A arte de fabricar vilões
quinta-feira, 23 de julho de 2026
A arte de fabricar vilões - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial
Inverno, tempo para desacelerar e simplificar a vida - Artigo de Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, Bispo de Campos (RJ)
Inverno, tempo para desacelerar e simplificar a vida
23 / 07 / 20226
Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)
Uma dos grandes desafios da mudança de época, registrado no documento de Aparecida é a rapidação da história (é o fenômeno social e psicológico de aceleração da vida contemporânea e da informação, que resulta em indivíduos sobrecarregados), dos ciclos da vida, tudo se torna corrido, uma ciranda de movimento sem fim.
Mahatma Gandhi observava, quando manifestava: “A vida não se limita a ir cada vez mais rápido!” Uma das propostas ou grandes orientações da Encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV é a preservação e salvaguarda da humanidade.
O movimento cultural “Devagar” ou em inglês “Slow” propõe uma marcha rumo não só a reduzir a velocidade e frenesí da nossa vida atual, mas torná-la harmoniosa, equilibrada e certamente mais humana. Já em outro tempo Santo Agostinho profetizava: “Corres ligeiro e sois muito rápido, mas corres fora dos trilhos”. Trata-se de retornar a uma jornada mais simples, sem pressa, com tempo de digerir, saborear e apreciar a beleza do que existe.
De uma educação mais lenta, que permita pensar e refletir, de consumo mais moderado e essencial, de cidades com mais lugares e espaços abertos para a convivência e o repouso, diminuindo a vertigem e o ritmo de loucura do urbano. A ansiedade e o pânico tem a ver em certa medida com os resultados de uma vida cansada, ofegante, com cada vez mais pressão e estresse.
Os próprios relacionamentos afetivos e familiares são afetados pelo esvaziamento da comunicação interpessoal, presente e próxima. Domesticar a IA (Inteligência Artificial) ou a nossa participação na internet passa também por disciplinar e moderar o seu uso, priorizando em nossa agenda os amigos, os contatos humanos, as conversas gratuitas, que fortalecem vínculos e nos humanizam.
Poeta Sertanejo - Chapéu de palha, pitando um paieiro, botinas no pé.
Poeta Sertanejo
23 / 07 / 2026
Chapéu de palha, pitando um paieiro, botinas no pé.
Enxada nas costas, moringa na mão, homem de fé.
Deixou seu lar ainda na madrugada, logo após um gole de café.
Levando a esperança no peito, foi pró pé do eito de sua lavoura cuidar.
Bravo valente, chamado de roceira, quanto orgulho você nós dá.
É pouco seu estudo, mas é astuto no seu trabalhar.
Trás consigo a ciência, do colher e plantar.
Caboclo sertanejo, filho do mato, cientista nato que a natureza criou.
Em outros lugares pode até ser aluno, mas reduto é professor.
Lutando com a plantação, cuida de sua família, estrela que brilha em plena luz do sol.
Poeira e suor calos na mão, mesmo esquecido se faz esteio de uma nação.
Plantando a esperança de um novo amanhã, tendo a certeza que sua luta, não foi em vão.
Tem o carinho da natureza, e Deus a proteção.
Onde sua recompensa, é a fartura na hora da refeição.
Bom dia meu povoooooo
Um dia abençoado para todos vocês
quarta-feira, 22 de julho de 2026
A VIDA DE BENTO - Artigo do Acadêmico Gabriel Chalita, membro da Academia Paulista de Letras
A VIDA DE BENTO
Acadêmico: Gabriel Chalita*
A ciência não resolve a dor da partida. O amor, sim. Com ele, escrevemos a palavra 'saudade' com as tintas do que aprendemos sobre a gratidão.
A vida de Bento
O sol estava preguiçoso na manhã daquela segunda-feira em que recebi o telefonema com a notícia da morte de Bento.
Pronto. Já deixei claro que esse é um dizer sobre a morte. E sobre a vida.
Na semana que antecedeu ao fim, eu estava com ele. Uma música tocava, enquanto apreciávamos um chá de hortelã colhido ali mesmo onde colhemos tantos afetos. Bento gostava dos plantios. Na terra e nas pessoas. Há uma roseira e outras plantas. E há uma horta, também. E há o cuidado que faz com que a vida, onde se olhe em sua casa, seja vida.
O dia estava frio e ele, entre um aquecer e outro do chá de hortelã, foi separando peças de roupas, toalhas, lençóis, cobertores para amenizar o frio de irmãos seus, de irmãos nossos.
Bento conhece por nome quem mora nas ruas onde ele mora. Já conseguiu abrir as portas de outras vidas para alguns. Para outros, ainda não, diz ele. É mais complexo do que parece.
Bento ajuda algumas entidades. Faz isso, há muito, sem alardes. Faz porque acredita que tem que fazer. Que tem que aliviar as dores do mundo.
Fico pensando no seu sorriso ouvindo a música, bebericando o chá, separando as roupas e contando histórias. Fico pensando que nem ele nem eu nem ninguém sabíamos que era, aquela semana, a última semana do seu sorriso. Do seu sorriso como sabemos. O resto é mistério. O tempo de ficarmos é um tempo cuja decisão não é nossa. O futuro que temos, também não sabemos.
Feliz do filho que é pai de seu pai antes da Morte...
Feliz do filho que é pai de seu pai antes da Morte
Fonte - Associação Espírita Allan Kardec - São José do Rio Preto
07/07/2026
Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai.
É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso.
É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e intransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar.
É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe.
É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios.
E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz.
Todo filho é pai da morte de seu pai.
Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta.
E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais.
Uma das primeiras transformações acontece no banheiro.
Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro.
A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões.
Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente?
E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia.
Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos.
No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira:
— Deixa que eu ajudo.
Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo.
Colocou o rosto de seu pai contra seu peito.
Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo.
Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável.
Embalou o pai de um lado para o outro.
Aninhou o pai.
Acalmou o pai.
E apenas dizia, sussurrado:
— Estou aqui, estou aqui, pai!
O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. ”
Autor do texto: Fabricio Carpinejar
Poeta Sertanejo - Se amanhã a mente não mais ditar as palavras, e a caneta não riscar mais o papel...
22 / 07 / 2026
Se amanhã a mente não mais ditar as palavras, e a caneta não riscar mais o papel.
Talvez isso signifique que eu tenha atingido minha meta.
Mas mesmo sem escrever, continuarei sendo poeta.
Onde o sertão sempre será meu tema, porque mesmo em pensamento ainda farei alguns poemas.
Pois sei que vai chegar esse dia, onde deixarei de ser o poeta mensageiro da alegria.
A vida é mesmo assim, tudo que tem seu começo também tem o fim.
Mas a natureza em bons olhos, sempre será uma poesia.
Porque tudo em sua volta, tem encanto e magia.
Desde o manto da noite, até a luz do dia.
É só você enxergar o mundo do jeito que o poeta via.
Mas daqui até chegar esse dia, muita alegria ainda quero levar.
Porque nasci pra ser feliz, feito um majestoso sabiá.
Onde seu canto em liberdade, é capaz de contagiar.
Sou valente feito o ribeirão, que suas águas ninguém consegue parar.
Meus pensamentos galopam, feito potro que ninguém consegue pegar.
E às vezes vão tão longe, que nem mesmo o olho da mente consegue enxergar.
Apenas para buscar palavras bonitas, para o dia de vocês alegrar.
Um dia abençoado para todos vocês
SONHAR & ILUSÃO, texto de Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
SONHAR & ILUSÃO
Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
Pensa num ser sem vontade de nada. Até parece que é preguiça, mas não é. É algo muito pior que não sei do que se trata.
Não quero "botar" minha cara na rua, nem andar por aí sem destino... Quero ficar deitado, se possível não pensando em nada.
Não quero dormir. Correria o risco de sonhar. Estou cansado disso: ilusão, impossibilidades - acordar!
Sim, hoje não quero existir. Esse dia não me cabe. Não quero ele para mim - para aumentar minha idade.
Quero ele como nada, como algo que nada acrescenta - alegria, tristeza, dor...
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 22.07.2026. SÃO LUÍS-MA)
O Leviatã que come o jantar - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial
O Leviatã que come o jantar
Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial
"É o que temos pra jantar”.
Essa resignação irônica virou a legenda do Brasil enquanto os indicadores econômicos despencam. Só que tem um detalhe constrangedor.
Quem comeu nosso jantar não foi a crise. Foi o Leviatã.
O debate público ainda finge que a disputa é "Estado versus Mercado". A realidade é muito mais brutal. É Estado contra a sociedade civil. E, evidente, nós estamos perdendo.
O Brasil não tem um problema de gestão pública. Tem um Estado que se transformou em um negócio disfuncional.
O Leviatã tupiniquim descobriu a fórmula perfeita: quanto pior o serviço prestado, maior o orçamento exigido. Quanto maior a ineficiência, mais atribuições ele avoca. Trata-se de uma casta autorreferenciada — tecnocratas, corporações encasteladas e os "ungidos" do funcionalismo — que se alimenta da própria sociedade que deveria servir. O Leviatã só cresce porque encontra quem o alimente, com uma fome voraz.
No Estado Maior: O Sarney decide!
A Força dos Sarneys...
Hélcio Silva
22 / 07 / 2026
A força política no Maranhão vem do arrastão: quanto mais poderosa a família, mais força tem... e tem tudo!
A disputa por uma vaga no Senado mostra isso!
Li, nas entrelinhas de ontem, que a Roseana reúne quatro mandatos como governadora, dois como senadora e dois como deputada federal.
Na luta deste ano, ela ganhou de dois Pedros e um Casé... Eles foram atropelados pelo grito!
E olhem bem, esta luta foi contra os Fernandes!
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Coloco aqui, abaixo, um texto distribuído ontem pelo grupo da sarneyzada, para o povo ler:
Roseana reúne quatro mandatos como governadora, dois como senadora e dois como deputada federal. Também foi líder do governo Lula no Congresso e é uma das principais lideranças do MDB no Maranhão.
Diante desse histórico, Pedro Lucas decidiu retirar sua pré-candidatura ao Senado e retomar o projeto de reeleição à Câmara dos Deputados. A decisão também preserva a relação política entre as famílias, já que o pai do parlamentar, o prefeito de Arame, Pedro Fernandes, foi aliado de Roseana por anos, ocupou a Secretaria de Estado da Educação em seu governo e recebeu seu apoio em disputas eleitorais.
Assim, a mudança de estratégia foi interpretada como um reconhecimento do peso político e da trajetória de Roseana Sarney, permitindo que Pedro Lucas retorne ao projeto de reeleição à Câmara, enquanto seu irmão, Paulo Casé, mantém a candidatura à Assembleia Legislativa - “
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Vi a terra tremer... O Casé, por ser o mais novo entre os fernandes, foi quem mais sentiu: tremeu nas pernas..., mastigou arame!
O Sarney continua com a força, do mando/quero e posso!
Meu nome é Hélcio
Apenas Hélcio...
Nada mais do que Hélcio...
terça-feira, 21 de julho de 2026
ANTOLOGIA RECEBIDA - Por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor
ANTOLOGIA RECEBIDA









