quinta-feira, 30 de abril de 2026

Mais uma derrota de Lula

Nova derrota do governo Lula no Congresso


O Congresso Nacional impôs nova derrota ao governo e rejeitou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto de lei da dosimetria. No Senado, o placar foi de 49 votos a favor da derrubada e 24 contra. Antes, na Câmara, o veto foi derrubado por 318 votos a 144, com cinco abstenções.

O texto mira beneficiar condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023 e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta estabelece critérios e define percentuais mínimos para o cumprimento da pena e a progressão de regime.


A segunda mensagem de Messias a Lula - Artigo de Percival Puggina


A segunda mensagem de Messias a Lula

Percival Puggina

30/04/2026

             No dia 16 de março de 2016, numa intercepção telefônica realizada durante a operação Java Jato, foi gravada uma conversa entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. Dilma pergunta: “Messias, tá aí? (...) Eu tô te mandando o ‘Bessias’ junto com o papel, o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse”. Perante uma possível prisão imediata de Lula, Dilma pretendeu deixar em mãos do ex-presidente um documento mostrando ter ele foro privilegiado como ministro do governo, não podendo ser preso por ordem de um juiz federal de primeira instância. Naquele episódio, o personagem Jorge Messias, portador do “papel”, tornou-se nacionalmente conhecido.

Ontem, decorridos 10 anos, o atual ministro-chefe da AGU, foi portador de outra mensagem a Lula. Desta feita, coube ao Senado valer-se de Jorge Messias, vulgo ‘Bessias’, para comunicar a Lula e, por tabela, ao STF, que não aceitaria o pisoteio de suas competências constitucionais. Não daria ao petismo e ao esquema de poder montado com o Supremo mais um ministro por trinta anos. Pela primeira vez, em mais de um século de existência da instituição, uma indicação do governo àquela Corte foi rejeitada pelo Senado Federal.

A noite de 29 de abril de 2026 vai entrar para a história como a noite da insônia. Em Brasília, muita gente graúda transitou em claro por esta madrugada (escrevo na manhã de quinta-feira, 30 de abril), ruminando o resultado da sessão deliberativa cujo ato final assisti de pé, diante da tela da TV. A primeira figura que vi, enquanto os alto-falantes rugiam a comemoração do plenário, foi a do senador Rogério Marinho, braços erguidos festejando a vitória da oposição. Após amargar tantas derrotas; após tantas estratégias furadas; após tanta renúncia do parlamento ao próprio poder; após a democracia e a liberdade tanto padecerem sob a truculência imperante no STF, associada à regência pusilânime do Centrão, eu bebi com gosto no cálice daquela vitória. Não importa se colhida no constrangido anonimato do voto secreto.

Tornou-se evidente, ontem, o quanto necessitamos de uma reforma institucional que não impeça a igualdade de todos perante a lei, devolva independência ao Congresso Nacional e proporcione à nação uma Justiça de unhas aparadas, manicuradas.  

*Percival Puggina (81) é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org), colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+. Membro da Academia Rio-Grandense de Letras.


Quando o Senado resolveu existir - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


Quando o Senado resolveu existir

Alex Pipkin, PhD em Administração

A rejeição de Jorge Messias pelo Senado não é uma simples derrota técnica; é algo muito mais raro.

Foi um desvio violento no padrão. Pela primeira vez em 134 anos, os senadores rasgaram o script de submissão ao Planalto e avisaram que a porta de entrada para o STF não é um guichê de entregas.

O “Bessias” de 2016, o homem do papel de posse preventivo, agora se transformou no rosto de uma ironia histórica. O fiel escudeiro, escalado para ser o escudo do governo na Suprema Corte, foi o primeiro a perceber que o chão de Brasília talvez não seja tão firme quanto se imaginava.

Mas não sejamos ingênuos. No submundo do poder, nada é de graça. Pode haver uma fatura sendo cobrada por fora, uma conveniência de última hora ou um movimento que ainda não se revelou por completo. Na política, a rejeição de hoje costuma ser a moeda de troca de amanhã.

Ainda assim, o sinal é inequívoco. Se o Senado descobriu que pode dizer “não” a um indicado, o recado ecoa além do episódio. Não é ruptura, mas seguramente é fissura. Fissuras, quando surgem, raramente permanecem contidas.

O governo Lula não caiu, mas perdeu o prumo. O Senado deixou de ser figurante e lembrou ao Brasil que ainda tem digitais.

Se foi um espasmo republicano ou um xeque-mate estratégico, o tempo dirá.

Mas uma coisa já não pode ser ignorada. Quando o roteiro falha, o público percebe que ele nunca foi inevitável.

Ainda que movido por engrenagens ocultas, o Senado permitiu-se, por um instante, um lapso de fidelidade à sua própria missão.

É nesse desequilíbrio entre o interesse e a verdade que a ladeira começa, silenciosamente, a inclinar.


Minha história com Gonzaguinha - Artigo de Irineu Tamanini


Minha história com Gonzaguinha

Irineu Tamanini

29/04/2026

O então presidente Fernando Collor visitou no dia 3 de abril de 1991 a cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará. Valter Lima, da Rádio Nacional viajou dois dias antes no escalão precursor da Presidência da República para transmitir, direto da terra de Padre Cícero, o programa “Revista Nacional”.

Ao chegar naquela histórica cidade cearense, Valter Lima encontrou com o cantor e compositor Gonzaguinha. O filho de Luiz Gonzaga, o Reio da Baião, estava em Juazeiro com a intenção de viabilizar a construção do Museu do Gonzagão. Na conversa, Valter disse a ele que tinha um amigo em Brasília que poderia ajudá-lo a conseguir recursos para a construção do Museu. Valter ligou para a minha sala no Palácio do Planalto e colocou Gonzaguinha na linha. No dia seguinte, voltei a falar por telefone com Gonzaguinha, trocamos telefones e ficamos de marcar uma visita dele a Brasília.

Tchau, querido - Por Felipe Vieira


Tchau, querido

Por Felipe Vieira*

29/04/2026 

Há frases que atravessam governos e acabam voltando anos depois carregadas de ironia política.

Em março de 2016, no auge da crise que culminaria no impeachment de Dilma Rousseff, o país ouviu a gravação que entrou para a história política recente. Na conversa entre Dilma e Luiz Inácio Lula da Silva, a então presidente avisava que enviaria o termo de posse ministerial “em caso de necessidade”. O responsável por levar o documento era justamente Jorge Messias, então subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Na gravação, Dilma se refere a ele de forma que virou um dos episódios mais marcantes daquele período: “Bessias”.

O episódio se transformou em símbolo da crise política daquele momento. A oposição sustentou que a posse ministerial buscava garantir foro privilegiado a Lula em meio ao avanço da Operação Lava Jato.

Ao fim daquela mesma ligação, outra frase entraria para o folclore político brasileiro. Lula encerra a conversa com Dilma dizendo: “Tchau, querida.”

O bordão virou meme, camiseta, adesivo e sintetizou o desgaste de um governo que já havia perdido conexão com parte expressiva da sociedade.

Dez anos depois, a política brasileira produziu uma cena carregada de simbolismo semelhante.

O Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. O placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis não representou apenas uma derrota do governo Lula. Foi uma derrota acachapante, constrangedora e politicamente devastadora, que expôs de forma pública a fragilidade da articulação do Palácio do Planalto e a incapacidade de construir maioria mesmo em um tema central. Mais do que um revés, foi uma vergonha institucional para o governo, derrotado em plenário após mobilização intensa. O resultado também funcionou como um recado direto contra a lógica das indicações baseadas em proximidade política, fidelidade ideológica e relações pessoais.

'O Paraná será a nossa Fortaleza e nosso estado não é lugar para bandidos, petistas ou frouxos'

 

Sérgio Moro, nas páginas do Facebook... 'O Paraná será a nossa Fortaleza e nosso estado não é lugar para bandidos, petistas ou frouxos'

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"Quase meia-noite. O Brasil inteiro comenta a vitória histórica do povo brasileiro com a rejeição pelo Senado do indicado ao STF pelo Lula. Queremos um Supremo independente do Governo, vinculado somente às leis e à Constituição. Todos os cantos do Paraná comemoram a vitória da liberdade. Dos meus concorrentes ao Governo do Paraná, só o silêncio, nenhuma palavra. Do candidato do PT/PDT, era de se esperar, mas dos demais? Ou são omissos ou apoiam o sistema. Todos, no íntimo, fãs do Lula. O Paraná será a nossa Fortaleza e nosso estado não é lugar para bandidos, petistas ou frouxos." -  Escreveu ainda o senador Sérgio Moro


Lula errou - Artigo de João Carlos da Silva


Lula errou

João Carlos da Silva*

29/04/2026

Ao insistir com o nome de Jorge Messias para ocupar vaga do Ministro Luis Roberto Barroso no STF , Lula errou ao deixar a corda esticada por muito tempo. Sabia ele que o risco era grande. E foi.

O resultado na CCJ não deu lastro para assegurar votos necessários no Plenário do Senado Federal. Muitas articulações estavam em pauta. Na maioria delas , Presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre no comando.

Todos sabiam do seu desejo pessoal e de muitos de seus colegas. Rodrigo Pacheco era a bola da vez. Lula queria que fosse candidato ao governo de MG para assegurar palanque para sua candidatura na reeleição. Pacheco teve seu sonho de fazer parte do STF reduzido.

Alcolumbre não desistiu. Articulou em silêncio para que Messias não tivesse vida fácil em sua caminhada ao STF , agarrado nos braços do Presidente da República e de todo governo.

Deu tudo errado.

Não dá para duvidar da força política do Presidente do Congresso Nacional. É gigante. Alcolumbre nunca andou ao lado de Messias. Fez pouco caso da indicação de Lula. Seu eleito era Rodrigo Pacheco.

Não sossegou com o nome de seu colega rejeitado pelo Palácio do Planalto. Nesse tempo todo trabalhou voto a voto para derrotar Messias em Plenário. Ele e um número significativo de colegas Senadores. Muitos daqueles que garantiram o SIM , aplicaram o NÃO.

Davi Alcolumbre sairia menor dessa votação no Plenário com aprovação do nome de Jorge Messias para o STF? Jamais! Os próprios Ministros do STF sentiram essa derrota. Apoiavam Messias. Deu ruim para todo mundo.

Ainda vem ai delações dos envolvidos no caso Master e BRB. Prometem deixar Brasília de cabeça para baixo. O foco disso tudo é eleição desse ano. Vai ser do barulho o balacobaco. E olha que Ciro Gomes poderá vir como candidato para azucrinar o debate eleitoral.

Agora , Lula terá que rever seu entorno. Messias foi parar nos livros da história do Brasil como um derrotado histórico. Lula vai querer isso também?

*João Carlos Silva é articulista e consultor.


quarta-feira, 29 de abril de 2026

A CASA COMEÇOU A CAIR


A CASA COMEÇOU A CAIR

Jorge Messias não vai ser Ministro do STF

Candidato de Lula foi rejeitado no plenário do SENADO por 42 votos a 34

De nada adiantaram as manobras do Sistema.

Viva o povo brasileiro!


Um dia de visita ao meu pai - Por Carlos Bolsonaro

 

Um dia de visita ao meu pai

Carlos Bolsonaro

29 / 04 / 2026

Fonte - Fecebook

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Saio de mais um dia de visita ao meu pai, em prisão domiciliar. Fui chamado para me retirar, pois haviam se passado as duas horas impostas para a visita dos filhos. É impossível não ficar revirado. Me desculpem o desabafo.

Em prisão, o Presidente Jair Bolsonaro está triste por não poder receber visitas nem de seus irmãos, quanto mais de amigos e políticos. Sabemos que o objetivo é isolá-lo do cenário nacional e colocar sua cabeça arrancada de seu corpo como troféu do que não fazer com o sistema, mas ele, inacreditavelmente, repete e faz carinho do seu jeito: “calma, moleque!”

O “Bicho” segue melhor do que se estivesse na Papuda. As crises de soluço ocorrem com menor frequência, e a cirurgia no ombro, em decorrência da queda na superintendência da PF, está para ser marcada nos próximos dias. O Presidente continua elaborando a lista de candidatos ao Senado pelo Brasil, bem como recebendo a visita de meu irmão, Flávio Bolsonaro, que consegue vê-lo por mais 30 minutos, pois foi incluído como seu advogado nos autos.

Sei que as pessoas sentem falta de vê-lo em vídeos e ao vivo, andando pelas ruas ao lado do povo. Contudo, ele novamente me disse: “calma! Tudo isso vai passar!”

Passados mais de 5 meses desse injusto inferno que temos vivido, assim como mais de 3 anos de prisões ilegais, deixo meu pai mais um dia, procurando honrar o que ele sempre me ensinou. Difícil, dolorido, inquietante, indescritível. É isso.

Todos temos um Brasil para recuperar.

Um abraço a todos.



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Operação Corte Profundo - PF

Operação PF

FICCO/PB combate cultivo ilícito de entorpecentes

Operação Corte Profundo cumpre 19 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão na Paraíba, em Pernambuco, no Maranhão e na Bahia

29/04/2026



João Pessoa/PB
. Nesta quarta-feira (29/4), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado na Paraíba (FICCO/PB) deflagrou a operação Corte Profundo, para cumprir 19 mandados de prisão contra investigados, bem como 30 de busca e apreensão de bens relacionados ao tráfico de drogas e ao cultivo ilícito de entorpecentes nos estados da Paraíba, de Pernambuco, do Maranhão e da Bahia.

As investigações identificaram indivíduos envolvidos na manutenção de áreas de plantio, de produção, de logística de distribuição, de financiamento e de comércio de maconha. A ação visa coletar elementos probatórios, apreender drogas, armas, valores e outros ativos ilícitos vinculados às atividades investigadas, além da prisão dos envolvidos.

A ação ocorreu de forma conjunta, com apoio das Polícias Militar e Civil dos Estados da Paraíba e de Pernambuco e da Polícia Penal de Pernambuco.

A FICCO/PB é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar, pela Polícia Civil, pela Polícia Penal, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais, pela Secretaria de Estado da Segurança e da Defesa Social da Paraíba e pela Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba.

Fonte - Comunicação Social da Polícia Federal na Paraíba

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