terça-feira, 28 de julho de 2026

Filosofia Bantu e a Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados - Textos Filosóficos e Espirituais, por Manoel Lopes



Filosofia Bantu e a Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados

Textos Filosóficos e Espirituais

Por Manoel Lopes

Ao ler recentemente um resumo do livro Filosofia Bantu de Placide Tempels, senti algo muito interessante acontecer dentro de mim. Muitos conceitos apresentados pelo autor pareciam dialogar profundamente com ensinamentos que venho recebendo há décadas dentro da Umbanda, especialmente através da orientação espiritual do Caboclo Mata Verde.

Neste ano completo 51 anos de mediunato umbandista. Durante toda essa caminhada espiritual, sempre compreendi a Umbanda como uma religião profundamente ligada aos Orixás e, mais raramente, aos Inquices, além dos espíritos de Caboclos, Pretos Velhos, Baianos, Exus e tantas outras entidades que trabalham em benefício da humanidade. Porém, ao longo desses anos, o Caboclo Mata Verde foi gradualmente me apresentando uma visão mais ampla da espiritualidade, algo que inicialmente chamávamos de “Doutrina dos Sete Reinos Sagrados” e que hoje prefiro chamar de Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados.

Essa visão espiritual sempre me pareceu muito simples, lógica e profundamente conectada à natureza. Talvez justamente por isso faça tanto sentido. Ela oferece uma maneira de compreender praticamente todas as relações existentes dentro da Umbanda: os Orixás, os espíritos, as forças da natureza, as oferendas, o axé, as doenças, os desequilíbrios espirituais e até mesmo o próprio sentido da vida na Terra.

A ideia central é muito clara: vivemos no planeta Terra, portanto precisamos compreender o planeta em que vivemos. Precisamos observar sua formação, sua evolução e as forças que atuam em sua existência há bilhões de anos. Dentro da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados, dividimos o processo de formação do planeta em sete grandes etapas vibratórias, chamadas de reinos:

Fogo, Terra, Ar, Água, Matas, Humanidade e Almas.

Cada um desses reinos representa uma fase da formação da Terra e também uma força espiritual atuante na natureza e na vida humana. Cada reino é regido por uma Divindade Primordial, um Orixá primordial que canaliza seu axé nos elementos pertencentes ao seu reino.

Essas divindades não são entendidas como seres humanos sobrenaturais sentados em algum lugar do universo. São forças cósmicas, inteligências da natureza, campos espirituais que atuam constantemente sobre toda a criação. O fogo existe, a água existe, o ar existe, as matas existem, a humanidade existe e o mundo espiritual também existe. Tudo isso forma um grande sistema vivo e interligado.

Nós fazemos parte da natureza. Não estamos separados dela.

E talvez esse seja um dos pontos mais importantes dessa visão espiritual. Quando nos afastamos do equilíbrio dessas forças naturais e espirituais, adoecemos. Muitas doenças não são apenas físicas; elas também podem representar desequilíbrios emocionais, energéticos e espirituais. Precisamos harmonizar novamente essas forças dentro de nós.

Foi exatamente nesse ponto que encontrei uma enorme aproximação com as ideias apresentadas por Placide Tempels sobre a religiosidade e a filosofia bantu.

Segundo Tempels, a base da filosofia bantu não está na ideia de um “ser” estático, parado e separado, como muitas vezes acontece na filosofia ocidental. Para os bantu, tudo no universo possui força vital. Existir é possuir energia. Deus, espíritos, ancestrais, seres humanos, animais, plantas e minerais fazem parte de uma imensa rede de forças interligadas.

Ao ler isso, imediatamente lembrei dos ensinamentos dos Sete Reinos Sagrados.

Na tradição que venho aprendendo ao longo desses anos, tudo possui vibração, tudo possui axé, tudo possui força espiritual. Uma pedra possui energia. Uma árvore possui energia. Um rio possui energia. O fogo possui energia. As ervas possuem energia. Os espíritos possuem energia. O ser humano também possui energia espiritual.

Nada está isolado.

Tempels também afirma que a vida depende da harmonia entre essas forças. Quando há equilíbrio, existe saúde, prosperidade e crescimento espiritual. Quando há desequilíbrio, surgem doenças, sofrimento, perturbações e enfraquecimento da força vital.

Mais uma vez encontrei uma profunda semelhança com aquilo que aprendemos na Umbanda e na Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados. Muitas vezes um passe, um banho de ervas, uma defumação, uma oração ou uma oferenda têm justamente o objetivo de reorganizar essas forças invisíveis que atuam sobre nossa vida.

Outro ponto que me chamou muita atenção foi a visão bantu de que o ser humano não existe sozinho. A pessoa existe em relação à família, aos ancestrais, à comunidade, à natureza e ao mundo espiritual. Isso também se harmoniza profundamente com a Umbanda. Somos parte de algo muito maior. Estamos ligados aos nossos ancestrais, aos espíritos protetores, às forças da natureza e aos Orixás.

A espiritualidade não está separada da vida material. Tudo está conectado.

Senti uma ligação muito forte com a religiosidade bantu ao entrar em contato com essas ideias. Não apenas por questões históricas da Umbanda, mas principalmente pela visão espiritual da natureza como um organismo vivo, dinâmico e sagrado.

Pretendo me aprofundar ainda mais nesse conhecimento, porque sinto que muitos fundamentos da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados se harmonizam profundamente com a visão bantu da vida, da espiritualidade e da natureza.

Talvez existam raízes muito antigas ligando esses conhecimentos.

E talvez o mais importante seja perceber que diferentes povos, em diferentes épocas, chegaram a conclusões semelhantes: a vida é uma grande rede de forças interligadas, e somente através do equilíbrio entre elas podemos encontrar saúde, consciência, harmonia e evolução espiritual.

São Vicente, 19/05/2026

Manoel Lopes


ITAPECURU E A ADESÃO DO MARANHÃO À INDEPENDÊNCIA...

Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes

ITAPECURU E A ADESÃO DO MARANHÃO À INDEPENDÊNCIA

No dia 28 de julho, comemora-se a Adesão do Maranhão à Independência do Brasil, ocorrida quase um ano após o famoso grito de D. Pedro às margens do Ipiranga. Uma semana antes, em 20 de julho de 1823, tropas leais à Coroa portuguesa que defendiam a colonização e forças pró-independência se posicionavam próximas a Itapecuru, prontas para o confronto.

Graças à atuação de um grupo de itapecuruenses, o conflito foi evitado. Destacou-se o fidalgo José Félix Pereira de Burgos, que chegou à vila como defensor de Portugal, mas mudou de lado ao perceber o desejo do povo por independência. Ele articulou a formação de uma junta governativa provisória, encerrando a resistência portuguesa no Maranhão. Em reconhecimento, foi nomeado Barão do Itapecuru.

Enquanto a Junta Governativa de São Luís mantinha lealdade a Portugal, em Itapecuru, sob comando do alferes Salvador de Oliveira, proclamava-se a adesão do Maranhão ao Brasil independente, com a eleição de uma junta composta por sete membros – quatro de Itapecuru e três da capital.

O professor Mário Meireles, em “Dez estudos históricos”, defende que a verdadeira adesão ocorreu em Itapecuru, no dia 20 de julho. Ele contesta a Lei nº 11, de 1835, que instituiu o dia 28 como data oficial da comemoração, reafirmada pela Lei nº 1.092, de 1923, aprovada pelo Congresso Estadual.

*Este texto foi adaptado de publicações dos imortais Benedito Buzar, Jucey Santana e Alberto Júnior. 


Fonte - Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes


ESCRITOS & SAUDADES - Do poeta e escritor Antonio Guimarães de Oliveira


ESCRITOS & SAUDADES

Do poeta e escritor Antonio Guimarães de Oliveira

Para mim, é relativo, o sentir - principalmente daquilo que passou...

Olhando meus escritos, constato um mundo de saudade, na medida que tenho convicção de que não há mais retorno...

Não posso mais me apropriar do que me causa esse sentimento de perda. Não há como...

O que posso fazer é apenas ficar com o substrato do que passou, nada mais.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 28.07.2026. SÃO LUÍS-MA).


Poeta Sertanejo... - Quando a saudade invade o peito machucando a alma...


Poeta Sertanejo...

28 / 07 / 2026

Quando a saudade invade o peito machucando a alma.

Eu venho pra cá e sinto, do ambiente toda calma.

Qual me oferece o lugar, fico ouvindo o murmurinho das águas.

Do pequeno riacho deslizando vale abaixo, que mais parece uma canção.

Deitado numa rede armada sobre duas árvores, ouço com atenção.

O canto alegre de um sabiá, que canta com emoção.


Onde representa cantar exclusivamente só para mim, dizendo se alegra meu irmão.

E é nesta hora que a natureza minha alma vigora, então volto a ser menino.

É uma lima que se esfrega no corte de uma enxada.

É gotículas de suor da testa suada caindo, o mato deitado, uma planta podada.

E tudo fica mais bonito, lá vou eu escutando a melodia da voz da natureza.

Daquelas escrita por grandes poetas que trazem com sigo encanto e magia.


Levando alegria para alma de outrora entristecida.

Talvez você se sinta surpreendido, porém pra mim não é nenhuma surpresa.

Se me perguntarem o que é melhor, que os médicos, direi que chamasse simplesmente natureza.

Bom dia meu povooooo

Que Deus abençoe a cada um de vocês meus queridos


sábado, 25 de julho de 2026

Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes

Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes

25 / 07 /2026




Ser escritor é transformar sentimentos em palavras e dar voz ao que muitas vezes o coração não consegue dizer. É eternizar memórias, despertar emoções, provocar reflexões e construir pontes entre pessoas por meio da literatura. Escrever é um ato de coragem, sensibilidade e esperança, pois cada texto tem o poder de tocar uma vida e permanecer vivo muito além do tempo.


sexta-feira, 24 de julho de 2026

VIVER & AMAR - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


VIVER & AMAR

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


Viver um grande amor!

Não um amor qualquer,

mas um amor entre um homem e uma mulher...

Eu tive essa experiência!

Aliás, posso até dizer...

que vivo nessa essência...

desde que coloquei os olhos nela...

Não sei por onde trilha agora...

a figura física do meu pensar...

Em que trem entrou,

em que estação desembarcou...

Mas uma coisa é certa:

a parte aprisionada de incontáveis horas...

está dentro de mim,

dia e noite,

sem parar,

fazendo meu coração,

bater em palpitação...

Não foi isso quem me transformou num poeta,

já nasci sendo isso...

e minha escrita,

Violeta...

O meu destino estava para ser esse...

viver um grande amor,

um sentimento desse...

e por ele viver toda dor!

Acredito que tudo só vai acabar,

quando esse coração...

velho sucumbir e...

fazer tudo parar

de acontecer...

Do meu amor,

só algumas pessoas,

irão saber...

outras apenas ler

em livros,

e talvez absorver...

No final das contas,

antes de morrer,

de um homem alegre e ensolarado...

eis um ser triste e sombrio...

Olhem o que o amor é capaz de fazer...

Não era para doer!

Como posso,

isso entender?

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 24.07.2026. SÃO LUÍS-MA).


quinta-feira, 23 de julho de 2026

A arte de fabricar vilões - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


A arte de fabricar vilões


Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Há filmes que não terminam quando os créditos sobem. Eles apenas mudam de palco.
Existe uma tecnologia de poder tão antiga quanto eficaz. Ela não elimina adversários pela força. Elimina-lhes a credibilidade até que a própria sociedade complete o trabalho. É essa a arte de fabricar vilões.
Assisti recentemente a A Casa (Hogar). O protagonista não conquista o que deseja pela força, pela inteligência ou pelo mérito. Conquista porque domina a arma mais poderosa do nosso tempo, o controle da narrativa. Manipula fatos, explora vulnerabilidades, fabrica versões, conquista a confiança das pessoas e conduz todos, quase sem resistência, à mesma conclusão. O inocente passa a parecer culpado; o culpado assume a aparência de homem íntegro.
No final, Javier não rouba apenas uma casa. Rouba a percepção da realidade.
O que mais inquieta em Javier não é sua inteligência. É a absoluta ausência de escrúpulos. A mentira deixa de ser um expediente ocasional e transforma-se em uma estratégia permanente de poder. Essa é uma das características mais perturbadoras de qualquer projeto movido pelo fanatismo, seja ele político, ideológico ou religioso.
Foi impossível não enxergar, naquela ficção, um retrato perturbador do quarto poder.
A imprensa nasceu para fiscalizar o poder e seu maior patrimônio sempre foi a credibilidade. Mas, quando parte da cobertura abandona a investigação para privilegiar um enquadramento previamente escolhido, deixa de disputar apenas a interpretação dos fatos e passa a disputar o poder mais valioso de todos, o de moldar a percepção da realidade, decidir quem será percebido como vítima, quem será condenado como agressor. E de quais perguntas simplesmente deixarão de existir.
É exatamente nesse tribunal invisível que também se trava a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

Inverno, tempo para desacelerar e simplificar a vida - Artigo de Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos (RJ)

 

Inverno, tempo para desacelerar e simplificar a vida 

23 / 07 / 20226

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ) 

Uma dos grandes desafios da mudança de época, registrado no documento de Aparecida é a rapidação da história (é o fenômeno social e psicológico de aceleração da vida contemporânea e da informação, que resulta em indivíduos sobrecarregados), dos ciclos da vida, tudo se torna corrido, uma ciranda de movimento sem fim.

Mahatma Gandhi observava, quando manifestava: “A vida não se limita a ir cada vez mais rápido!” Uma das propostas ou grandes orientações da Encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV é a preservação e salvaguarda da humanidade.

O movimento cultural “Devagar” ou em inglês “Slow” propõe uma marcha rumo não só a reduzir a velocidade e frenesí da nossa vida atual, mas torná-la harmoniosa, equilibrada e certamente mais humana. Já em outro tempo Santo Agostinho profetizava: “Corres ligeiro e sois muito rápido, mas corres fora dos trilhos”. Trata-se de retornar a uma jornada mais simples, sem pressa, com tempo de digerir, saborear  e apreciar a beleza do que existe.

De uma educação mais lenta, que permita pensar e refletir, de consumo mais moderado e essencial, de cidades com mais lugares e espaços abertos para a convivência e o repouso, diminuindo a vertigem e o ritmo de loucura do urbano. A ansiedade e o pânico tem a ver  em certa medida com os resultados de uma vida cansada, ofegante, com cada vez mais pressão e estresse.

Os próprios relacionamentos afetivos e familiares são afetados pelo esvaziamento da comunicação interpessoal, presente e próxima. Domesticar a IA (Inteligência Artificial) ou a nossa participação na internet passa também por disciplinar e moderar o seu uso, priorizando em nossa agenda os amigos, os contatos humanos, as conversas gratuitas, que fortalecem vínculos e nos humanizam.

Poeta Sertanejo - Chapéu de palha, pitando um paieiro, botinas no pé.


Poeta Sertanejo

23 / 07 / 2026

Chapéu de palha, pitando um paieiro, botinas no pé.

Enxada nas costas, moringa na mão, homem de fé.

Deixou seu lar ainda na madrugada, logo após um gole de café.

Levando a esperança no peito, foi pró pé do eito de sua lavoura cuidar.

Bravo valente, chamado de roceira, quanto orgulho você nós dá.


É pouco seu estudo, mas é astuto no seu trabalhar.

Trás consigo a ciência, do colher e plantar.

Caboclo sertanejo, filho do mato, cientista nato que a natureza criou.

Em outros lugares pode até ser aluno, mas reduto é professor.

Lutando com a plantação, cuida de sua família, estrela que brilha em plena luz do sol.

Poeira e suor calos na mão, mesmo esquecido se faz esteio de uma nação.


Plantando a esperança de um novo amanhã, tendo a certeza que sua luta, não foi em vão.

Tem o carinho da natureza, e Deus a proteção.

Onde sua recompensa, é a fartura na hora da refeição.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


quarta-feira, 22 de julho de 2026

A VIDA DE BENTO - Artigo do Acadêmico Gabriel Chalita, membro da Academia Paulista de Letras


A VIDA DE BENTO

Acadêmico: Gabriel Chalita*

A ciência não resolve a dor da partida. O amor, sim. Com ele, escrevemos a palavra 'saudade' com as tintas do que aprendemos sobre a gratidão.


A vida de Bento

O sol estava preguiçoso na manhã daquela segunda-feira em que recebi o telefonema com a notícia da morte de Bento. 

Pronto. Já deixei claro que esse é um dizer sobre a morte. E sobre a vida.

Na semana que antecedeu ao fim, eu estava com ele. Uma música tocava, enquanto apreciávamos um chá de hortelã colhido ali mesmo onde colhemos tantos afetos. Bento gostava dos plantios. Na terra e nas pessoas. Há uma roseira e outras plantas. E há uma horta, também. E há o cuidado que faz com que a vida, onde se olhe em sua casa, seja vida. 

O dia estava frio e ele, entre um aquecer e outro do chá de hortelã, foi separando peças de roupas, toalhas, lençóis, cobertores para amenizar o frio de irmãos seus, de irmãos nossos. 

Bento conhece por nome quem mora nas ruas onde ele mora. Já conseguiu abrir as portas de outras vidas para alguns. Para outros, ainda não, diz ele. É mais complexo do que parece. 

Bento ajuda algumas entidades. Faz isso, há muito, sem alardes. Faz porque acredita que tem que fazer. Que tem que aliviar as dores do mundo.

Fico pensando no seu sorriso ouvindo a música, bebericando o chá, separando as roupas e contando histórias. Fico pensando que nem ele nem eu nem ninguém sabíamos que era, aquela semana, a última semana do seu sorriso. Do seu sorriso como sabemos. O resto é mistério. O tempo de ficarmos é um tempo cuja decisão não é nossa. O futuro que temos, também não sabemos.

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