PENSANDO, IMAGINANDO...
quarta-feira, 27 de maio de 2026
PENSANDO, IMAGINANDO... Por Carlos Alberto Lima Coelho, jornalista, radialista, escritor e poeta
Ainda é possível governar o Brasil? Por: Breno Rodrigo, cientista político e professor de política internacional
Ainda é possível governar o Brasil?
Por: Breno Rodrigo*
Em: 21 de maio de 2026
A democracia brasileira passa por uma das mais severas transformações em sua história recente. A “esperança equilibrista” que norteou o enorme engajamento popular ao longo da festa da redemocratização converteu-se, nos últimas anos, em pessimismo cívico generalizado.
As promessas inseridas no texto da “Constituição Cidadã” não demoveram a crise social, as desigualdades atávicas e a putrefação do modelo educacional. Na prática, as elites comprometeram-se apenas com seus privilégios ― travestidos em direitos adquiridos ― em burocracias insuladas no aparato estatal.
Na percepção dos estratos mais pobres, as elites pensam apenas em seus interesses especiais e o povo precisa se virar num tipo de capitalismo popular orientado pelo empreendedorismo, pelo esforço individual e pela livre iniciativa sem controle tributário.
Ao lado de tudo isso, a política nacional na última década acentuou três vetores de crise.
O primeiro vetor de crise é identificado com o problema da legitimidade. A Nova República nasceu sob o signo da conciliação. A transição democrática brasileira não foi resultado de ruptura revolucionária, mas de um complexo pacto de acomodação entre elites civis, setores militares e forças políticas emergentes. A estabilidade institucional tornou-se, portanto, o principal objetivo do novo regime. Vale dizer, todavia, a estabilidade não produziu necessariamente legitimidade substantiva.
Ao longo das décadas, consolidou-se no imaginário popular a percepção de que a democracia brasileira garantiu direitos formais às maiorias, mas preservou os privilégios materiais das minorias incrustadas na máquina estatal. O cidadão comum vota, participa e trabalha; contudo, percebe que o Estado continua capturado por corporações, oligarquias partidárias e grupos burocráticos relativamente impermeáveis às pressões sociais. A conclusão óbvia foi a erosão gradual da confiança pública nas ditas “instituições”.
Há tempos, os partidos perderam densidade ideológica — se é que um dia tiveram. Os sindicatos perderam capacidade de mobilização dos trabalhadores. A imprensa perdeu o monopólio da mediação narrativa para as redes sociais. As universidades perderam autoridade simbólica diante da ascensão das redes digitais e de seus ativistas. E o próprio Estado perdeu a capacidade de produzir expectativas coletivas de futuro.
Guerra no Oriente Médio: Brasil lucra, mas o povo sofre - Por Ney Lopes, jornalista e escritor, ex-deputado federal
Opinião: Guerra no Oriente Médio: Brasil lucra, mas o povo sofre
27 Mai 2026
Ney Lopes
A guerra no Oriente Médio está remodelando a geopolítica global, e o Brasil se destaca nesse novo cenário. Entre as razões para essa posição privilegiada, estão o aumento das importações de petróleo bruto brasileiro pela China e pela Índia. Além disso, as jazidas de petróleo descobertas no Pré-Sal são de qualidade "leve", altamente desejada pelas refinarias estrangeiras. No entanto, esse petróleo é exportado sem refino, gerando dependência de produtos derivados importados.
A previsão de produção nacional é de 4,11 milhões de barris por dia, com 60% das exportações da Petrobras destinadas à China. Estima-se que, se o preço do barril atingir US$ 100, a receita gerada será equivalente a quase 1% do PIB. O Brasil emergiu como o principal beneficiário desse conflito, pronto para substituir o Oriente Médio como fornecedor principal para a Ásia.
O Bolso do Cidadão
Surge a pergunta: por que os lucros não chegam ao bolso do cidadão? A resposta está no paradoxo de um país que exporta cacau e importa chocolate belga. O Brasil se comporta como um gigante na extração, mas assemelha-se a um anão na capacidade de refinar. Décadas de erros políticos e falhas na gestão energética deixaram o país dependente da importação de 25% do diesel necessário para sustentar o agronegócio nacional. Assim, quando o conflito entre Estados Unidos e Irã faz o preço do barril disparar, o custo do combustível importado também sobe, gerando inflação e atormentando o consumidor.
A receita gerada pelas exportações de petróleo bruto é absorvida pelos cofres da Petrobras, destinada ao pagamento de impostos e royalties, além de ser utilizada pelo governo para cobrir “buracos” no orçamento. O dinheiro não chega ao trabalhador, mas sim ao balanço financeiro do Estado e das grandes corporações.
O Que Fazer?
A grande dúvida é como o Brasil deveria proceder. A solução parece evidente: investir em refinarias. No entanto, uma obra desse porte levaria de 7 a 10 anos para ser concluída e mais duas ou três décadas para se pagar. Até lá, o mundo já terá mudado. Projeções indicam que, até 2035, carros elétricos, híbridos e movidos a biocombustíveis dominarão o mercado, reduzindo a demanda por combustíveis fósseis. O risco é que uma nova solução já nasça obsoleta.
A verdade é que o Brasil colhe lucros na esfera internacional devido à guerra no Oriente Médio. Para que haja uma melhoria na qualidade de vida da população, serão necessárias novas soluções energéticas que façam do país um gigante no mapa global, beneficiando também quem trabalha e consome. Do contrário, persistirá o clássico cenário de uma "faca de dois gumes".
A Bíblia... O Livro de Josué 7 - Os israelitas derrotados em Ai. Acã
A Bíblia... O Livro de Josué 7 - Os israelitas derrotados em Ai. Acã
Josué 7
Os israelitas derrotados em Ai. Acã
1Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas; porque Acã, filho de Carmi, filho de Zabdi, filho de Zera, da tribo de Judá, tomou das coisas condenadas. A ira do Senhor se acendeu contra os filhos de Israel.
2 Enviando, pois, Josué, de Jericó, alguns homens a Ai, que está junto a Bete-Áven, ao oriente de Betel, falou-lhes, dizendo: Subi e espiai a terra. Subiram, pois, aqueles homens e espiaram Ai.
3 E voltaram a Josué e lhe disseram: Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil homens, a ferir Ai; não fatigueis ali todo o povo, porque são poucos os inimigos.
4 Assim, subiram lá do povo uns três mil homens, os quais fugiram diante dos homens de Ai.
5 Os homens de Ai feriram deles uns trinta e seis, e aos outros perseguiram desde a porta até às pedreiras, e os derrotaram na descida; e o coração do povo se derreteu e se tornou como água.
6 Então, Josué rasgou as suas vestes e se prostrou em terra sobre o rosto perante a arca do Senhor até à tarde, ele e os anciãos de Israel; e deitaram pó sobre a cabeça.
7 Disse Josué: Ah! Senhor Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão, para nos entregares nas mãos dos amorreus, para nos fazerem perecer? Tomara nos contentáramos com ficarmos dalém do Jordão.
8 Ah! Senhor, que direi? Pois Israel virou as costas diante dos seus inimigos!
9 Ouvindo isto os cananeus e todos os moradores da terra, nos cercarão e desarraigarão o nosso nome da terra; e, então, que farás ao teu grande nome?
10 Então, disse o Senhor a Josué: Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o rosto?
terça-feira, 26 de maio de 2026
JK? De novo? (2 de 2) Artigo de José Paulo Cavalcanti
JK? De novo? (2 de 2)
José Paulo Cavalcanti
Seguimos no exame do caso JK que, segundo Comissão nomeada pelo atual governo do Brasil, teria sido assassinado. Eleições são capazes de tudo. Começo dizendo que era domingo e JK voltava, para casa, já quase escuro. As colisões dos veículos ocorreram numa reta próxima de Resende (Rio). Primeiro, entre o Opala de JK e um Ônibus da Viação Cometa (com quem se chocaria, inicialmente), indo na direção SP/Rio; enquanto na outra pista em direção contrária, Rio/SP, vinha um caminhão SCANIA carregado com 30 toneladas de gesso. Foi ele o responsável pelas mortes de JK e seu motorista, Geraldo Ribeiro, numa segunda colisão.
Era plana, gramada e sem guard-rails, a área de separação entre as duas pistas. E também planos os acostamentos e as áreas adjacentes (mais de um quilômetro), em ambos os lados. Certo que, fosse mesmo um atentado, certamente o local escolhido para isso iria ser outro. Provavelmente uma curva, junto a precipício.
E, para quem planeja um atentado, último veículo do mundo que se utilizaria para provocá-lo seria um ônibus. Lento. Em velocidade menor que a do Opala. E cheio de passageiros (40), testemunhas oculares da tragédia. O acidente se deu com o Opala de JK invadindo a faixa da esquerda, por onde trafegava o ônibus (há fotos com marcas das tintas, provando essa batida). Talvez um cochilo do motorista. No chão ficaram as marcas dos pneus, prova inequívoca do desvio que teve o veículo da sua rota normal. Basta ver as fotos.
Dito Opala, dirigido pelo motorista Geraldo Ribeiro, se desgovernou após esse primeiro abalroamento. Ultrapassou o canteiro central e avançou pela pista contrária. Dali, em situação normal, seguiria em frente, em uma área plana e de mato baixo.
Mas o que ocorreu?, eis a questão. Provavelmente deu-se que seu motorista, passado o breve instante de torpor com o abalroamento no ônibus, terá reagido virando à direita. Para impedir que o veículo entrasse naquele mato. Com risco de furar um pneu. E no desejo de retomar sua viagem, normalmente. Passaria à esquerda do caminhão pelo acostamento, assim pensou, e voltaria depois à sua pista. Era o que desejava. Só que por azar, muito azar, chocaram-se, a parte frontal direita de seu Opala, com a parte frontal direita da carreta Scania, que vinha em sentido contrário. Por pouco, muito pouco, não conseguiu. É pena.
Já envenenamentos não produzem efeitos repentinamente. Caso ocorresse, o motorista começaria a passar mal e teria parado. Já a versão de um tiro de precisão, na cabeça do motorista de JK não se sustenta.
Primeiro, porque o crânio de Geraldo Ribeiro, se vê nas fotos da época (apresentadas no Laudo), não tinha qualquer lesão. Segundo porque, caso tivesse o motorista sido atingido por uma bala no crânio, e jamais poderia ter depois alterado conscientemente a trajetória do veículo em que estava. Como fez. Quem tiver maior interesse no caso basta acessar, pela internet, o site da CNV, com a íntegra do Laudo e seus anexos.
A história tem suas tramas. Seus designíos. E seus mistérios. Claro que o Regime Militar ficaria feliz em ver morto JK. Um risco a menos. Mas é como se o destino, esse "Deus sem nome" como queria Fernando Pessoa (carta a Henry More), tivesse agido antes. E, no fim, tudo se resumiu a só um acidente automobilístico. Às vésperas ou não de eleições, essa é a verdade. P.S. Minha seleção seria o time inteiro do Náutico (ver o último 6 x 2). Acostumado a ser HEXA.
Jornal do Commercio de Pernambuco, 22/05/2026
Nós contra eles - Artigo de Merval Pereira, jornalista e escritor
Nós contra eles
Merval Pereira
Pelas informações que circulam no meio político, o presidente Lula pretende imprimir num eventual quarto mandato uma radicalização à esquerda que não esteve presente em nenhum dos anteriores. Já havia a suspeita de que ele pudesse querer deixar essa marca durante seu governo, embora, na campanha, pudesse vender a imagem de moderado para atrair um eleitor não petista que não pretenda votar em Flávio Bolsonaro. Como sempre se soube, na política uma coisa é o que se diz na campanha, outra é o que se faz durante o governo. Mas os relatos dão conta de que Lula está animado com a queda de Flávio nas pesquisas e pretende acelerar a tática do “nós contra eles”, se apoiando mesmo nas medidas já tomadas de isenção do Imposto de Renda para os que ganham até R$ 5 mil e nos ataques aos “banqueiros e milionários” que diz se aproveitarem da desigualdade social do país para enriquecer mais ainda.
O envolvimento de Flávio com o ex-banqueiro trambiqueiro Daniel Vorcaro, colocando o escândalo do Banco Master no colo do bolsonarismo, seria outra oportunidade para explorar a pretensa perversidade dos ricos contra os pobres, confirmada pelo desvio de verbas da Previdência para investimentos inseguros de vários estados, como o Rio de Janeiro. No pacote, pode até mesmo voltar o imposto sobre grandes fortunas, que já causou problemas em diversos países da Europa e em estados dos Estados Unidos.
Fazendo isso, o candidato Lula contradiz sua própria experiência, pois sempre que foi para o centro político ganhou a eleição. Se radicalizar, dará razão aos que temem justamente esse estado de coisas, acusando-o de ser um esquerdista perigoso. Flávio ficaria reforçado em sua posição antagônica e provavelmente ganharia novamente apoio do mercado financeiro e dos eleitores de centro-direita que se decepcionaram com sua aproximação de Vorcaro.
A mais recente pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República — BTG/Nexus — mostra o mesmo resultado do Datafolha, com queda de Flávio depois da divulgação dos áudios com Vorcaro. Na verdade, o resultado ainda mostra empate técnico, na margem de erro, com vantagem numérica ampliada de Lula. Foi um estrago pequeno para Flávio, mas outros fatos podem aparecer neste mesmo episódio, porque ainda há muita coisa mal explicada. Se for descoberto que parte do dinheiro do filme sobre Jair Bolsonaro foi desviado para sustentar Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, ou se Mário Frias teve algum tipo de remuneração além do devido, se ficar provado que o dinheiro não era apenas para o filme, aumenta a crise para Flávio.
Há ainda as delações premiadas, em que pode aparecer muita coisa, inclusive sobre Lula. Teremos de esperar. Nenhum candidato da direita se mostrou viável até agora para substituir Flávio e, se não surgir nada definitivo contra ele, será o candidato desse campo no segundo turno. Muitos que agora se desiludiram e não votam em Lula acabarão votando nele mesmo. Apenas algo muito grande e escandaloso que retire Flávio da disputa pode mudar o quadro.
Do jeito que vai, Lula e os Bolsonaros têm apoio cego dos eleitores. Nada os abala. Lembremos que Lula ganhou uma eleição no auge do mensalão. Se bem que pediu desculpas, disse que foi traído, mas era uma crise imensa, e ele conseguiu superar. Não será surpresa, porém, se Bolsonaro conseguir superar esta crise. Os dois são líderes populistas, carismáticos, que têm apoio firme de grande parte do eleitorado próprio. A disputa prosseguirá até o fim da campanha. Não acredito que Bolsonaro troque um filho por Michelle. Ele prefere perder com Flávio a ganhar com qualquer outro. Qualquer um que não fosse de sangue passaria a ser o líder da direita, e ele perderia a importância
O Globo, 26/05/202
Mistério da excelência - Artico de Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG)
Mistério da excelência
Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba (MG)
A palavra “mistério” parece ser alguma coisa escondida e está em segredo. Dizemos que Deus, para nós, é um mistério, porque não é visto, a não ser na pessoa do outro, porque ele é sua imagem e semelhança. Talvez pudéssemos falar que existe uma excelência no mistério de Deus-Pai, humanizado na Pessoa de Jesus Cristo e agora presente na história através da ação concreta do Espírito Santo.
A excelência do mistério da Santíssima Trindade acontece no exercício da vida fraterna e na maneira como as comunidades cristãs vivem o Amor. Ela deve ter o reflexo da forma como se relacionam, na Trindade Divina, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Neste contexto, a palavra que tem maior expressividade é a “unidade”, com profundo respeito pela natural diversidade entre as pessoas.
A prática da unidade exige renúncias, superação de atitude individualista e fechamento ao outro. As consequências são saudáveis e de alegria, porque faz bem conviver bem, principalmente quando a vivência do Batismo e a prática da fé são colocadas em compromissos comunitários. O isolamento dificulta a unidade e causa desconforto na vida de quem conta com a participação de todos na convivência.
Republiqueta da dependência - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração
Republiqueta da dependência
Alex Pipkin, PhD em Administração
O Brasil capitulou à política emocional.
Transformamos o debate público numa competição de falsas virtudes, onde qualquer tentativa de discutir responsabilidade fiscal, produtividade ou incentivos econômicos racionais é imediatamente tratada como crueldade social. A realidade foi substituída por uma retórica terapêutica de Estado.
Criou-se entre nós a superstição política de que prosperidade pode nascer de promessas sentimentais, subsídios permanentes e expansão indefinida da máquina pública. Como se riqueza pudesse ser criada por vontade política e a escassez revogada no gogó de palanque.
Mas a economia real não possui compromisso com narrativas. Ela cobra. E cobra sem piedade.
Os alimentos ficam mais caros. O poder de compra desaba. O investimento desaparece e o empreendedor é tratado como suspeito moral. A classe média encolhe. Os mais pobres permanecem aprisionados numa dependência estatal crônica vendida cinicamente como proteção social.
A engrenagem populista opera exatamente assim. Primeiro ela destrói o ambiente de autonomia econômica através de excesso regulatório, hipertrofia estatal, insegurança jurídica e tributação sufocante. Depois, o mesmo aparato que produziu o sufocamento reaparece distribuindo compensações emocionais e pequenos alívios materiais, administrando a fragilidade que ele próprio ajudou a fabricar.
Isso une extremos.
O progressismo estatista transformou vulnerabilidade social em ativo político permanente. E parte da direita populista trocou o difícil trabalho de reformar instituições, corrigir distorções e desenhar incentivos econômicos inteligentes pela adrenalina barata da guerra cultural performática.
Só que países sérios não prosperam movidos por catarse ideológica.
Prosperam quando instituições funcionam, contratos são respeitados, impostos não sufocam produção e governos compreendem uma verdade elementar, de riqueza não nasce do Estado; nasce da liberdade econômica, da produtividade e da capacidade de indivíduos criarem valor.
ROSTO & SILHUETA - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
ROSTO & SILHUETA
Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
Nem de repente, nem calmamente, reconheci tal figura...
Aquele rosto me remeteu
a uma imagem conhecida, mas irreconhecível...
Parecia com alguém que vi no decorrer da vida!
Logo entendi que é perceptível alguém similar a alguém na multidão..
É também provável que não o vi nem magro, gordo,
jovem ou velho... Aquilo foi uma ilusão em meio ao que estava na vitrine à venda...
Então cheguei à conclusão, após análise,
que não faço a mínima ideia
de quem se trata.
Que rosto era aquele ali, afinal?
Eis um mistério que não se retrata...
Quero acreditar, pensando em mistério ou mesmo em algo concreto que, talvez um espelho velho, refletiu a minha própria imagem... Mas será se aquilo era espelho, mesmo?
Como não tenho apego à vaidade e não presto muita atenção em mim mesmo, talvez não tenho me dado conta de que não sou mais o mesmo e posso ser aquele ser na multidão...
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 26.5.2026. SÃO LUÍS-MA)
A Bíblia... O Livro de Josué 6 - A destruição de Jericó
A Bíblia... O Livro de Josué 6 - A destruição de Jericó
Josué 6
A destruição de Jericó
1 Ora, Jericó estava rigorosamente fechada por causa dos filhos de Israel; ninguém saía, nem entrava.
2 Então, disse o Senhor a Josué: Olha, entreguei na tua mão Jericó, o seu rei e os seus valentes.
3 Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias.
4 Sete sacerdotes levarão sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca; no sétimo dia, rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as trombetas.
5 E será que, tocando-se longamente a trombeta de chifre de carneiro, ouvindo vós o sonido dela, todo o povo gritará com grande grita; o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá nele, cada qual em frente de si.
6 Então, Josué, filho de Num, chamou os sacerdotes e disse-lhes: Levai a arca da Aliança; e sete sacerdotes levem sete trombetas de chifre de carneiro adiante da arca do Senhor.
7 E disse ao povo: Passai e rodeai a cidade; e quem estiver armado passe adiante da arca do Senhor.
8 Assim foi que, como Josué dissera ao povo, os sete sacerdotes, com as sete trombetas de chifre de carneiro diante do Senhor, passaram e tocaram as trombetas; e a arca da Aliança do Senhor os seguia.




