Inteligência Artificial, uma questão espiritual
Dom Lindomar Rocha
Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)
Há uma tendência comum de tratar a inteligência artificial como um problema técnico. Perguntamos até onde chegarão as máquinas e quantas profissões desaparecerão; que riscos surgirão quando sistemas artificiais escreverem e calcularem melhor que qualquer um nós. Perguntas importantes, mas que permanecem na superfície.
O problema da inteligência artificial está mais centrado em nós, e menos na inteligência que conseguiremos colocar nas máquinas. Nesse sentido, a questão é mais espiritual que técnica.
A história oferece exemplos suficientemente claros, e o dinheiro é um dos mais eloquentes. Ele constituiu uma das grandes invenções da civilização porque tornou possível realizar a troca universal e a cooperação entre desconhecidos. Um instrumento extraordinário! Contudo, aquilo que deveria apenas quantificar o valor de uma coisa acabou ocupando o lugar da própria coisa. O dinheiro, criado para fazer circular, passou a ser acumulado.











