Do banco do Pai José
Hélcio Silva
(14 / 10 / 2018)
Sentado em seu banquinho
De assento, sim senhor!
Tá sentado Pai José
Orando para o Senhor!
Pelo Brasil ele ora
Seja lá por aonde anda
Seja mesmo aqui na terra
Ou em luzes de Aruanda!
Do banco do Pai José
Hélcio Silva
(14 / 10 / 2018)
Sentado em seu banquinho
De assento, sim senhor!
Tá sentado Pai José
Orando para o Senhor!
Pelo Brasil ele ora
Seja lá por aonde anda
Seja mesmo aqui na terra
Ou em luzes de Aruanda!
Nada há oculto
Hélcio Silva
(02 / 04 / 2026)
O tempo é o juiz do tempo
Muitos se escondem imaginando-se no esconderijo do tempo...
A máscara cai... um dia!
O tempo até passa, mas deixa sempre a revelação do que fez...
Nada há eternamente escondido
Nada, neste mundo, fica oculto
Aos olhos do Criador
Sustentabilidade na Prática debate pesquisa sobre manguezais
Entrevistado foi o professor Denilson da Silva Bezerra, do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão
Tema foi discutido com o professor Denilson da Silva Bezerra, do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão
Fonte - Agência Assembleia
O programa “Sustentabilidade na Prática”, da Rádio Assembleia (96,7 FM), abordou, nesta terça-feira (31), a importância das pesquisas sobre manguezais para a mitigação e conservação ambiental. O tema foi discutido com o professor Denilson da Silva Bezerra, do Departamento de Oceanografia e Limnologia da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em entrevista à apresentadora Maria Regina Teles.
Durante a conversa, o pesquisador detalhou os principais resultados do estudo “Manguezais do Brasil: armazenamento natural do carbono”, publicado na revista científica Science, uma das mais prestigiadas do mundo.
A pesquisa, aprovada em edital da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), destaca o papel dos manguezais como importantes aliados no enfrentamento das mudanças climáticas.
Denilson Bezerra revelou que o Maranhão concentra a maior área de manguezais do País. E que o Brasil tem a segunda maior área de manguezais do mundo, perdendo somente para a Indonésia.
“Esses dados foram recentemente atualizados pelo governo brasileiro por intermédio de estudos do Ministério do Meio Ambiente. É um dado oficial que revela que o Brasil é detentor de uma área em torno de 12 mil Km² de manguezais. E o Maranhão possuí 40% de toda essa área, em torno de 5 mil Km² de manguezais”, frisou.
Transporte Público
SÃO LUÍS – MPMA requer suspensão imediata de contrato de concessão de transporte público
O Ministério Público do Maranhão ingressou, nesta terça-feira, 31, com uma Ação Civil Pública na qual requer que a Justiça determine a imediata suspensão do contrato de concessão firmado entre o Município de São Luís e o Consórcio Via SL para a exploração e operação do serviço de transporte público coletivo de passageiros.
A Ação da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor de São Luís também requer a concessão de prazo de 48 horas para que o Município autorize novas empresas a operar as linhas do Consórcio Via SL até a conclusão do processo de licitação destinado a nova concessão do serviço.
No mesmo prazo, a Prefeitura deverá declarar a caducidade do contrato existente em razão dos sucessivos descumprimentos e da “completa incapacidade operacional de continuidade de prestação do serviço”.
Em caso de descumprimento de qualquer dos itens da decisão, foi requerida a aplicação de multa diária de, no mínimo, R$ 10 mil.
Para a promotora de justiça Lítia Teresa Costa Cavalcanti, as normas de proteção dos usuários do serviço público estão sendo violadas, em especial por conta da descontinuidade e da falta de qualidade na sua prestação. “As sucessivas paralisações totais e parciais realizadas pelo Consórcio Via SL tem afetado mais de 15 bairros desta capital, resultando no desatendimento de 27 linhas urbanas, afetando diretamente 45 a 50 mil pessoas que necessitam diariamente do transporte público coletivo”, explica.
Operação PF
PF investiga possível esquema de corrupção no Tribunal de Justiça do Maranhão
Operação Inauditus realiza cumprimento de mandados, afastamento de servidores e sequestro de bens
01/04/2026
São Luís/MA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º/4), a Operação Inauditus, para cumprimento de 25 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), com o objetivo de instruir inquérito que apura possíveis crimes de corrupção ativa e passiva, de lavagem de dinheiro e de organização criminosa, envolvendo decisões judiciais no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA).
As diligências revelaram um esquema de direcionamento de decisões, com celeridade seletiva, de distribuição por prevenção e de atuação conjunta de servidores, entre outros, com o objetivo de beneficiar parte em litígio, mediante vantagens indevidas. Também foram identificadas movimentações financeiras com indícios de triangulação e de ocultação da origem ilícita dos recursos.
Além das buscas, foi decretada a prisão preventiva do principal operador do esquema; ademais, o afastamento de cinco servidores, a proibição de acesso ao TJMA e de contato entre os investigados, o monitoramento eletrônico de seis pessoas e o sequestro e o bloqueio de bens até o valor de R$ 50 milhões, de forma solidária entre os principais envolvidos.
As medidas alcançam gabinetes, escritórios de advocacia e pessoas jurídicas, cumpridas em São Luís, em São José de Ribamar, em Arari, em Balsas, em Bacabal e em Guimarães (MA); em Fortaleza (CE), em São Paulo (SP) e em Lagoa Seca (PB).
Fonte - Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão
Cerco político e judicial no Maranhão
Joaquim Haickel
O que está em curso no Maranhão deixou de ser uma simples divergência política para assumir contornos mais graves: trata-se de um cerco articulado, no qual decisões judiciais e movimentações políticas parecem convergir para um mesmo objetivo, enfraquecer o governador Carlos Brandão e reconfigurar o poder no estado.
Todo mundo sabe que houve uma ruptura entre Brandão e o grupo liderado pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. O que não pode ser naturalizado é a extensão dessa ruptura para além do campo político, sobretudo quando se considera que a um ministro da Suprema Corte é vedado o exercício de atuação político-partidária. Transformar esse fato em algo trivial significa desvirtuar as relações institucionais que sustentam a República.
O que se observa, a partir dessa ruptura, é uma sucessão de medidas que, ainda que formalmente justificáveis, passam a gerar a percepção de influência de interesses alheios ao estrito dever funcional de quem ocupa a mais alta Corte do país.
É nesse ponto que a situação se torna preocupante e inaceitável. A atuação de agentes com forte influência institucional, somada a interesses políticos evidentes, cria um ambiente no qual o uso do aparato judicial passa a ser percebido como instrumento de pressão. E pressão política travestida de legalidade é uma das formas mais sofisticadas e perigosas de interferência no processo democrático.
Carlos Brandão pode ser contestado e combatido politicamente, como qualquer governante. O que não se pode admitir é que a disputa pelo poder se dê por meios indiretos, por atalhos institucionais ou por mecanismos que escapam ao crivo claro da vontade popular. Se há divergência, que ela se resolva no campo legítimo da política, no debate público e nas urnas, não por meio de um processo que enfraquece o governo pela via judicial.
No fundo, o que está em jogo não é apenas o destino de um governador, mas o equilíbrio entre política e Justiça. Quando essa fronteira se dissolve, o risco não é apenas para quem está no poder hoje, mas para qualquer governo amanhã. Porque, se esse método se consolida, ninguém governa de fato, apenas sobrevive sob constante ameaça.
Quando governar passa a depender menos do voto e mais da capacidade de resistir a pressões institucionais, é sinal de que algo profundamente errado está em curso, produzindo um desequilíbrio institucional incompatível com um regime democrático e com os fundamentos do sistema republicano.
Além disso, é impossível ignorar o fator temporal. Qualquer ação contra o governador do Maranhão, articulada por adversários políticos, ligados a um ministro da Suprema Corte de nosso país, tende a produzir efeitos mais intensos se ocorrer antes do prazo de desincompatibilização para as eleições de 2026. Isso confere à movimentação atual um caráter ainda mais sensível, pois sugere não apenas disputa de poder, mas cálculo estratégico quanto ao momento de agir. E, mesmo após esse marco temporal, não se pode descartar a continuidade de pressões institucionais que possam vir a acontecer contra o governo estadual.
Os sacerdotes de Cristo
Dom Lindomar Rocha Mota
Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)
*****
Há personagens que não pertencem propriamente ao cânon da Escritura, mas que, por força de sua beleza espiritual, acabam entrando no imaginário cristão como parábolas da alma.
A grandeza dessas vidas não está apenas em ter partido em busca de Jesus, mas em ter descoberto, ao longo do caminho, que o verdadeiro encontro com o Senhor não se dá exclusivamente no esplendor das estrelas, mas também na obscuridade das feridas humanas.
O sacerdote é um homem que parte em busca de Cristo e, no curso dessa busca, aprende que o Senhor se deixa encontrar no pobre, no ferido, no cativo, no coração quebrantado, no rosto cansado da humanidade.
Lucas 4,16-21, ao retomar Isaías 61, oferece o fundamento desta reflexão.
Jesus entra na sinagoga, recebe o livro, lê o profeta e pronuncia sobre si mesmo a palavra que resume sua missão: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor.”
Nesse dia, o Verbo encarnado fez mais que interpretar a Escritura, ele a assumiu em sua própria existência. A unção do Espírito o envia para dentro do mundo e das delicadezas humanas, e dá início a um longo processo de cura.
O sacerdote que o segue não é, antes de tudo, um homem da técnica religiosa, nem um administrador do sagrado, nem um especialista em direito canônico. É, acima de tudo, um homem visitado pelo Espírito e enviado às ruínas da humanidade. Seu futuro não dependerá da repetição dos métodos, mas da verdade de sua configuração com Cristo.
Governo do Maranhão anuncia grande pacote de benefícios para os servidores públicos estaduais
Postado por Hélcio Silva - Leia o texto e veja se todos os servidores estão contemplados.
O governador Carlos Brandão anunciou, nesta segunda-feira (30), um pacote de medidas voltado para os servidores públicos estaduais. Com foco na valorização profissional e no fortalecimento do funcionalismo público, as ações beneficiam mais de 20 mil servidores da administração geral, além de profissionais da educação e da segurança pública.
“Estamos começando a semana com anúncios importantes para quem faz o serviço público acontecer no Maranhão. Estas novas medidas vão garantir valorização para professores da Uema e Uemasul, avanços na segurança pública com reestruturação de carreiras, novos cargos e mais oportunidades de crescimento, além de um aumento histórico para os servidores da Administração Geral, beneficiando cerca de 20 mil profissionais em todo o estado. O Governo segue trabalhando com responsabilidade, diálogo e respeito por quem está todos os dias cuidando da nossa gente”, afirmou Brandão em suas redes sociais.
Na administração geral, haverá um aumento histórico nos vencimentos básicos de toda carreira do Grupo Ocupacional Atividades de Apoio Administrativo e Operacional (ADO), que varia de 45% a 58%, parcelado, garantindo que recebam acima do salário mínimo, beneficiando um total de 20 mil servidores.
Também foram anunciados benefícios para os servidores da educação e da segurança pública. Os professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) terão aumento de 10% no vencimento básico e a garantia da implementação de 3,5% em julho.
Reestruturação na carreira dos delegados de Polícia Civil
Na área da segurança, haverá reestruturação dos níveis de carreiras e a concessão de promoções automáticas para os delegados da Polícia Civil, destravando a ascensão funcional, garantindo 10% entre as classes, além de implementar as promoções automáticas.
PGR rejeita pedido do PCdoB para afastar governador do Maranhão
Carlos Brandão é vítima de perseguição por não entregar o cargo ao vice
30/03/2026
Do Diário do Poder
Carlos Brandão, governador do Maranhão, ao lado de Lula - Foto: divulgação.
A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o pedido do PCdoB para afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão, que, segundo seus aliados, tem sido vítima de processo impressionante de perseguição política. A rejeição da PGR ocorreu no âmbito da Reclamação 69.486, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
No parecer, a subprocuradora-geral Claudia Sampaio Marques registra que não há elementos suficientes que comprovem o descumprimento das decisões judiciais que determinaram o afastamento de pessoas ligadas ao governo estadual.
A manifestação aponta que, embora tenham sido apresentadas alegações pelo partido ao qual foi filiado o ex-governador Flávio Dino, atual ministro do STF, que é presidido no Maranhão, os relatos políticos, manifestações públicas e situações administrativas não configuram exercício de função pública nem comprovam desobediência às decisões da Corte.
O parecer também destaca que as decisões judiciais foram formalmente cumpridas, com exonerações e afastamentos devidamente efetivados pelo governo do Estado. A PGR afirma ainda que a caracterização de eventual irregularidade dependeria de instrução probatória, não sendo possível, nos elementos apresentados, configurar descumprimento das decisões judiciais. Sustenta ainda a manifestação que o afastamento de governador é medida de extrema gravidade e exige prova inequívoca, o que, segundo o órgão, não é o caso.
‘Dinistas’ querem o cargo
O caso reflete o ambiente político no Maranhão. O PCdoB, de oposição ao governador Carlos Brandão, após o distanciamento de um grupo político que se autodenomina “dinista”, que seria referência a Flávio Dino. é formado por cinco pessoas que por anos se elegeu, mas perdeu espaço e competitividade no atual governo.
Com esse rompimento, o ambiente político no Estado passou a ser marcado por tensão crescente e pela judicialização das disputas políticas, levadas ao STF, com recorrentes ameaças de afastamento do governador, na expectativa de que Brandão deixasse o cargo para disputar o Senado a fim de abrir espaço à ascensão do vice-governador Felipe Camarão.
A partir do momento em que o governador anuncia que permaneceria no cargo até o fim do mandato, o movimento político se intensifica e se concretiza no pedido de afastamento apresentado pelo PCdoB ao Supremo. O pedido, no entanto, não avançou diante da ausência de provas.
O partido Solidariedade também se manifestou nos autos, informando que as decisões do ministro Alexandre de Moraes já foram devidamente cumpridas. A sigla diverge da tese apresentada pelo PCdoB e sustenta que não há descumprimento das determinações judiciais, requerendo a extinção do processo por exaurimento do objeto.
A lógica do atraso
Alex Pipkin, PhD em Administração
Chamam de sensibilidade. Eu chamo de rendição.
Nunca tivemos tanto acesso a dados e evidências. Ainda assim, retrocedemos para uma preferência infantil por soluções que não sobrevivem a cinco minutos de realidade. Decide-se pelo que conforta o ego, não pelo que resolve o problema. A economia se transformou num painel de desejos, em que se ignora que ela continua sendo um sistema brutal de causa e consequência.
A vida não opera sobre intenções. Opera sobre incentivos.
Uma vez que o ambiente premia risco e responsabilidade, o indivíduo avança. Não por altruísmo, mas pela ambição legítima de colher o que plantou. Ao fazer isso, arrasta consigo tudo ao redor. O lucro, agora demonizado em grau máximo, é apenas o sinal de que algo útil foi entregue a alguém.
O que vivemos hoje é o triunfo da antítese. Um Estado que chama gastança do dinheiro do contribuinte de direito e financia o delírio com um garimpo tributário permanente. Um manicômio regulatório em que contratar é um ato de coragem. O resultado não é proteção; é escassez organizada.
Nesse cenário, o empreendedor não hesita; ele se retrai. Não calcula expansão; passa a calcular danos. A prudência se transforma em medo, e esse passa a ser a única estratégia possível.