O CURTO HORIZONTE DOS GOVERNOS
Acadêmico: José Renato Nalini*
Apesar da urgência do dia a dia, é preciso pensar a longo prazo. O conceito de ‘alfabetização de futuro’ é instigante. O futurismo é o trabalho da imaginação a construir imagens das coisas que ainda vão acontecer. O mundo precisa de líderes que pensem a longo prazo e que não sejam imediatistas como os atuais
O curto horizonte dos governos
A coordenação da vida social é hoje entregue a cidadãos eleitos, que em nome da sociedade, fazem a gestão do interesse comum. O velho modelo doutrinário é o da Democracia, governo do povo, pelo povo e para o povo. Ainda não se desenvolveu um padrão diverso daquele que se apregoa como o ideal: um Estado de Direito de índole democrática.
Na lição inesquecível de Charles de Secondat, Barão de Montesquieu, o poder precisaria se tripartir, para não ser abusivo. O mais relevante recebe a incumbência de legislar. Elabora as “regras do jogo”. Administrar, tarefa do Executivo, é aplicar a lei. Julgar, missão do Judiciário, é aplicar a lei aos conflitos. Todavia, o elemento imprescindível é sempre a lei.
Só que, na prática, não é bem isso o que acontece. A política partidária se converteu numa verdadeira profissão. Não raro, ou melhor, em inúmeros casos, profissão hereditária.
A lei vem a reboque da realidade. O parlamentar não tem condições de antever o que acontecerá e sempre “corre atrás” do prejuízo. Isso é grave quando os ciclos de inovação ocorrem amiúde, cada vez mais rápido e em intervalos que se encurtam a cada momento.









