sexta-feira, 22 de maio de 2026

O Desafio de Encontrar a Saída - Artigo de David Gertner


O Desafio de Encontrar a Saída

David Gertner*

Há momentos em que a liberdade formal permanece intacta, mas as portas disponíveis continuam levando ao mesmo impasse.

21/05/2026


“Quando não somos mais capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos ” — Viktor Frankl

Há momentos em que a pergunta já não é “qual caminho seguir”, mas se ainda existe, de fato, algum caminho.

“A Saída? Onde Fica a Saída?” (1967), peça de Oduvaldo Vianna Filho, sobre o impasse existencial e político de uma geração, ecoa muito além do teatro. Ela atravessa a vida real, silenciosamente, nos instantes em que nos vemos cercados por circunstâncias que não oferecem uma escolha verdadeira — apenas variações do mesmo labirinto.

A ideia de saída sugere movimento, alívio e libertação. Mas, para muitos, em muitos contextos, a saída não está visível. E, às vezes, nem sequer está disponível.

Para quem vive na pobreza, a saída raramente é uma decisão individual. É uma equação complexa de oportunidades ausentes, educação precária e estruturas desiguais. Fala-se em esforço, mérito, superação — mas frequentemente se ignora o quanto o ponto de partida limita o horizonte de chegada.

Em relações abusivas, a saída pode existir, mas vem cercada de medo, dependência emocional, vergonha e insegurança financeira. Dizer “basta sair” é ignorar as correntes invisíveis que mantêm alguém preso muito além do que se vê. A pessoa olha para a porta, sabe que ela existe, mas não sabe como pagará o aluguel no mês seguinte. A saída está ali — mas cobra um preço que, naquele momento, ela não pode pagar.

No trabalho, muitos permanecem em ambientes tóxicos não por escolha, mas por necessidade. Contas a pagar, responsabilidades familiares, ausência de alternativas. Nesses casos, sair não é apenas uma decisão — é um risco.

Em contextos de opressão política ou social, a própria ideia de saída pode ser ilusória. Quando o sistema limita as possibilidades, resistir custa caro — e fugir nem sempre é possível.

Em escala diferente, o drama é o mesmo: a porta existe, mas as condições concretas de atravessá-la permanecem insuficientes.

Temos de proteger nossas crianças. Urgente! - Artigo de Renata Abreu, deputada federal


Temos de proteger nossas crianças. Urgente!

Renata Abreu*

21/05/2026

Existe algo profundamente errado em uma sociedade que não consegue proteger suas próprias crianças. E talvez a maior tragédia do nosso tempo seja perceber que estamos nos acostumando com o horror.

Nos últimos dias, assistimos estarrecidos ao caso de um menino de 11 anos encontrado morto dentro de casa, em São Paulo, depois de permanecer acorrentado, desnutrido e submetido a torturas pelo próprio pai, com a cumplicidade da madrasta e da avó. Um menino machucado, isolado, fora da escola e privado da própria infância.

É impossível não sentir revolta diante de uma barbaridade dessa dimensão. Mas também é impossível ignorar uma verdade ainda mais dolorosa: esse menino não é um caso isolado. Ele representa milhares de crianças brasileiras cercadas por medo, abandono e violência.

A Bíblia... O Livro de Josué 2


A Bíblia... O Livro de Josué 2

Josué 2

¹ E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali.

² Então deu-se notícia ao rei de Jericó, dizendo: Eis que esta noite vieram aqui uns homens dos filhos de Israel, para espiar a terra.

³ Por isso mandou o rei de Jericó dizer a Raabe: Tira fora os homens que vieram a ti e entraram na tua casa, porque vieram espiar toda a terra.

⁴ Porém aquela mulher tomou os dois homens, e os escondeu, e disse: É verdade que vieram homens a mim, porém eu não sabia de onde eram.

⁵ E aconteceu que, havendo-se de fechar a porta, sendo já escuro, aqueles homens saíram; não sei para onde aqueles homens se foram; ide após eles depressa, porque os alcançareis.

⁶ Porém ela os tinha feito subir ao eirado, e os tinha escondido entre as canas do linho, que pusera em ordem sobre o eirado.

⁷ E foram-se aqueles homens após eles pelo caminho do Jordão, até aos vaus; e, havendo eles saído, fechou-se a porta.

⁸ E, antes que eles dormissem, ela subiu a eles no eirado;

⁹ E disse aos homens: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós.

¹⁰ Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes.

¹¹ O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.

¹² Agora, pois, jurai-me, vos peço, pelo Senhor, que, como usei de misericórdia convosco, vós também usareis de misericórdia para com a casa de meu pai, e dai-me um sinal seguro,

¹³ De que conservareis com a vida a meu pai e a minha mãe, como também a meus irmãos e a minhas irmãs, com tudo o que têm e de que livrareis as nossas vidas da morte.

¹⁴ Então aqueles homens responderam-lhe: A nossa vida responderá pela vossa até à morte, se não denunciardes este nosso negócio, e será, pois, que, dando-nos o Senhor esta terra, usaremos contigo de misericórdia e de fidelidade.

¹⁵ Ela então os fez descer por uma corda pela janela, porquanto a sua casa estava sobre o muro da cidade, e ela morava sobre o muro.

¹⁶ E disse-lhes: Ide-vos ao monte, para que, porventura, não vos encontrem os perseguidores, e escondei-vos lá três dias, até que voltem os perseguidores, e depois ide pelo vosso caminho.

¹⁷ E, disseram-lhe aqueles homens: Desobrigados seremos deste juramento que nos fizeste jurar.

¹⁸ Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai.

¹⁹ Será, pois, que qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo, em casa, o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se alguém nele puser mão.

²⁰ Porém, se tu denunciares este nosso negócio, seremos desobrigados do juramento que nos fizeste jurar.

²¹ E ela disse: Conforme as vossas palavras, assim seja. Então os despediu; e eles se foram; e ela atou o cordão de escarlata à janela.

²² Foram-se, pois, e chegaram ao monte, e ficaram ali três dias, até que voltaram os perseguidores, porque os perseguidores os buscaram por todo o caminho, porém não os acharam.

²³ Assim aqueles dois homens voltaram, e desceram do monte, e passaram, e chegaram a Josué, filho de Num, e contaram-lhe tudo quanto lhes acontecera;

²⁴ E disseram a Josué: Certamente o Senhor tem dado toda esta terra nas nossas mãos, pois até todos os moradores estão atemorizados diante de nós.

Josué 2:1-24


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Canibalismo fiscal - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


Canibalismo fiscal

Alex Pipkin, PhD em Administração

O debate fiscal brasileiro adquiriu uma estranha assepsia burocrática. Fala-se sobre dívida, déficit e juros como médicos discutindo colesterol diante de um paciente em falência múltipla dos órgãos.

O país atravessa uma deterioração fiscal contínua, mas parte relevante da elite política e intelectual parece acreditar que tudo ainda pode ser administrado com mais arrecadação, mais endividamento e mais retórica emocional.

O que testemunhamos em Brasília já ultrapassou a esfera da irresponsabilidade técnica e entrou no território mais perigoso da decadência; o da normalização do desequilíbrio.

A maior fraude intelectual da política econômica contemporânea foi transformar prudência fiscal em sinônimo de insensibilidade social, enquanto o endividamento permanente passou a ser embalado como virtude humanitária. Gastar o que não se tem se transformou em demonstração de empatia. A conta futura foi moralmente terceirizada.

O dinheiro, porém, é agnóstico. Não se emociona com discursos palacianos, não lê manifestos partidários e tampouco se curva à liturgia emocional do populismo.

DIA DA LÍNGUA NACIONAL E DIA DO PROFISSIONAL DE LETRAS - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA DA LÍNGUA NACIONAL E DIA DO PROFISSIONAL DE LETRAS

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

A língua portuguesa - nossa língua pátria, é uma herança preciosa que nos conecta a nossa raiz lusitana e latina.
Desde a tenra idade, o contato com livros e a curiosidade sobre a fabricação e/ou confecção e/ou criação deles, despertaram em mim um amor profundo pela língua portuguesa.
Ao longo do tempo, grandes escritores portugueses e brasileiros dominaram a língua portuguesa, criando obras-primas que continuam a inspirar e influenciar a literatura contemporânea.
Luiz Vaz de Camões, autor de "Os Lusíadas", é um exemplo notável de domínio da língua portuguesa.
Outro fenomenal, o incomparável, Padre Antônio Vieira conseguiu transmitir mensagens profundas e complexas de forma clara e acessível, utilizando a língua portuguesa de maneira magistral. Seus sermões são um testemunho da capacidade da língua portuguesa de expressar ideias e emoções de forma rica e variada.
Outra sumidade, trata-se do maranhense Manuel Odorico Mendes, nome que se destaca na história da literatura e da língua portuguesa. Seu domínio da língua foi tão profundo que ele conseguiu realizar uma das tarefas mais desafiadoras da tradução literária: traduzir a Ilíada e a Odisseia, de Homero, do grego para a língua portuguesa.
Fernando Pessoa, o poeta dos heterônimos, também é um exemplo de como a língua portuguesa pode ser usada para criar metáforas e imagens poderosas.
No Brasil, a mistura de línguas indígenas, notadamente, a tupi, além de dialetos africanos com a língua portuguesa, deram origem a uma rica e diversificada literatura.

Othelino e Camarão - por Hélcio Silva


Othelino e Camarão

Hélcio Silva

21 / 05 / 2026

Coloquei as minhas asas e saí voado por aí...

Agora é assim... faço meu trabalho com as asas de um bem-te-vi... desço onde quero!

Encontrei um camarão à beira do mar, com o rabo nas águas salgadas... batendo palmas para Iemanjá... que surgia.. lá de longe.. carregando menininha da Ponta da Areia...

Do alto, bem na elevação das nuvens, surgia D. Sebastião, que, também, queria saber das últimas novidades sobre o ato judiciário que barrou o empréstimo bilionário que o governo Carlos Brandão queria contratar para endividar, ainda mais, o Maranhão. Aquele que foi aprovado recentemente pela base governista a mando do Palácio dos Leões.

Sobre o que queria o Brandão... o tiozão do bebezão... Ufa!

Felipe e Othelino disputavam, aos empurrões, de quem seria a preferência da notícia bomba que poderia noucautear o Brandão, tristemente escondido nas colinas...  

Aos empurrões, o Camarão, mais novo que o Othelino, passou à frente e deu a notícia:

“O Empréstimo de quase R$ 3 bilhões de Brandão foi suspenso pela Justiça! O Maranhão não pode pagar a conta de um empréstimo bilionário pensado para servir a um projeto político familiar.

Dinheiro público tem que servir ao povo, não a projeto de poder. Parabéns, deputado Rodrigo Lago, pelo trabalho e vitória!”

O Othelino não perdeu a estribeira e, animado pela Ana Paula, reforçou a notícia com mais substantivo, mais adjetivos, mais verbos... porém, com menos interjeição ao perceber um Brandão quase morto politicamente.

Othé... viu Brandão sufocado nas colinas...  E leu a outra notícia:   

“A Justiça barrou o empréstimo bilionário que o governo Carlos Brandão queria contratar para endividar, ainda mais, o Maranhão. Aquele que foi aprovado recentemente pela base governista a mando do Palácio dos Leões.

A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos, atende a uma ação popular proposta pelo deputado Rodrigo Lago e representa uma importante vitória para o povo maranhense.

Não podemos permitir que o Maranhão fique refém de mais dívidas, enquanto faltam investimentos e transparência na aplicação dos recursos públicos.

Seguimos vigilantes na defesa do dinheiro do povo e da responsabilidade com o futuro do nosso estado”

Meu nome é Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio


A Bíblia... O Livro de Josué

A Bíblia... O Livro de Josué 1


Josué, 1

1 - Após a morte de Moisés, servo do Senhor, o Senhor disse a Josué, filho de Nun, assistente de Moisés:

2 - Meu servo Moisés morreu. Vamos, agora! Passa o Jordão, tu e todo o povo, e entra na terra que dou aos filhos de Israel.

3 - Todo lugar que pisar a planta de vossos pés, eu vo-lo dou, como prometi a Moisés.

4 - O vosso território se estenderá desde esse deserto e desde o Líbano até o grande rio Eufrates - todo o país dos hiteus - e até o mar Grande para o ocidente.

5 - Enquanto viveres, ninguém te poderá resistir estarei contigo como estive com Moisés não te deixarei nem te abandonarei.

6 - Sê firme e corajoso, porque tu hás de introduzir esse povo na posse da terra que jurei a seus pais dar-lhes.

7 - Tem ânimo, pois, e sê corajoso para cuidadosamente observares toda a lei que Moisés, meu servo, te prescreveu. Não te afastes dela nem para a direita nem para a esquerda, para que sejas feliz em todas as tuas empresas.

8 - Traze sempre na boca (as palavras) deste livro da lei medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito assim prosperarás em teus caminhos e serás bem-sucedido.

9 - Isto é uma ordem: sê firme e corajoso. Não te atemorizes, não tenhas medo, porque o Senhor está contigo em qualquer parte para onde fores.

10 - Eis que Josué ordenou aos oficiais do povo:

11 - Percorrei o acampamento e proclamai ao povo o seguinte: preparai provisões. Dentro de três dias atravessareis o Jordão e ireis conquistar a terra que o Senhor vos dá.

12 - Josué dirigiu-se também aos rubenitas, aos gaditas e à meia tribo de Manassés nestes termos:

13 - Lembrai-vos do que vos prescreveu Moisés, servo do Senhor, quando vos dizia: o Senhor, vosso Deus, vos deu descanso e toda esta terra.

14 - Vossas mulheres, filhos e animais ficarão na terra que Moisés vos deu além do Jordão, mas vós, todos os homens fortes e valentes, passareis armados à frente de vossos irmãos, e os ajudareis,

15 - até que o Senhor tenha dado a vossos irmãos o descanso, como a vós, e que também eles entrem na posse da terra que o Senhor vosso Deus lhes dá. Depois voltareis para a terra que vos pertence, aquela que Moisés, servo do Senhor, vos deu além do Jordão, para o levante.

16 - Eles responderam a Josué: Faremos tudo o que nos ordenaste, e iremos aonde quer que nos enviares.

17 - Obedecer-te-emos em todas as coisas, assim como obedecemos Moisés. Somente desejamos que o Senhor esteja contigo, como esteve com Moisés!

18 - Todo aquele que for rebelde às tuas ordens e não obedecer ao que lhe mandares, será morto. Mas sê forte e corajoso!


quarta-feira, 20 de maio de 2026

A burocracia não pode derrotar a Amazônia produtiva - Por: Dep. Federal Alberto Neto


A burocracia não pode derrotar a Amazônia produtiva

Por: Dep. Federal Alberto Neto 

Em: 18 de maio de 2026

O Amazonas vive hoje uma disputa decisiva entre dois modelos completamente opostos de futuro. De um lado está a Amazônia produtiva, industrial, tecnológica e sustentável, responsável por gerar empregos, movimentar bilhões de reais e garantir dignidade para milhares de famílias sem avançar sobre a floresta. Do outro, persiste uma estrutura burocrática lenta, ultrapassada e incompatível com a velocidade da economia global, capaz de afastar investimentos, impedir inovação e comprometer o desenvolvimento regional.

Em um cenário internacional no qual empresas definem investimentos em questão de semanas, o Brasil ainda obrigava indústrias interessadas na Zona Franca de Manaus a enfrentar anos de indefinição administrativa para obtenção do Processo Produtivo Básico, o PPB. Essa morosidade transformou-se em ameaça direta à competitividade do Polo Industrial de Manaus e passou a colocar em risco empregos, arrecadação e estabilidade econômica no Amazonas. Foi diante dessa realidade que nasceu a Lei 14.697/2023, construída para garantir segurança jurídica, previsibilidade e eficiência a um dos mais importantes modelos econômicos do país.

Durante muitos anos, empresas interessadas em investir no Polo Industrial de Manaus conviviam com a ausência de prazos objetivos para análise dos PPBs, mecanismo indispensável para acesso aos incentivos fiscais da Zona Franca. A consequência dessa desorganização era devastadora para o ambiente de negócios. Projetos industriais ficavam paralisados, investimentos internacionais eram redirecionados para outros mercados e o Amazonas perdia oportunidades estratégicas em setores tecnológicos de alta competitividade.

A Lei 14.697/2023 alterou esse cenário ao estabelecer prazo máximo de 120 dias para análise do PPB pelo governo federal. Caso esse prazo seja descumprido, a empresa poderá recorrer à Superintendência da Zona Franca de Manaus, que terá mais 60 dias para deliberar sobre o processo. A medida representa uma mudança histórica porque elimina a insegurança causada pela indefinição burocrática e cria ambiente mais estável para atração de novos empreendimentos industriais.

Flávio afunda, Michelle hesita e Caiado avança - Artigo de Ney Lopes, jornalista, escritor e poeta


Análise: Flávio afunda, Michelle hesita e Caiado avança

20 Mai 2026

Ney Lopes

O vazamento de áudios e mensagens envolvendo Flávio Bolsonaro mergulhou o PL em sua maior turbulência desde a definição informal do senador como herdeiro político do pai para 2026.

O episódio atingiu justamente o ativo mais importante do bolsonarismo: o discurso anticorrupção.

O impacto apareceu de forma contundente na pesquisa Atlas Intel/Bloomberg.

No mata-mata do segundo turno contra Lula, Flávio caiu de 47,8% para 41,8%, enquanto o petista abriu vantagem de 48,9%. Pior: sem Lula na disputa, o senador perde até para Fernando Haddad e Geraldo Alckmin.

Com a maior rejeição do país (52%), fica provado que o eleitorado absorveu o impacto dos áudios sobre o filme 'Dark Horse'.

A agência norte-americana de notícias Bloomberg, que fez a pesquisa, uma das mais conceituadas do mundo, avalia que a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro pode estar inviabilizada, antes mesmo de ganhar corpo eleitoral.

Desconfiança do mercado financeiro

O isolamento de Flávio Bolsonaro já transborda Brasília e atinge o coração econômico do país.

O caso Banco Master implodiu as pontes que o senador vinha construindo com o mercado financeiro, forçando o primogênito a uma viagem de emergência a São Paulo para tentar conter o estrago.

O senador deixou de ser visto como uma aposta viável da direita e passou a ser tratado como um risco fiscal e político alto demais para se bancar.

Surge Michelle

É nesse ambiente que o nome de Michelle Bolsonaro volta ao centro da discussão.

PRESSÃO POPULAR

Lula é encurralado na Bahia devido a escândalos do filho Lulinha

Protesto sobre fraudes de Lulinha no INSS e suspeitas de interferência na PF ofuscam evento presidencial no Nordeste

20/05/2026 


Lula e Fabio Luiz Lula da Silva, o "Lulinha" - Foto: Fábio Campanato/Agência Brasil.

Pedro Taquari - do Diário do Poder

A viagem oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Bahia para a entrega de moradias populares foi marcada por constrangimentos e cobranças populares. 

Durante o evento de entrega de chaves de conjuntos habitacionais, o chefe do Executivo Federal foi alvo de protestos vindos da plateia, que cobravam explicações públicas a respeito do suposto envolvimento de seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, em esquemas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O clima de tensão expôs o descontentamento de parcelas da população com os recorrentes desdobramentos de investigações que miram a família presidencial. 

Manifestantes presentes ergueram faixas e entoaram palavras de ordem direcionadas a Lula, exigindo transparência sobre as suspeitas de corrupção que envolvem a cúpula do poder e a atuação de Lulinha, cujo nome passou a figurar de forma central no radar de comissões parlamentares e de inquéritos policiais.

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