sábado, 1 de agosto de 2026

Poeta Sertanejo - Aqui os dias nascem devagar...


Poeta Sertanejo

01 / 08 / 2026

Aqui os dias nascem devagar, e o majestoso não tem pressa de por trás dos montes apontar.

O dia começa gostoso, como pão caseiro que vem saindo do forno e de longe se sente o cheiro.

Aqui o tempo escreve história, de uma forma fabulosa que não se apaga da memória.

Onde a vida é tão colorida feito o jardim belas flores que tenho lá fora.

De fartura está coberta a mesa simples, onde o amor é o tempero principal, porque o alimento foi colhido no quintal.

Qual nós plantamos com tanto carinho, onde preparo é sobre a receita antiga, que minha avó passou de geração pra geração.


Quando o frango com quiabo é prato principal na hora da refeição.

Porquê um caipira nato não trás na alma o luxo, também não abre mão de sua tradição.

Que os dias sejam de paz e que a alma seja coberta de alegria.

Feito comida caseira feita no fogão a lenha, logo no início do dia.

E que o abraço seja igual o abraço dê vó, que até a alma contagia.

Feito a voz do silêncio que declama as mais lindas poesias.

Que o dia seja bonito, trazendo de ontem a paz e alegria.

Que homem tenha inteligência para viver em harmonia.

Para assim igual a eu, também ver o tempo passando devagar com tamanha sabedoria.

Bom dia meu povoooooo

Um abençoado final de semana para todos vocês


Povo do meu agrado



Povo do meu agrado 




Direto da feira do Croatá,

Neguinho mostra seu valor,

trazendo queijo fresquinho,

feito com cuidado e amor.

 

Na banca tem qualidade,

tradição e bom atendimento,

quem prova leva o sabor

guardado no pensamento.

 

(Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.)

 

DIA DO POETA DA LITERATURA DE CORDEL- POETAS & MENESTRÉIS Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA DO POETA DA LITERATURA DE CORDEL

POETAS & MENESTRÉIS

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

Sou um poeta. Imagino que minhas lavras são "cliques" do inconsciente...

Acredito, até, que não precisaria, sequer de uma vírgula, para me expressar!

Saúdo todos que se inspiram: os repentistas, violeiros, menestreis, todos com seus poemas e cantos, mostrando suas paixões e frustrações...



Obs.: Eu e o grande poeta/repentista Oliveira de Panelas. O crítico musical, Literário e escritor Luiz Américo Lisboa Júnior, e um português estudio (não lembro o nome). Feira do livro em São Luís). Curador da feira foi nosso grande poeta Celso Borges (in memoriam).

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 01.08.2026.SÃO LUÍS-MA)


Promessa sem oração e sem vela... Por Hélcio, o poeta do vento!

Promessa sem oração e sem vela...

Por Hélcio... O poeta do vento!


Acabo de chegar da feira e do supermercado... Tudo caro...

No Matheus, já viram!... Tudo caro... Até a cebolinha, o alho: tudo caro!... O alho, mais caro que a cara!

Ao chegar em casa, vi uma promessa sem vela. Sem oração... Só promessa:

- “O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, reforçou ontem a parceria com Pirapemas durante agenda ao lado de lideranças da região. Na ocasião, destacou investimentos realizados em parceria com o Governo do Estado e anunciou que pretende concluir a nova estrada que ligará Pirapemas ao município de Coroatá, considerada uma obra estratégica para o desenvolvimento da região.”... Li a notícia no blog do Caio...

E a Roseana?... Tá também aparecendo como a promesseira... Já passou pelo Senado duas ou três vezes - Nem mais sei!... - E nem sei o que, realmente, fez...

Mas ela, se pensando bem, é bem melhor do que Weverton  e do que a Eliziane...

Porém, se há muitos outros candidatos, há muitos outros bem mais leve que eles três... Ufá!... Muda Maranhão!!!... 

Meu nome é Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio...


sexta-feira, 31 de julho de 2026

A Verdade Não Tem Medo



Minha alma não tem CPF...

Devo voltar com a minha coluna: preciso escrever mais - mergulhar nas letras!

Onde devo deixar minha alma?... Ela sabe caminhar sozinha, pelos mares salgados e palas águas doces. Sairá por aí, escrevendo poesias!...

Depois a gente se encontra, por aí... mais tarde...,  na solidão da vida! 

A história vive 

Os fatos não podem continuar em águas de falsas verdades como aquela “história” daquele “estadista” que durante 21 anos serviu à ditadura militar, sendo até presidente do partido de sustentação do regime, e, hoje, é consagrado pela grande mídia como o DEUS da DEMOGRACIA... A história não se muda com um toque de mágica... A história é a história... não se apaga!...

Lágrimas do tempo

O tempo vacila, / Vejo-o chorar / Lágrimas que descem / Que brotam chorosas do seu olhar / O choro triste de um tempo que chora / Saudades daquele passado que ficou / Amor ardente que não mais com ele mora / Herança de uma grande paixão, que o vento levou...

Quem vota pra senador?...

A eleição mais importante deste ano é a de senador. A renvação é de dois senadores por cada Estado... Para o meu Estado eu quero 100% de renovação: nem ele nem ela... E nem a outra que já foi senadora e nunca deu certo...

Flávio vai de Tereza

Tereza Cristina é o nome que Flávio espera para alavancar sua campanha, sobretudo no eleitorado feminino. Se o PP não atrapalhar, será um grande reforço e, quando eleito, Flávio terá uma vice confiável e competente.

Eu sou Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio... 


DIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA -- SANTOS & SINOS - Por Antonio Guimarães de Oliveira poeta e escritor


DIA DE SANTO INÁCIO DE LOYOLA

SANTOS & SINOS

Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

A impressão que tenho é que envelheci repentinamente...

Não faz muito tempo, eu ouvia diariamente o tilintar ou repique dos sinos...

A missa ia começar; o festejo ao "santo ou à santa" era anunciado; morrera alguém - importante ou não; nascera uma criança - pobre ou rica...

Bem, era assim há bem pouco tempo!

Parece que foi ontem que os meus ouvidos eram acostumados com as badaladas, as vezes programadas, outras, de repente!

O que infiro é que o tempo passou e tornou obsoleto esse "belo" costume católico!

Também se passa por minha cabeça, que a fé de muitos tenha diminuído a quase zero, ou então, que a solidariedade tenha sido extinta, tendo em vista a dureza do dia a dia.

Talvez eu seja apenas um saudosista, mas me ocorre um outro "talvez": talvez eu tenha ficado surdo...

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 31.07.2026.SÃO LUÍS-MA).




Poeta Sertanejo - Me vejo feito pobre arbusto sobre as pedras...


Poeta Sertanejo

31 / 07 / 2026



Me vejo feito pobre arbusto sobre as pedras, que clamam ao céu um pingo d'água.

E recebe da pomba uma visita, onde a nobre ave busca alimento.

E canta o seu canto sem saber que alegra minha alma.

O vento uivante esparrama, meus ramos que sofrem sem nada reclamar.

O sol ardente queima minhas folhas, o tempo judia o tempo maltrata.

Chega o final de mais um dia o sol se põe, a terra esfria.

Cinto da noite o frescor, a lua clara tudo ilumina.

Os pingos de orvalho umedecem minhas raízes.

O sonho se faz real, brota a esperança.

De um novo amanhã, que seja ainda melhor que hoje.

Porque um pobre ramo jogado sobre uma pedra sofre e se maldiz.

Buscando te certeza em uma vida incerta.

Quando um inseto não lhe passa de visita.

Se busco suprir minhas forças horas perdidas.

Encontro no sereno da noite, as gotas de acalento sobre a imensa laje da vida.

Bom dia meu povoooooo

Um dia super abençoado para todos vocês


Povo do meu agrado...

 


Na banca da rapadura

tem doçura e tradição,

cada barra bem cortada

adoça o coração.


Ela atende o freguês

com conversa e atenção,

quem compra leva para casa

um pedaço do sertão.


No encontro de quem vende

com quem chega para comprar,

a feira conta histórias

que não podem se apagar.



Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.


Banco do Pai José - Por Hélcio Silva


Banco do Pai José

Hélcio Silva

(14 / 10 / 2018)



Sentado em seu banquinho

De assento, sim senhor!

Tá sentado Pai José

Orando para o Senhor!

 

Pelo Brasil ele ora

Seja lá por aonde anda

Seja mesmo aqui na terra

Ou em luzes de Aruanda!

 

quinta-feira, 30 de julho de 2026

CADEIA PRODUTIVA NUCLEAR - Artigo do Acadêmico: Rubens Barbosa


CADEIA PRODUTIVA NUCLEAR

Acadêmico: Rubens Barbosa*

A consolidação de uma cadeia produtiva nuclear robusta não ocorre de forma espontânea

Cadeia produtiva nuclear

O setor nuclear é caracterizado por alta sensibilidade geopolítica, complexidade tecnológica, rigor regulatório e longos ciclos de investimento. O Brasil domina o ciclo de combustível nuclear e dispõe de uma grande reserva de urânio, ainda pouco explorada. A consolidação de uma cadeia produtiva nuclear robusta não ocorre de forma espontânea. Exige coordenação institucional, continuidade de políticas públicas e, sobretudo, a presença de atores capazes de integrar conhecimento, indústria e Estado.

Quando o desempenho de várias empresas estatais é contestado, com razão, surge um exemplo de como deveria ser o papel do Estado na coordenação e no estímulo de atividades estratégicas com resultados concretos num setor sensível e muito relevante para o Brasil, como o nuclear. Criada com a missão de absorver, desenvolver e transferir tecnologias sensíveis, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul) ocupa uma posição singular no ecossistema nuclear nacional. Ao atuar simultaneamente na engenharia de projetos estratégicos, na gestão do conhecimento e na interface com a indústria, a empresa desempenha um papel que vai além da execução técnica: ela estrutura as bases para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva nuclear com maior densidade tecnológica e menor dependência externa.

No âmbito do Programa Nuclear da Marinha, a Amazul participa da engenharia e integração de sistemas associados ao Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, elemento central para o domínio da propulsão nuclear. Já no campo civil, sua participação no desenvolvimento do Reator Multipropósito Brasileiro reforça sua capacidade de atuar em projetos que combinam pesquisa, produção de radioisótopos e aplicações industriais. Mais do que iniciativas isoladas, esses projetos funcionam como indutores de demanda para a indústria nacional. Ao exigir componentes, sistemas e serviços altamente especializados, criam oportunidades para que empresas brasileiras ingressem ou se qualifiquem para atuar em um dos segmentos mais exigentes do mundo.

A Amazul trabalha também na formação de recursos humanos. Num setor no qual o conhecimento acumulado é um ativo estratégico, a empresa tem investido na capacitação de especialistas em áreas críticas, como engenharia nuclear, materiais, instrumentação e sistemas de controle. Parcerias com universidades e centros de pesquisa, bem como a participação em programas de pós-graduação, contribuem para a formação de uma base técnica capaz de sustentar os desafios de longo prazo do setor. Além da formação direta, há também um processo relevante de transferência de conhecimento para a indústria. À medida que fornecedores nacionais são incorporados a projetos nucleares, tornam-se expostos a padrões técnicos elevados, o que exige investimentos em qualificação, certificação e inovação. Esse movimento contribui para a construção de uma base industrial mais sofisticada e preparada para competir em mercados internacionais.

O setor nuclear brasileiro envolve múltiplos atores – civis e militares, regulatórios e operacionais – cuja coordenação no Brasil é, por natureza, complexa e nem sempre de acordo com o interesse nacional. A empresa funciona como um elemento de integração, contribuindo para alinhar diretrizes estratégicas com a execução técnica dos projetos. Esse papel ganha relevância adicional num momento em que o Brasil discute a expansão de sua matriz energética e a retomada de investimentos no setor nuclear. A existência de uma cadeia produtiva estruturada, com capacidade de atender às demandas de novos projetos, será um fator decisivo para viabilizar essa expansão de forma competitiva.

Algumas áreas ainda poderão ser desenvolvidas em parceria com o setor privado. A mineração submarina surge como uma oportunidade estratégica para o Brasil, dada a riqueza mineral da “Amazônia Azul” e a demanda global por minerais críticos. No entanto, a atividade ainda está em fase inicial, com desafios regulatórios, ambientais e tecnológicos relevantes. O desenvolvimento e a produção de micro reatores nucleares aumentariam a autonomia e reduziriam a dependência de combustíveis fósseis ao fornecer energia contínua para regiões fronteiriças ou operações em alto-mar. O avanço desse setor dependerá de uma estratégia nacional bem estruturada e do desenvolvimento tecnológico, permitindo ao Brasil se posicionar de forma competitiva nessa nova fronteira econômica.

Num cenário internacional cada vez mais competitivo e marcado por disputas tecnológicas, a capacidade de dominar e estruturar setores estratégicos como o nuclear tende a se tornar um diferencial decisivo. Nesse contexto, o papel desempenhado pela Amazul mostra que o Brasil dispõe de um ativo institucional relevante – e ainda em consolidação – para transformar conhecimento em capacidade produtiva e, em última instância, em soberania tecnológica.

Num país sem estratégia clara e sem um projeto de médio e longo prazo, o trabalho desenvolvido pela Amazul reforça a prioridade mencionada para o setor nuclear na Política Nacional de Defesa (PND), com uma clara visão de futuro. As questões espaciais e de defesa cibernética, além de outras prioridades na PND, demandam uma atuação e ação na mesma linha.

*Rubens Barbosa é acadêmico da Academia Paulista de Letras

Publicado no jornal O Estado de S. Paulo/Opinião, em 28 07 2026


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