passado e o presente, a matéria e o espírito. É nele que encontro a força para seguir aprendendo, transformando-me e honrando aqueles que continuam vivos dentro de mim.
Virginia

Fonte - Facebook

Bolsonaro e Flávio: decisão separa o que a Constituição protege, artigo de Ney Lopes, jornalista e escritor, ex-deputado federal

 

Opinião: Bolsonaro e Flávio: decisão separa o que a Constituição protege

Ney Lopes*

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a suspensão, por 90 dias, das visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro.

A medida foi motivada pela divulgação de uma carta escrita por Jair Bolsonaro e tornada pública por Flávio.  

O próprio teor da decisão mostra que o motivo seria a divulgação de um vídeo, anunciando a leitura da carta.

Portanto, tudo leva a crer numa possível acusação de propaganda antecipada, nunca crimes eleitorais.

O direito consagra dois princípio: da razoabilidade e da proporcionalidade.

O primeiro impõe que o juiz pondere sobre a sanção  aplicada, diante do fato ocorrido.

A proibição de comunicação deve ser considerada medida extrema, sobretudo se tratando de contexto familiar.

O segundo caracteriza o excesso constatado a uma aplicação desproporcional da lei.

Separar pai de filho interfere no núcleo da família, que é de acordo com o artigo 226 da Constituição, a base da sociedade e tem especial proteção do Estado.

 A medida somente se justificaria nas hipóteses de crimes violentos ou coação direta no âmbito familiar.

Além do mais, a justiça deve buscar medidas menos gravosas, que sejam capazes de atingir o objetivo.

Certamente, na punição da propaganda antecipada seriam suficientes multas, advertência,  ou proibição de reincidência, sem romper a comunicação familiar.

Admite-se até a alternativa da supervisão do contato, ou seja, a comunicação ocorreria  mediante condições estabelecidas para evitar interferências nas investigações.

Nunca o filho ser proibido de ver o pai.

Desproporcional e desarrazoada

Vê-se que, não havendo indícios concretos de crime há amplo espaço para considerar a a proibição de contato desproporcional e desarrazoada.

O que se espera – mas é improvável que ocorra – seria o STF, em sede de colegiado, considerar ilegal essa proibição.  

Considerando que o pai e filho são figuras políticas relevantes, a vedação do contato configura um excesso de poder judicial sobre o processo democrático.

Portanto, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que proíbe Flávio Bolsonaro de se comunicar com o pai Jair Bolsonaro, salvo melhor juízo, afronta os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade, fundamentais no Direito.

Invade o núcleo familiar protegido pela Constituição. Sob o pretexto de regular a política é um excesso, que sufoca o vínculo paternal, em nome do processo democrático.

*Ney Lopes é jornalista e escritor, ex-deputado federal


DIA DO HOMEM / HOMENS & GAMETAS - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA DO HOMEM /

HOMENS & GAMETAS

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

O que poderia ser o dia a dia se não houvesse esta dor de barriga, esta cólica ácida, gastrite que apodrece o sol, o vento?

Livros, um monte de letras, um monte de pensamentos de pessoas que tinham o dia a dia para construí-los e as noites para trocar pelos dias...

O que não seria destas coisas monótonas se não houvesse a certeza da repetição? Não seria diferente. Dia a dia e noite a noite confundem-se. Há uma pequena diferença: um é branco e outro é preto (às vezes).

Minhas unhas crescem à noite ou ao dia? Sei lá! A poda dá-se a qualquer hora (embora meus dentes sejam postiços de tanto roê-las).

Dia? O que é isso? Algo que convencionaram chamar de dia. Poderia ser aid, como noite poderia ser etion. Quantas nuvens já passaram pela janelinha que me mostra o dia. Cirros, cúmulos e nimbos – seiscentos e tantos. Será? Não! Só há uma nuvem: aquela que se esparrama pelo céu formando mil e tantas figurinhas e figuronas.

Parecem anjos, parecem demônios... A noite também mostra, mas não vejo porque estou preocupado com o dia a dia. Tenho que preparar o amanhã, para poder viver hoje... Contar carneirinhos, escrever poesias, assinar o ponto, ler qualquer coisa que saiu da cabeça de alguém como eu.

Tem-se a ilusão de que se está vivendo. Ilusão, apenas ilusão, como se tem a ilusão de que a sombra serve para alguma coisa. Para que serve minha sombra? Boa pergunta! Para nada... Nem dia a dia nem noite a noite. Anote isso!!!

Não! Não anote! Seu dia a dia iria ficar como o meu: cheio de anotações e a noite a noite você transformaria em dia só em pensar loucuras: por que há dias? Por que há noites? Sei lá. Pergunte a Deus... Não! Não pergunte. Ele está ocupado com o nosso dia a dia, com a nossa noite a noite. O caderno dele está cheio de anotações claras e escuras desde o primeiro dia e a primeira noite.

Uma coisa é certa: há pecados tantos num, quanto no outro e, desde que existem dia a dia e noite a noite, há alguém malinando, numa irônica existência chamada solidão cotidiana...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 15.07.2026. SÃO LUÍS-MA).


A tecnologia do pertencimento - Texto de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


A tecnologia do pertencimento

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Nassim Taleb escreveu que dificilmente alguém é convencido por argumentos. Apenas a realidade seria capaz disso.

Talvez isso descrevesse um mundo que já não existe.

Hoje, a realidade já não basta.

Não porque os fatos tenham desaparecido, mas porque surgiu um mecanismo de controle muito mais sofisticado do que a censura; o pertencimento.

Durante séculos, o poder tentou controlar o que as pessoas podiam dizer. Agora basta controlar o grupo ao qual elas desejam pertencer.

Essa é a inovação política mais sofisticada do nosso tempo.

O pertencimento deixou de ser consequência das convicções. Tornou-se o fabricante das convicções.

Primeiro escolhe-se a tribo. Depois é a tribo que passa a definir os limites do pensamento aceitável.

Nesse instante, um fato deixa de ser apenas um fato. Torna-se uma ameaça à identidade, uma vez que discordar já não significa perder uma discussão. Significa arriscar o reconhecimento, os vínculos, as referências e, para muitos, a própria estrutura psicológica que dá sentido à vida.

É por isso que previsões fracassam sem destruir as narrativas que as produziram.

A realidade deixou de corrigir as crenças. São as crenças que passaram a reinterpretar a realidade, até que ela volte a caber na história que a tribo decidiu contar.

Esse é o mecanismo de poder que menos precisa recorrer à coerção. Basta convencer as pessoas de que o preço de questionar a narrativa é o pertencimento.

Poucas estão dispostas a pagar esse preço.

Poeta Sertanejo - A tristeza e a felicidade são duas coisas engraçadas.


Poeta Sertanejo

15 / 07 / 2026

A tristeza e a felicidade são duas coisas engraçadas.

No meio de um momento de tristeza, às vezes pode surgir a felicidade do nada.

E até mesmo a própria felicidade, pode se transformar em lágrimas derramadas.

Por isso, plante a felicidade no cair da noite, para colher no romper da alvorada.

Que com toda certeza será irrigada com o sereno de uma noite orvalhada.

A tristeza às vezes se faz indelicada, no inverno maltrata o florir da roseira que enfeita do rancho a chegada.

Deixando a felicidade da minha cabocla de alma magoada.

É quando vejo da varanda, um canário preso numa gaiola, cantando com saudade de sua amada.

Casa do poeta
Diz o poeta que é nesta hora que a tristeza e a felicidade andam de mãos dadas.

No canto triste, alegre de uma ave aprisionada.

Só imagina sua dor quem também está numa prisão sem ter feito nada.

Adormece no início da noite, e fica acordado de madrugada.

Contemplando a lua, que pelo sol também foi abandonada.

E desta forma segue a vida, passando por momentos de tristeza e felicidades na longa caminhada.

Um te serve de alívio e o outro de lição para a longa jornada.

Bom dia meu povoooooo... 

Um dia abençoado para todos vocês... 


terça-feira, 14 de julho de 2026

A culpa que nunca muda de endereço - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


A culpa que nunca muda de endereço

Alex Pipkin, PhD em Administração

Existe uma impressionante regularidade na história. Mudam os séculos, mudam as ideologias, mudam os regimes políticos e mudam até os argumentos utilizados para justificar o preconceito, mas o personagem da acusação permanece o mesmo.

Poucos povos foram privados com tanta frequência do direito elementar à inocência coletiva quanto os judeus.

Já foram responsabilizados pela morte de Cristo, pelas pestes medievais, pela usura, pelo capitalismo, pela globalização e, agora, voltam a ser convocados ao banco dos réus pelos crimes do bolchevismo.

A acusação apenas acompanha o espírito de cada época. Para quem combate o capitalismo, os judeus tornam-se a personificação da riqueza, dos bancos e do mercado. Para quem combate o comunismo, transformam-se nos arquitetos da Revolução Bolchevique. A acusação muda de direção, mas nunca de destinatário.

Fala Sergio Moro..., nas redes sociais...

 

“Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad. Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula. Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e pelo jeito também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do Min. Moraes.”


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