sábado, 30 de maio de 2026

Não é contra o Brasil, é uma medida contra o PCC e o CV - Artigo de Martin de Luca


Não é contra o Brasil, é uma medida contra o PCC e o CV

Espantalho da "intervenção militar" serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável

Martin de Luca*

29/05/2026

O argumento de que a designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos “ameaça a soberania brasileira” inverte completamente o problema.

A ameaça à soberania brasileira não vem dos EUA reconhecer a realidade. A ameaça à soberania brasileira vem de facções criminosas que controlam territórios, impõem regras paralelas, aterrorizam populações civis, corrompem agentes públicos, lavam bilhões, traficam drogas e armas através de fronteiras e projetam sua atuação para além do Brasil.

Soberania é a capacidade efetiva do Estado de controlar seu território, proteger sua população e impedir que organizações criminosas substituam o poder público.

O argumento de que PCC e CV não poderiam ser tratados como organizações terroristas porque “não têm bandeira política” é juridicamente estreito e empiricamente ingênuo. Essas organizações talvez não publiquem manifestos ideológicos como grupos revolucionários clássicos. Mas exercem poder político no sentido mais concreto possível porque controlam comunidades, intimidam autoridades, influenciam eleições, paralisam cidades, impõem toque de recolher, ordenam ataques contra agentes públicos e usam violência sistemática contra civis para preservar domínio territorial e econômico.

A designação americana não transforma o Brasil em alvo. Ela mira organizações criminosas específicas que representam ameaça transnacional. Também não autoriza automaticamente intervenção militar em território brasileiro. Esse espantalho serve mais para criar pânico político do que para explicar o direito aplicável. O efeito concreto da designação é ampliar ferramentas contra financiamento, logística, facilitadores, lavagem de dinheiro, movimentação internacional, apoio material e redes de suporte. Ou seja onde essas facções são mais vulneráveis.

Também é curioso ouvir preocupações abstratas com soberania quando as principais vítimas da perda de soberania são os brasileiros que vivem sob domínio criminoso. Para a mãe que não pode sair de casa porque uma facção decretou toque de recolher, para o comerciante extorquido, para a família atingida por guerra territorial, para o policial assassinado e para a comunidade abandonada à governança criminal, a soberania brasileira já foi violada há muito tempo — não por uma designação americana, mas pelo poder armado das facções.

A pergunta correta é por que o Estado brasileiro permitiu que essas organizações crescessem a ponto de se tornarem uma ameaça hemisférica. Se o Brasil tivesse desmantelado sua infraestrutura financeira, contido sua expansão internacional, protegido suas fronteiras, impedido sua infiltração institucional e recuperado os territórios dominados por facções, talvez EUA não tivesse sentido necessidade de agir.

Isso não é uma medida anti-Brasil. É uma medida contra o PCC e o Comando Vermelho. O verdadeiro ato pró-Brasil é reconhecer que o povo brasileiro é a primeira e maior vítima dessas organizações e que a cooperação internacional contra elas deve ser bem-vinda, não tratada como ofensa nacional.

O Brasil deveria responder não com indignação performática, mas com cooperação, inteligência financeira, extradições, bloqueio de ativos, repressão à lavagem de dinheiro e uma estratégia nacional séria para recuperar territórios dominados pelo crime organizado.

A soberania brasileira não será protegida defendendo a sensibilidade diplomática de facções criminosas. Será protegida destruindo o poder delas.

*Martin De Luca é advogado atuante nos Estados Unidos.
Texto transcrito das redes sociais do autor.


Epístola de Paulo aos Romanos - Romanos 2 - Os gentios e os judeus igualmente culpados. O juízo de Deus


Epístola de Paulo aos Romanos

Romanos 2

Os gentios e os judeus igualmente culpados. O juízo de Deus

1 Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas.

2 Bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade contra os que praticam tais coisas.

3 Tu, ó homem, que condenas os que praticam tais coisas e fazes as mesmas, pensas que te livrarás do juízo de Deus?

4 Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?

5 Mas, segundo a tua dureza e coração impenitente, acumulas contra ti mesmo ira para o dia da ira e da revelação do justo juízo de Deus,

6 que retribuirá a cada um segundo o seu procedimento:

7 a vida eterna aos que, perseverando em fazer o bem, procuram glória, honra e incorruptibilidade;

8 mas ira e indignação aos facciosos, que desobedecem à verdade e obedecem à injustiça.

9 Tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal, ao judeu primeiro e também ao grego.

10 glória, porém, e honra, e paz a todo aquele que pratica o bem, ao judeu primeiro e também ao grego.

11 Porque para com Deus não há acepção de pessoas.

12 Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados.

sexta-feira, 29 de maio de 2026

O dia em que o hospício fiscal ficou sem clientes - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


O dia em que o hospício fiscal ficou sem clientes

Alex Pipkin, PhD em Administração

Durante décadas, a Argentina viveu sob uma das fraudes psicológicas mais sofisticadas já produzidas pela política.

A fraude não era econômica. A economia era apenas a fatura que chegava depois.

O truque consistia em convencer milhões de pessoas de que a única instituição capaz de salvá-las era exatamente a instituição que as tornava dependentes.

Primeiro vinham a inflação, os déficits, os controles de preços, a destruição da moeda, a insegurança econômica e a corrosão silenciosa da capacidade de planejamento das famílias.

Depois surgia o Estado oferecendo proteção contra os estragos que ele próprio havia produzido.

Era o incêndio administrado por um corpo de bombeiros que chegava ao local carregando gasolina.

O peronismo transformou esse mecanismo em cultura nacional. Não vendia apenas políticas públicas. Vendia uma visão de mundo; a crença de que riqueza pode ser distribuída antes de ser produzida, de que prosperidade nasce de decretos e de que o indivíduo é incapaz de caminhar sem a tutela permanente do poder.

Por isso, a grande ruptura promovida por Milei talvez não tenha sido, em sua essência, econômica. Foi psicológica.

Ele compreendeu algo que boa parte dos economistas costuma esquecer. Sociedades raramente abandonam ideias ruins porque encontraram argumentos melhores. Abandonam-nas quando a realidade se torna insuportável.

Milei retirou a maquiagem do cadáver.

Redução da jornada: avanço social ou bandeira política? Por Ney Lopes, jornalista, escritor, ex-deputado federal


Análise: Redução da jornada: avanço social ou bandeira política?

Ney Lopes

É público e notório, que a proposta de  redução da jornada de trabalho, já aprovada na Câmara, nasce com objetivo de impulsionar a reeleição de Lula.  Não se trata de ser contra os avanços sociais. O verdadeiro propósito é dar mais qualidade de vida ao trabalhador. Para que isso ocorra é necessário acima de interesses políticos imediatos, que prevaleça a razão, apoiada na realidade. O contrário será “chover no molhado”, que gera propaganda, mas não altera a vida de quem trabalha.

O amigo pernambucano, Joel Holanda, deputado estadual, federal e senador da República, escreveu ponderado artigo, onde lembra Roberto Campos, um dos maiores pensadores brasileiros, que dizia: “O bem-estar social não nasce das boas intenções legislativas, mas sim do suor da produtividade. Onde a legislação avança mais rápido que a produção, o resultado inevitável é a inflação e o desemprego”.

O que deseja o trabalhador

A qualidade de vida do trabalhador pode ser melhorada de várias formas. Eis algumas medidas eficazes: ambiente de trabalho saudável, ventilação e áreas de descanso; oferecer acompanhamento da saúde , como vacinação e programas de saúde mental; promover atividades físicas, inclusive com parcerias com academias; ajudar o empregado desenvolver as suas habilidades; criar planos de carreira para o crescimento dentro da própria empresa; avaliações e reconhecimento pelo trabalho bem executado; valorizar a diversidade com respeito  a etnia, gênero, orientação sexual, idade e cultura; criação de  programas de recompensas, como prêmio por alcançar metas; canais de comunicação onde os trabalhadores possam expressar preocupações e sugestões; flexibilizar  horários de entrada e saída, desde que cumpram a carga horária; opção de trabalho remoto, quando possível; suporte psicológico. .

Ilusão travestida de bondade

Em síntese, a implantação  dessas sugestões colaboram na melhora na qualidade de vida do trabalhador e não dependem  da redução da jornada de trabalho.  O Brasil real, que acorda cedo e carrega o peso do Estado nas costas, não precisa de mais uma ilusão travestida de bondade.

O maior exemplo é a França. No ano 2000, aprovou a semana de 35 horas, como meio de geração de empregos. O resultado foram salários congelados e prejuízos para o trabalhador. Depois O país teve que aprovar leis para que as pessoas trabalhassem mais.

Diante de tantas evidencias o desafio está lançado: governar para o futuro da nação ou legislar para a próxima eleição?


Dia do Geógrafo, do Estastistico e do Ibegiano - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


Dia do Geógrafo, do Estastistico e do Ibegiano

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

Os geógrafos são historicamente conhecidos como profissionais ou cientistas. Inclusive, elaboram mapas, numa área de estudo específica, chamada de cartografia. No entanto, a geografia abrange muito mais do que apenas a criação de mapas. Ela é uma ciência que estuda a Terra e seus fenômenos, incluindo a climatologia, que analisa o clima e seus padrões, e a geomorfologia, que examina a forma e a estrutura da superfície terrestre.

A geografia é uma ciencia fundamental para se entender o mundo em que vivemos. Ela nos ajuda a compreender como o meio ambiente influencia a sociedade e como as atividades humanas afetam o planeta. Os geógrafos trabalham em diversas áreas, desde a planejamento urbano até a gestão de recursos naturais, passando pela análise de riscos naturais e pela elaboração de políticas públicas.

O Dia do Geógrafo é uma oportunidade para reconhecer a importância do trabalho desses profissionais e cientistas. Eles nos ajudam a entender melhor o mundo e a tomar decisões informadas sobre como gerenciar nossos recursos e proteger o meio ambiente. Por isso, é fundamental valorizar e celebrar a contribuição dos geógrafos para a sociedade.



(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 29.5.2026. SÃO LUÍS-MA).


Epístola de Paulo aos Romanos - Romanos 1 - Prefácio e saudação


Epístola de Paulo aos Romanos

Romanos 1

Prefácio e saudação

1 Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus,

2 o qual foi por Deus, outrora, prometido por intermédio dos seus profetas nas Sagradas Escrituras,

3 com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência de Davi

4 e foi designado Filho de Deus com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Jesus Cristo, nosso Senhor,

5 por intermédio de quem viemos a receber graça e apostolado por amor do seu nome, para a obediência por fé, entre todos os gentios,

6 de cujo número sois também vós, chamados para serdes de Jesus Cristo.

7 A todos os amados de Deus, que estais em Roma, chamados para serdes santos, graça a vós outros e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

O amor de Paulo pelos cristãos de Roma. Seu desejo de vê-los

8 Primeiramente, dou graças a meu Deus, mediante Jesus Cristo, no tocante a todos vós, porque, em todo o mundo, é proclamada a vossa fé.

9 Porque Deus, a quem sirvo em meu espírito, no evangelho de seu Filho, é minha testemunha de como incessantemente faço menção de vós

10 em todas as minhas orações, suplicando que, nalgum tempo, pela vontade de Deus, se me ofereça boa ocasião de visitar-vos.

quinta-feira, 28 de maio de 2026

A soberania dos sem-cérebro - Roberto Kenard, jornalista, escritor e poeta


A soberania dos sem-cérebro

Roberto Kenard, jornalista, escritor e poeta

Temos hoje a classe média mais estúpida já havida no país. Treinada nas escolas e universidades para não pensar, se põe a dar opinião da feira nas redes sociais.

É o caso que envolve a soberania. Acabo de ver no YouTube um desses idiotas a dizer que Lula impõe nossa soberania e fala de igual para igual com líderes de outros países.

Seria risível, não fosse trágico. O idiota acredita que soberania se impõe com a garganta. Fosse assim, os mais preparados para a presidência de um país seriam os tenores de ópera.

A soberania depende, no plano básico, de dois fatores, nessa ordem: poder bélico e desenvolvimento.

Não há uma potência mundial sem armas nucleares. Absolutamente nenhuma. O Brasil conta com tanques de guerra que soltam fumaça nos desfiles militares. Verdadeiro exército de Brancaleone.

O segundo ponto. Sem alto desenvolvimento tecnológico, o país é frágil. Ele vive a reboque dos países plenamente desenvolvidos.

Por fim, há um terceiro ponto: a soberania é também uma questão interna. O Estado precisa ter o controle de seu território. O Brasil não tem. Não tem controle de suas fronteiras e inúmeras cidades foram dominadas pelo narcotráfico (no Ceará, depois que o PT assumiu o governo, há inclusive cidades em que a população inteira abandonou suas casas, expulsa pelas facções criminosas).

Portanto, dizer que Lula impõe nossa soberania é coisa de quem tem dois neurônios, cada um armado de faca, numa briga fratricida. Imagina a confusão que isso causa na cabeça dessa gente.


ANIMAÇÃO DA VIDA - Poeta e escritor Carlos Alberto Lima Coelho

 

ANIMAÇÃO DA VIDA



Carlos Alberto Lima Coelho

São Luis Maranhão Brasil

*****

“No despertar de cada manhã, começa — ou talvez termine — a animação silenciosa dentro do meu corpo físico, envolvido pelas energias fluídicas que constroem o meu eu.

Sou matéria que respira o invisível, consciência que atravessa o tempo vestida de carne, pensamento e sentimento.

Há em mim uma corrente sutil que não se vê, mas sustenta os sonhos, move os passos e acende a chama da existência.

Cada emoção molda essa atmosfera íntima; cada lembrança deixa marcas invisíveis na arquitetura da alma.

Desperto, então, não apenas para um novo dia, mas para a continuidade de uma viagem espiritual onde o corpo é estrada e o espírito é viajante.

E entre o nascer do sol e o silêncio da noite, vou construindo meu eu — fragmento por fragmento — nas delicadas teias das energias que me cercam e me transformam.”

Poeta e escritor


OLEIRO & DEUS (DIA DO OLEIRO) , Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

 

OLEIRO & DEUS

(DIA DO OLEIRO)


Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

Eu sou o barro, mole e flexível,

Nas mãos do Oleiro, sou moldado com cuidado...

Ele me dá forma, me faz crescer,

e me transforma em algo novo, belo e precioso...

Com Seu sopro, eu sinto vida,

E Seu fogo, me purifica e me transforma...

Eu sou um vaso, frágil e delicado,

mas nas mãos do Oleiro, sou forte e resistente...

Eu sou uma obra de arte, criada por Deus!

Um vaso para seu amor e perdão;

instrumento para seu serviço!

Com Seu auxílio, posso ser um oleiro com o ofício de perdoar...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 28.5.2026. SÃO LUÍS-MA)

 

O livro de Josué 8 - Ai é destruída


O livro de Josué 8 - Ai é destruída

 Ai é destruída

1 Disse o Senhor a Josué: Não temas, não te atemorizes; toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai; olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra.

2 Farás a Ai e a seu rei como fizeste a Jericó e a seu rei; somente que para vós outros saqueareis os seus despojos e o seu gado; põe emboscadas à cidade, por detrás dela.

3 Então, Josué se levantou, e toda a gente de guerra, para subir contra Ai; escolheu Josué trinta mil homens valentes e os enviou de noite.

4 Deu-lhes ordem, dizendo: Eis que vos poreis de emboscada contra a cidade, por detrás dela; não vos distancieis muito da cidade; e todos estareis alertas

5 Porém eu e todo o povo que está comigo nos aproximaremos da cidade; e será que, quando saírem, como dantes, contra nós, fugiremos diante deles.

6 Deixemo-los, pois, sair atrás de nós, até que os tiremos da cidade; porque dirão: Fogem diante de nós como dantes. Assim, fugiremos diante deles.

7 Então, saireis vós da emboscada e tomareis a cidade; porque o Senhor, vosso Deus, vo-la entregará nas vossas mãos.

8 Havendo vós tomado a cidade, pôr-lhe-eis fogo; segundo a palavra do Senhor, fareis; eis que vo-lo ordenei.

9 Assim, Josué os enviou, e eles se foram à emboscada; e ficaram entre Betel e Ai, ao ocidente de Ai; porém Josué passou aquela noite no meio do povo.

10 Levantou-se Josué de madrugada, passou revista ao povo, e subiram ele e os anciãos de Israel, diante do povo, contra Ai.

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