sexta-feira, 24 de abril de 2026

Quando a ideologia destrói o cérebro - Por Roberto Kenard


Quando a ideologia destrói o cérebro

Roberto Kenard

Li, ontem, na Folha de S. Paulo, um artigo que confirma a incompetência (e não raro a vigarice) que reina em nossas universidades. Trata-se de algo vergonhoso.

No artigo, a senhora Maria Hermínia Tavares, esse o nome da autora, tenta mostrar os riscos de apostar no populismo moderado. O alvo logo se percebe: Flávio Bolsonaro. Não sou bolsonarista e nem tenho procuração para defendê-lo. Meu propósito aqui é outro: a vigarice aliada ao mais profundo analfabetismo histórico e político. Não espanta que dona Hermínia seja professora emérita da faculdade de filosofia da USP.

Para descrever os perigos do populismo moderado, ela, como não podia deixar de ser, mete-se a falar da extrema-direita na Europa, com sua "arraigada" postura contra imigração. É tudo besteira. Mais na frente provo. Por agora fiquemos com o populismo.

Pelo artigo de dona Hermínia, o populismo é um fenômeno político da direita. Porque só se refere ao populismo de direita, fica que ela não acredita exista populismo de esquerda. Ou pior: acredita exista populismo de esquerda, mas o considera benéfico.

Zema transforma Gilmar em cabo eleitoral - Artigo de Felipe Vieira


Zema transforma Gilmar em cabo eleitoral

Ex-governador entendeu antes que política se vence na linguagem, não no juridiquês

Felipe Vieira

Romeu Zema talvez ainda não tenha, hoje, densidade eleitoral nacional comparável aos principais nomes da corrida presidencial. Gilmar Mendes, por sua vez, acumula décadas de experiência institucional e influência no centro do poder em Brasília. Ainda assim, no embate público entre os dois, há um fato difícil de ignorar: Zema está vencendo a batalha da comunicação porque conseguiu simplificar um conflito complexo e transformá-lo em narrativa política de fácil compreensão.

Enquanto Gilmar fala para o ambiente jurídico e institucional de Brasília, Zema fala diretamente ao eleitor comum. Enquanto o ministro reage com instrumentos formais do poder, o governador responde como alguém em pré-campanha presidencial. Foi exatamente isso que ocorreu após Zema publicar um vídeo satírico com fantoches representando Gilmar Mendes e Dias Toffoli. A resposta do ministro foi pedir providências a Alexandre de Moraes no inquérito das fake news, elevando um conteúdo que poderia ter permanecido restrito a nichos políticos a um debate nacional. Sem perceber, Gilmar acabou se transformando em um cabo eleitoral involuntário de Zema.

A reação acabou produzindo um fenômeno conhecido como efeito Streisand. O termo surgiu em 2003, quando Barbra Streisand processou um fotógrafo para remover da internet uma imagem aérea de sua mansão em Malibu. A foto havia sido vista por poucas pessoas. Depois da ação judicial, virou notícia internacional e se espalhou pela internet. O mecanismo é simples: quando alguém poderoso tenta esconder algo de pouca relevância pública, muitas vezes desperta curiosidade e amplia exatamente aquilo que queria apagar. Foi o que aconteceu com Zema.

Lista dos candidatos ao cargo de procurador-geral de justiça para o biênio 2026 – 2028.

Divulgados concorrentes ao cargo de procurador-geral de justiça

23/04/2026


Foi publicada no Diário Eletrônico do Ministério Público do Maranhão desta quinta-feira, 23, a lista dos candidatos ao cargo de procurador-geral de justiça para o biênio 2026 – 2028.  O documento é assinado pela Comissão Eleitoral, presidida pelo procurador de justiça Francisco das Chagas Barros de Sousa.

Concorrem ao cargo (em ordem de inscrição) o atual procurador-geral de justiça, Danilo José de Castro Ferreira; o procurador de justiça Eduardo Jorge Hiluy Nicolau; os promotores de justiça Luiz Muniz Rocha Filho; Marco Aurélio Ramos Fonseca; Carlos Henrique Rodrigues Vieira e Wlademir Soares de Oliveira.

A eleição para formação da lista tríplice para o cargo de procurador-geral de justiça acontecerá no dia 11 de maio (segunda-feira), das 8h às 15h, de forma eletrônica. Após o encerramento e contabilização da eleição, os três candidatos mais votados compõem a lista tríplice a ser entregue ao governador do estado.

O chefe do Executivo Estadual tem um prazo de até 15 dias para escolher, entre os três indicados, o próximo procurador-geral de Justiça do Estado do Maranhão. Caso o governador não faça sua indicação nesse prazo, será automaticamente conduzido ao cargo o candidato mais votado.

Também compõem a Comissão Eleitoral os procuradores de justiça Marco Antonio Anchieta Guerreiro, Valdenir Cavalcante Lima (titulares) e Mariléa Campos dos Santos Costa (suplente).

Redação: CCOM-MPMA


TCE condena ex-prefeito de Barra do Corda


TCE condena ex-prefeito de Barra do Corda a devolver R$ 163.599,00 aos cofres públicos

23 Abril 2026


Em julgamento de Tomada de Contas Especial (TCE) instaurada pela Secretaria de Estado da Educação (SEDUC), em razão da não comprovação da adequada e regular aplicação de recursos transferidos por meio do Termo de Adesão nº 06/2018, referente ao Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar Indígena nos Estados do Maranhão (PEATEIND), para a Prefeitura de Barra do Corda/MA, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) condenou o ex-prefeito Wellryk Oliveira Costa da Silva a restituir ao erário R$ 163.599,00 e ao pagamento de multa no valor de R$ 32.719,80.

Os recursos repassados à prefeitura de Barra do Corda por intermédio do referido Termo de Adesão tinham como finalidade ser aplicados na viabilização do transporte escolar de alunos indígenas do ensino fundamental e médio da rede pública estadual, residentes na zona rural do município.

O Tribunal de Contas Estado (TCE) tem competência para julgar as tomadas de contas especiais quando houver a omissão do dever de prestar contas; a não comprovação da aplicação dos recursos repassados pelo Estado ou Município; a ocorrência de indícios de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos; a hipótese da prática de qualquer ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano ao erário. A decisão do TCE foi tomada de forma unânime na Sessão Plenária realizada na quarta-feira, 22/04.

Fonte - TCE


Brandão só tá preocupado com eleição, diz deputado

 

Nas redes sociais e na Tribuna da Assembleia, Othelino denuncia o governador Brandão

O Maranhão real não aparece em propaganda. O Maranhão real está nas estradas destruídas, nas escolas abandonadas e na saúde sucateada.

Hoje, nas páginas do Fecebook, o deputado Othelino Neto mandou chunbo grasso contra o governador  Brandão:


"MA-106 destruída, povo sofrendo e o governo preocupado só com eleição.

Hoje denunciei da tribuna da Assembleia a situação revoltante da MA-106, no trecho entre Pinheiro e Santa Helena. Uma via importante da Baixada Maranhense que passou por recuperação há pouco tempo, mas segue tomada por buracos, lama e abandono.

Enquanto motoristas furam pneu no meio do caminho, perdem tempo e arriscam a vida todos os dias, o governador está focado apenas em salvar a candidatura do sobrinho e usar a máquina pública em benefício político.

O Maranhão real não aparece em propaganda. O Maranhão real está nas estradas destruídas, nas escolas abandonadas e na saúde sucateada.

Seguirei cobrando respeito com o povo e denunciando esse descaso por onde eu passar."


Correios no vermelho...

Correios registram rombo bilionário e acumulam 14 trimestres de prejuízo

Estatal fecha 2025 com perdas de R$ 8,5 bilhões e recorre a empréstimos com garantia da União para cobrir despesas


Lucas Soares - Diário do Poder 

Os Correios divulgou nesta quinta-feira (23) um prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, ampliando a sequência negativa para 14 trimestres consecutivos no vermelho desde o fim de 2022.

Do total, R$ 6,4 bilhões estão ligados ao pagamento de precatórios — dívidas judiciais já definitivas — apontados como o principal fator do rombo. A empresa também registrou queda de 11,35% na receita, que somou R$ 17,3 bilhões, impactada sobretudo pela redução de mais de 60% nas encomendas após mudanças na tributação de importações.

Parte das despesas, segundo a estatal, decorre de passivos herdados de gestões anteriores, incluindo R$ 2,63 bilhões reservados para ações trabalhistas.

quinta-feira, 23 de abril de 2026

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DO AUTOR

 

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DO AUTOR

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

 23.04.2026 

Nesse dia mundial do livro e dos direitos do autor, ressalto a importância do livro. Os mais antigos escritos pelo homem, seja em tabletes de argila ou pergaminhos; pele de animais ou papiros; tecidos ou papel; máquina de datilografar ou computador, e agora no mais alto patamar de conhecimento da espécie humana, a Inteligência Artificial (IA).

No decorrer da nossa história, foram escritos a Bíblia, Livro dos Mortos, Zarastruta, Confúcio, Livros dos Gregos, todos discorrendo sobre o homo sapiens, até os dias atuais. Sobre a importância dos livros, cito as palavras de Silas Fonseca: "Eu do livro não me livro. Nem quero me livrar. Se do livro eu me livro, como livre vou ficar?"

O livro encontramos em bibliotecas gigantescas ou não, nas livrarias, nos sebos, nos bolsos, nas mesas, nos lixeiros (descartados), e até mesmo nos banheiros, são acessíveis e transmitem, ensinam toda e qualquer forma de conhecimento.

Em minhas palestras gosto de citar os cinco maiores clássicos da literatura universal: Ilíada, Odisseia (Homero), Eneida (Virgílio), Divina Comédia (Dante Alighieri), Os Lusíadas (Camões).

Lembro que durante meus verdes anos, lia William Shakespeare, Miguel Cervantes e Inca Garcilaso de la Vega, Alexandre Dumas (pai e filho), Júlio Verne, Lord Byron, Victor Hugo, Eça de Queiroz, Machado de Assis, Gonçalves Dias, Gregório de Matos Guerra, Álvares de Azevedo, Viriato Correa, Maranhão Sobrinho, Coelho Neto, Aluísio de Azevedo, Josué Montello, dentre outros.

Minha avó materna, Laura Oliveira Guimarães, era escritora, poeta, e me conduziu, em grande parte, ao prazeroso caminho da leitura, sendo fundamental para torna-me hoje o ser que sou. Como é bom lembrar da minha aconchegante casa de infância.

Zema vai pra luta...

 

Direita Pede Impeachment de Gilmar Mendes Após Perseguição a Zema


Zema vai pra luta...

Algumas declarações do Zema que encontrei no site do NOVO

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“Fui governador de Minas Gerais por 7 anos e nunca empreguei nenhum parente e nem um sequer familiar meu firmou contrato com o meu governo. E olha que Minas tem 300 mil funcionários públicos estaduais. Isso é a prova que dá pra governar do jeito certo. Fizemos um governo sério, transparente e sem corrupção”.

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“É disso que o Brasil precisa, porque o brasileiro tá cansado. Vemos os intocáveis no poder federal vivendo no luxo e o brasileiro vivendo no lixo. E tenho certeza que a resposta será dada em outubro, com esses intocáveis sendo substituídos por brasileiros honestos, porque o brasileiro está cansado de ver coisa errada e levar tapa na cara todos os dias”, concluiu.

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“Não vai me intimidar de forma alguma. Eu não tenho rabo preso. Fiz um governo totalmente transparente e sem corrupção à frente de Minas Gerais. E estou muito à vontade para criticar essa farra dos intocáveis. Qualquer brasileiro está entendendo o que está ocorrendo no STF, que se transformou em um supremo balcão de negócios”.

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A toga que fala demais - Alex Pipkin, PhD em Administração


A toga que fala demais

Alex Pipkin, PhD em Administração

Dizem que a Justiça é cega.

Não por deficiência, mas por disciplina, ela deveria se recusar a ver rostos para pesar fatos.

No Brasil, a venda não foi retirada, escorregou. Sem ela, o que se vê não é a lei em ação, mas o juiz observando a plateia, calibrando o tom, sentindo o humor do público.

O juiz, convém lembrar, não é o herói da peça. É o limite dela. Ou era.

Quando o magistrado abandona o silêncio dos autos e passa a frequentar o ruído, em entrevistas, declarações, explicações em série, a sentença deixa de encerrar. Passa a disputar. Quem disputa opinião já não ocupa um lugar singular; ocupa um lugar comum.

A toga não foi feita para brilhar. Foi feita para isolar.

Mas hoje, a toga ferve e, pior, fala.

O sintoma é conhecido por demais. O excesso de voz. Juízes que explicam demais, que se antecipam, que se defendem, que respondem ao mundo como se o mundo fosse parte do processo. Quando isso acontece, a autoridade já não decorre da decisão; depende da narrativa que a acompanha. Toda narrativa em excesso denuncia fragilidade e, evidente, interesses particulares e políticos.

O espetáculo atinge o auge quando o próprio Supremo abandona a liturgia e adota o fígado. Em uma sessão pública, Luís Roberto Barroso disse a Gilmar Mendes que ele “está destruindo a Justiça deste país” e o descreveu como “uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia”.

Não é um panfleto, é o exato retrato interno.

Imposto de 57% para os ricos: o modelo da Finlândia - Artigo de Ney Lopes, jornalista, escritor e ex-deputado federal


Imposto de 57% para os ricos: o modelo da Finlândia

Ney Lopes

No mundo, falar em pagar imposto gera protestos. O que dói não é o percentual; é o sentimento de ser assaltado duas vezes. No papel, pagamos impostos para que o Estado garanta a ordem. Na prática, o que vemos é o suor do nosso trabalho financiando esquemas de corrupção e privilégios de uma elite política, enquanto a segurança pública apodrece.

A Finlândia é a prova de que o ser humano não se importa de pagar caro, desde que receba o produto. O problema do resto do mundo não é o valor do imposto, é o estelionato estatal: cobrar por uma Suíça e entregar uma estrutura abandonada.

Exemplo global

A Finlândia permanece, pelo nono ano consecutivo, como um farol de esperança no topo do World Happiness Report (Relatório Mundial da Felicidade) da ONU. Mas não se engane: a felicidade finlandesa não é fruto de uma sorte geográfica ou de um otimismo ingênuo. Ela é o resultado de uma escolha política deliberada: a construção de um Estado de Bem-Estar Social, que se recusa a tratar direitos básicos como mercadoria.

O rico finlandês paga os 57% de imposto. Em troca, ele caminha na rua à noite sem medo, não precisa de muros altos e sabe que, se tiver uma emergência médica, o hospital público é de excelência. Ele paga mais imposto, mas tem menos custos extras. Os 57% são uma taxa de manutenção de uma sociedade que entrega resultados.

Dia da inveja

Na Finlândia, há uma tradição chamada o "Dia da Inveja". Nesse dia, a autoridade fiscal libera os dados de rendimentos e impostos pagos de todos os cidadãos do país no ano anterior. Qualquer pessoa pode ir a um escritório de impostos e consultar esses dados em terminais de computador. Os jornais publicam listas dos cidadãos que mais ganharam dinheiro, desde CEOs e celebridades até atletas. É comum ver manchetes detalhando quem subiu ou desceu no ranking de riqueza nacional.

Busca da justiça do sistema

Se alguém  gasta mais do que declarou pagar de imposto, a conta não fecha e o povo percebe na hora. É um momento em que a transparência financeira atinge o seu nível máximo. O objetivo principal é garantir que o sistema seja justo. Quando todos sabem o que os outros ganham e pagam, torna-se muito mais difícil esconder rendimentos ou praticar corrupção. Isso reforça a confiança no governo: o cidadão aceita pagar 57% de imposto porque vê que o vizinho rico também está contribuindo proporcionalmente.

Quando o governo é uma "caixa preta", o imposto financia o privilégio de poucos. Quando o governo é uma "caixa de vidro", o desvio de dinheiro é detectado mais rápido, e a punição costuma ser severa e exemplar.

Escolas para todos

Na Finlândia, quase não existem escolas privadas. O filho do bilionário estuda na mesma mesa que o filho do motorista. O rico paga 57% porque sabe que, se a escola pública for ruim, o país inteiro afunda.

A realidade mostra que a comparação com a Finlândia deixa de ser econômica e passa a ser moral. O rico finlandês entrega 57% da sua renda e, em troca, recebe a cidade de volta. Ele ganha o direito de caminhar na calçada. Ele paga para ser livre. Já nós, vivemos o imposto do medo. Pagamos alíquotas pesadas e, por não recebermos nada em troca, somos obrigados a gastar o que sobra com cercas elétricas, câmeras, blindagens e vigilância privada.

Florestas e águas

Por fim, a Finlândia entende que o ser humano é indissociável do seu meio. Com 90% do território coberto por florestas e águas, o "Direito de Acesso à Natureza" garante que o meio ambiente seja de todos, não apenas de quem possui a escritura da terra.

O país nos ensina que a felicidade não é uma busca individual e solitária. É um pacto coletivo. É a prova viva de que, quando o Estado cuida das pessoas, as pessoas se sentem livres para serem felizes.

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