quinta-feira, 21 de maio de 2026

Canibalismo fiscal - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


Canibalismo fiscal

Alex Pipkin, PhD em Administração

O debate fiscal brasileiro adquiriu uma estranha assepsia burocrática. Fala-se sobre dívida, déficit e juros como médicos discutindo colesterol diante de um paciente em falência múltipla dos órgãos.

O país atravessa uma deterioração fiscal contínua, mas parte relevante da elite política e intelectual parece acreditar que tudo ainda pode ser administrado com mais arrecadação, mais endividamento e mais retórica emocional.

O que testemunhamos em Brasília já ultrapassou a esfera da irresponsabilidade técnica e entrou no território mais perigoso da decadência; o da normalização do desequilíbrio.

A maior fraude intelectual da política econômica contemporânea foi transformar prudência fiscal em sinônimo de insensibilidade social, enquanto o endividamento permanente passou a ser embalado como virtude humanitária. Gastar o que não se tem se transformou em demonstração de empatia. A conta futura foi moralmente terceirizada.

O dinheiro, porém, é agnóstico. Não se emociona com discursos palacianos, não lê manifestos partidários e tampouco se curva à liturgia emocional do populismo.

DIA DA LÍNGUA NACIONAL E DIA DO PROFISSIONAL DE LETRAS - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA DA LÍNGUA NACIONAL E DIA DO PROFISSIONAL DE LETRAS

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

A língua portuguesa - nossa língua pátria, é uma herança preciosa que nos conecta a nossa raiz lusitana e latina.
Desde a tenra idade, o contato com livros e a curiosidade sobre a fabricação e/ou confecção e/ou criação deles, despertaram em mim um amor profundo pela língua portuguesa.
Ao longo do tempo, grandes escritores portugueses e brasileiros dominaram a língua portuguesa, criando obras-primas que continuam a inspirar e influenciar a literatura contemporânea.
Luiz Vaz de Camões, autor de "Os Lusíadas", é um exemplo notável de domínio da língua portuguesa.
Outro fenomenal, o incomparável, Padre Antônio Vieira conseguiu transmitir mensagens profundas e complexas de forma clara e acessível, utilizando a língua portuguesa de maneira magistral. Seus sermões são um testemunho da capacidade da língua portuguesa de expressar ideias e emoções de forma rica e variada.
Outra sumidade, trata-se do maranhense Manuel Odorico Mendes, nome que se destaca na história da literatura e da língua portuguesa. Seu domínio da língua foi tão profundo que ele conseguiu realizar uma das tarefas mais desafiadoras da tradução literária: traduzir a Ilíada e a Odisseia, de Homero, do grego para a língua portuguesa.
Fernando Pessoa, o poeta dos heterônimos, também é um exemplo de como a língua portuguesa pode ser usada para criar metáforas e imagens poderosas.
No Brasil, a mistura de línguas indígenas, notadamente, a tupi, além de dialetos africanos com a língua portuguesa, deram origem a uma rica e diversificada literatura.

Othelino e Camarão - por Hélcio Silva


Othelino e Camarão

Hélcio Silva

21 / 05 / 2026

Coloquei as minhas asas e saí voado por aí...

Agora é assim... faço meu trabalho com as asas de um bem-te-vi... desço onde quero!

Encontrei um camarão à beira do mar, com o rabo nas águas salgadas... batendo palmas para Iemanjá... que surgia.. lá de longe.. carregando menininha da Ponta da Areia...

Do alto, bem na elevação das nuvens, surgia D. Sebastião, que, também, queria saber das últimas novidades sobre o ato judiciário que barrou o empréstimo bilionário que o governo Carlos Brandão queria contratar para endividar, ainda mais, o Maranhão. Aquele que foi aprovado recentemente pela base governista a mando do Palácio dos Leões.

Sobre o que queria o Brandão... o tiozão do bebezão... Ufa!

Felipe e Othelino disputavam, aos empurrões, de quem seria a preferência da notícia bomba que poderia noucautear o Brandão, tristemente escondido nas colinas...  

Aos empurrões, o Camarão, mais novo que o Othelino, passou à frente e deu a notícia:

“O Empréstimo de quase R$ 3 bilhões de Brandão foi suspenso pela Justiça! O Maranhão não pode pagar a conta de um empréstimo bilionário pensado para servir a um projeto político familiar.

Dinheiro público tem que servir ao povo, não a projeto de poder. Parabéns, deputado Rodrigo Lago, pelo trabalho e vitória!”

O Othelino não perdeu a estribeira e, animado pela Ana Paula, reforçou a notícia com mais substantivo, mais adjetivos, mais verbos... porém, com menos interjeição ao perceber um Brandão quase morto politicamente.

Othé... viu Brandão sufocado nas colinas...  E leu a outra notícia:   

“A Justiça barrou o empréstimo bilionário que o governo Carlos Brandão queria contratar para endividar, ainda mais, o Maranhão. Aquele que foi aprovado recentemente pela base governista a mando do Palácio dos Leões.

A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos, atende a uma ação popular proposta pelo deputado Rodrigo Lago e representa uma importante vitória para o povo maranhense.

Não podemos permitir que o Maranhão fique refém de mais dívidas, enquanto faltam investimentos e transparência na aplicação dos recursos públicos.

Seguimos vigilantes na defesa do dinheiro do povo e da responsabilidade com o futuro do nosso estado”

Meu nome é Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio


A Bíblia... O Livro de Josué

A Bíblia... O Livro de Josué 1


Josué, 1

1 - Após a morte de Moisés, servo do Senhor, o Senhor disse a Josué, filho de Nun, assistente de Moisés:

2 - Meu servo Moisés morreu. Vamos, agora! Passa o Jordão, tu e todo o povo, e entra na terra que dou aos filhos de Israel.

3 - Todo lugar que pisar a planta de vossos pés, eu vo-lo dou, como prometi a Moisés.

4 - O vosso território se estenderá desde esse deserto e desde o Líbano até o grande rio Eufrates - todo o país dos hiteus - e até o mar Grande para o ocidente.

5 - Enquanto viveres, ninguém te poderá resistir estarei contigo como estive com Moisés não te deixarei nem te abandonarei.

6 - Sê firme e corajoso, porque tu hás de introduzir esse povo na posse da terra que jurei a seus pais dar-lhes.

7 - Tem ânimo, pois, e sê corajoso para cuidadosamente observares toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu. Não te afastes dela nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas feliz em todas as tuas empresas.

8 - Traze sempre na boca (as palavras) deste livro da lei medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido.

9 - Isto é uma ordem: sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores.

10 - Eis que Josué ordenou aos oficiais do povo:

11 - Percorrei o acampamento e proclamai ao povo o seguinte: preparai provisões. Dentro de três dias atravessareis o Jordão e ireis conquistar a terra que o Senhor vos dá.

12 - Josué dirigiu-se também aos rubenitas, aos gaditas e à meia tribo de Manassés nestes termos:

13 - Lembrai-vos do que vos prescreveu Moisés, servo do Senhor, quando vos dizia: o Senhor, vosso Deus, vos deu descanso e toda esta terra.

14 - Vossas mulheres, filhos e animais ficarão na terra que Moisés vos deu além do Jordão, mas vós, todos os homens fortes e valentes, passareis armados à frente de vossos irmãos, e os ajudareis,

15 - até que o Senhor tenha dado a vossos irmãos o descanso, como a vós, e que também eles entrem na posse da terra que o Senhor vosso Deus lhes dá. Depois voltareis para a terra que vos pertence, aquela que Moisés, servo do Senhor, vos deu além do Jordão, para o levante.

16 - Eles responderam a Josué: Faremos tudo o que nos ordenaste, e iremos aonde quer que nos enviares.

17 - Obedecer-te-emos em todas as coisas, assim como obedecemos Moisés. Somente desejamos que o Senhor esteja contigo, como esteve com Moisés!

18 - Todo aquele que for rebelde às tuas ordens e não obedecer ao que lhe mandares, será morto. Mas sê forte e corajoso!


quarta-feira, 20 de maio de 2026

A burocracia não pode derrotar a Amazônia produtiva - Por: Dep. Federal Alberto Neto


A burocracia não pode derrotar a Amazônia produtiva

Por: Dep. Federal Alberto Neto 

Em: 18 de maio de 2026

O Amazonas vive hoje uma disputa decisiva entre dois modelos completamente opostos de futuro. De um lado está a Amazônia produtiva, industrial, tecnológica e sustentável, responsável por gerar empregos, movimentar bilhões de reais e garantir dignidade para milhares de famílias sem avançar sobre a floresta. Do outro, persiste uma estrutura burocrática lenta, ultrapassada e incompatível com a velocidade da economia global, capaz de afastar investimentos, impedir inovação e comprometer o desenvolvimento regional.

Em um cenário internacional no qual empresas definem investimentos em questão de semanas, o Brasil ainda obrigava indústrias interessadas na Zona Franca de Manaus a enfrentar anos de indefinição administrativa para obtenção do Processo Produtivo Básico, o PPB. Essa morosidade transformou-se em ameaça direta à competitividade do Polo Industrial de Manaus e passou a colocar em risco empregos, arrecadação e estabilidade econômica no Amazonas. Foi diante dessa realidade que nasceu a Lei 14.697/2023, construída para garantir segurança jurídica, previsibilidade e eficiência a um dos mais importantes modelos econômicos do país.

Durante muitos anos, empresas interessadas em investir no Polo Industrial de Manaus conviviam com a ausência de prazos objetivos para análise dos PPBs, mecanismo indispensável para acesso aos incentivos fiscais da Zona Franca. A consequência dessa desorganização era devastadora para o ambiente de negócios. Projetos industriais ficavam paralisados, investimentos internacionais eram redirecionados para outros mercados e o Amazonas perdia oportunidades estratégicas em setores tecnológicos de alta competitividade.

A Lei 14.697/2023 alterou esse cenário ao estabelecer prazo máximo de 120 dias para análise do PPB pelo governo federal. Caso esse prazo seja descumprido, a empresa poderá recorrer à Superintendência da Zona Franca de Manaus, que terá mais 60 dias para deliberar sobre o processo. A medida representa uma mudança histórica porque elimina a insegurança causada pela indefinição burocrática e cria ambiente mais estável para atração de novos empreendimentos industriais.

Flávio afunda, Michelle hesita e Caiado avança - Artigo de Ney Lopes, jornalista, escritor e poeta


Análise: Flávio afunda, Michelle hesita e Caiado avança

20 Mai 2026

Ney Lopes

O vazamento de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro mergulhou o PL em sua maior turbulência desde a definição informal do senador como herdeiro político do pai para 2026.

O episódio atingiu justamente o ativo mais importante do bolsonarismo: o discurso anticorrupção.

O impacto apareceu de forma contundente na pesquisa Atlas Intel/Bloomberg.

No mata-mata do segundo turno contra Lula, Flávio caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto o petista abriu vantagem de 48,9%. Pior: sem Lula na disputa, o senador perde até para Fernando Haddad e Geraldo Alckmin.

Com a maior rejeição do país (52%), fica provado que o eleitorado absorveu o impacto dos áudios sobre o filme 'Dark Horse'.

A agência norte-americana de notícias Bloomberg, que fez a pesquisa, uma das mais conceituadas do mundo, avalia que a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro pode estar inviabilizada, antes mesmo de ganhar corpo eleitoral.

Desconfiança do mercado financeiro

O isolamento de Flávio Bolsonaro já transborda Brasília e atinge o coração econômico do país.

O caso Banco Master implodiu as pontes que o senador vinha construindo com o mercado financeiro, forçando o primogênito a uma viagem de emergência a São Paulo para tentar conter o estrago.

O senador deixou de ser visto como uma aposta viável da direita e passou a ser tratado como um risco fiscal e político alto demais para se bancar.

Surge Michelle

É nesse ambiente que o nome de Michelle Bolsonaro volta ao centro da discussão.

PRESSÃO POPULAR

Lula é encurralado na Bahia devido a escândalos do filho Lulinha

Protesto sobre fraudes de Lulinha no INSS e suspeitas de interferência na PF ofuscam evento presidencial no Nordeste

20/05/2026 


Lula e Fabio Luiz Lula da Silva, o "Lulinha" - Foto: Fábio Campanato/Agência Brasil.

Pedro Taquari - do Diário do Poder

A viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bahia para a entrega de moradias populares foi marcada por constrangimentos e cobranças populares. 

Durante o evento de entrega de chaves de conjuntos habitacionais, o chefe do Executivo Federal foi alvo de protestos vindos da plateia, que cobravam explicações públicas a respeito do suposto envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em esquemas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O clima de tensão expôs o descontentamento de parcelas da população com os recorrentes desdobramentos de investigações que miram a família presidencial. 

Manifestantes presentes ergueram faixas e entoaram palavras de ordem direcionadas a Lula, exigindo transparência sobre as suspeitas de corrupção que envolvem a cúpula do poder e a atuação de Lulinha, cujo nome passou a figurar de forma central no radar de comissões parlamentares e de inquéritos policiais.

Confraria do buraco - Artgo de Alex Pipkin, PhD em Administração


Confraria do buraco

Alex Pipkin, PhD em Administração

Folhear análises políticas brasileiras às vezes se parece com abrir um velho jornal satírico esquecido num café enfumaçado.

Claro, falta apenas o vinho na taça enquanto algum analista solene explica, em tom professoral, que determinado político “precisa adquirir experiência administrativa”.

A piada da vez surgiu nos alertas dirigidos a Nikolas Ferreira e Cleitinho Azevedo. Segundo os estrategistas de salão, antes de voos maiores, ambos precisariam “criar casca”, assumir funções executivas e demonstrar capacidade de “fechar buracos”.

Há algo de lirismo verde e amarelo nessa tese.

O Brasil talvez seja o único lugar do planeta onde homens atravessam décadas habitando o Estado sem resolver segurança, educação, saneamento ou transporte e, ao final da devastação, recebem medalhas invisíveis de excelência gerencial.

terça-feira, 19 de maio de 2026

TRAPOS & RELÍQUIAS - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

TRAPOS & RELÍQUIAS

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


Como sou apaixonado por objetos, principalmente, fotos antigas. Sinto, por exemplo, uma profunda saudade das ausentes bancas de revistas, onde trocava-se figuras repetidas, afim de completar os nossos álbuns de "figuras".

Comprar revistas de faroeste e de heróis infalíveis, principalmente, era uma verdadeira aventura. Era prazeroso - fazia parte de uma época. Meu Deus, esse tempo passou, não existe mais, senão nas minhas reminiscências.

Hoje, constato que "evoluímos" para a cibernética, onde computadores e celulares de última geração se apresentam no lugar de tudo de bom que era do antigamente...

O peão, a baladeira e o bom carrinho de lata, etc., ficaram para trás. Cederam lugar para outros entretenimentos que tenho como obrigação, duramente de me acostumar.

O ser humano está usando sua inteligência numa tentativa de melhorar, mas as lembranças deixadas machucam em forma de uma ruptura brusca, criadora de uma cratera, chamada, saudade.

Uns dizem: tudo tem sua hora, desde gente até os objetos tecnológicos. Isso é verdade. Meu mundo passou e esse no qual estou agora inserido, parece não me caber.

Sinto saudade de uma época, em que as pessoas tinham mais tempo umas para as outras. Tudo, atualmente ficou apressado e de forma paradoxal, mais distante, gerando pessoas (seres) sozinhos...

É fato que agora não somos "vigiados ou protegidos" por nossos pais, e sim por consciência maquinal, cheia de engrenagens, introduzidas sutilmente em nossas vidas...

O que será de um homem como eu, cheio de saudade e vivendo num mundo alheio? Sinceramente, não sei. Essa pergunta devo fazer a mim mesmo. Então eu faço: Eu, qual tua posição?

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 19.5.2026. SÃO LUÍS-MA).


Meu pai, escravo - Artigo de Carlos Silva


Meu pai, escravo

Por Carlos Silva*

Em: 19 de maio de 2026

Durante este mês de maio, que está finalizando, participei de algumas atividades culturais e artísticas, lembrando, que ambos termos nem sempre são sinônimos. Refleti sobre algumas comemorações a respeito do 13 de maio e a Abolição da Escravatura. Mas, como eu penso sobre tal data, e tal época, e suas consequências e repercussões? Meu pai foi registrado em 1930. Nasceu escravo em algum lugar no sertão da Paraíba. Os antecedentes deles vieram trazidos da Mãe África, à força, com extrema violência. O pior é que meus bisavós paternos já eram escravos de outros negros em terras, hoje conhecidas como Luanda e adjacências. Qualquer guri que tenha estudado História irá entender que a dinâmica do mercado, ao longo dos séculos XV em diante, na colônia portuguesa da América, era baseada no trabalho da mão-de-obra negra. Sim, sabemos que escravos sempre existiram. E não era pela cor da pele e, sim, pela falta de força contra os opressores, e, como exemplo, as civilizações romanas e  egípcias. Mas, por mais de 300 anos, para os senhores de engenho, cafeicultores, proprietários de minas de ouro e em todas as formas de enriquecimento, a base era o braço escravo. Naquele período, essa amaldiçoada forma de se fazer economia era aceita pelas sociedades, pela Igreja Católica, pelo poder. Ou seja, era o status quo. Então, por pressão de determinada potência europeia, decidiu-se, com apenas uma penada, acabar com a maldição. Lembrando que a tal potência não tinha as veias de civilização humana e, sim, buscava ampliar a quantidade de consumidores de seus produtos. Pergunte a um aborígene australiano o que a oralidade deles fala dessa potência. No entanto, era para ter terminado em 1888. E não foi assim. De fato, como aqui na nossa terrinha temos as nossas formas de fazer as coisas, em 1930 meus avós paternos e meu pai eram, ainda, escravos. E devem ter muitos casos assim hoje em dia, com certeza. Como não existe limite para a maldade humana, me julgo no direito de não perdoar. Tudo bem que houve a miscigenação. E isso foi e é excelente. Mas, a chaga continua. E não é com palestrinhas e bandeirinhas sociais que vamos apagar o passado. A dor continua. Não em todos, mas continua viva, sim. Mas, em respeito a todos os meus antepassados paternos, eu sobrevivi e os honro, com orgulho. Afinal, eu não pedi para nascer negro, apenas tive sorte!

*Carlos Alberto da Silva é Coronel do Exército, na Reserva, professor universitário, graduado em Administração e mestre em Ciências Militares


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