segunda-feira, 8 de agosto de 2022

Aldeia Mangueira, na Terra Indígena Krenyê - Uma história, uma luta

Da tristeza à alegria: povo Krenyê realiza ritual do Pyr Pej de Pyp

O momento que marca a ruptura da dor e o despertar da alegria aconteceu entre os dias 27 e 31 de julho, na Aldeia Mangueira, na Terra Indígena Krenyê

Povo Krenyê durante cobertura do barracão. O momento ocorreu durante o ritual Pyr Pej de Pyp, no Maranhão. Foto: Cruupoohre Akroá Gamella

POR JESICA CARVALHO, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI REGIONAL MARANHÃO

05/08/2022

Em fevereiro, a passagem de Pyp, Chico Krenyê – em Língua Portuguesa –, instaurou tristeza e dor na Terra Indígena (TI) Krenyê, no Maranhão. Foram cerca de cinco meses de luto vivenciados por todos aqueles que faziam parte da história de Pyp e que puderam desfrutar de sua sabedoria, coragem e resistência. No final de julho, após longo tempo enlutado, o povo Krenyê realizou o ritual Pyr Pej de Pyp – ou Tora Grande –, momento que celebra a finalização do período de luto.

O momento, que marca a ruptura da dor e o despertar da alegria, aconteceu entre os dias 27 e 31 de julho, na Aldeia Mangueira, na TI Krenyê, com a presença, também, de indígenas dos povos Akroá-Gamella, Tremembé de Engenho, Apaniekra-Canela, Gavião e Krikati, de quilombolas, de missionários e missionárias do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) – Regional Maranhão, de agentes da Comissão Pastoral da Terra (CPT) e outros aliados da causa indígena no Maranhão, como o Reocupa e o Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom).

Raimundo Krenyê aponta que, dentre as principais motivações para a realização do ritual, está a demarcação do território que, hoje, é habitado pelo povo Krenyê. Raimundo acrescenta, ainda, que “de 1935 até 2019, os mais velhos não tinham o entendimento de estarmos fazendo a retomada da cultura do nosso povo e isso é de grande importância para os Krenyê, nessa luta de retomada dos nossos direitos”.

Durante os cinco dias de ritual, foram realizadas diversas atividades, como pinturas corporais, cantorias, fogueiras e corridas com a tora grande, além de outros momentos que fazem parte da cultura do povo Krenyê. A celebração do Pyr Pej de Pyp é uma importante conquista para esse povo, que até o ano de 2018, não possuía território demarcado e, consequentemente, não realizavam os rituais ancestrais de sua etnia.

“Estamos fazendo esse ritual como mais um passo da reconstruir o ser Krenyê, a partir desse ancestral, que é Pyp, que veio da Aldeia Mangueira, em Vitorino Freire, e agora está territorializado neste espaço, tecendo esse Bem-viver do povo Krenyê”, explica Meire Diniz, missionária do Cimi – Regional Maranhão.

“Estamos fazendo esse ritual como mais um passo da reconstruir o ser Krenyê, a partir desse ancestral”

Preparação das toras que foram usadas durante a corrida do ritual Pyr Pej de Pyp, do povo Krenyê. Foto: Cruupoohre Akroá Gamella

No primeiro dia, a cobertura do barracão pelos presentes deu início às ações que ocorreram na celebração. Além dessa atividade, os participantes também foram em busca da tora grande que seria utilizada nas corridas de homens e mulheres.

“Estamos fazendo esse ritual para não perder a nossa cultura, a nossa tradição de vivência, não perder nossos direitos, para ajudar os nossos parentes”, destaca Olimpo Apanjekrá, cantor que conduziu o ritual.

“Estamos fazendo esse ritual para não perder a nossa cultura, a nossa tradição de vivência, os nossos direitos”

O dia da corrida masculina iniciou no nascer do dia, às 5h da manhã, com uma fogueira, cantorias no pátio da aldeia, liderada pelos homens. Essa parte do ritual foi encabeçada por eles, pois, durante o ritual, há dias de atividades direcionadas tanto para o público feminino quanto para o masculino. Seguindo as ações, os homens realizaram pinturas no corpo e, também, os indígenas enlutados cortaram os cabelos, que estavam crescendo desde o falecimento de Pyp. Não cortar o cabelo é símbolo de luto, na cultura do povo Krenyê.

As pinturas corporais são instrumentos de identificação das equipes que disputam a corrida da Tora Grande. Na competição entre os homens, as pinturas definiram os times de baixo e de cima: sol e lua; dia e noite. As corridas de tora são vencidas com participantes que chegam primeiro ao pátio da aldeia. Na parte da noite, a atividade foi encerrada com o ritual do fogo, conduzido pelos homens.

“Esse é o segundo ritual que estamos fazendo. O primeiro foi realizado por ocasião da retomada do território. Para nós, é um encontro com a renovação do conhecimento sobre a nossa espiritualidade e sobre a nossa cultura. Colocando o saber que resiste do nosso povo em prática”, destaca Raimundo Krenyê.

“Para nós, é um encontro com a renovação do conhecimento sobre a nossa espiritualidade e sobre a nossa cultura”

Corte de cabelo pós momento de luto do povo Krenyê (MA). Foto: Cruupoohre Akroá Gamella

O ritual contou também com atividades direcionadas às mulheres. No terceiro dia, elas fizeram pinturas em seus corpos, cantorias e, divididas em partidos, participaram da corrida com as toras. Durante o ritual, os participantes que não tinham ações voltadas ao seu público, auxiliavam em outras tarefas ou apoiavam os outros participantes nas atividades propostas para a celebração.

“Enquanto fazíamos esse processo, com a ajuda dos homens do nosso partido, que levavam água e cuidavam dessa trajetória, os outros cuidavam da cozinha, do preparo dos alimentos e da casa. E a nós, mulheres, era permitido usar o pátio e ter essa relação mais próxima com esse espaço de decisão e de ritualização”, relata Meire Diniz sobre a agenda das mulheres no ritual.

Em relação à realização da celebração da passagem de Pyp, Antônio Krenyê diz que “o ritual nos fez entender que o nosso povo não estava extinto, que não tinha acabado, nós passamos um período no anonimato, sem poder manifestar os nossos rituais. Como hoje estamos em nosso território, podemos fazer as nossas festas como fazíamos antigamente”.

Genecy Krepym Katejê relembra que o ritual trouxe muitas lembranças de vivências do seu povo e enfatiza a importância da realização dos rituais indígenas para manter viva a memória dos povos indígenas. “Com a ajuda dos parentes, podemos realizar o nosso ritual”, enfatiza.

Quem foi Pyp, Chico Krenyê?

Pyp, Chico Krenyê – em Língua Portuguesa –, com seus pés marcou a história de luta do povo Krenyê, no Maranhão. Em sua infância, Pyp, saiu com seus familiares da Aldeia Pedra do Salgado, no município de Vitorino Freire, a pé, em direção a sede do extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI), em São Luís (MA), em busca de seus direitos.

A saída de Pyp e seus familiares de sua terra, que sofriam com a invasão de fazendeiros e com a epidemia de sarampo, representou um caminho sem retorno ao território ancestral. Durante muitos anos, Pyp lutou pelos seus direitos, inclusive pelo direito à terra que era habitada originalmente pelo seu povo.

Em 2018, Pyp conseguiu ver o seu sonho realizado, com a demarcação do Território Krenyê, em Tuntum, Maranhão. “Dentro desse meio político que está aí, pensávamos que não conseguiríamos de volta o nosso território. Mas, com muita luta, juntamente com Pyp, que foi um guerreiro, conseguimos e, hoje, dentro do território, fazemos essa busca das nossas celebrações. O território nos fortalece”, destaca Antônio Krenyê.

“Pensávamos que não conseguiríamos de volta o nosso território. Mas, com muita luta, juntamente com Pyp, que foi um guerreiro, conseguimos”

Mulheres participam da corrida de toras do ritual Pyr Pej de Pyp, do povo Kreniê. Foto: Cruupoohre Akroá Gamella

“Chico Krenyê para nós foi uma liderança que nos apoiou e nos fortaleceu no processo de retomada do nosso território. Para nós, levar a tora do ritual foi fundamental", ressalta Preta Akroá Gamella.


Massacre do Rio Abacaxis

“Massacre do Rio Abacaxis”: dois anos após episódio, entidades denunciam contexto de violência

O “Massacre do Rio Abacaxis” vitimou quatro ribeirinhos e dois indígenas Munduruku; dois anos depois, o caso segue impune

08 / 08 / 2022

Comunidade indígena no rio Abacaxis. Foto: Cimi Regional Norte 1

POR ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DO CIMI

Dois anos após o “Massacre do Rio Abacaxis”, mais de 30 entidades, incluindo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), denunciaram em carta o contexto de violência na região do Baixo Madeira, nos municípios de Nova Olinda do Norte e Borba (AM). Nesse episódio, quatro ribeirinhos e dois indígenas Munduruku perderam a vida – o caso segue impune.

“Os últimos anos têm sido marcados pela supressão de direitos e pela crescente violência contra minorias políticas. A exemplo dos ataques da Polícia Militar (PM) na Terra Indígena Pium (RR), do assassinato de Genivaldo pela Polícia Rodoviária Federal e, mais recentemente, pelo assassinato de Bruno Pereira e Dom Philips, no Vale do Javari. Para além da violência institucional, esses e outros casos são marcados também pela impunidade. Como se observa no Massacre do Abacaxis, ocorrido no ano de 2020 na região do Baixo Madeira, nos municípios de Nova Olinda do Norte e Borba (AM)”, afirmaram as entidades logo no começo da carta.

As entidades afirmaram, ainda, que, devido à existência e resistência dos povos da região do Abacaxis, elas “continuarão lutando” também. Em seguida, foram elencados sete requerimentos e reafirmações, entre elas: “que a Polícia Federal faça as diligências necessárias para conclusão das investigações, e seja oferecida denúncia pelo Ministério Público Federal – Procuradoria criminal – para responsabilização criminal dos autores e deem esclarecimentos sobre o caso”.


cultura do coqueiro

Embrapa apresenta inovações para a cultura do coqueiro na Fenacoco

Pesquisas da Embrapa contemplam o uso integral do coco, tanto em seu aspecto nutricional quanto no reuso da casca que seria descartada.

Fortaleza sediará, entre os dias 10 e 12 de agosto, no Hotel Praia Centro, a nona edição da Feira Nacional do Coco (Fenacoco), evento que se propõe estudar, discutir e promover o fomento da cadeia produtiva do coco, com vistas ao desenvolvimento sustentável do setor. A Embrapa apresentará ao público as tecnologias desenvolvidas para o beneficiamento da cocoicultura. Quem visitar o estande da Embrapa na Fenacoco encontrará soluções tecnológicas produzidas pelos pesquisadores e apresentadas por meio de vídeos e conteúdos digitais.

As inovações vão desde a película biodegradável para coco verde, desenvolvida pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ), até a ‘Coquita’, substrato criado pela Embrapa Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE) à base do pó da casca de coco acrescido de diferentes fontes de matéria orgânica disponíveis na propriedade rural, como o esterco bovino, esterco de aves e o formulado com o pó de cascas de coco em mistura com composto orgânico mais húmus de minhoca.

Notícia da Fiocruz

Pesquisadora da Fiocruz toma posse como presidente da IAS


Beatriz Grinsztejn, médica infectologista e pesquisadora do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) tomou posse na última terça-feira (2/8) como presidente eleita da International Aids Society (IAS) para o período 2024-2026.

Grinsztejn é a primeira mulher da América Latina a ocupar o cargo. O anúncio foi feito durante a solenidade de encerramento da 24º Conferência Internacional de Aids que aconteceu em Montreal (Canadá), evento organizado pela IAS, considerado o encontro internacional mais importante para a comunidade científica, ativistas sociais e gestores públicos da área. A presidente em exercício é a infectologista australiana Sharon Lewin, diretora da Peter Doherty Institute for Infection and Immunity.

Sociedade Internacional de Aids

Fundada em 1988, a IAS é a maior associação de profissionais da área e reúne mais de 12 mil pesquisadores, profissionais de saúde, gestores e representantes de movimentos sociais de 170 países que trabalham em todas as frentes na busca da redução global do impacto do HIV.

Fonte - Fiocruz


O caso do cônsul

Cônsul fez parecer que marido havia sofrido ‘mal súbito’

Caso será investigado pela Polícia Civil

Walter Henri Maximillen Biot e o cônsul da Alemanha Uwe Herbert Hahn eram casados há 23 anos.

Redação Diário do Poder

O cônsul da Alemanha na cidade do Rio de Janeiro, Uwe Herbert Hahn, foi preso ontem (6) em flagrante por suspeita de matar seu marido, o belga Walter Henri Maximilien Biot, de 52 anos.

Biot foi encontrado morto na cobertura onde morava, em Ipanema, na zona sul da cidade do Rio de Janeiro.

A Polícia Militar foi acionada inicialmente para verificar uma ocorrência de morte por “mal súbito” no local.

Posteriormente, no entanto, peritos constataram a existência de lesões pelo corpo de Biot, manchas de sangue pela casa, quarto em desalinho, e a conclusão de que não foi uma queda a causa da morte do belga. Por isso, um inquérito foi aberto pela Delegacia do Leblon (14ª DP).

Segundo a Polícia Civil, em depoimento Uwe Hahn negou que tenha matado o marido e manteve a versão da morte por mal súbito.


Àlcool não faz bem para a saúde, diz médica da Opas

“É mito que o álcool faz bem para a saúde”, diz médica da Opas

Não existe evidências de que o consumo de alcool contribua para uma vida saudável, afirma Opas

8 agosto 2022

Saúde

Da ONU NEWS

Consultora-sênior da Organização Pan-Americana da Saúde afirma que ingestão de bebidas alcoólicas sempre está atrelada ao risco; mortes pela substância na região podem ultrapassar 85 mil; OMS faz recomendações para reduzir o problema.

A consultora-sênior para Álcool e Abuso de Substâncias da Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, afirma que é um mito dizer que o álcool “em pequenas doses” pode trazer benefícios à saúde.

De Washington, Maristela Monteiro explicou à ONU News que a ingestão do produto está sempre atrelada ao risco e que, embora a agência da ONU não promova a proibição, não existe evidências de que o consumo contribua para uma vida saudável.

Riscos do álcool

“As pessoas podem decidir usar. Nós não estamos promovendo que nós devemos proibir o uso de bebidas alcoólicas, mas esse uso não tem benefício para a saúde. Desde o ponto de vista da Opas e da OMS, existe sempre um risco associado a esse consumo, que varia de idade, sexo, país, as políticas que existem, mas não é livre de riscos totalmente. Então, as pessoas devem refletir sobre isso e saber encontrar o seu limite olhando para as informações que sejam confiáveis e não as que são promovidas por aqueles que querem só vender bebidas alcoólicas.”

Um estudo da OMS, de 2021, revela que cerca de 85 mil mortes foram causadas diretamente pelo álcool nas Américas. Maristela Monteiro explica que isso significa condições como a insuficiência de órgãos pelo abuso da substância.

O estudo aponta que os óbitos ocorreram por, principalmente, doença hepática, 63,9%, e distúrbios neuropsiquiátricos, 27,4%, como dependência de álcool.  

No entanto, a médica lembra que, anualmente, o número de mortes sobe para mais de 370 mil quando se considera outros efeitos, como acidentes de trânsito.

Apelo por fundos para promover uma economia do mar sustentável

Moçambique quer experiências inovadoras para pesca sustentável

Ministra moçambicana ressaltou que existe potencial para uma transformação econômica nas comunidades otimizando o uso de recursos costeiros

8 agosto 2022

ODS

Da ONU NEWS

Ministra do Mar mira benefícios da atividade para mais comunidades costeiras; efeitos da captura artesanal e pesca abusiva geram preocupação; Lídia Cardoso crê em práticas que ajudem a proteger os oceanos e melhorem renda das populações que vivem do mar.

Moçambique está preocupado por haver dois extremos na captura de pescado: a pesca familiar e a pesca abusiva. Este mês, uma ronda da 5ª. Conferência Intergovernamental em Nova Iorque debaterá o tratado de proteção da biodiversidade do alto mar.

Para a ministra do Mar, Águas Interiores e Pescas, Lídia Cardoso, o país precisa se inspirar em exemplos internacionais. Além de resolver estas questões, a ideia é preservar o oceano e melhorar a qualidade de vida das populações vivendo do mar.

Comunidades

As declarações foram feitas, no mês passado, à ONU News, em Lisboa, na Conferência dos Oceanos. O evento confirmou a aposta global em promover a economia azul para o uso sustentável dos recursos oceânicos.

Lídia Cardoso fez um apelo por fundos para promover uma economia do mar sustentável

“Moçambique, sendo um país com uma costa muito larga, portanto 2.700 km, e com comunidades pesqueiras que ocupam praticamente 60% da nossa comunidade que vivem junto ao mar, conta com 90% do pescado que provém dos pescadores artesanais. É importante que haja esta troca de experiências. Importa ter todo o conhecimento trazido ao nível conferências deste género, para que possamos aproveitá-las, por um lado, para melhorar a utilização do mar.”

Desenvolvimento

Em paralelo à reunião de Lisboa, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp anunciou uma plataforma de cooperação sobre Pesca Sustentável e Prevenção, Combate e Eliminação da Pesca Ilegal, Não Declarada e Não Regulamentada.

Moçambique quer diminuir os extremos do uso da mão de obra familiar ou a captura no alto mar que esteja além da capacidade natural de reprodução.

Para tal, Lídia Cardoso fez um apelo por fundos para promover uma economia do mar sustentável em países menos desenvolvidos.

Moçambique quer diminuir os extremos do uso da mão de obra familiar ou a captura no alto mar

“Há muita inovação dos países mais avançados, que pode ser partilhada, para que não tenhamos que passar por processos de lições já aprendidas neles. Podemos tirar benefícios também. É certo que muitos países menos desenvolvidos, como Moçambique, têm experiências também a partilhar entre eles. Mas nós também esperamos que para estas mudanças, que têm a ver com o uso e utilização do mar, possamos também discutir e trazer financiamento que nos possa apoiar em níveis da capacitação e desenvolvimento de infraestruturas. Para que possamos melhorar as condições de vida e oportunidades para reverter a pesca artesanal e a sobrepesca e promover atividades que possam trazer benefícios às comunidades sem prejuízos.”

Tratado

A ministra ressaltou que existe potencial para uma transformação econômica nas comunidades otimizando o uso de recursos costeiros e marinhos.

A conferência de Lisboa enfatizou que os níveis predatórios de captura de pescado e outros recursos ameaça cada vez mais a saúde dos oceanos.

Oceano é alvo de grandes medidas para mitigar as mudanças climáticas


domingo, 7 de agosto de 2022

Política não pode ser seara do mal, por Hélcio Silva

Política não pode ser seara do mal

Hélcio Silva

(07 / 08 / 2022)

Hoje é complicado escolher um candidato à presidência da República, num quadro desenhado pela mídia do mal que se divide em apoio a dois grupos podres da política brasileira...

Para a grande mídia ou é Lula ou é Bolsonaro: tudo construído na seara do mal.

Mas há reações de vozes isoladas que precisam ser ouvidas.

Hoje, Felipe D'Avila, candidato presidencial pelo Partido Novo, colocou um texto que precisa ser lido pelos brasileiros:

“Ao permitir que políticos com ficha criminal voltem para a política, o Judiciário contribui para desonrar a nossa democracia e reforçar o estigma de que política é coisa de bandido. A crise no Brasil não é só fiscal e institucional. A crise é moral, é de caráter”.


O Brasil não é para principiantes, diz jornalista

Candidato a governador do PDT está com Lula, Ciro e Bolsonaro


Alex Solnik

Do Portal 247

Weverton Rocha faz contorcionismo político, desfaçatez, infidelidade partidária e mostra, pela enésima vez, que o Brasil não é para principiantes

“O seu candidato a presidente é Lula, Bolsonário (sic) ou Ciro Gomes”? pergunta o repórter (não identificado no vídeo) ao senador Weverton Rocha, candidato a governador do Maranhão pelo PDT.

A resposta é um primor de contorcionismo político, desfaçatez, infidelidade partidária e mostra, pela enésima vez, que o Brasil não é para principiantes:

“Meu partido é o PDT, que tem candidato a presidente da República, que é o Ciro Gomes; todos sabem da minha amizade ao presidente Lula, a nossa lealdade que nós sempre tivemos; e o meu vice é do partido do Bolsonaro. Eu estou para os três presidentes”.

“Chose de loque!”, diria aquele personagem do Jô Soares. Seu candidato são os três? Tanto faz, para ele, se o próximo presidente for Lula, Ciro ou Bolsonaro? Ciro, Lula e Bolsonaro são iguais? PDT, PT ou PL… dá tudo na mesma?

É inacreditável!

Eu só acreditei porque vi o vídeo no Twitter. Não tem montagem, nem efeitos especiais.

A qualquer um dos três que ganhar, ele poderá dizer: “votei em você”.

Por muito menos o PDT expulsou a Tabata Amaral.


16 anos da Lei Maria da Penha

Campanha da ONU se une ao enfrentamento da violência contra mulheres no Brasil

7 agosto 2022

Da Onu News

Nova etapa da iniciativa global Verificado é lançada neste 7 de agosto com evento inter-religioso no Santuário Cristo Redentor; #ParaCadaUma terá intervenções nas cidades do Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo; campanha traz informações sobre tipos de violência contra a mulher para ajudar a combater o problema.

Neste 7 de agosto*, o Brasil marca 16 anos da Lei Maria da Penha sobre a violência contra mulheres. As Nações Unidas, por meio da iniciativa global Verificado, lançam no Brasil a campanha #ParaCadaUma, sobre violência doméstica e familiar contra mulheres.

Sol na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

Violência contra as mulheres

O primeiro evento será no Santuário Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, com representantes de diversas religiões. No monumento, considerado um cartão postal da cidade, a cantora Kell Smith fará uma apresentação musical.

A campanha #ParaCadaUma pretende falar, tipificar e exemplificar todos os tipos de violência contra as mulheres. O objetivo é fazer com que os cinco tipos de violência – psicológica, moral, patrimonial, sexual e física – sejam identificados e nomeados, abrindo espaço para o enfrentamento a cada uma delas.  

Para Roberta Caldo, do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil, UNIC Rio, a campanha ajudará a esclarecer os tipos de violência, pois somente com informação adequada as mulheres poderão sair de ciclos de opressão.

Ela afirma que a campanha tem o objetivo de nomear e trazer à luz cada um dos tipos de violências caracterizados pela lei, para que homens e mulheres possam identificá-los contribuindo para que as vítimas deixem situações de abuso e sejam donas de suas histórias.

Eventos

Além do evento no Cristo Redentor, a campanha contará com ações no Museu de Arte do Rio, o Museu do Amanhã, e no Teatro Amazonas, em Manaus. As apresentações contarão com a iluminação acompanhando o “Agosto Lilás”, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, como forma de adesão à campanha #ParaCadaUma.

As linhas 4, 5, 8 e 9 de trem e do metrô de São Paulo terão 20 portas de vagões adesivadas e transmissão de mensagens de combate à violência doméstica e familiar nos monitores de vagões e plataformas. O VLT Carioca e a Eletromidia também apoiam a causa com a divulgação do projeto nas telas.

De acordo com a 16ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, uma mulher é vítima de feminicídio no Brasil a cada 7 horas.

Sobrevivente de violência doméstica com seu bebê.

Mobilização social

A campanha brasileira #ParaCadaUma é parte da iniciativa global Verificado da ONU e tem apoio institucional do Instituto Maria da Penha e Instituto Avon, além de colaborações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cnbb), Eletromidia, Farah Service, Grupo CCR, Museu de Arte do Rio, Museu do Amanhã, Nigro Entretenimento, Santuário Cristo Redentor, ViaMobilidade, ViaQuatro e VLT Carioca.

O projeto Verificado é coordenado no Brasil pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil e conta com a colaboração da Purpose, considerada das maiores organizações de mobilização social do mundo.


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