domingo, 29 de março de 2026

VIVER & LUTAR - Pelo poeta e escritor Antonio Guimarães de Oliveira

 VIVER & LUTAR

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


Realmente faz todo sentido. Viver é uma luta constante entre a alegria e a tristeza. Se você quiser ser legítimo e leal com você mesmo, não crie meio termo, logo porque não deve existir.

A alma humana em sua intrínseca natureza tem de se conhecer para se colocar a serviço de si mesma. Só assim se dispersa a serviço do próximo...

Essa é a grande missão do ser humano: saber de si e dos outros - e, a partir deste porto seguro, fazer as suas incursões fora de si...

É necessário contemplar o belo e o feio, experimentar o doce e o amargo. Uma vez fazendo isso e vendo o antagonismo que há em tudo, ele entende todo o significado da vida - lutar...


(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 29.03.2026. SÃO LUÍS-MA).


A extinção das abelhas - artigo de Ailton Krenak, acadêmico da ABL


A extinção das abelhas

Ailton Krenak*

O Clube da Esquina chega à Academia Mineira de Letras com seu poeta Márcio Borges, criador de obra que conta a saga dos músicos mineiros, seu mano Lô Borges, com a levada de músicos do universo de Beto Guedes, Bituca, Fernando Brant, em uma constelação de gente que canta e dança para suspender o céu, com anúncio de "vento solar e estrelas do mar, um girassol da cor de seu cabelo", uma boa chegada para alegrar a vida e semear poesia. Saudações krenakianas, querido Márcio Borges.

O físico Marcelo Gleiser alerta para o risco de extinção das abelhas como um dos sinais da perda de qualidade do clima global ou mesmo da ruptura dos processos naturais de produção da vida, como até hoje somos grandemente beneficiados. Conclui afirmando que, sem as abelhas, estamos ferrados.

Tenho observado, em várias situações públicas, a pacífica desistência de uma geração inteira quanto a reivindicar o seu tempo —é o que fazem ao aceitar tanta erosão da vida ao seu redor. Como convoca o neurocientista Sidarta Ribeiro, precisamos resgatar a humanidade dos humanos antes que avancemos para uma era de ciborgues sem qualquer humanidade e muito mais inteligentes.

Aqueles que apreciam mapas já sabem, há muito tempo, que o gelo impera no Ártico, sem dúvida. Tive a alegria de conhecer pessoas que vivem no gelo daquela região, onde os interesses da Rússia e dos Estados Unidos se bicam até o limite da intimidade. O povo inuíte já passou por muitos invernos antes de aparecer o primeiro homem branco por lá; sabem viver no "inferno branco", que afasta predadores e curiosos, feitos os totens que postam bem à entrada das suas vilas.

Quem já leu "Caninos Brancos", do aventureiro Jack London, sabe que é uma fria atravessar as grandes planícies. Nesse inverno ártico, os habitantes da região chamada Groenlândia, mesmo com tudo gelado, saíram em marcha para expressar a sua revolta contra a insistente ameaça do presidente americano Donald Trump em comprar ou tomar à força o que chamou de pedaço de gelo.

Insultos à parte, tudo isso nos faz pensar nas abelhas, pequenas, mas indispensáveis à reprodução da vida no planeta Terra, assim como a diversidade de povos e culturas humanas faz das nossas vidas algo muito mais interessante que o jogo de futebol americano, que, sob as ordens do atual chefe da Casa Branca, passará a ser jogado com a cabeça dos seus adversários. Sempre lembrando que, sem as abelhas, estamos ferrados.

Ailton Krenak é acadêmico da Academia Brasileira de Letras

Folha de São Paulo, 29/01/2026


sábado, 28 de março de 2026

O tempo que não voa

 

O tempo que não voa

Hélcio Silva

 28 / 03 / 2026 


Se o tempo tem asas...

Não o vejo mais voar...

Permanece parado, no mesmo lugar...

Com meu coração perdido, a chorar!

Cansado de esperar...

 

Meus braços não são asas...

Por isso não podem voar

E aquele amor perdido...

Não vou mais encontrar...

 

Perdeu-se no éter do tempo

Que jamais vou encontrar

E o que o éter esconde

Nem o éter pode achar...

 

A AGONIA DO RIO MARACU - Texto de Nonato Reis, jornalista e poeta, filho de Viana


 A AGONIA DO RIO MARACU

Texto de Nonato Reis, jornalista e poeta, filho de Viana


O rio Maracu, entre os municípios de Viana e Cajari, é um dos muitos cursos de água doce do Maranhão marcados para desaparecerem do mapa aquático. Poucos rios, no entanto, têm sido tão fustigados pela ação criminosa do homem e do poder público quanto o Maracu.

Há décadas o leito do rio começou a sofrer com a construção de passagens de terra e outras ações danosas. As árvores que protegiam suas margens foram sendo dizimadas, numa escalada progressiva, inexorável. Isso ainda num tempo em que preservação ambiental era um termo dissonante na pauta dos governos e da sociedade civil.

Os anos se passaram, criaram-se leis específicas para a utilização dos recursos naturais; assinaram-se convenções para disciplinar a ação do poder público sobre o patrimônio ambiental; estabeleceu-se o consenso de que as políticas de desenvolvimento não podem desvincular-se da preocupação com o verde. Todo esse cipoal de boas intenções, no entanto, ficou restrito aos manuais e códigos de conduta.

O rio Maracu é uma espécie de fio condutor dos estoques de água doce de Viana. Ele se estende como um canal entre os lagos do Aquiri, na divisa com o município de Matinha; e de Viana, na fronteira com Penalva e Cajari. Decretar sua morte é assinar o atestado de óbito do ecossistema de uma vasta região da Baixada, que se mantém graças a um delicado equilíbrio de enchente e vazante.

Dignidade e moradia - artigo de Dom Walmor Oliveira de Azevedo


Dignidade e moradia

Dom Walmor Oliveira de Azevedo*

28 / 03 / 2026


A dignidade humana é sagrada e, por isso mesmo, inegociável, exigindo que segmentos sociais e governamentais a respeite, com iniciativas capazes de fortalecer os direitos fundamentais de cada pessoa. Na lista irretocável de direitos está o capítulo sobre a moradia, que tem lugar na pauta social e política, também no âmbito da fé e no arcabouço das leis morais. Ao ser cuidadosamente analisada a complexa temática da moradia, pode-se constatar exigências morais importantes: os cidadãos e, particularmente, aqueles que professam a fé cristã têm o dever de ajudar a superar cenários vergonhosos e inaceitáveis relacionados ao déficit de moradia digna. A Campanha da Fraternidade 2026 dedica-se, exatamente, ao tema Fraternidade e Moradia, com indicações que auxiliam cada pessoa a viver uma necessária conversão pessoal e social. O déficit habitacional é uma ferida aberta na sociedade e uma afronta aos ensinamentos da fé cristã: o trabalho para promover moradia digna fundamenta-se na certeza de que cada pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus.

Moradia digna é condição essencial para que o ser humano cumpra o seu chamado, realize a meta de sua existência. É preciso compreender a grandeza de cada pessoa com seu direito inerente de ter condições para realizar-se plenamente a partir do dom de si mesmo. A casa constitui cenário essencial para que o ser humano compreenda sua identidade e vocação humana. A moradia digna possibilita a sociabilidade constitutiva do ser humano, fundamentada na relação de origem entre o homem e a mulher, união que constitui a primeira forma de comunhão entre as pessoas. Trata-se de um princípio antropológico relevante na Doutrina Social da Igreja Católica, que compreende a solidariedade como princípio social e virtude moral. A solidariedade, aprendida desde o contexto doméstico, deve iluminar a compreensão, o planejamento e as ações efetivas que buscam transformar a realidade, inclusive promovendo ações capazes de enfrentar o déficit de moradias dignas.

A traição de Lula e do PT

A traição de Lula e do PT

Marcel van Hattem, deputado pelo Rio Grande, não perdoou o PT nem Lula: traíram o aposentado, roubaram o pobre brasileiro...

O que disse Van Hattem nas redes sociais:  

 


“A CPMI revelou a natureza do PT e de Lula: traíram o aposentado, roubaram o pobre brasileiro e não quiseram nos deixar investigar. Mesmo diante de tanta dificuldade, atuamos com coragem até o fim pois, sabemos que carregamos a esperança brasileira. E vou continuar trabalhando sempre pelo Brasil porque acredito num país que ainda será governado por gente honesta, decente e trabalhadora de verdade. Muito obrigado a todos que acreditaram e apoiaram nosso trabalho. Contem sempre comigo!”

PENSANDO EM TI - por Alex Brasil Poeta, escritor e poeta maranhense

 

PENSANDO EM TI

Alex Brasil Poeta



A solidão que eu sinto agora

não dói dentro de mim.

É um sentimento de luz

despertando nossa história.

É o teu rosto ressurgindo

das trevas em que te prendi.

A solidão que eu sinto nesse momento

é apenas um querer impossível

que me invade:

um desejo louco e incontrolável do pensamento

que nós, humanos, chamamos SAUDADE.

 

DIA DO REVISOR & DIAGRAMADOR - Antônio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor maranhense

 

DIA DO REVISOR & DIAGRAMADOR

Antônio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor maranhense



(28.03.2026) 

Bem, para alguém se "atrever" a escrever, se faz necessário o conhecimento linguístico e do tema em pauta.

A língua portuguesa é "cheia" de "nuances" e é muito comum a gente "cair" em escorregadios desfiladeiros.

Certa vez, o genial escritor Monteiro Lobato, ao constatar um erro em uma de suas inúmeras lavras, escreveu o seguinte: "A tarefa do revisor é das mais ingratas. O erro e/ou a falha se escondem durante o processo de confecção do livro, depois de tudo pronto, aparecem na primeira página aberta, como um saci danado pulando, debochando do revisor." Assim é a vida desses profissionais.

Muitas pessoas não gostam da crítica e as vezes se negam a reeditar algo escrito, com o receio de serem chamadas de incultas.

Eis as cólicas gratuitas, pois são recorrentes os erros gráficos, tendo em vista a pressa no vocabulário fácil das plataformas.

O que tenho a dizer, para finalizar, é que temos a obrigação de revisar o que escrevemos. Assim, zelamos por nós (que escrevemos) e pelos outros (que lêem).

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 28.03.2026. SÃO LUÍS-MA).


sexta-feira, 27 de março de 2026

Povo como pretexto - artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


Povo como pretexto

Alex Pipkin, PhD em Administração

Ideologias não nascem como fraude; nascem como tentativas de compreender e organizar o mundo.

A esquerda parte da premissa de que o Estado deve mitigar desigualdades e proteger os vulneráveis. A direita, da convicção de que a prosperidade emerge da liberdade econômica, da iniciativa privada e do conhecimento aplicado à geração de riqueza. Em suas origens, não são dogmas, são hipóteses.

O tempo, contudo, tem o hábito de testar aquilo que os livros apenas sugerem.

A história econômica é menos generosa do que os palanques. Não há nação próspera sem disciplina fiscal, previsibilidade e respeito ao dinheiro extraído da sociedade. O crescimento sustentável definha onde o Estado gasta sem limites, tributa sem critérios e intervém sem medida. Tampouco há avanço onde a livre iniciativa é sufocada, o direito à propriedade é relativizado e a inovação não acontece pelo abusivo intervencionismo estatal.

A ironia trágica é que, em nome do povo, frequentemente se constrói o exato oposto daquilo que o beneficia. A inflação pune os mais pobres. A baixa produtividade os aprisiona, e a estagnação os condena. O discurso promete emancipação; a prática entrega dependência.

Milhões de crianças sem escola

 Que mundo é esse?

Unesco diz que 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo


Unesco/Emily Pinna - Aluno do ensino fundamental em uma escola no bairro de Obili, Yaoundé, Camarões. Em todo o mundo, uma em cada seis crianças em idade escolar está excluída da educação.

27 Março 2026 

Cultura e educação

Pelo sétimo ano consecutivo, número de alunos sem acesso à educação aumenta impulsionado pelo crescimento da população, crises e redução de orçamentos; para agência da ONU, há esperança de mudança na situação com alguns países melhorando indicadores.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco*, afirma que o mundo tem 273 milhões de crianças fora da escola. Uma crise que entra pelo sétimo ano consecutivo.

O alerta foi feito em Paris, sede da agência da ONU, que aponta crescimento populacional e redução de orçamento como alguns dos fatores para a ausência de alunos nos bancos escolares.

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