quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A arrogância das exceções - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


A arrogância das exceções

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Tenho uma má notícia para quem acredita em engenharia social.

A gravidade jamais participou de reuniões ministeriais, a escassez nunca se intimidou diante de discursos e a matemática continua rigorosamente indiferente às maiorias ocasionais.

Durante décadas fomos convencidos de que a prosperidade dependia da inteligência dos governantes, da sofisticação dos planejadores ou da criatividade dos economistas “especialistas”.

Hoje penso exatamente o contrário.

Prosperidade nunca foi uma demonstração de inteligência. Sempre foi uma demonstração de humildade. Da humildade de reconhecer que existem leis às quais nem o poder, por mais sedutor que seja, consegue impor exceções.

Nenhum agricultor persuade a terra a produzir sem plantar; nenhum empresário convence clientes a comprar indefinidamente aquilo que não entrega valor, e nenhuma família consegue gastar para sempre mais do que ganha. Essas limitações não pertencem ao campo da ideologia. São imanentes à própria realidade.

Povo do Meu Agrado - Casa de barro

 

Povo do Meu Agrado...

 




Barro na mão, força no peito,

vai levantando o seu cantinho,

cada parede feita aos poucos,

cada detalhe com carinho.


No carrinho, o barro espera,

na parede ganha seu lugar,

é assim que a vida na roça

ensina a gente a construir e sonhar.


Casa simples, feita de terra,

mas tem valor que não tem medida,

porque quem constrói o próprio teto

também constrói um pedaço da vida.


“Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”


Poeta Sertanejo - Meu amigo e companheiro,


Poeta Sertanejo

06 / 08 / 2026

Meu amigo e companheiro, um dia fui menino brincando neste terreiro.

Montado no meu cavalo de pau, corria pra todo lado.

Mas aqui também fui homem, trabalhando no cafezal, enfrentando o serviço pesado.

Meu pai ia na frente, seus filhos iam atrás, família unida buscando um bom resultado.

Já me banhei naquele ribeirão, na correnteza aprendi a nadar.


Com um bisaco de pedras, estilingue no pescoço eu vivia caçar.

Na inocência de criança, quando uma ave perdia a vida, eu ficava a comemorar.

Porque o tiro certeiro e a pobre inocente veio ao solo tombar.

Coisa nunca mais faria, se no tempo eu pudesse voltar.

Naquele canto ficava o chiqueiro, do outro o galinheiro.

Que, o lagarto sorrateiro, de vez em quando vinha visitar.

Ali ficava o paiol, e as traias que papai gostava de usar.

No seu cavalo de lida quando ia passear.

Do outro lado o rancho, onde mãe o pilão acostumava guarda.

Tudo isso hoje é lembrança, que guardada no meu peito, também está.

Bom dia meu povoooooo

Um dia ricamente abençoado para todos vocês


DIA NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO - Por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


DIA NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor

Nas escolas, inúmeros professores e orientadores, ao longo do tempo, querem chegar a um modelo para o grande desafio de melhor orientar e educar (na atualidade).

Creio que orientar, conduzir e mostrar, seja a grande dificuldade para todos, pois o mundo vive num constante movimento de evolução, tanto de pensamento quanto de ideal.

Talvez nunca seja alcançado um modelo pronto, tendo em vista a dinâmica humana.

Atualmente, vive-se, acredito, uma falsa realidade...

Modelos e comportamentos surgem como se fossem modismos.

Orientação Educacional, não é vista mais como um fio condutor, mas como um fio a ser conduzido por sapiências antagônicas e graças a essas diferenças, aprende-se e orienta-se.

Aguardemos, pois, o princípio e fim dessa tão dinâmica humanidade e seus atores.

Contudo, algo me diz que aprender e orientar cumprirão, sem regras, por toda a eternidade, papéis sempre em movimento em todas as direções, com meios e fórmulas indeterminadas - sem fim...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 06.08.2026. SÃO LUÍS-MA).


Teimosa esperança - Artigo de Dom Geraldo dos Reis Maia


Teimosa esperança

06/08/2026

Dom Geraldo dos Reis Maia*

É preciso perseguir e acolher, sempre, a esperança com uma espécie de teimosia. Foi em tempos difíceis que os profetas anunciavam a teimosa esperança. Ainda que o cenário possa parecer sombrio e não projete esperança, é preciso “esperançar”, como nos ensinou Paulo Freire. O dicionário Houaiss designa o termo esperança como “sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja, aquilo ou aquele de que se espera algo, em que se deposita a expectativa; promessa”.

A Palavra de Deus nos diz que Abraão, aquele inquieto e errante homem, que se nutria da confiança em Deus e que demorou a ver sinal de descendência, “esperando contra toda esperança, creu e tornou-se assim pai de muitos povos” (Rm 4,18). E a Palavra nos assegura que a virtude comprovada pela perseverança, fruto das tribulações, produz a esperança (cf. Rm 5,4). Portanto, a esperança é real e nos sustenta sempre, porque ela jamais nos decepciona, uma vez que “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).

A esperança é também uma espécie de gafanhoto, com asas anteriores largas e antenas longas e finas. É, em geral, de cor verde, embora haja outras espécies de cores variadas, podendo sempre se camuflar na vegetação onde se encontram. Certamente, a partir da coloração do inseto, vem a associação da esperança com a cor verde. Clarice Lispector escreveu um belo conto intitulado Uma Esperança. Assim ela se refere: “Aqui em casa pousou uma esperança, não a clássica que tantas vezes verifica-se ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre, mas a outra, bem concreta e verde: o inseto”.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Povo do Meu Agrado - **O pão que nasce do forno**


 Povo do Meu Agrado

 


**O pão que nasce do forno**

 

No forno aceso do terreiro,

o pão cresce devagar,

tem carinho na receita

e alegria no olhar.

 

Ela sorri com a bandeja,

ele vem para ajudar,

quando existe união,

nunca falta pão no lar.

 

É farinha, fé e esperança,

é trabalho com amor,

pão caseiro quando assa

perfuma tudo ao redor.

 



Poeta Sertanejo - Lá fora já cantou o galo...


Poeta Sertanejo

05 / 08 / 2026

Lá fora já cantou o galo, na cocheira relinchou o cavalo.

Abro a janela e recebo a visita de um nobre canário.

Vejo lá distante no caminho, um boiadeiro que vai sozinho, seguindo seu calvário.

Na verde vegetação, se avista os pingos do orvalho.

O vento feito menino em plena brincadeira, sobre um vai e vem faz rangir a porteira.

João de barro caboclo trabalhador, mostrando que já acordou, está no pé do eito com sua companheira.

Sua casa está quase pronta, já chegou na comieira.


Sabiá por ser bom cantor, dá seu show lá no galho da laranjeira.

Uma folha seca conduzida pelo vento, perambula pelo terreiro.

Do café passando na hora, de longe se sente o cheiro.

Repetindo o processo, bate asas e canta o rei do terreiro.

Já se encontra no mato o cachorro perdigueiro.

Mas o velho sultão, mostrando ser campeão, não sai do meu lado por ser bom companheiro.

Isto é mesmo de fato, um simples relato, de um sertanejo roceiro


UM BREVE RELATO SOBRE O POETA VIVO - Por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


UM BREVE RELATO SOBRE O POETA VIVO

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor

O admirável, o corajoso - é isso que significa o pré-nome NAURO. Exímio poeta, lúcido e insano, quando queria. Pai de muitos títulos e lógico, pensamentos dignos de serem "pensados" e entendidos...

Escrever como escreveu - complexo - mas inteligível, a gente compreendia e entendia o que ele queria dizer, em meio à filosofia de Nietzsche.

É peculiar de seres com essas características inquietas, usarem adjetivos e/ou palavras fortes e contundentes, o que ele praticava com maestria.

Quantas vezes o vi passar ao largo "pensando e falando sozinho". Às vezes acompanhado do Frederico. Estava mentalmente fazendo os versos, que mais tarde estariam nos inúmeros livros.

Homem de vasta obra e de temática instigante, angustiante, até...Teve o reconhecimento de grandeza, ainda vivo.

... mas o que estou dizendo? Poeta não morre, não tem idade, nem barreiras... Acredito que esteja "dando trabalho à eternidade". Essa, deve estar arrependida, pois se precipitou em acolhê-lo e quer mandá-lo de volta. Certamente que o receberemos...

Parabéns, NAURO. Você tem, sempre teve o meu respeito e minha admiração. Na minha biblioteca, não é difícil achar um livro teu.

Perdão - o respeito e admiração não estão restritos somente a mim. Tens um mundo de leitores de norte a sul do nosso país e até fora dele.

Eu te saúdo em nome dos que não tiveram, por algum motivo, oportunidade. Parabéns.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 05.08.2026. SÃO LUÍS-MA).


"O tempo fará justiça a quem honrou a toga"... Vamos ki vamos...

"O tempo fará justiça a quem honrou a toga"

Meu amanhecer de hoje


Ainda estou navegando neste meu amanhecer de hoje... Nada de muito diferente neste País Sideral... Nazário Petrus chegou naquela paciência de sempre e perguntou: Kadê o Sérgio Moro? Tem alguma novidade?...

Sim, tem: Hoje, em suas redes sociais, ele defendeu a Juíza Gabriela Hardt:

Vou ler a postagem de hoje do senador Sérgio Moro:


“Gabriela Hardt, uma juíza corajosa afastada sem causa. Desagradou os poderosos. Confrontou a arrogância do Lula em audiência. Nada mais do que isso. O CNJ já não serve para preservar a independência da magistratura. Vivemos uma época de covardia e de inversão de valores. O tempo fará justiça a quem honrou a toga.”

Como dirão os justos: “O tempo fará justiça a quem honrou a toga.”

Meu nome é Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio... 


“Família, torna-te aquilo que és!” - Artigo de Dom Anuar Battisti, Arcebispo Emérito de Maringá (PR)


“Família, torna-te aquilo que és!”

Dom Anuar Battisti

Arcebispo Emérito de Maringá (PR)

 04/08/2026

Ao completar sua 30ª edição no Brasil, a Semana Nacional da Família de 2026 apresenta uma proposta de altíssima densidade teológica e pastoral. Organizada pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar da CNBB, a edição deste ano traz como tema “Família, torna-te aquilo que és” e como lema bíblico “O amor jamais acabará” (1 Coríntios 13, 8).

Trata-se de um perfil de proposta que se recusa a ficar na superficialidade: o texto convoca a família a olhar para o espelho do Evangelho, redescobrir sua vocação original e firmar-se no amor de Cristo diante das tempestades da contemporaneidade. O tema escolhido para 2026 recupera uma das frases mais emblemáticas do Magistério da Igreja sobre a família, formulada por São João Paulo II na Exortação Apostólica Familiaris Consortio. A escolha é profética, pois coincide com a celebração dos 45 anos da Familiaris Consortio e com os 10 anos da Exortação Apostólica Amoris Laetitia do Papa Francisco.

Esta proposta imperativa exige da família cristã uma tomada de consciência, pois não é um mero apelo moralista, mas ontológico. A família não precisa inventar uma nova identidade a cada mudança de vento cultural; ela precisa assumir o que Deus já planejou para ela. Deve configurar-se, assim, como um antídoto contra a desconstrução. Em tempos nos quais o conceito de família é frequentemente esvaziado, a Igreja recorda que a família é a célula mãe da sociedade e a Igreja Doméstica.

Busca