sexta-feira, 10 de abril de 2026

Cabo Daciolo vai para presidente

Cabo Daciolo desiste de disputa ao Senado pelo Amazonas e anuncia pré-candidatura à Presidência

10 de abril de 2026

Ex-parlamentar oficializa projeto nacional pelo partido Mobiliza e retoma estratégia utilizada no pleito de 2018 após recuar de articulação regional.

 

O ex-deputado federal Cabo Daciolo oficializou no último sábado (4) sua pré-candidatura à Presidência da República pelo partido Mobiliza, legenda anteriormente denominada PMN. Com o anúncio, o político formaliza a desistência de concorrer ao Senado Federal pelo Amazonas, projeto que vinha sendo articulado e anunciado por ele desde o final do mês passado.

A decisão marca o retorno de Daciolo ao cenário de debates nacionais. Em 2018, quando disputou o Palácio do Planalto pelo Patriota, o ex-cabo do Corpo de Bombeiros obteve o sexto lugar na votação geral, superando quadros tradicionais da política brasileira como Marina Silva, Henrique Meirelles e Álvaro Dias.

Ao ratificar a nova posição eleitoral, Daciolo manteve o discurso fundamentado em preceitos religiosos e na crítica ao sistema político tradicional. “Não estou à venda para o sistema. Preciso de tua oração para que possamos juntos continuar essa batalha”, declarou o pré-candidato durante o anúncio, reforçando a linha de comunicação que o tornou conhecido no pleito anterior.

A saída de Daciolo da disputa ao Senado pelo Amazonas alivia a fragmentação de votos no campo conservador local, mas impõe ao partido Mobiliza o desafio de estruturar uma campanha de âmbito federal em um cenário polarizado. A estratégia agora é testar a resiliência de sua base de apoio e buscar espaço nos debates presidenciais, pautando-se em valores conservadores e na mensagem de fé que caracteriza sua trajetória pública.


Fui-me embora pra Atibaia - Por: Ronaldo Amazonas


Fui-me embora pra Atibaia 

Por:  Ronaldo Amazonas

Definitivamente não se trata de uma despedida porquanto já estamos morando no interior de São Paulo precisamente na quieta e acolhedora Atibaia.

Eu e Elaine viemos de malas e cuias e não consideramos uma fuga ou escapadela. Viemos em busca de tranquilidade, viagens e qualidade de vida.

Filhos, netos, parentes e amigos estranharam a decisão porém, respeitaram e até incentivaram nossa decisão.

Sei, entretanto, que as aves que gorjeiam por aqui não gorjeiam como na nossa amada e acolhedora Manaus e a saudade já é sentida. Já programamos uma visita logo logo.

Nada foi de supetão ou sem planejamento. Antes, e por alguns anos, experimentamos breves temporadas pelo interior de SP, conhecendo outras paragens.

Mas Atibaia nos cativou e nos acolheu com a certeza de que é aqui que queremos ficar.

Uma única alternativa: abraçar a Utopia - Artigo de Eurico Borba


Uma única alternativa: abraçar a Utopia

Eurico Borba 

09/04/2026

Intelectuais, cientistas, filósofos, poetas, romancistas, políticos, cidadãos e cidadãs, concordam que a Humanidade vive uma grave crise moral, pondo em risco sua existência pelos conflitos daí decorrentes. É preciso que se tenha presente e se acredite na verdade histórica, que foi em torno de valores morais que a Humanidade evoluiu, desde os seus primórdios, à procura de segurança, cooperação, regras para a produção, distribuição e consumo dos bens e serviços.

Ciências, artes, economia, organização social, práticas políticas, sistemas jurídicos, tiveram seus inícios e desenvolvimentos a partir de postulados éticos e religiosos, aceitos talvez mais por medo do pós morte, do que por fé, foram pouco contestados. Sobre tais crenças, fortemente enraizadas nas pessoas, ergueram-se as sociedades com seus múltiplos estilos de vida e formas de pensar. Tais pressupostos éticos, queiram ou não os contestadores desta correta perspectiva da evolução da humanidade, foram as fontes de inspiração para o desenvolvimento das leis regulamentadoras dos comportamentos, individuais e coletivos, até os nossos dias.

A Humanidade, as Civilizações que possibilitaram o mundo atual com todas as suas fantásticas conquistas, bem como com todas as suas tristes e dramáticas mazelas, cresceram e prosperaram neste ambiente que deixou permanentes marcas profundas na maneira de ser e de pensar dos povos, continuando a se manifestar fortemente nas sociedades atuais. Apesar de todos os esforços que continuam a ser feitos, para desmoralizar e substituir tais crenças históricas, por exercícios intelectuais errados ou por ambições egoístas amorais, com uma permanente inadequada reverência a um hedonismo ridículo, sem sentido e materialista, pobre de reflexões sobre a vida humana e seu futuro.

Entendem e aceitam, alguns poucos intelectuais, que sem uma prévia revisão das formas de pensar, de agir e de organizar as sociedades, segundo regras morais aceitas pela maioria dos povos, aqueles mesmos postulados que permitiram que a Humanidade chegasse, hoje, aonde chegou, pouco ou nada poderá ser feito para que se tenha a esperança concreta de um mundo democrático, justo, solidário e pacífico. Vencer a devastadora Crise Climática, o crescente distanciamento entre os muito ricos e os muito pobres, o crime organizado internacionalmente, a violência como norma de comportamento coletivo, não serão superados sem uma sólida base ética sobre a qual se erga as Constituições, as Leis e as Instituições que regulamentam e organizam a vida em sociedade, que se quer justa e pacífica.

No entanto, a conclusão, a que se chega, é concordar com as imensas dificuldades para que este nobre ideal seja alcançado.

As pessoas nascem puras, angelicais, mas, imediatamente após o nascimento, o convívio familiar e a crescente interação com as demais pessoas, na inescapável vida social, a perversão da pureza inicial vai se acentuando, por força dos instintos naturais, os mais primitivos. Sem regras morais, interiorizadas pelos povos, que possam agir eficazmente para conter ou arrefecer, no médio e logo prazos, a ganancia de poder e de riqueza, o egoísmo, a inveja e a competição desmedida, pouco se pode esperar para construção de um futuro feliz, pacífico e justo para a Humanidade.

O que fazer? Apenas constatar o fato e esperar a catástrofe final, com o desmantelamento e o desaparecimento das civilizações e das suas notáveis conquistas? Ou abraçar com coragem a utopia?

A cidade contra o cidadão - Quando o crescimento urbano deixa de servir à vida e passa a corroê-la - Artigo de José Luiz Alquéres


A cidade contra o cidadão

Quando o crescimento urbano deixa de servir à vida e passa a corroê-la

José Luiz Alquéres*

09/04/2026

Há algo de profundamente equivocado na forma como as cidades brasileiras vêm se transformando — e o mais inquietante é que esse processo se tornou, em grande medida, naturalizado.

Desde a última década de 50, o Brasil experimentou uma urbanização vertiginosa. A industrialização, o avanço da produtividade agrícola e a expansão dos sistemas de transporte deslocaram milhões de pessoas para os centros urbanos. Esse movimento, em si, não era um problema. Ao contrário, poderia ter sido a base de uma modernização equilibrada. Não foi.

As cidades que antes cresciam de maneira orgânica — moldadas pela proximidade, pela convivência e por um certo senso de escala humana — passaram a se expandir sob a lógica da urgência, da improvisação e, sobretudo, da omissão. O resultado foi a ocupação de áreas inadequadas, a formação de territórios frágeis e a consolidação de um padrão urbano que sempre correu atrás dos problemas, em vez de preveni-los.

O Estado tentou, em determinados momentos, reagir. Durante o regime militar, estruturou-se um sistema robusto de financiamento habitacional, ancorado no Banco Nacional da Habitação e sustentado pelos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Chegou-se a produzir, em alguns anos, um milhão de unidades habitacionais.

Mas quantidade nunca foi sinônimo de solução.

A inflação corroeu o sistema, os mutuários perderam capacidade de pagamento e o modelo colapsou. O que se seguiu foi ainda mais grave: uma retração prolongada do investimento público em habitação, infraestrutura e saneamento — uma espécie de abandono silencioso das cidades

Décadas depois, ainda lidamos com as consequências.

O erro fundamental: esquecer o bairro

Talvez o maior equívoco do urbanismo brasileiro recente tenha sido abandonar o bairro como unidade de pensamento.

A ficha do distinto


A ficha do distinto

Hélcio Silva

10 /04 /2026

Hoje, do hoje que está passando, vejo e leio mais uma notícia da Coluna do Cláudio Humberto... Ele informa que o distinto, referindo-se ao senador Weverton Rocha, do PDT do Maranhão, é usuário de jatinhos de Vorcaro....

Novidade?

Em se tratando do “Verton”, não me causa espanto...

Diz a coluna do Cláudio Humberto de hoje:

A ficha do distinto

Relator da indicação de Jorge Messias, Weverton Rocha (PDT-MA), amigo pessoal do “Careca do INSS”, está na lista de indiciados no relatório da CPMI do INSS. Também é usuário de jatinhos de Vorcaro.


Minha busca do amanhecer....


Minha busca do amanhecer....

CPI para investigar ministros do STF

Amanheci o dia de hoje  buscando a leitura da Coluna do Jornalista Cláudio Humberto. Parei na primeira avenida e encontrei a primeira parte da coluna que trata da CPI para investigar ministros do STF.

Da Coluna do Cláudio Humberto

CPI para investigar ministros do STF e grupos criminosos já tem apoio de 40 senadores

10/04/2026 

Cláudio Humberto

A proposta de nova CPI no Senado, desta vez para investigar relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com grupos criminosos, assim, direto e reto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já conta com 40 assinaturas, quase metade de toda a Casa. Vieira está convencido de que o Master não era banco e sim uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, estelionato, corrupção e fraudes. E que manteve relações impróprias com ministros do STF.

Vínculos na lupa

Com a CPI, Vieira quer apurar a natureza e a extensão de eventuais vínculos pessoais, financeiros ou institucionais de ministros com Vorcaro.

Casos concretos

O senador citou Dias Toffoli e Alexandre de Moraes como ministros cujos vínculos com o ex-dono do Banco Master devem ser investigados.

Até que ponto?

A CPI, diz oponente, deverá esclarecer se as relações entre esses personagens influenciaram decisões dos Poderes da República.

Zero chance

O desafio será combinar com Alcolumbre, o zagueiro, que não permitirá a CPI. Por medo ou pacto, ele veta investigações contra ministros do STF.


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Deputado Amom quer acabar com Cãmaras Municipais

Proposta de Amom acaba com Câmaras Municipais em municípios com menos de 30 mil habitantes e limita quantidade de cargos comissionados nas Prefeituras para inibir cooptação

Fonte - Blog do Hiel Levy

9 de abril de 2026



Brasília – O deputado federal Amom Mandel (Republicanos-AM) está articulando no Congresso Nacional para uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de sua autoria que altera de forma significativa a atuação de vereadores e das Câmaras Municipais em todo o país. A expectativa do deputado é protocolar a PEC após concluir a coleta de assinaturas até outubro. O número mínimo exigido é de 171 deputados — o mesmo patamar que a PEC do IPVA superou com folga.

“O modelo atual não falhou, ele funciona exatamente como foi desenhado para funcionar. E foi desenhado para beneficiar quem se vende”, afirmou Mandel. “Noventa e nove por cento dos vereadores não estão lá para fiscalizar prefeito nenhum. Estão lá para negociar cargo. E o 1% que tenta trabalhar de verdade é sabotado, isolado e silenciado pelo próprio sistema”, avalia o deputado.

A declaração reflete a experiência pessoal do parlamentar, que foi vereador de Manaus entre 2021 e 2023 e se notabilizou por denunciar o que chamou de “indústria do desperdício” na Câmara Municipal — incluindo a tentativa de construção de um anexo milionário e a compra de kits selfie com dinheiro público.

De acordo com a proposta, a maior mudança será nos casos de municípios com menos de 30 mil habitantes, onde as câmaras de vereadores deverão ser substituídas por conselhos populares deliberativos.

O que a PEC propõe?

Amom Mandel explica que o texto está estruturado em cinco eixos principais.

Situação de emergência no Amazonas

Amazonas tem 12 municípios em situação de emergência e mais de 100 mil pessoas afetadas pela cheia


Amazonas tem 12 municípios em situação de emergência e 100.935 pessoas afetadas pela cheia em todo o estado, segundo dados do boletim do Comitê Permanente de Enfrentamento a Eventos Climáticos e Ambientais, divulgados nessa quarta-feira (8).

As cidades são Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Canutama, Carauari, Eirunepé, Itamarati, Juruá, Lábrea, Santo Antônio do Içá, Tabatinga e Tapauá.

Outros 7 municípios estão em nível de alerta: Amaturá, Envira, Guajará, Ipixuna, Pauini, São Paulo de Olivença e Tonantins. Já em situação de atenção estão 24 municípios: Alvarães, Anamã, Anori, Apuí, Beruri, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Fonte Boa, Humaitá, Iranduba, Japurá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manicoré, Maraã, Nova Olinda do Norte, Novo Aripuanã, Tefé e Uarini.

Ao todo, 19 municípios permanecem em condição de normalidade, conforme dados dos painéis de monitoramento da Defesa Civil do Amazonas.

Diante do cenário de cheia, a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam) adotou medidas emergenciais para reduzir os impactos econômicos sobre empreendedores e produtores, especialmente do interior.

Análise


Trégua Irã vs USA,  apenas um primeiro passo

09 Abr 2026

Ney Lopes*

O Armagedom (ou Armagedão)”, inserido e descrito no livro de Apocalipse na Bíblia, descreve a batalha final entre as forças do bem e do mal, representando o confronto decisivo entre Deus e os governantes terrestres. O mundo esteve a beira de um novo Armagedom, no conflito do Irã com Estados e Unidos, agora adiado.  Os dois países, com intermediação do Paquistão chegaram a um acordo, no qual Teerã  permitirá a "passagem segura" pelo Estreito de Ormuz, durante o cessar-fogo de duas semanas.

Irã recuou

O regime islâmico fez o que repetidamente insistiu que não faria: concordou com um cessar-fogo temporário e reabriu o estreito — sua principal fonte de influência — sem garantias de um fim permanente à guerra, reparações ou alívio das sanções.

A China, um dos principais apoios do Irã, usou a sua influência apara  pressionar a aceitação do cessar-fogo com os Estados Unidos. O fato se explica, em razão das   refinarias independentes chinesas serem as principais compradoras de petróleo bruto iraniano, atraídas pelo seu desconto em relação aos barris não sujeitos a sanções.

Primeiro passo

Cabe observar que a suspensão do bloqueio é apenas o primeiro passo. Para o sistema energético do Golfo voltar a normalidade levará meses. Isso porque, dezenas de refinarias, instalações de armazenamento e campos de petróleo e gás em pelo menos nove países, do Irã aos Emirados Árabes Unidos e outros, foram alvos de ataques. No total, 10% ou mais do fornecimento mundial de petróleo foi interrompido.

Mesmo diante desse risco iminente de guerra, os “aliados” árabes (Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein), que suportaram o peso dos ataques retaliatórios do Irã, respiram aliviados, na esperança de que a ameaça às suas instalações energéticas tenha terminado. Entretanto, mantêm-se cautelosos quanto ao que virá a seguir.

Impactos na vida - Artigo de Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba


Impactos na vida

Dom Paulo Mendes Peixoto*

A expressão, impactos na vida, refere-se às transformações que acontecem na vida real de cada pessoa, seja interna, como externamente. Mudanças essas que devem ser apoiadas em valores positivos, com o fim de elevar a dignidade da pessoa em questão. Na dimensão interna e externa da fé, os valores veem iluminados pela Palavra de Deus, como força transformadora dos corações.

A vida humana, muitas vezes, recebe impactos do contexto comunitário, do agitar da cultura moderna, onde os relacionamentos acontecem. Na comunidade dos primeiros cristãos isso está muito evidente, porque ali acontecia frequentemente a partilha de bens, a força da oração e da Eucaristia motivando a convivência. Na forma de conviver, os impactos marcantes acontecem naturalmente.

A Ressurreição de Jesus foi uma ação forte na vida das pessoas de fé, provocando nelas a força transformadora e relevante da esperança cristã. Aliás, não era natural e nem confortador, ver um morto sair vivo da sepultura. Situação inédita e impactante, que exigia uma fé autenticada pela presença do Espírito Santo. O fato revela a grandeza proposta pelo Projeto da História da Salvação.

Tomé, que ainda não tinha uma fé totalmente amadurecida, não acreditou que Jesus tinha ressuscitado. O impacto foi muito forte em sua vida, e não era para menos! Por isto, ele exigiu algum sinal sensível que comprovasse tal realidade. Ao encontrá-lo, Jesus disse: “Põe o teu dedo aqui e olhe as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” (Jo 20,27).

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