A arrogância das exceções
Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial
Tenho uma má notícia para quem acredita em engenharia social.
A gravidade jamais participou de reuniões ministeriais, a escassez nunca se intimidou diante de discursos e a matemática continua rigorosamente indiferente às maiorias ocasionais.
Durante décadas fomos convencidos de que a prosperidade dependia da inteligência dos governantes, da sofisticação dos planejadores ou da criatividade dos economistas “especialistas”.
Hoje penso exatamente o contrário.
Prosperidade nunca foi uma demonstração de inteligência. Sempre foi uma demonstração de humildade. Da humildade de reconhecer que existem leis às quais nem o poder, por mais sedutor que seja, consegue impor exceções.
Nenhum agricultor persuade a terra a produzir sem plantar; nenhum empresário convence clientes a comprar indefinidamente aquilo que não entrega valor, e nenhuma família consegue gastar para sempre mais do que ganha. Essas limitações não pertencem ao campo da ideologia. São imanentes à própria realidade.









