quinta-feira, 23 de abril de 2026

A conta é nossa

 

Carol De Toni questiona passeio de Lula na Europa

Deputada quer saber custos, resultados e foco político de agendas internacionais

22/04/2026 



Deputada federal Carol de Toni. (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados).

 Mael Vale, do Diário do Poder

A deputada federal Carol De Toni (PL-SC) pediu explicações ao Ministério das Relações Exteriores e à Casa Civil sobre a viagem do presidente Lula (PT) à Europa, iniciada em 16 de abril.

Nos pedidos, a deputada solicita detalhes dos gastos, como passagens, hospedagem, diárias, segurança e outras despesas. Também quer saber quais critérios foram usados para escolher os integrantes da comitiva (apontada como a maior delegação de ministro do mandato) e quais resultados a viagem deve trazer para o Brasil.

Outro ponto questionado é a participação do governo no evento “Global Progressive Mobilisation”, realizado em Barcelona, que reúne lideranças internacionais com foco político. Durante a agenda, Lula afirmou que “a extrema direita representa um risco real à democracia, indicando o tom das discussões”.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Quem pode reformar o STF?

Flávio Dino quer reformar o STF?

Texto de Deltan Dallagnol 

 

Em artigo para um site da extrema-esquerda, Flávio Dino sugeriu 15 medidas para reformar o sistema de Justiça no Brasil, afirmando que ‘mudanças superficiais, assentadas em slogans fáceis, ou de caráter puramente retaliatório não fortalecem o Brasil’.

O texto é uma resposta ao presidente do STF, Edson Fachin, que defende a questão ética como principal bandeira da sua gestão com a aprovação de um código de conduta para magistrados de tribunais superiores.

Dino se junta a Moraes, Toffoli, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin, que são contra à ideia de um código de ética que exporia os membros mergulhados no escândalo do Banco Master.

Flávio Dino atualmente ocupa uma cadeira do STF, o cargo mais poderoso do Brasil. Por que Dino, em vez de falar para convertidos, não dá o exemplo no cargo em que já está? Será que é tão difícil assim?

Dá trabalho ter postura de ministro, né Dino?

Dino, o que o Judiciário precisa não é de ideias mirabolantes, mas um Supremo que simplesmente cumpra a Constituição, não persiga opositores e possa ser questionado sem querer incluir brasileiros em inquéritos secretos e sem fim.


DESCOBRIMENTO DO BRASIL - Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


DESCOBRIMENTO DO BRASIL

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor

Muito antes de 1500, o território brasileiro já era habitado por diversos povos originários com culturas, línguas e saberes próprios.

Estudiosos afirmam que, antes dos portugueses chegarem ao Brasil, por aqui passaram navegadores assírios, navegadores da cidade de Tiro, vikings, aventureiros, degredados, dentre outros.

O Descobrimento do Brasil aconteceu em 22 de abril de 1500, quando a esquadra comandada por Pedro Álvares Cabral chegou ao litoral do que hoje é o sul da Bahia.

Não sabemos se Pedro Álvares Cabral sabia ou não da existência do Brasil, porém, tomou posse em nome da Coroa Portuguesa.

Quando os portugueses chegaram em 1500, o território brasileiro era habitado por centenas de povos indígenas diferentes, com estimativas de 2 a 5 milhões de pessoas.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 22.04.2026.SAO LUÍS-MA).


Os ‘Intocáveis’ do Supremo e o risco de calar o riso - Artigo do Jornalista Felipe Vieira


Os ‘Intocáveis’ do Supremo e o risco de calar o riso

O Brasil não precisa de autoridades blindadas contra o ridículo

Felipe Vieira*

22 / 04 / 2026

O episódio envolvendo Gilmar Mendes e Romeu Zema revela mais do que um conflito entre um ministro e um pré-candidato. Expõe um traço preocupante do momento do STF: a dificuldade crescente de conviver com a crítica, sobretudo quando ela vem em forma de sátira. O vídeo publicado por Zema, batizado de “Intocáveis”, usa fantoches, ironia e exagero para atacar o Supremo Tribunal Federal e seus integrantes. É duro, provocativo e político. Nada além disso.


A reação de Gilmar Mendes rompe o limite do razoável. Ao pedir a inclusão de Zema no inquérito das fake news, o ministro não apenas eleva o tom. Ele muda o terreno do debate. Tira a crítica do campo político e a empurra para o campo penal, tratando humor como suspeita e sátira como ameaça. Trata-se de um movimento perigoso, vindo justamente de quem deveria proteger, com mais firmeza do que ninguém, a liberdade de expressão.

A sátira sempre incomodou o poder. Ela ridiculariza, simplifica, exagera para expor. Não busca equilíbrio nem linguagem técnica. Busca impacto. É por isso que funciona. E é por isso que irrita. Quando autoridades passam a reagir a esse tipo de manifestação com instrumentos de investigação, o problema deixa de ser o conteúdo e passa a ser o tamanho da tolerância de quem manda.

O quadro se agrava quando se observa o instrumento utilizado. O inquérito das fake news virou um mecanismo elástico, sem prazo definido, com objeto que se expande conforme a conveniência e conduzido dentro do próprio tribunal que se vê como vítima. Mesmo com críticas consistentes no meio jurídico, segue operando como uma espécie de guarda-chuva permanente. Quando esse instrumento alcança uma sátira política, o sinal é inequívoco. O limite está cada vez mais distante.

O vídeo republicado por Zema aposta no exagero e na provocação. É próprio do jogo político, ainda mais em pré-campanha. A resposta institucional, porém, não pode seguir a mesma lógica. Democracias sólidas não criminalizam o deboche. Respondem com argumento, com transparência, com exposição pública. Quando necessário, recorrem aos instrumentos legais adequados, proporcionais e delimitados. Não a um inquérito que se arrasta sem horizonte.

Há também um problema de coerência. O próprio Supremo já restringiu o alcance do foro por prerrogativa de função. Ainda assim, insiste em atrair para sua órbita casos que envolvem agentes fora do exercício direto do cargo. A mensagem transmitida é simples e ruim. A regra vale até deixar de valer. Isso corrói a confiança e embaralha os limites institucionais.

Ao reagir dessa forma, Gilmar Mendes reforça exatamente a imagem que a sátira tenta construir. A de um poder que não admite contestação e que se posiciona acima do escrutínio público. Quando a crítica vira alvo de investigação conduzida dentro do próprio tribunal criticado, a linha entre defesa institucional e reação pessoal desaparece. E, quando desaparece, o risco para a liberdade de expressão deixa de ser teórico. Passa a ser concreto.

O Brasil não precisa de autoridades blindadas contra o ridículo. Precisa de instituições capazes de suportá-lo sem perder a compostura. O título do vídeo, “Intocáveis”, ganha um peso ainda maior diante da reação que provocou. A pergunta não é sobre o conteúdo. É sobre quem se sentiu atingido.

Em uma democracia, ninguém deveria se considerar imune à crítica. Muito menos aqueles que têm o dever de protegê-la. Autoridade de v*erdade não precisa calar ninguém. Muito menos quem está rindo.

*Felipe Vieira é jornalista.


Nordeste: o êxodo das renováveis Artigo de Daniel Lima

 

Nordeste: o êxodo das renováveis

Daniel Lima 

21/04/2026 

Outrora, o êxodo que castigava o Nordeste era populacional, fruto da seca inclemente que expulsava famílias inteiras em busca de sobrevivência. Hoje, o risco é outro: desperdiçar o sol e o vento abundantes que poderiam transformar a região em potência energética mundial.

Empresas do setor de energia renovável avaliam suspender investimentos próximos a R$ 38,8 bilhões entre 2025 e 2026, penalizando novamente a região que se consolidou como líder na produção de energia eólica e solar. Os motivos são claros: falta de infraestrutura de escoamento, cortes forçados na geração (curtailment), elevação dos custos operacionais e perda de vantagens fiscais.

Nos últimos 12 meses, os cortes já representaram perdas bilionárias, estimadas entre R$ 3,8 e R$ 5,4 bilhões, com até 20% da geração solar e eólica simplesmente descartada. Esse desperdício mina a confiança dos investidores e ameaça a transição energética do país. Municípios que dependem da cadeia de renováveis enfrentam retração econômica, queda na arrecadação e aumento do desemprego.

O dilema é evidente: sem que o governo faça o dever de casa, o capital migra para outras regiões ou países. O Nordeste, que poderia liderar a transição energética no Brasil, corre o risco de se tornar apenas espectador.

O caminho do armazenamento

A solução não exige milagres, apenas racionalidade. Duas medidas podem virar o jogo:

Réquiem ou aleluia para os togados? - Por: Ronaldo Amazonas


Réquiem ou aleluia para os togados?

Por: Ronaldo Amazonas

Ministros do STF escrevem, ensaiam e celebram a cada dia uma liturgia macabra para um enfermo que está à beira da morte.

A suprema corte brasileira é um doente grave cujos, tratamento e cura, dependem basicamente de remédios amplamente conhecidos.

Entretanto, na atual conjuntura política, esses remédios só podem ser administrados pelos próprios membros dado que o parlamento, único que pode agir, está totalmente dominado.

Existe um protocolo clínico e um esquema terapêutico eficaz e eficiente porém, a aplicação, depende única e exclusivamente(por enquanto) da aceitação do próprio doente em querer se curar.

O tratamento tem como dose inicial o silêncio obsequioso dos ministros qual monges em pleno retiro espiritual.

Em seguida, é necessário a aplicação da segunda dose que vem em forma de uma norma constitucional em que ministro fala apenas nos autos.

Depois, vem a terceira dose certeira para tratar da suspeição em que juízes não atuam em causas em que esteja diretamente ou indiretamente envolvido ou em que parentes e aderentes sejam objetos da causa ou advoguem para uma das partes.

Zema na mira do Moraes...

 

Zema na mira do Moraes...



"Caso (ou quando) a denúncia do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes contra Romeu Zema (Novo) for aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, o ex-governador de Minas Gerais se tornará o segundo rival de Lula (PT) em 2026 a virar alvo de ação no STF, a menos de seis meses da eleição. O primeiro foi o principal candidato de oposição, Flávio Bolsonaro (PL), que passou a ser investigado por suposta calúnia contra o petista por postagem nas redes sociais."

Coluna do Cláudio Humberto


terça-feira, 21 de abril de 2026

Um cemitério de verdades - Artigo de Percival Puggina


Um cemitério de verdades

Percival Puggina

   Há alguns anos, enquanto almoçávamos, minha mulher e eu, numa esquina da Praça do Comércio, em Lisboa, perguntei ao garçom sobre onde poderia adquirir tickets para o transporte urbano. Ele se postou atrás de mim e apontou para um ponto junto à praça: “Naquele autocarro vermelho ali, senhor.” Eu procurei, em vão, qualquer veículo grande e vermelho. Depois, busquei qualquer coisa vermelha na direção indicada. Nada. O garçom, sempre solícito, inclinado sobre a mesa, atrás de mim, insistiu apontando: “Ali, senhor!”, como se o diabo do autocarro estivesse entrando pela janela. Depois de alguns instantes nessa conversa inútil, pondo os óculos, tirando os óculos, ele desistiu: “Bem..., se o senhor não vê, é porque ali não está!”. Tudo não passava de uma troça. Rimos os três, ele me deu a orientação necessária e foi embora.

Lembro-me disso quando leio e ouço declarações de nossos ministros do STF sobre as cristalinas evidências da institucional devoção do STF ao Estado de Direito e à Democracia. Segundo tais manifestações, não existe, no estado brasileiro, poder fora do controle e vivemos o esplendor da ideia de Justiça como virtude do Estado...

O réu no espelho - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


O réu no espelho

Alex Pipkin, PhD em Administração

Ontem assisti Nuremberg.

Saí com uma sensação incômoda, quase física: a de que o tribunal não terminou. Ele não acabou; deslocou-se. Saiu da Alemanha devastada e se instalou dentro de cada indivíduo que, diante do grotesco, abdica do próprio pensamento pelo conforto de pertencer.

A figura de Göring no banco dos réus não é apenas história. É diagnóstico. O mal não nasce em tratados; nasce no íntimo. Não começa como ideologia, mas como ressentimento. Uma ferida mal resolvida, uma humilhação silenciosa, uma impotência que apodrece. O que não é elaborado, se transforma. Primeiro em narrativa, depois em justificativa e, finalmente, em ação.

Göring não precisou de uma teoria para odiar. Precisou de uma explicação que o absolvesse. E encontrou.

Quando cruzou o caminho de Adolf Hitler, não encontrou um líder, encontrou uma autorização. A promessa de grandeza não era um projeto nacional; era um álibi psicológico. O nazismo não foi, para ele, uma causa. Foi um instrumento. Não construiu uma nação. Tentou resolver a si mesmo com o sangue dos outros.

Alma exilada (Auta de Souza)

Alma exilada

(Auta de Souza)


Alma exilada da Mansão Divina,

Que choras no caminho tantas dores,

Não te afastes dos trilhos redentores

Em que cumpres estranha e dura sina...

 

Sorve em silêncio a taça de amargores

Que a ingratidão do mundo te destina,

Abençoando a prova que te ensina

A viver para o bem, por onde fores...

 

Eleva a Deus o coração contrito,

Contemplando entre as luzes do infinito

A morada celeste que te espera...

 

Ama, trabalha, crê, luta e porfia,

E encontrarás a paz de um novo dia

Onde a Vida é uma Eterna Primavera!

 

Auta de Souza – nasceu na cidade de Macaíba-RN, em 12-9-1876 e desencarnou em 07-2-1901. Deixou um livro: HORTO, Edição de 1900, prefaciado por Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (Olavo Bilac).

Do livro Jardim de Estrelas, de Espíritos diversos, por Carlos A. Baccelli – Casa Editora Espírita “Pierre-Paul Didier – Votuporanga-SP, 1997.


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