segunda-feira, 13 de julho de 2026

ELUCUBRAÇÕES ELEIÇOEIRAS - Artigo de José Renato Nalini, acadêmico da Academia Paulista de Letras


ELUCUBRAÇÕES ELEIÇOEIRAS

Acadêmico: José Renato Nalini*

O que temos praticado atende às exigências de uma verdadeira democracia?


Elucubrações eleiçoeiras

2026 é um ano instigante para o Brasil. Eleições muito esperadas e decisivas para indicar que o País está se compenetrando de que uma nova realidade geopolítica se instaurou e que é preciso muita racionalidade assertiva para enfrentá-la.

Como seria bom que o voto fosse facultativo e, portanto, reservado a quem realmente se interessa pela política. Diante do número de abstenções, votos em branco e votos nulos, vê-se que não é diminuta a parcela da população que prefere cuidar de seus próprios interesses e não toma conhecimento da renovação dos quadros dirigentes da Nação.

Além disso, na sociedade eletrônica hoje vigente, poder-se-ia pensar no exercício do sufrágio pela internet. Por que mobilizar milhares de pessoas, requisitar prédios que precisam passar por adaptações provisórias, mas que oneram quem as realiza, para o comparecimento pessoal de quem poderia manifestar sua opinião servindo-se de todo equipamento hoje disponível? É um contrassenso poder utilizar o Pix para transferir vultosas importâncias e exigir a presença física do eleitor nos lugares destinados a receber sua manifestação de vontade.

Pense-se no trabalho indesejável realizado por aqueles convocados para servir como mesários, de forma compulsória e quase sempre cumprido sob protesto, que seria banido de nossa prática democrática. Só quem recebe os inúmeros requerimentos de dispensa do serviço obrigatório e gratuito é que sabe inexistir o fictício entusiasmo dos recrutados a trabalhar no dia das eleições.

Outros benefícios como subproduto adviriam: melhoria no trânsito e, por consequência, no flagelo da emissão de gases venenosos causadores do efeito estufa. Poupar-se-ia o sacrifício dos garis, forçados ao recolhimento de toneladas de propagandas que sujam e enfeiam as ruas e, não raro, vão entupir bueiros e bocas-de-lobo.

Em lugar do dispêndio milionário com esse espetáculo que movimenta milhares de cidadãos, haveria condições de elaborar sistemas de controle e auditoria comprobatória de que não houve fraudes e que o exercício democrático de fato refletiu a vontade dos que realmente querem escolher seus representantes.

O Brasil custa a acertar o passo com a contemporaneidade. Embora já disponha há muitos anos do melhor e mais confiável sistema de aferição daquilo que a cidadania deseja, hesita e tarda em adotar estratégias que consagrem seu processo eleitoral, para servir como padrão para outras nações e para demonstrar que as Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) vieram para ficar e precisam transformar praxes anacrônicas e surreais, como a obrigatória presença física do eleitor no dia das eleições.

Pense-se, além disso, na regra esdrúxula que permite ao brasileiro no exterior manifestar sua preferência eleitoral e obriga o brasileiro em solo pátrio a se locomover ao local em que seu domicílio eleitoral está cadastrado.

Sabe-se que isso demandaria intermináveis debates no Parlamento e que o conservadorismo argumentaria com a insegurança, com a indispensabilidade do “teatro cívico”, a congregar milhões que prefeririam enunciar sua preferência de forma cômoda e confortável, sem a necessidade de locomoção para encontrar sua seção eleitoral.

Como o raciocínio da maior parte da política partidária se restringe a cogitar como ganhar a eleição, repensar o sistema e trazê-lo para a contemporaneidade tangida pela inteligência artificial (IA) não está em seu horizonte. Mas um dia a conta chegará, e, se o desinteresse da cidadania pelo sistema eleitoral continuar, chegar-se-á a um dilema. O que temos praticado atende às exigências de uma verdadeira democracia?

Agora, uma vertente que poderá interessar mais imediatamente os candidatos. É anacrônica a lei de propaganda até hoje praticada. A juventude algorítmica não assiste televisão. Abomina a “propaganda eleitoral” que não é gratuita, mas custeada pelo contribuinte. Os chamados “marqueteiros” permaneceram no figurino passado e não convencem os moços e quem consiga enxergar um palmo além do nariz.

Um candidato inteligente recrutará os jovens que já nasceram com chips e que manejam com perícia e competência os meandros das redes sociais. Mensagens curtas, diretas, eloquentes, produzirão mais efeito do que os cansativos comícios nos quais a mediocridade é a maior atração.

Apenas os mais sagazes conseguirão raciocinar que o número de abstenções, de votos em branco e nulos, representam muito mais do que aquele voto contra o candidato que eu odeio. Esta tem sido a reiterada crônica de nossos pleitos: vota-se não naquele em que eu realmente acredito, mas no adversário a quem eu odeio e ao qual devoto minha ojeriza.

O Brasil, polarizado e, a cada momento, mais irado, esta terra em que há mais celulares do que habitantes, precisaria resgatar seus valores tão negligenciados. Dentre os quais, os critérios para a mais adequada seleção dos quadros dirigentes dos Poderes eleitos, assunto que não está na pauta das preocupações de tantos que lamentam a situação nacional e nada fazem para melhorá-la. Mais seriedade, mais juízo e mais sensatez, povo bom de minha terra.

Publicado no jornal O Estado de S. Paulo/Opinião, em 13 07 2026

*José Renato Nalini é acadêmico da Academia Paulista de Letras


Instituições também precisam saber sair da frente - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e consultor empresarial


Instituições também precisam saber sair da frente

Alex Pipkin, PhD em Administração e consultor empresarial

Existe uma regra silenciosa nas empresas bem administradas. Ela é simples; quanto melhor funciona um processo, menos ele aparece.

Ninguém elogia a folha de pagamento que cai no dia certo, a logística que entrega no prazo ou o sistema que nunca falha. Eles só se tornam assunto quando deixam de cumprir o básico.

Talvez devêssemos julgar as instituições pelo mesmo critério.

No Brasil, acostumamo-nos a medir a força de uma instituição pelo espaço que ela ocupa no debate público. Quanto mais aparece, intervém, amplia suas funções e disputa protagonismo, mais forte parece. Estamos usando a métrica errada.

Uma instituição madura não existe para ocupar o centro da sociedade, mas para produzir regras claras, estáveis e impessoais, capazes de permitir que milhões de pessoas trabalhem, invistam, empreendam, inovem e façam planos sem precisar pensar nela todos os dias.

Poeta Sertanejo - Um caminho de terra, viola nas costas, canção no peito...


Poeta Sertanejo

13 / 07 / 2026

Um caminho de terra, viola nas costas, canção no peito.

Lá vai um sujeito, poeta e cantor, mais um sertanejo filho do interior.


Voltando da cidade grande, depois de mais um show.

A viola fica guardada, dando lugar a enxada nos braços de um trabalhador.

Assim é a rotina desse menino sonhador.

Que hoje trabalha na terra, mas quer ser bom cantor.

Segue plantando o sonho, na esperança de amanhã ter milhões de fãs do jeito que um dia imaginou.

Tem muito talento, na cantoria quem um dia deixou de ser doutor.


Orgulho de seu pai, seguindo os passos de seu querido avô.

Quem passa na estrada de longe ouvi ele no roçado feliz a cantar.

Acompanhado da orquestra, do maestro Sabiá.

Vai cantando ilusões de um coração apaixonado.

Porque o dom que recebeu de Deus é mesmo diferenciado.

Onde chega o menino cantador, por todos é logo abraçado.

Mensageiro da alegria, trás sempre no rosto um sorriso estampado.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


Futuro do RN vale bilhões, mas política insiste em centavos - Artigo de Ney Lopes, ex-deputado federal pelo Rio Grande do Norte


Análise: Futuro do RN vale bilhões, mas política insiste em centavos

12 Jul 2026

Ney Lopes*

O RN está no centro de uma corrida tecnológica, que colocará o estado diante de um potencial de riqueza sem precedentes.

Trata-se da exploração do hidrogênio verde, um átomo encontrado na natureza (menor partícula da matéria no universo), ligado a outros elementos como a água, plantas, animais, combustíveis e minerais.

Para usá-lo como combustível é necessário separá-lo da água através da eletrólise, que é um processo de isolamento das moléculas da água para a produção do  hidrogênio e oxigênio.

Exatamente isto será feito no RN, que é um estado promissor para lançamento no mercado desse produto, além de ser um dos territórios mais indicado do planeta para a integração entre a energia solar e eólica.

A eletricidade responde por cerca de 60% a 80% do custo final do hidrogênio verde.

Aí está mais uma vantagem competitiva do nosso estado, que agrega sozinho cerca de 30% a 32% de toda a produção eólica do Brasil.

Se falarmos em energia solar, os dados mostram que o setor vive momento de crescimento acelerado, com projeções gigantescas para os próximos anos. A produção está diretamente ligado à combinação com a eólica, ou seja, o sol produz ao máximo durante o dia e o vento atinge o pico à noite.

A estimativa é do estado produzir até 80 milhões de toneladas de hidrogênio verde por ano, liderando a geração eólica na América Latina, correspondendo a cerca de 30% da produção nacional e projetando um teto de investimentos, que ultrapassa R$ 95 bilhões entre energia e infraestrutura portuária.

Diante de informações tão relevantes é melancólico registrar, que mesmo com esse cenário bilionário, os candidatos a mandatos públicos na atual pré-campanha mantenham-se inertes, preocupados exclusivamente com a sobrevivência pessoal.

Essa falta de visão coloca o nosso povo diante de horizontes estreitos.

Corre-se até o risco de atrasar o cronograma de implantação de projetos vitais, como o Porto Indústria-Verde em Caiçara do Norte.

Não é possível que a classe política continue sofrendo de miopia provinciana, em detrimento da segurança de um futuro global, que trará a  redenção social e econômica para o nosso Estado.

*Ney Lopes é jornalista, escritor. Foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte.


Nenhuma doença vira moda - Por Victor Corrêa


Nenhuma doença vira moda

Victor Corrêa

09 de julho de 2026

Lembro de um colega de escola com o mesmo nome que o meu. Tinha poucos amigos, falava baixo e tirava ótimas notas. Era alvo de bullying praticamente todos os dias. Havia um apelido que ele odiava — e justamente por isso o chamavam assim. Os professores viam. Os inspetores viam. Embora bem intencionados, nos anos 1990 eles realmente não sabiam o que fazer. Não havia nome para o que ele tinha. Nem tratamento adequado. Só bem mais tarde uma amiga me contou que ele tem autismo.

Naquela época, ninguém chamava assim. Ninguém chamava de nada.

Trinta anos depois, ouço duas senhoras no metrô do Rio comentarem sobre uma conhecida que acabara de receber diagnóstico de autismo. "Agora está na moda", diz uma. A outra concordou.

Pensei no meu colega de escola.

O que essas senhoras chamam de moda tem outro nome: demanda reprimida. Durante décadas, autismo e TDAH foram subdiagnosticados no Brasil, especialmente em mulheres, em pessoas de baixa renda e em regiões sem acesso a especialistas. O que parece uma epidemia recente é, na verdade, uma fila enorme de pessoas que sempre existiram. E que nunca foram vistas.

Crescer sem diagnóstico tem um custo que não aparece em nenhuma estatística. É a criança chamada de bagunceira que simplesmente não consegue parar quieta. O adolescente tachado de antissocial que só acha o mundo barulhento demais. O adulto que passou a vida inteira achando que o problema era ele. O sofrimento existe. O que falta é o nome.

E o nome, no Brasil, custou caro para chegar a quem não tinha plano de saúde. Autismo e TDAH foram, por muito tempo, diagnósticos de consultório particular, de escola que percebeu, de família que tinha acesso. Quem não tinha foi chamado de outra coisa: preguiçoso, difícil, problemático. Cresceu carregando uma explicação errada para algo que nunca foi culpa sua.

Chegar à vida adulta sem diagnóstico tem consequências que vão além da infância. São anos de empregos perdidos por dificuldade de concentração que ninguém entendeu. Relacionamentos que não sobreviveram a comportamentos que a própria pessoa não sabia explicar. Depressão e ansiedade que chegaram depois, como consequência de décadas sem nome para o que se sentia.

Quando o diagnóstico finalmente chega, mesmo décadas depois, algo muda. Autismo e TDAH não impedem uma vida plena. Em muitos casos, pessoas com essas condições trabalham, estudam, criam filhos, constroem carreiras. O diagnóstico não as define: explica uma parte de como funcionam. O que o subdiagnóstico impede não é a vida. É a compreensão dela.

Os números ajudam a entender a dimensão do que ficou para trás. Segundo o Censo 2022 do IBGE, divulgado em 2025, 2,4 milhões de brasileiros declararam ter diagnóstico de autismo. Mas esse número ainda não mostra tudo: o subdiagnóstico na população adulta ainda é uma realidade.

Na educação, as matrículas de estudantes com autismo cresceram 44,4% em 2024, chegando a 918.877, segundo o Censo Escolar. A Organização Mundial da Saúde estima que 3% da população mundial tem TDAH.

Esses números não descrevem uma moda. Descrevem o que sempre esteve aqui.

Dizer que "virou moda" aquilo que demoramos décadas para enxergar é uma forma de repetir a invisibilidade.

Se eu encontrasse hoje aquele colega de escola, pediria desculpas. Aos 12 anos, eu não entendia o que ele enfrentava. Ri quando não devia. Fiquei em silêncio quando não devia.


domingo, 12 de julho de 2026

O Brasil trocou a cura pelo alívio - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


O Brasil trocou a cura pelo alívio


Alex Pipkin, PhD em Administração

Toda criança acredita que as consequências pertencem ao futuro. Todo adulto aprende que o futuro chega. A maturidade consiste justamente em trocar a satisfação imediata pela recompensa duradoura, economizar antes de gastar, estudar antes da prova e plantar antes da colheita. Crescer, no fundo, é descobrir que quase tudo o que realmente vale a pena exige desconforto antes da recompensa.
As sociedades não inventam defeitos novos. Apenas transformam defeitos individuais em políticas públicas.
O Brasil escolheu esse caminho há muito tempo.
Um dos traços mais reveladores da natureza humana é a extraordinária capacidade de transformar fraquezas em virtudes. Chamamos medo de prudência, acomodação de compaixão e adiamento de responsabilidade. Inventamos palavras elegantes para evitar decisões difíceis e, ainda assim, preservamos a confortável sensação de estar fazendo a coisa certa.

Conhecimento e Fé - Texto no blog do Hélcio Silva -


Conhecimento e Fé 


Há momentos em que fazemos de tudo para controlar o futuro, mas ainda assim o coração continua inquieto. Este versículo nos lembra que confiar em Deus não é desistir dos sonhos, e sim colocá-los nas mãos de quem enxerga o caminho completo.

Nem sempre as respostas chegam no tempo que esperamos, porém a fidelidade de Deus permanece a mesma. Enquanto esperamos, Ele fortalece nossa fé, molda nosso caráter e prepara aquilo que ainda não conseguimos ver.

Essa mensagem nos convida a descansar sem perder a esperança. Quando entregamos nossas preocupações ao Senhor, descobrimos que a confiança traz uma paz que as circunstâncias, por si só, jamais poderiam oferecer.



Entrega o teu caminho ao Senhor...


Poeta Sertanejo - Só conhece a dificuldade quem por ela na longa caminhada já passou...



Poeta Sertanejo

12 / 07 / 2026


Só conhece a dificuldade quem por ela na longa caminhada já passou.

E superando tudo, por suas fronteiras mesmo exausto atravessou.

Na simplicidade da vida, o encanto presente sempre está.

Para quem suas dificuldades é capaz de superar.

Levanta de manhã cedo, agradece a Deus e vai trabalhar.

Porquê sabe, que as respostas, para o sucesso em você mesmo está.

Por isso erga a cabeça, e vá a dura batalha enfrentar.

Em vez de sentar na sombra e ficar da vida a murmurar.

Enquanto você reclama o tempo este continua a passar.

Enquanto todos seguem em frente, quem fica reclamando não sai do lugar.

Vejo muita gente no jogo da vida querendo ganhar.

Mas de maneira imprópria, na base do surrupiar.

Enquanto alguns derrama suor para poder conquistar.

Outros ficam matutando, como fazer pra tomar.

Quem na vida supera suas dificuldades, tem histórias bonitas pra contar.

Estas são pessoas para muita gente se espelha.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


MÃO & PERGAMINHO - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


MÃO & PERGAMINHO

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

12 / 07 / 2026

Os momentos mais importantes da vida, acredito: chegada e despedida.

Entre um e outro há um tempo onde estão os atores dos desfechos, mas dependem do "início e fim".

É nesse interstício que surge tudo que o homem pensa e faz: os pergaminhos, os livros, as pinturas - as obras de arte, etc.

Contudo, também, as lâminas mais afiadas e mísseis certeiros, outros sem pavios acesos.

Estou me referindo aos homens que contraditoriamente, constroem e destroem.

Essa mão, por exemplo, tão bem feita, é obra de Rembrandt. Acredito, a mão direita. A esquerda repousa, talvez por ser inútil para essa prática - ele era destro.

O que escrevia ele, nesse pensamento verbal? Há como alguém dizer o que está escrito em "a mão e o pergaminho"? Sim, certamente, que há.

O que está escrito, talvez não tenha relevância, mas a pintura, sim.

Rembrandt nasceu, cresceu e morreu. E entre nascer, crescer e morrer existe um espaço de tempo, do qual me refiro - aquele útil, que transcende o tempo.

É por isso que muitos séculos depois estou aqui discorrendo sobre a natureza humana, especialmente desse gênio da pintura.

Ele usou sua habilidade, capacidade e sensibilidade para a arte. Admirável ser humano que morre e vive...

Parece impossível, mas isso é real. A mesma capacidade, teve o artesão ao pensar na agulha e na linha.

O cientista que inventou remédios, venenos, vacinas e outros que inventaram punhais e explosivos mortais.

Tudo isso acontece entre o nascer e o morrer - entre a chegada e a partida.

Viva, então o ser humano, criatura de Deus, perfeito e imperfeito - "mortal" aparentemente.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 12.07.2026. SÃO LUÍS-MA)


sábado, 11 de julho de 2026

AMOR & TEMPO - por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


AMOR & TEMPO

Antonio Guimarães de Oliveira

Olha bem para nós, agora... O tempo, esse irresponsável e austero a tudo descora...

Começa com as nossas roupas novas e, depois, veja, o que fez conosco...

Roubou nossa juventude e, no lugar dela, nos deu a desgraça dessa velhice...

Olhe em que a gente se transformou e se escora: em bengalas. Você tem uma e eu, outra...

Não me fale mais, portanto, nem de amor. Esse, também, ele o desgastou e não mais nos ancora...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA:11.07.2026.SAO LUÍS-MA)


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