sexta-feira, 7 de agosto de 2026

FRUTOS DA EMOÇÃO - Do poeta e escritor Carlos Alberto Lima Coelho


FRUTOS DA EMOÇÃO

Carlos Alberto Lima Coelho, poeta e escritor 

“Sonha, poeta, sonha! Aqui sentado, no tosco assento da janela antiga, apoias sobre a mão a face pálida, sorrindo — dos amores à cantiga.” Álvares de Azevedo

Há lembranças que não envelhecem. Permanecem guardadas em algum lugar da alma, como antigas canções esperando apenas que alguém gire o botão do rádio para voltarem a tocar.

Grande parte das minhas poesias e crônicas nasceu assim: entre a solidão de uma madrugada, a ternura de uma lembrança e o desejo de transformar sentimentos em palavras. Algumas foram publicadas em livros e sites; outras ganharam vida através da voz, declamadas em programas românticos das emissoras de rádio de São Luís.

Naquele tempo, o rádio era mais do que um aparelho. Era companhia, confidente e mensageiro. Havia noites em que uma poesia parecia atravessar a cidade inteira, entrando silenciosamente pelas janelas e alcançando corações que talvez estivessem sofrendo, amando ou simplesmente esperando.

Programas como “Eu, Você e o Amor”, na Rádio Educadora do Maranhão, apresentado por Herbert Pereira; “Capital Romântica”; “Eu, Você e a Noite”, na Rádio Difusora; e “Tudo Dentro da Noite”, na Rádio Timbira, tornaram-se espaços onde a emoção encontrava abrigo.

O Tempo da Responsabilidade - Artigo de David Gertner


O Tempo da Responsabilidade

Recebemos o mundo como herança. O passado nos forma. O presente nos pertence. O futuro nos julgará pelo legado que deixarmos.

03/08/2026

David Gertner*

Costumamos dividir o tempo em passado, presente e futuro, como se fossem três territórios independentes. Não são. O passado nunca parte completamente. O futuro nunca chega sozinho. E o presente é apenas a estreita ponte por onde ambos se encontram.

Vivemos cercados pelo passado. Respiramos o ar de decisões tomadas muito antes do nosso nascimento. As cidades em que moramos, as instituições que nos governam, as liberdades que desfrutamos, as guerras que ainda produzem vítimas, as florestas preservadas ou destruídas, as desigualdades persistentes e os avanços da medicina, da ciência e da tecnologia são obras de pessoas que já não estão aqui. Herdamos suas conquistas, mas também seus erros, seus medos, suas omissões e sua incapacidade de prever as consequências de muitas de suas escolhas. O passado nunca desaparece completamente. Ele permanece vivo nas instituições que recebemos, nos valores que cultivamos, nas cicatrizes que carregamos e nas oportunidades que encontramos.

É tentador imaginar que somos apenas beneficiários ou vítimas dessa herança. Não somos. Somos o elo da corrente. O presente não nos foi dado apenas para ser vivido; foi-nos confiado para ser administrado. Essa talvez seja a maior responsabilidade da condição humana. Não podemos alterar o passado. Mas podemos decidir, todos os dias, quais de seus erros repetiremos, quais corrigiremos e quais finalmente deixaremos para trás. Cada decisão que tomamos hoje passa a integrar o passado que um dia nossos filhos e netos herdarão. Porque, cedo ou tarde, nós também nos tornaremos passado.

E alguém viverá dentro das consequências das escolhas que fazemos agora. Nossos filhos e netos talvez não herdem apenas nossas casas, fotografias, livros ou lembranças. Herdarão a qualidade das instituições que preservarmos, o clima que lhes deixarmos, as dívidas que acumularmos, os conflitos que alimentarmos ou evitarmos, a educação que valorizarmos, a confiança que fortalecermos ou destruirmos e, sobretudo, o exemplo silencioso da maneira como exercemos nossa responsabilidade diante do tempo.

Povo do Meu Agrado



Povo do Meu Agrado

07 / 08 2026


Numa casa bem singela,

feita de barro e madeira,

mora um casal que aprendeu

o valor da vida inteira.


Ela olha pela janela,

ele olha do outro lado,

cada canto dessa casa

guarda um tempo já passado.


Não tem luxo na parede,

nem riqueza pra mostrar,

mas tem história escondida

em cada canto do lar.


Quantas manhãs já nasceram,

quantas noites viram chegar,

quantas conversas e sonhos

essas paredes vão guardar.


E os dois seguem ali juntos,

vendo o tempo caminhar,

porque casa vira lar

quando existe amor pra morar.



“Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”


Poeta Sertanejo - Aqui a estrada é de terra e poeira,


Poeta Sertanejo....



Poeta Sertanejo

06 / 08 /2026

Aqui a estrada é de terra e poeira, cercada de lado a lado e fechada por uma velha porteira.

Casa simples onde o ribeirão corre ao lado, segue cruzando fronteiras.

O quintal é sombreado pela centenária mangueira.

Abrigo das aves, palco do sabiá laranjeira.

Tudo isso revela os encantos da vida roceira.

Onde a natureza mostrando alegria, traz consigo harmonia por ser boa companheira.


O perfume das flores toma conta da casa inteira.

Se misturando com o cheiro gostoso, da cabocla faceira.

Que me deixa sonhando com seus carinhos, deitado numa esteira.

Aqui o homem e a natureza, vivem com tranquilidade.

Onde as paisagens autênticas, deixam na alma saudade.

Coisas que o tempo nunca consegue apagar, por ser bonito de verdade.

Em cada canto um pedaço de beleza, sobre os encantos da mãe natureza que é pura realidade.

Até mesmo a curva do caminho, tem seu cantinho de surpresa escondendo a paisagem, que é mesmo raridade.

Boa noite meu povoooooo

Uma ótima noite para todos vocês


quinta-feira, 6 de agosto de 2026

A arrogância das exceções - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


A arrogância das exceções

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Tenho uma má notícia para quem acredita em engenharia social.

A gravidade jamais participou de reuniões ministeriais, a escassez nunca se intimidou diante de discursos e a matemática continua rigorosamente indiferente às maiorias ocasionais.

Durante décadas fomos convencidos de que a prosperidade dependia da inteligência dos governantes, da sofisticação dos planejadores ou da criatividade dos economistas “especialistas”.

Hoje penso exatamente o contrário.

Prosperidade nunca foi uma demonstração de inteligência. Sempre foi uma demonstração de humildade. Da humildade de reconhecer que existem leis às quais nem o poder, por mais sedutor que seja, consegue impor exceções.

Nenhum agricultor persuade a terra a produzir sem plantar; nenhum empresário convence clientes a comprar indefinidamente aquilo que não entrega valor, e nenhuma família consegue gastar para sempre mais do que ganha. Essas limitações não pertencem ao campo da ideologia. São imanentes à própria realidade.

Povo do Meu Agrado - Casa de barro

 

Povo do Meu Agrado...

 




Barro na mão, força no peito,

vai levantando o seu cantinho,

cada parede feita aos poucos,

cada detalhe com carinho.


No carrinho, o barro espera,

na parede ganha seu lugar,

é assim que a vida na roça

ensina a gente a construir e sonhar.


Casa simples, feita de terra,

mas tem valor que não tem medida,

porque quem constrói o próprio teto

também constrói um pedaço da vida.


“Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”


Poeta Sertanejo - Meu amigo e companheiro,


Poeta Sertanejo

06 / 08 / 2026

Meu amigo e companheiro, um dia fui menino brincando neste terreiro.

Montado no meu cavalo de pau, corria pra todo lado.

Mas aqui também fui homem, trabalhando no cafezal, enfrentando o serviço pesado.

Meu pai ia na frente, seus filhos iam atrás, família unida buscando um bom resultado.

Já me banhei naquele ribeirão, na correnteza aprendi a nadar.


Com um bisaco de pedras, estilingue no pescoço eu vivia caçar.

Na inocência de criança, quando uma ave perdia a vida, eu ficava a comemorar.

Porque o tiro certeiro e a pobre inocente veio ao solo tombar.

Coisa nunca mais faria, se no tempo eu pudesse voltar.

Naquele canto ficava o chiqueiro, do outro o galinheiro.

Que, o lagarto sorrateiro, de vez em quando vinha visitar.

Ali ficava o paiol, e as traias que papai gostava de usar.

No seu cavalo de lida quando ia passear.

Do outro lado o rancho, onde mãe o pilão acostumava guarda.

Tudo isso hoje é lembrança, que guardada no meu peito, também está.

Bom dia meu povoooooo

Um dia ricamente abençoado para todos vocês


DIA NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO - Por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


DIA NACIONAL DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO 

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor

Nas escolas, inúmeros professores e orientadores, ao longo do tempo, querem chegar a um modelo para o grande desafio de melhor orientar e educar (na atualidade).

Creio que orientar, conduzir e mostrar, seja a grande dificuldade para todos, pois o mundo vive num constante movimento de evolução, tanto de pensamento quanto de ideal.

Talvez nunca seja alcançado um modelo pronto, tendo em vista a dinâmica humana.

Atualmente, vive-se, acredito, uma falsa realidade...

Modelos e comportamentos surgem como se fossem modismos.

Orientação Educacional, não é vista mais como um fio condutor, mas como um fio a ser conduzido por sapiências antagônicas e graças a essas diferenças, aprende-se e orienta-se.

Aguardemos, pois, o princípio e fim dessa tão dinâmica humanidade e seus atores.

Contudo, algo me diz que aprender e orientar cumprirão, sem regras, por toda a eternidade, papéis sempre em movimento em todas as direções, com meios e fórmulas indeterminadas - sem fim...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 06.08.2026. SÃO LUÍS-MA).


Teimosa esperança - Artigo de Dom Geraldo dos Reis Maia


Teimosa esperança

06/08/2026

Dom Geraldo dos Reis Maia*

É preciso perseguir e acolher, sempre, a esperança com uma espécie de teimosia. Foi em tempos difíceis que os profetas anunciavam a teimosa esperança. Ainda que o cenário possa parecer sombrio e não projete esperança, é preciso “esperançar”, como nos ensinou Paulo Freire. O dicionário Houaiss designa o termo esperança como “sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja, aquilo ou aquele de que se espera algo, em que se deposita a expectativa; promessa”.

A Palavra de Deus nos diz que Abraão, aquele inquieto e errante homem, que se nutria da confiança em Deus e que demorou a ver sinal de descendência, “esperando contra toda esperança, creu e tornou-se assim pai de muitos povos” (Rm 4,18). E a Palavra nos assegura que a virtude comprovada pela perseverança, fruto das tribulações, produz a esperança (cf. Rm 5,4). Portanto, a esperança é real e nos sustenta sempre, porque ela jamais nos decepciona, uma vez que “o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).

A esperança é também uma espécie de gafanhoto, com asas anteriores largas e antenas longas e finas. É, em geral, de cor verde, embora haja outras espécies de cores variadas, podendo sempre se camuflar na vegetação onde se encontram. Certamente, a partir da coloração do inseto, vem a associação da esperança com a cor verde. Clarice Lispector escreveu um belo conto intitulado Uma Esperança. Assim ela se refere: “Aqui em casa pousou uma esperança, não a clássica que tantas vezes verifica-se ilusória, embora mesmo assim nos sustente sempre, mas a outra, bem concreta e verde: o inseto”.

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Povo do Meu Agrado - **O pão que nasce do forno**


 Povo do Meu Agrado

 


**O pão que nasce do forno**

 

No forno aceso do terreiro,

o pão cresce devagar,

tem carinho na receita

e alegria no olhar.

 

Ela sorri com a bandeja,

ele vem para ajudar,

quando existe união,

nunca falta pão no lar.

 

É farinha, fé e esperança,

é trabalho com amor,

pão caseiro quando assa

perfuma tudo ao redor.

 



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