segunda-feira, 25 de maio de 2026

Mexa-se! - Artigo de Percival Puggina, jornalista, escritor e poeta


Mexa-se!

Percival Puggina*

         Você sabia que nos totalitarismos o Estado aplica força punitiva menor contra alguém que fez algo do que contra coletividades inteiras, apenas por serem o que são? Independentemente de qualquer conduta individual, Robespierre perseguia membros da nobreza, clérigos, monarquistas e girondinos. Lênin e Stalin, cada um a seu turno, faziam o mesmo com intelectuais, empresários e produtores rurais. Hitler eliminava judeus por serem judeus. Mao Tse Tung eliminava professores, cientistas e, claro, líderes religiosos e minorias. Fidel e Che Guevara perseguiam gays, intelectuais e padres.

Quebrados os ovos mais pavorosos da história para fazer trágicos omeletes e com bem nutrido poder, eles derrubavam todos os marcadores, todas as balizas e invadiam a vida privada. Sob o peso de seu braço, nunca houve direito contra a vontade do Estado. Nenhuma dissidência ou divergência era tolerada. Para assegurar-se disso, o aparato estatal protagonizava coerção, disseminando terror na sociedade.

Se você, assim como eu, sofre física, moral e espiritualmente com o padecimento dos injustiçados, com a dor dos perseguidos, e se indigna ante o evidente desejo de perenizar os meios de dominação, chegou a hora da autossuperação! Haverá eleição nacional dentro de quatro meses. Os que jogam com as cartas dessa eleição sabem que a mais importante é a dos novos 54 senadores que se somarão aos 27 remanescentes do pleito de 2022. Não haverá democracia, nem liberdade, nem bom direito, nem boa política, enquanto o poder sem voto continuar sua sanha persecutória contra “bolsonaristas” e “direitistas”, a usar o Direito como estratégia e a redigir a Lei com as próprias mãos.

É assustador o que está acontecendo - Artigo de Eurico Borba, escritor e professor


É assustador o que está acontecendo

Eurico Borba*

24/05/2026

É assustador a tranquila naturalidade com que a população brasileira recebe, diariamente, as notícias sobre a violência e a corrupção em nosso país. Acostumou-se com a convivência com o mal, com a anarquia, fatos que se tornaram corriqueiros para as famílias e a sociedade, que não esboçam nenhuma reação. A “banalização do mal“.

Parece que esta convivência covarde e amoral passou a fazer parte da maneira de ser do povo brasileiro, que não reage. Continua a eleger uma boa medida de parlamentares medíocres e corruptos, responsáveis pelo o que está acontecendo. Na Democracia, que queremos preservar e aperfeiçoar, o voto é o único instrumento de transformação, de substituição das autoridades responsáveis pela condução da sociedade e pela construção do seu futuro.

O crime organizado saiu das ruas e começa a se instalar nos Poderes da República, nas Instituições Republicanas, nas classes sociais superiores, sem que surja uma reação radical e imediata das autoridades constituídas e do povo.

O Congresso Nacional assiste omisso ao espetáculo dantesco que se desenrola na sociedade. Nada faz de concreto e eficaz para resolver a crise global que nos assola. Parece que tira proveito da anarquia reinante para continuar a se beneficiar da desordem e do descrédito popular com a Política, elegendo, sempre, um contingente de salafrarios como representantes do povo. Tudo isso é feito, cinicamente, em nome da defesa do “Estado Democrático de Direito” e da “Liberdade”.

Aonde está a maioria silenciosa das cidadãs e cidadãos de bem? Serão as pessoas competentes, intelectualmente bem formadas, éticas e corajosas que, se eleitas, poderão mudar o rumo dos acontecimentos. Essas pessoas estão caladas sem nada fazer. Mexam-se, organizem-se com a finalidade de elegermos, no próximo pleito, as melhores cidadãs e cidadãos. O Brasil precisa dessa atitude. Serão estas as pessoas que poderão vir a salvar o Brasil do caos. Pessoas competentes, dignas e honestas, aquelas que elaborarão as Leis saneadoras para resgatar o nosso país do desastre histórico para o qual nos dirigimos.

Triste Brasil.

*Eurico de Andrade Neves Borba, aposentado, 85, mora em Ana Rech, Caxias do Sul, RS. Escritor, ex professor da PUC RIO, ex Presidente do IBGE é do Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade.


Inteligência Artificial ameaça a eleição de 2026 - Ney Lopes, jornalista e escritor, ex-deputado federal


Análise: Inteligência Artificial ameaça a eleição de 2026

24 Maio 2026

Ney Lopes

Admitindo-se cenário eleitoral, imaginemos um vídeo falso divulgado poucas horas antes da votação. Nele, um candidato aparece praticando um crime, insultando eleitores ou confessando corrupção. Mesmo desmentido, a fraude já teria produzido estragos irreversíveis.

Nas eleições de 2026, o processo eleitoral brasileiro exigirá extrema fiscalização dos conteúdos distribuídos por inteligência artificial, que possam disseminar situações inexistentes. Percebe-se, que a simulação da realidade pela tecnologia deixa de apoiar-se em fatos concretos e  causa mutilação instantânea a vontade soberana do eleitor O debate democrático passa a ser revestido de irrealismo, abrigando situações fictícias e inexistentes para incriminar atores submetidos ao crivo popular.

Corrida desigual

Em diferentes partes do mundo, governos reagem ao avanço da inteligência artificial nas disputas políticas.  A União Europeia adota regras rígidas de classificação de riscos. França e Alemanha reforçam a fiscalização de campanhas digitais e impõem maior responsabilidade às plataformas na remoção de desinformação.

Nos Estados Unidos, a resposta é mais fragmentada, com iniciativas estaduais e debates sobre a proibição de ‘deepfakes’, simulações criadas para imitar pessoas reais.

Ameaças da IA

No Brasil, o ministro Kássio Nunes Marques apontou a inteligência artificial como um dos principais desafios para as eleições gerais deste ano

A capacidade da Justiça Eleitoral agir com eficácia vai depender da disponibilidade de quadros técnicos qualificados. Não se pode negar que houve avanço do TSE na regulamentação destinada a evitar abusos tecnológicos e o chamado caos informacional.

O objetivo é evitar a circulação de conteúdos fraudulentos em um dos momentos mais sensíveis do ciclo eleitoral. Entretanto, o problema é que esses boatos digitais se propagam em segundos; a correção depende de horas ou dias, dificultando o restabelecimento da realidade. Conclui-se que, sem reação rápida, firme e tecnicamente eficaz, a democracia correrá o risco de tornar-se refém da manipulação algorítmica e da indústria digital da desinformação.


LÁGRIMAS & MILAGRES - Por Antonio Guimarães de Oliveira

LÁGRIMAS & MILAGRES

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


O que é isso, Deus? Subitamente meus olhos começaram a arder e deles saíram lágrimas!

Estaria eu com algum remorso desconhecido? Estaria eu com alguma doença desconhecida?

Não seria Tu a limpar minhas remelas? Retirando de mim todas as sequelas?

Estou falando dos milagres que me falaram. A impossibilidade de ser impossível qualquer coisa para Ti...

Deus, não Te conheço, na verdade. Só ouço de Ti falar... Não sei nem como Contigo, falar!

Falam da Tua bondade, da Tua misericórdia, da Tua grandeza... Só ouço, mas a Tua voz, sinceramente nunca ouvi!

Por que, Deus, não Te mostras a mim em momento eterno de cegueira e cura-me de forma definitiva - certeira!

Dizem, e eu estou propenso a acreditar - só Tu me entende. Se És realmente tudo que atribuem a Ti, cura de mim mesmo.

Acredito que só por Ti, assim deixarei de ser chacotas no meu escrever e no meu falar - no meu existir...

Me deixarão em paz esses versos malfeitos que escrevo para enganar-me...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA). DATA: 25.5.2026. SÃO LUÍS-MA).

 


A Bíblia... O Livro de Josué 5 - A circuncisão dos filhos de Israel


A Bíblia... O Livro de Josué 5

Josué 5

A circuncisão dos filhos de Israel

1 Sucedeu que, ouvindo todos os reis dos amorreus que habitavam deste lado do Jordão, ao ocidente, e todos os reis dos cananeus que estavam ao pé do mar que o Senhor tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passamos, desmaiou-se-lhes o coração, e não houve mais alento neles, por causa dos filhos de Israel.

2 Naquele tempo, disse o Senhor a Josué: Faze facas de pederneira e passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel.

3 Então, Josué fez para si facas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote.

4 Foi esta a razão por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, eram já mortos no deserto, pelo caminho.

5 Porque todo o povo que saíra estava circuncidado, mas a nem um deles que nascera no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado.

6 Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, até se acabar toda a gente dos homens de guerra que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do Senhor, aos quais o Senhor tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a seus pais, terra que mana leite e mel.

7 Porém em seu lugar pôs a seus filhos; a estes Josué circuncidou, porquanto estavam incircuncisos, porque os não circuncidaram no caminho.

8 Tendo sido circuncidada toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam.

9 Disse mais o Senhor a Josué: Hoje, removi de vós o opróbrio do Egito; pelo que o nome daquele lugar se chamou Gilgal até o dia de hoje.

Celebra-se a Páscoa

10 Estando, pois, os filhos de Israel acampados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó.

11 Comeram do fruto da terra, no dia seguinte à Páscoa; pães asmos e cereais tostados comeram nesse mesmo dia.

12 No dia imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o maná, e não o tiveram mais os filhos de Israel; mas, naquele ano, comeram das novidades da terra de Canaã.

Deus aparece a Josué

13 Estando Josué ao pé de Jericó, levantou os olhos e olhou; eis que se achava em pé diante dele um homem que trazia na mão uma espada nua; chegou-se Josué a ele e disse-lhe: És tu dos nossos ou dos nossos adversários?

14 Respondeu ele: Não; sou príncipe do exército do Senhor e acabo de chegar. Então, Josué se prostrou com o rosto em terra, e o adorou, e disse-lhe: Que diz meu senhor ao seu servo?

15 Respondeu o príncipe do exército do Senhor a Josué: Descalça as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim.


domingo, 24 de maio de 2026

O Paraguai ficou sério. E agora? - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração

 

O Paraguai ficou sério. E agora?

Alex Pipkin, PhD em Administração

Durante décadas, o Paraguai ocupou um lugar folclórico no imaginário nacional.

Era a pátria espiritual da muamba, o éden dos eletrônicos de procedência criativa e dos perfumes que desafiavam a química. Para a empáfia tecnocrática brasileira, o vizinho era apenas um puxadinho comercial.

Pois bem, a realidade adora uma ironia fina.

Hoje, a travessia da fronteira mudou de sentido e de classe social. Não são os sacoleiros que marcham rumo a Assunção; são os balanços contábeis de corporações brasileiras.

Mais de 230 indústrias nacionais já cruzaram a fronteira. O fenômeno agora alcança gigantes que abastecem o PIB global, como o Grupo Dass, fabricante de marcas como Nike e Adidas, que expandiu operações por lá. Somam-se à lista nomes como Lupo e Karsten. Não se trata de um flerte conjuntural; é um diagnóstico de falência do nosso ambiente de negócios.

O Paraguai decifrou o segredo que Brasília faz tempo em insistir tratar como heresia. Riqueza não emana de decretos, preces fiscais ou da romantização da escassez. Riqueza é filha legítima da produtividade. E produtividade, para desespero dos planejadores centrais, exige subtrair o peso do Estado das costas de quem ousa produzir.

Enquanto os vizinhos operam com o básico, ou seja, simplificação tributária, segurança jurídica e custos trabalhistas que cabem na planilha, o Brasil segue hipnotizado pela velha alquimia fantasiada de progressismo: tributar o oxigênio, subsidiar o compadrio, demonizar o lucro e esperar que o PIB brote, por geração espontânea, de um discurso de palanque.

Não brota. Capital não sofre de nacionalismo compulsório nem possui paciência para masoquismo burocrático; ele possui instinto de sobrevivência. Fábricas não desertam por falta de patriotismo; fogem de um ecossistema hostil onde o gerador de empregos é tratado como um réu em liberdade condicional, enquanto o Estado, esse sócio hipertrofiado e faminto, exige dividendos majoritários de uma riqueza que ele fez de tudo para impedir que existisse.

A diferença é mais profunda. O Paraguai parece hoje governado por pragmáticos obcecados em atrair capital. O Brasil, por sua vez, mantém uma “elite intelectual e política” com vocação quase mística para administrar a miséria.

Consuma-se a ironia histórica: a terra das bugigangas baratas passou a atrair fábricas; o “país do futuro” que sonhava ser potência industrial começou a exportar sua própria capacidade de produzir


DIA DO DATILÓGRAFO (DATILOGRAFAR & ESCREVER)


DIA DO DATILÓGRAFO

(DATILOGRAFAR & ESCREVER)

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

Contemplo a minha velha máquina de escrever... Para muitos, esse artefato é totalmente desconhecido.
Nesse meu observar constato como o tempo passa e muda as tecnologias e como o ser humano é criativo...
Me orgulho muito em ter sido "diplomado" no renomado curso da professora Elza. Lembro que consegui por habilidade a nota máxima: dez!
Compreendo que devemos acompanhar os avanços tecnológicos, mas nunca devemos esquecer de onde viemos.
Várias marcas, lembro: Olivetti, Remington, Underwood, Royal, Smith - Corona, IBM, Nakajima, Olympia, Hermes, Facit, Westehouse, dentre outras.
No que diz respeito à escrita, eram novidades. Eram as últimas modernidades em tecnologias gráficas do momento.
Muitas vezes olhei nas escolas de datilografia, moças e rapazes perfilados, treinando nessas máquinas, colocando o papel e dedilhando. O barulho estridente dos tipos era inevitável.
A professora ou professor nos ensinavam como colocar os dedos nas teclas com seus tipos metalizados, e também o papel a ser escrito. Começava-se com as seguintes letras escritas nas teclas: A, S, D, F, C, L, K, J.
Essas máquinas, hoje obsoletas, sustentaram o mundo nos escritórios, cartórios, repartições, casas bancárias. Eram fundamentais para essas entidades.
Lembro que tinha-se que passar pela temida prova final do curso para, enfim, concorrer a concursos, sobretudo das repartições bancárias.
Hoje são peças de museus, mas a minha ainda hoje faço uso. É uma companheira de longas datas...
Meu computador, última geração, as vezes fica ali à margem... É que minha amiga também precisa de companhia!
Me surpreendi com um certo aluno, com um celular de última geração, perguntando que máquina era aquela em cima de minha mesa. Respondi àquele rapaz que o era, e que correspondia, o que ora segurava nas mãos.
Acrescentei que foi muito importante antes de surgir o computador e o celular, não sofrendo tantas modificações, tais quais as tecnologias atuais.
Concluindo: essas máquinas foram as "sementes" do progresso e alimentaram muitos troncos e raízes de inúmeras nações. Foram, por época, as pioneiras de um amanhã, que é hoje...
( ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 24.5.2026. SÃO LUÍS-MA).

A Bíblia... O Livro de Josué 4 - As doze pedras tiradas do meio do Jordão

A Bíblia... O Livro de Josué 4


 As doze pedras tiradas do meio do Jordão

1Tendo, pois, todo o povo passado o Jordão, falou o Senhor a Josué, dizendo:

 2Tomai do povo doze homens, um de cada tribo, 

3 e ordenai-lhes, dizendo: Daqui do meio do Jordão, do lugar onde, parados, pousaram os sacerdotes os pés, tomai doze pedras; e levai-as convosco e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite. 

4 Chamou, pois, Josué os doze homens que escolhera dos filhos de Israel,

5 um de cada tribo, e disse-lhes: Passai adiante da arca do Senhor, vosso Deus, ao meio do Jordão; e cada um levante sobre o ombro uma pedra, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, 

6 para que isto seja por sinal entre vós; e, quando vossos filhos, no futuro, perguntarem, dizendo: Que vos significam estas pedras?, 

7 então, lhes direis que as águas do Jordão foram cortadas diante da arca da Aliança do Senhor; em passando ela, foram as águas do Jordão cortadas. Estas pedras serão, para sempre, por memorial aos filhos de Israel.

8 Fizeram, pois, os filhos de Israel como Josué ordenara, e levantaram doze pedras do meio do Jordão, como o Senhor tinha dito a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, e levaram-nas consigo ao alojamento, e as depositaram ali.

9 Levantou Josué também doze pedras no meio do Jordão, no lugar em que, parados, pousaram os pés os sacerdotes que levavam a arca da Aliança; e ali estão até ao dia de hoje.

10 Porque os sacerdotes que levavam a arca haviam parado no meio do Jordão, em pé, até que se cumpriu tudo quanto o Senhor, por intermédio de Moisés, ordenara a Josué falasse ao povo; e o povo se apressou e passou.

11 Tendo passado todo o povo, então, passou a arca do Senhor, e os sacerdotes, à vista de todo o povo. 

12 Passaram os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés, armados, na frente dos filhos de Israel, como Moisés lhes tinha dito; 

13 uns quarenta mil homens de guerra armados passaram diante do Senhor para a batalha, às campinas de Jericó. 

14 Naquele dia, o Senhor engrandeceu a Josué na presença de todo o Israel; e respeitaram-no todos os dias da sua vida, como haviam respeitado a Moisés.

15 Disse, pois, o Senhor a Josué:

16 Dá ordem aos sacerdotes que levam a arca do Testemunho que subam do Jordão. 

17 Então, ordenou Josué aos sacerdotes, dizendo: Subi do Jordão. 

18  Ao subirem do meio do Jordão os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do Senhor, e assim que as plantas dos seus pés se puseram na terra seca, as águas do Jordão se tornaram ao seu lugar e corriam, como dantes, sobre todas as suas ribanceiras.

19 Subiu, pois, do Jordão o povo no dia dez do primeiro mês; e acamparam-se em Gilgal, do lado oriental de Jericó. 

20 As doze pedras que tiraram do Jordão, levantou-as Josué em coluna em Gilgal. 

21 E disse aos filhos de Israel: Quando, no futuro, vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras?, 

22 fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. 

23 Porque o Senhor, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, como o Senhor, vosso Deus, fez ao mar Vermelho, ao qual secou perante nós, até que passamos. 

24 Para que todos os povos da terra conheçam que a mão do Senhor é forte, a fim de que temais ao Senhor, vosso Deus, todos os dias.


sábado, 23 de maio de 2026

O POLÍTICO - Por Augusto Pellegrini, escritor e poeta

 O POLÍTICO - III

(Augusto Pellegrini)



Ali estava o velho político,

morto, e além do mais, convicto.

Porém não tão convicto quanto deveria estar,

pois morto é morto, e não tem o direito de se levantar.

Ressureição, paz e anjos!

Será que este velho é santo?

Se não, que mistério é esse,

o que vejo é certo aqui deste canto?

Já me disseram que a morte

não é tão morte, nem clínica,

já me disseram um dia.

Mas pra deixar de ser morte

depois de frio o defunto,

só sendo catalepsia.

Mas estas portas fechadas,

estas janelas de grades

e este pavor no meu estômago

fazem-me saber de pronto

que se não há ainda um morto,

haverá logo um, de emborco.

Além da fome e do engano,

da peste e da baioneta,

também mata e fere o medo,

mata ou muda a consciência.

Não é correto nem justo

que os bons permaneçam mortos

e que este patife defunto

se levante e à vida volte.

Compreendo que não estava morto,

apenas fingindo estava,

talvez pra sentir o gosto

de saber quem o odiava.

E percebeu, nesse dia,

muito embora já o soubesse,

que no velório não havia

um cristão que o conviesse.

Nem lágrimas, nem soluços,

nem adeuses, lenços brancos.

Só eu, curioso inconsciente,

me encontro aqui neste canto.

1988


MILAGRE & DEUS - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


MILAGRE & DEUS

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta



Há um punhal encravado no meu cérebro e um especialista disse-me que é incapaz de retirá-lo!
Está localizado num lugar de delicado acesso que Tu, Deus, criou. Por favor, remova-o. Qual é o entrave?
Enquanto isso, sinto muita dor... Deus, onde estão teus bisturis? Esquecidos em uma estufa ou autoclave?
Vivo perigosamente, como uma louça num peitoril. Um cotovelo qualquer, sobretudo incauto poderá findar-me...
Senhor, estás esperando o quê? Que eu morra e ressuscite, como fizeste com Lázaro?
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 23.5.2026. SÃO LUÍS-MA.

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