sexta-feira, 14 de agosto de 2026

A inversão moral da solidariedade - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


A inversão moral da solidariedade

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Não tenho certeza. Certezas absolutas deixo para o divino e para aqueles, cada vez mais donos da verdade, que dispensam a dúvida.

Tenho, porém, uma convicção bastante resistente de que existe uma perigosa confusão moral nestes tempos de “nova consciência”, em que depender dos outros pode ser apresentado como solidariedade, enquanto desejar depender de si mesmo começa a adquirir a desagradável aparência de egoísmo.

Adam Smith jamais caiu nessa armadilha. Interesse próprio não é egoísmo. O homem smithiano deseja melhorar de vida, prosperar, cuidar dos seus, mas leva consigo o espectador imparcial, aquele juiz moral interno que nos faz enxergar nossa conduta pelos olhos dos outros. Temos empatia, limites e deveres, mas também carregamos uma responsabilidade que nenhuma boa intenção coletiva deveria apagar. Minha vida é, antes de tudo, minha responsabilidade.

Ninguém abre uma padaria para alimentar a humanidade. Abre porque deseja prosperar, mas, para isso, precisa fazer um pão que alguém queira comprar, atender bem, competir e servir para ser servido. O interesse é individual, o que não impede o benefício de chegar aos outros. Smith percebeu há séculos algo que nossa sofisticada “nova consciência” parece empenhada em esquecer.

Revista Oeste sobre o caso Flávio Dino

Revista Oeste sobre o caso Flávio Dino

PF diz que jornalista alvo de Moraes causou 'perturbação do equilíbrio psicológico' em Dino



A Polícia Federal (PF) enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF). O órgão afirmou que o jornalista Luís Pablo abalou o “equilíbrio psicológico” do ministro Flávio Dino. O impacto ocorreu depois da publicação de reportagens sobre o ministro.

As reportagens denunciaram o uso de um carro do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do magistrado. A investigação tramita no Inquérito das Fake News sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. O processo acabou identificando Raimundo Cutrim como a fonte do jornalista.

No pedido de investigação, a PF afirmou que a atuação de Luís Pablo se enquadra no crime de perseguição. “A prática reiterada de atos invasivos ou intimidatórios gera sofrimento emocional, medo constante, sensação de vigilância permanente e perturbação do equilíbrio psicológico da vítima”, diz o documento obtido pelo jornal Gazeta do Povo.

Reportagem de Vanessa Araujo


Sobre a suposta ameaça sofrida por Flávio Dino - Por Joaquim Haickel


Sobre a suposta ameaça sofrida por Flávio Dino

Joaquim Haickel

Sou maranhense e acredito que sou bastante conhecido em minha cidade, São Luís.

Conheço o jornalista e blogueiro Luís Pablo, a quem não tenho em bom conceito, assim como conheço Flávio Dino, que é até meu confrade na Academia Maranhense de Letras, mas a quem, infelizmente, também não tenho em bom conceito.

Sou uma pessoa muito bem informada e nunca soube ou ouvi falar que Flávio Dino e sua família tenham sido vítimas de ameaças, até porque, desde que ele entrou para a política, eles sempre andaram cercados de seguranças armados, em todos os lugares e a todo instante. Agora, como ministro, isso se exacerbou.

Se uma coisa dessas tivesse acontecido, todos por aqui teriam comentado, até porque esse seria um assunto de repercussão nacional: a perseguição e a ameaça a um ministro da suprema corte.

O que se sabe é que o referido jornalista e blogueiro, que tem fama de falastrão e chantagista, noticiou que o ministro Dino, que tem fama de vitimista e perseguidor, juntamente com sua família, estava fazendo uso de um carro blindado pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão.

Acredito que, qualquer que tenha sido a forma de divulgação dessa notícia, nenhuma delas é criminosa.

Corrijam-me se eu estiver errado, mas dizer que uma pessoa pública, juntamente com sua família, está em um determinado lugar, usando um veículo que não deveria estar usando, não se enquadra em nenhuma caracterização de crime em nosso código penal. É tão somente a denúncia do cometimento de irregularidades por parte de alguém que deveria ser exemplo de moralidade


quinta-feira, 13 de agosto de 2026

O último contribuinte - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


O último contribuinte

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Brasil, 2037.

O governo anunciou ontem a criação da Contribuição Extraordinária de Sustentabilidade Fiscal, novo tributo destinado, segundo a nota oficial, a preservar a capacidade financeira do Estado.

A notícia foi recebida sem grande surpresa por uma população que, depois de tantos anos, já havia aprendido uma das leis mais estáveis da política brasileira. Quando falta dinheiro ao governo, procura-se algum brasileiro que ainda tenha dinheiro.

Desta vez, porém, surgiu um inconveniente técnico. A Receita Federal, com seus computadores, cruzamentos de dados e algoritmos de inteligência artificial, estava tendo dificuldade para encontrá-lo. Cogitou-se até uma força tarefa para localizar o último contribuinte economicamente ativo, de preferência alguém que ainda tivesse renda, patrimônio e a imprudência de permanecer na economia formal.

A máquina pública continuava funcionando, salários, aposentadorias, benefícios, adicionais e vantagens permaneciam protegidos. Em certos setores do Estado, especialmente na elite do Judiciário, onde remunerações desenvolveram uma relação apenas protocolar com o teto constitucional, a crise fiscal conservava a saudável tradição de ser sempre um problema dos outros. Chamam isso de justiça social. A contabilidade, menos sensível às emoções e às boas intenções, chama isso pelo nome menos emocionante de despesa.

O Brasil também continuava existindo, embora hospitais tivessem filas quilométricas, escolas desmoronassem, estradas aguardassem reparos que nunca chegavam e investimento em infraestrutura tivesse se tornado lembrança de uma época em que ainda sobrava algum dinheiro depois de pagar a máquina.

Poeta Sertanejo - A porta se abre lá fora...


Poeta Sertanejo

13 / 08 / 2026

A porta se abre lá fora ainda se encontra estendido, o negro manto da madrugada.

Um galo bate asas e canta, o caboclo levanta para mais uma jornada.

No céu azul uma estrela ainda brilha, parecendo dizer bom dia meu camarada.

Balde na mão, corda no ombro lá vai ele ordenha sua vacada.

De orvalho a grama se encontra molhada.

Em clima de festa, se ouve a orquestra da passarada.


Entre meio a madrugada escura, se ouve as batidas de uma ferradura, é um cavaleiro que passa na estrada.

Segue seu destino, meu grande amigo, Deus é contigo em mais uma empreitada.

O sol vem raiando na cacunda da serra, clareando a terra que outrora estava apagada.

Se avista o chaminé do fogão a lenha a fumaçar, a cabocla também está acordada.

Um ronco de motor se ouve na estrada, é a jardineira escolar que vem buscar a molecada.

Seguem em busca do aprendizado, para seguir o legado, que um dia irão herdar.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


Povo do Meu Agrado - 13 / 08 / 2026


Povo do Meu Agrado

13 / 08 / 2026




No terreiro de uma casa,

duas amigas a sorrir,

mostrando os frutos da terra

que aprenderam a produzir.


De um lado vem a melancia,

bonita de se admirar,

do outro vem a graviola,

colhida ali no pomar.


É coisa simples da roça,

mas tem riqueza e valor,

pois tudo que a terra entrega

vem carregado de amor.


E assim vive o nosso sertão,

com fartura e tradição,

onde um sorriso verdadeiro

vale mais que um milhão.

XXX

“Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”


DIA DO PENSAMENTO - PENSAMENTO & LIBERDADE - Por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


DIA DO PENSAMENTO

PENSAMENTO & LIBERDADE

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor

Teríamos sabedoria sem pensar sistematicamente? Não, acredito que não. Essas existências abstratas que se materializam na mente humana, são obras da perfeição de Deus.

O psiquiatra e escritor Augusto Cury, com seu profundo poder de análise, foi preciso ao escrever o seguinte: "o poder de um ser humano não está na sua musculatura, mas na sua inteligência. Os fracos usam a força, os fortes usam a sabedoria”.

Portanto, com seus pensamentos, sabedorias, lavras, entusiasmos, inspirações, criações e desempenhos, homens e mulheres (artistas ou não, literatos ou não), mas acima de tudo trabalhadores, tentam melhorar o mundo, mas às vezes arruínam... E Deus, sabiamente, põe asas em tudo que pensamos e em tudo que pretendemos modificar.

Isso é um exercício diário por toda a vida... Em reconhecimento à boa sabedoria e ao bom pensamento, saúdo a todos!


(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 13.08.2O26. SÃO LUÍS-MA)


A Umbanda chegando!


O AMOR DE XANGÔ E OXUM



Texto de Luiz de Miranda*

Na teologia dos Orixás, encontramos ensinamentos valiosos às nossas vidas. São hostórias que em muito nos auxiliam na compreensão das dificuldades, vocações, relações amorosas e tudo que diz respeito a personalidade e sentimentos humanos. Afinal, sabe-se que os Orixás em tempos muito remotos povoaram nosso planeta, e que durante suas existências enfrentaram grandes desafios que ficaram como legados para toda sua descendência.

Nesse Itan de hoje, observamos que o verdadeiro amor, aquele que de fato nos faz feliz, não depende de exigências. Mas sim, de conexão, empatia, encontro de almas, olhares que se cruzam e despertam na alma o desejo de se pertencerem.

Como Deusa do amor, Oxum deixa claro às suas filhas e descendentes, que o verdadeiro amor vem plácido, doce, sem máscaras ou ostentação:

" Oxum era a filha preferida de Orumilá. A menina dos olhos de seu pai. Quando a menina nasce , seu pai lhe deu as águas doces e cachoeiras para governar. Lhe deu a benção sobre as mulheres, a fertilidade, o cuidado sobre o feto.

Oxum cresceu bela, meiga e mimada. Tinha o coração doce, mas cheia de vontades.

Quando estava na idade de se casar, os pretendentes logo apareceram às portas de Orumilá.

O primeiro foi Oxossi, o caçador. Ele trouxe lindas peles, animais e abundância.

Orumilá achou que a filha seria feliz com um homem que proveria a mesa e era um grande caçador.

E Oxum foi entregue a Oxossi, indo com o noivo para a sua floresta.

Em pouco tempo Oxum estava triste e deprimida.

Oxossi era forte, belo, vigoroso. Mas vivia pelas matas, buscando mais e mais troféus para o seu salão de caça. Além disso, Oxossi era de modos rudes e não oferecera sequer um pente e um espelho à noiva.

Chorando, Oxum mandou recado ao pai que encerrou o noivado.

O segundo pretendente foi Ogum. O grande general, o senhor dos exércitos de Oxalá. Era também um grande ferreiro.

Orumilá pensou que com melhor guerreiro, Oxum estaria sempre protegida. Assim, mandou a filha ir passar um tempo com o noivo.

Ogum também era forte, jovem, belo. Mas só pensava em guerra, estratégias, seus exércitos e suas espadas; era grosseiro e ríspido com Oxum e reclamava de sua vaidade que considerava um desperdício de tempo.

Oxum chorou mais uma vez e o pai a trouxe de volta.

Os pretendentes continuavam a chegar, mas Oxum recusava todos com medo de sofrer novamente.

Um dia um homem pediu abrigo às portas de Orumilá - era pobre, um andarilho. Orumilá iria dispensá-lo, porém Oxum compadeceu-se do peregrino e pediu ao pai que o recebesse.

O homem banhou-se e ganhou roupas limpas, comeu, bebeu, descansou.

Em agradecimento, fez uma trova que dedicou a Oxum.

Quando a princesa ouviu, ficou encantada e mandou chamar o andarilho.

O homem lhe recitou mais versos, contou-lhe histórias, até penteava os cabelos de Oxum, enquanto lhe cantava trovas.

Um dia, o peregrino precisou ir embora.

Oxum chorou, implorou ao pai que impedisse a partida do homem, contudo Orumilá não podia prendê-lo, sendo que nada de mal fizera.

Oxum chorou muitas noites, olhando a lua, sentindo falta do humilde trovador.

Orumilá, querendo ver a filha esposada, cansou-se do choro de Oxum e mandou reunir os melhores partidos para que a filha escolhesse um marido.

Orumilá deu uma grande festa, mas Oxum, amuada em seu canto, não comia nem sorria, não queria saber de ninguém.

Então, Orumilá exigiu que a filha escolhesse seu marido logo, ou então, ele, seu pai, o faria.

Oxum, tremendo, olhava por entre os homens e nenhum deles a agradava. Eram ricos, poderosos, alguns até belos e fortes, mas nenhum lhe falara ao seu coração.

Então ela viu, entre os convivas o andarilho trovador. Oxum correu até o homem, levou-o até ao pé do trono de Orumilá e pediu que cantasse.

O andarilho cantou, declamou lindos poemas, todas para Oxum.

A princesa, em lágrimas, disse ao pai que ele era o marido que ela desejava.

Orumilá, os convidados e toda a corte riram, onde já se vira, a filha do rei casar com um mendigo!

Oxum insistia, defendendo o peregrino contra o desdém dos demais.

Então um grande trovão soou e o peregrino foi atingido por um raio.

Para grande surpresa e espanto de todos, o mendigo transformou-se em Xangô, o senhor da Justiça, o maior juiz de Iorubá.

Orumilá perguntou-lhe por que ele não se apresentara como realmente era, desde o início.

Xangô explicou que não queria apenas o corpo, nem o dote de Oxum, queria uma mulher que fosse justa como ele, por isso, disfarçou-se de andarilho, preferindo conquistar o coração da mulher pela arte e sensibilidade. Ele agora tinha certeza de que Oxum era a sua rainha verdadeira, pois ela o amava por suas qualidades e não por sua realeza ou dotes físicos.

Orumilá abatido pela sabedoria de Xangô, deu-lhe a mão de sua filha.

Xangô levou Oxum para o seu reino, em Oyó, onde ela foi coberta de carinhos dengos, sedas, doces e brinquedos. Xangô cumulou-a de bondade, amor e mimos e tornou-a também a rainha do ouro, da prosperidade.

Oxum nunca mais chorou de tristeza, só de emoção, e aprendeu a cantar todas as trovas de Xangô, a quem jamais deixou.

*Luiz de Miranda é Presidente e Sacerdote da Casa de Umbanda do Caboclo 7 Penas, com mais de quarenta anos dedicados aos atendimentos fraternais e divulgação da nossa querida Umbanda.


quarta-feira, 12 de agosto de 2026

DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE - JUVENTUDE & ETERNIDADE - por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE

JUVENTUDE & ETERNIDADE 

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta



A juventude. Ah! A juventude!!! É aquela fase onde se pode tudo e se tem todo o tempo do mundo. Pelo menos, pensa-se que tem...

Durante essa fase, "cometemos" todo tipo de atrevimento. Chegamos até a desafiar nossos queridos pais. Temos, nessa época, como diz o adágio popular: "o rei na barriga ".
O tempo, contudo, passa implacável e num momento "certo", coloca freios em nossas audácias. O que era pura intrepidez, vira experiência...
"Viramos" seres responsáveis e cheios de tarefas e preocupações. Estamos, agora, no lugar dos nossos queridos e pacientes pais...
Tudo ficou então obsoleto. Tudo!!! Lembramos com saudade da saúde e da musculatura nas alturas. Vem à mente certos modismos que eram tão bons, mas que ficaram para trás...
É uma questão de tempo "a tal" juventude. Isso me faz lembrar do cantor e compositor Belchior: "o que hoje é novo, amanhã será velho". Corretíssimo, o nosso querido artista - que saudade...
O que seria, portanto da existência senil, se não fora, um dia a juventude? Ah! Certamente não existiria idosos, nem outros jovens, nem histórias para contar...
A eternidade, nem seria assunto em pauta... Não teríamos ao longo do tempo como discorrer algo sobre ela, sem sermos um dia jovens e depois senis... Deixemos, então para Deus, cuidar desse assunto.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 12.08.2026. SÃO LUÍS-MA).

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Diagnóstico Invertido - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


Diagnóstico Invertido

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Há algo pior do que a ignorância. É o conhecimento produzido para provar aquilo em que já se decidiu acreditar.

Esse é um dos grandes vícios intelectuais do nosso tempo.

Primeiro escolhe-se a conclusão moralmente desejável. Depois vêm a pesquisa, os dados e os argumentos. A realidade entra por último. Se não colaborar, claro, pior para ela.

Chamo isso de diagnóstico invertido.

Parte de cientistas, economistas e educadores capturados por essa lógica “ilógica” transformou-se numa nova classe de tecnocratas, parentes próximos dos “ungidos” descritos por Thomas Sowell. Não querem apenas compreender o mundo. Sentem-se autorizados a corrigi-lo.

E aí acontece algo extraordinário. A ciência continua com aparência de ciência. Há papers, estatísticas, modelos, títulos acadêmicos, congressos e notas de rodapé. Mas, se a conclusão chegou antes da investigação, aquilo deixou de ser conhecimento. É lixo intelectual certificado!

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