segunda-feira, 13 de abril de 2026

Dificuldades para Requião

Roberto Requião pode ter dificuldades em outubro para se eleger

13/04/2026


O PDT não conseguiu atrair puxadores de votos, para a Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) na janela de transferência, encerrada no dia quatro de abril, e terá dificuldades de fazer uma bancada de mais uma cadeira na Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) e na Câmara Federal.

No legislativo estadual a vaga deverá ficar com o deputado Goura Nataraj (PDT) e se Requião Filho conseguir convencer o eleitorado a votar na legenda pode emplacar o segundo.

Já à Câmara Federal, Roberto Requião é outro favorito para conseguiruma cadeira, mas a chapa precisa fazer uns 180 mil votos para entrar nas sobras.

Os marqueteiros explicam que Requião pai vai precisar fazer campanha e bater perna, já que as lives dele nas redes sociais são ignoradas pelos paranaenses.

Após a eleição de 2018, o ex-candidato à Prefeitura de Curitiba, entrou em decadência política e corre o risco de novamamente bater na trave.

Fonte - Blog do Tupan


Prisão do Deputado Ramagem


Alexandre Ramagem é preso pelo ICE nos Estados Unidos, diz Polícia Federal

Ex-deputado está foragido nos Estados Unidos desde a condenação a 16 anos de prisão pela tentativa de golpe de estado em 2022

O Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos Estados Unidos prendeu, nesta segunda-feira (13), o ex-deputado foragido Alexandre Ramagem. A informação foi confirmada pela Polícia Federal à GloboNews.

Segundo informações preliminares do jornal, o ex-deputado foi preso em Orlando, na Flórida, por questões migratórias.

“A prisão [de Ramagem] é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, estava em situação migratória irregular”, afirmou ao jornal o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Amazônia: riquezas extraídas, pobrezas mantidas - Por Augusto Rocha


Amazônia: riquezas extraídas, pobrezas mantidas

Por Augusto Rocha

Fonte - Jornal do Commercio - Manaus

Há um crescente desafio aos fatos. Temos muitos imaginários e poucos fatos compartilhados, para uma conversa franca. Temos tido grande dificuldade no diálogo pela simples razão de encontrarmos dificuldade de compartilhar fatos em comum. Quanto mais difícil for o encontro de uma base comum para conversas, mais distante estaremos uns dos outros. As fronteiras do aceitável e do inaceitável se tornam fundamentais para a construção de um ambiente em comum e onde se consegue construir um diálogo.

Se entendermos que as desigualdades regionais do país não devem ser reduzidas, poderemos encontrar diferentes motivadores para isso: culturais, divinos, formação histórica que não pode ser modificada, questões econômicas e uma diversidade de motivos inalteráveis. A questão é que eles são razões que buscam a manutenção da desigualdade. Para quem vive nas regiões mais ricas do país, não consegue conceber ou aceitar a necessidade de alocar recursos para reduzir a desigualdade do Norte ou do Nordeste frente ao Sudeste.

Há um fato incontestável da desigualdade regional? Certamente há. Mas, para aqueles que não querem contribuir para a redução desta desigualdade, abundarão razões para explicar o quanto isso é justo e adequado. Contudo, o que temos é um cenário onde não só a desigualdade é mantida, quanto ela é aumentada e, mais ainda, seguimos a tratar as regiões periféricas como áreas para extrair recursos, sem investir.

Existe petróleo na Amazônia? Certamente há um público grande interessado em extrair. Não há uma base comum de entendimento sobre como serão geradas compensações para a região. Há uma desigualdade, não há uma conversa ou plano para reduzir a desigualdade. Há pobreza e isolamento? Não há um plano para reduzir a pobreza ou isolamento. Os planos seguem sendo planos de extração e não de construção de prosperidade.

Enganador dos pobres - Por Alfredo Andrade, escritor e advogado


Enganador dos pobres

Por Alfredo Andrade*

Em: 8 de abril de 2026

Dia 1 de abril, quando no Brasil se  comemora o “Dia da Mentira”, o povo fez questão de relembrar a frase “Não existe viva alma mais honesta do que eu nesse país” proferida pelo presidente Lula. Até quando o povo  continuará respirando a “mentira” dos políticos que dela fazem uso como recurso principal.

Será que o “ministro” tem o direito de proibir que a imprensa revele os detalhes da apuração dos seus voos em aviões de Vorcaro? E foram “8 vezes entre maio e outubro de 2025”. Moraes não é advogado de Vorcaro, mas sua esposa, sim. Revoltado se encontra e assim ficará porque é ministro, cargo que requer postura comportamental e idoneidade no cumprimento de seu dever. Será que o povo brasileiro ficará omisso quando souber que Alexandre de Moraes e sua privilegiada esposa adquiriram imóveis em valores superiores a 23 milhões de reais, pagando à vista?

Por que o TCU proibiu a Eletrobrás de investir 100 milhões de dólares na hidrelétrica de vários países? Basta este recente fato para reafirmar o aspecto de que o PT é o partido do mensalão, petrolão, uso da máquina para negociatas e sobrevive de “falcatruas”. Sangrar empresas estatais para comprar votos no Congresso foi uma marca constante do partido. E hoje sindicatos e agentes públicos se unem para lesar aposentados do INSS.

O presidente comunista tentando desviar o foco, declara que Brasil será um dos países “mais respeitados do mundo no crime organizado”. Esse comunista não passa de um “enganador dos pobres”, vivendo de  falsidades, até porque o povo que passa fome há três anos sabe de seu relacionamento com o crime organizado.

Manaus/AM, 7 de abril de 2026

JOSÉ ALFREDO FERREIRA DE ANDRADE  (OAB/AM – A29)

*Alfredo Andrade é escritor e advogado, autor do livro Página Virada - Uma leitura crítica sobre o fim da era PT


O silêncio de Pilatos - artigo do professor Dartagnan da Silva Zanela


O silêncio de Pilatos

Dartagnan da Silva Zanela

           No mundo atual, há uma grande valorização daquilo que se convencionou chamar de "opinião própria"; e, se esta for qualificada como sendo uma "opinião crítica", aí a sua cotação vai para as alturas. Porém, como muitas outras coisas que abundam no mundo contemporâneo, essa supervalorização da posse de uma "opinião" é apenas mais um trem fuçado de valor duvidoso. Só isso, e olhe lá.

Pessoalmente falando, não dou importância nenhuma para a opinião de ninguém, muito menos para as minhas, pois toda opinião é apenas uma impressão imprecisa a respeito de algo ou de alguém e, como tal, é apenas uma geringonça de pouca valia. De mais a mais, se tivermos nossas vistas invadidas pela luz de uma verdade, o que faremos? Ficaremos agarrados à nossa opinião criticamente furada ou a deixaremos de lado para abraçar a verdade que nos foi revelada por uma determinada circunstância da vida? Bem, foi o que eu imaginei.

Infelizmente, tratamos as nossas opiniões como se fossem bichinhos de estimação e, ao fazermos isso, terminamos por colocá-las muito acima da verdade. Agindo deste modo, sem nos darmos conta, acabamos nos colocando no lugar de Deus, posando, em nossa vida, como se fôssemos Bruce Nolan, personagem interpretado por Jim Carrey no filme Todo Poderoso (2003) — figura que, por algum tempo, passa a ocupar o lugar de Deus e, ocupando o lugar do Altíssimo, terminou metendo os pés pelas mãos.

Uma escolha de longo prazo entre liberdade e servidão - Artigo de Percival Puggina


Uma escolha de longo prazo entre liberdade e servidão

Percival Puggina

         Considero impossível uma derrota da oposição na eleição presidencial. Com cinco mandatos entre os seis deste século, Lula e os seus são os únicos responsáveis pelo empobrecimento e endividamento dos brasileiros. Desse pacote de prejuízos faz parte a atual configuração do STF, que atinge, ao lado do presidente, o ápice de seu desprestígio.

Há poucos dias foi informado que o loroteiro de Garanhuns teria aconselhado Dias Toffoli a cair fora e, agora, tenta descolar sua imagem da pessoa de Alexandre de Moraes, recomendando-lhe não manchar a própria biografia. Para a conta de Lula vão, também, os muitos desserviços à nação proporcionados pelos presidentes das duas casas do Congresso. Não, não há no Brasil, número suficiente de eleitores manipuláveis ao ponto de reeleger alguém como Lula.  

Por isso, enquanto tantos se preocupam com a sucessão presidencial, iludidos pela mitificação que cerca o presidencialismo, eu me preocupo com a eleição dos novos senadores. Aqui, a necessidade parece ser superior à oferta. Os 54 que saírem das urnas terão oito anos de mandato e apenas dentro de quatro anos será possível alterar um terço da composição da Casa. É uma escolha de longo prazo entre liberdade e servidão, entre democracia e tirania.

Salão do vício - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração

Salão do vício


Alex Pipkin, PhD em Administração

Todo o Brasil sabe o que eles fizeram no verão passado, e não foi metáfora.

Foi à luz do dia, com agendas, vinhos, viagens e conveniências.

Relações que antes exigiam o abrigo das sombras passaram a frequentar os salões sem qualquer vestígio de pudor. O que antes demandava recato agora ostenta naturalidade, e o espanto, desgastado pela repetição, cedeu lugar a uma aceitação cínica. O Supremo, que deveria ser a sentinela da Constituição, tornou-se endereço, um balcão de negócios com pretensão de tribunal.

Não houve um golpe de mestre; houve de fato um golpe de hábito.

Estamos diante de uma espécie de usucapião institucional: ocupa-se, permanece-se, e o silêncio consolida. Quando o inaceitável deixa de ser contestado, ele ganha forma e legitimidade. O fato deixou de importar; importa quem permanece de pé após a poeira baixar. E sistematicamente todos permanecem.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Cabo Daciolo vai para presidente

Cabo Daciolo desiste de disputa ao Senado pelo Amazonas e anuncia pré-candidatura à Presidência

10 de abril de 2026

Ex-parlamentar oficializa projeto nacional pelo partido Mobiliza e retoma estratégia utilizada no pleito de 2018 após recuar de articulação regional.

 

O ex-deputado federal Cabo Daciolo oficializou no último sábado (4) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Mobiliza, legenda anteriormente denominada PMN. Com o anúncio, o político formaliza a desistência de concorrer ao Senado Federal pelo Amazonas, projeto que vinha sendo articulado e anunciado por ele desde o final do mês passado.

A decisão marca o retorno de Daciolo ao cenário de debates nacionais. Em 2018, quando disputou o Palácio do Planalto pelo Patriota, o ex-cabo do Corpo de Bombeiros obteve o sexto lugar na votação geral, superando quadros tradicionais da política brasileira como Marina Silva, Henrique Meirelles e Álvaro Dias.

Ao ratificar a nova posição eleitoral, Daciolo manteve o discurso fundamentado em preceitos religiosos e na crítica ao sistema político tradicional. “Não estou à venda para o sistema. Preciso de tua oração para que possamos juntos continuar essa batalha”, declarou o pré-candidato durante o anúncio, reforçando a linha de comunicação que o tornou conhecido no pleito anterior.

A saída de Daciolo da disputa ao Senado pelo Amazonas alivia a fragmentação de votos no campo conservador local, mas impõe ao partido Mobiliza o desafio de estruturar uma campanha de âmbito federal em um cenário polarizado. A estratégia agora é testar a resiliência de sua base de apoio e buscar espaço nos debates presidenciais, pautando-se em valores conservadores e na mensagem de fé que caracteriza sua trajetória pública.


Fui-me embora pra Atibaia - Por: Ronaldo Amazonas


Fui-me embora pra Atibaia 

Por:  Ronaldo Amazonas

Definitivamente não se trata de uma despedida porquanto já estamos morando no interior de São Paulo precisamente na quieta e acolhedora Atibaia.

Eu e Elaine viemos de malas e cuias e não consideramos uma fuga ou escapadela. Viemos em busca de tranquilidade, viagens e qualidade de vida.

Filhos, netos, parentes e amigos estranharam a decisão porém, respeitaram e até incentivaram nossa decisão.

Sei, entretanto, que as aves que gorjeiam por aqui não gorjeiam como na nossa amada e acolhedora Manaus e a saudade já é sentida. Já programamos uma visita logo logo.

Nada foi de supetão ou sem planejamento. Antes, e por alguns anos, experimentamos breves temporadas pelo interior de SP, conhecendo outras paragens.

Mas Atibaia nos cativou e nos acolheu com a certeza de que é aqui que queremos ficar.

Uma única alternativa: abraçar a Utopia - Artigo de Eurico Borba


Uma única alternativa: abraçar a Utopia

Eurico Borba 

09/04/2026

Intelectuais, cientistas, filósofos, poetas, romancistas, políticos, cidadãos e cidadãs, concordam que a Humanidade vive uma grave crise moral, pondo em risco sua existência pelos conflitos daí decorrentes. É preciso que se tenha presente e se acredite na verdade histórica, que foi em torno de valores morais que a Humanidade evoluiu, desde os seus primórdios, à procura de segurança, cooperação, regras para a produção, distribuição e consumo dos bens e serviços.

Ciências, artes, economia, organização social, práticas políticas, sistemas jurídicos, tiveram seus inícios e desenvolvimentos a partir de postulados éticos e religiosos, aceitos talvez mais por medo do pós morte, do que por fé, foram pouco contestados. Sobre tais crenças, fortemente enraizadas nas pessoas, ergueram-se as sociedades com seus múltiplos estilos de vida e formas de pensar. Tais pressupostos éticos, queiram ou não os contestadores desta correta perspectiva da evolução da humanidade, foram as fontes de inspiração para o desenvolvimento das leis regulamentadoras dos comportamentos, individuais e coletivos, até os nossos dias.

A Humanidade, as Civilizações que possibilitaram o mundo atual com todas as suas fantásticas conquistas, bem como com todas as suas tristes e dramáticas mazelas, cresceram e prosperaram neste ambiente que deixou permanentes marcas profundas na maneira de ser e de pensar dos povos, continuando a se manifestar fortemente nas sociedades atuais. Apesar de todos os esforços que continuam a ser feitos, para desmoralizar e substituir tais crenças históricas, por exercícios intelectuais errados ou por ambições egoístas amorais, com uma permanente inadequada reverência a um hedonismo ridículo, sem sentido e materialista, pobre de reflexões sobre a vida humana e seu futuro.

Entendem e aceitam, alguns poucos intelectuais, que sem uma prévia revisão das formas de pensar, de agir e de organizar as sociedades, segundo regras morais aceitas pela maioria dos povos, aqueles mesmos postulados que permitiram que a Humanidade chegasse, hoje, aonde chegou, pouco ou nada poderá ser feito para que se tenha a esperança concreta de um mundo democrático, justo, solidário e pacífico. Vencer a devastadora Crise Climática, o crescente distanciamento entre os muito ricos e os muito pobres, o crime organizado internacionalmente, a violência como norma de comportamento coletivo, não serão superados sem uma sólida base ética sobre a qual se erga as Constituições, as Leis e as Instituições que regulamentam e organizam a vida em sociedade, que se quer justa e pacífica.

No entanto, a conclusão, a que se chega, é concordar com as imensas dificuldades para que este nobre ideal seja alcançado.

As pessoas nascem puras, angelicais, mas, imediatamente após o nascimento, o convívio familiar e a crescente interação com as demais pessoas, na inescapável vida social, a perversão da pureza inicial vai se acentuando, por força dos instintos naturais, os mais primitivos. Sem regras morais, interiorizadas pelos povos, que possam agir eficazmente para conter ou arrefecer, no médio e logo prazos, a ganancia de poder e de riqueza, o egoísmo, a inveja e a competição desmedida, pouco se pode esperar para construção de um futuro feliz, pacífico e justo para a Humanidade.

O que fazer? Apenas constatar o fato e esperar a catástrofe final, com o desmantelamento e o desaparecimento das civilizações e das suas notáveis conquistas? Ou abraçar com coragem a utopia?

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