sábado, 23 de maio de 2026

O POLÍTICO - Por Augusto Pellegrini, escritor e poeta

 O POLÍTICO - III

(Augusto Pellegrini)



Ali estava o velho político,

morto, e além do mais, convicto.

Porém não tão convicto quanto deveria estar,

pois morto é morto, e não tem o direito de se levantar.

Ressureição, paz e anjos!

Será que este velho é santo?

Se não, que mistério é esse,

o que vejo é certo aqui deste canto?

Já me disseram que a morte

não é tão morte, nem clínica,

já me disseram um dia.

Mas pra deixar de ser morte

depois de frio o defunto,

só sendo catalepsia.

Mas estas portas fechadas,

estas janelas de grades

e este pavor no meu estômago

fazem-me saber de pronto

que se não há ainda um morto,

haverá logo um, de emborco.

Além da fome e do engano,

da peste e da baioneta,

também mata e fere o medo,

mata ou muda a consciência.

Não é correto nem justo

que os bons permaneçam mortos

e que este patife defunto

se levante e à vida volte.

Compreendo que não estava morto,

apenas fingindo estava,

talvez pra sentir o gosto

de saber quem o odiava.

E percebeu, nesse dia,

muito embora já o soubesse,

que no velório não havia

um cristão que o conviesse.

Nem lágrimas, nem soluços,

nem adeuses, lenços brancos.

Só eu, curioso inconsciente,

me encontro aqui neste canto.

1988


MILAGRE & DEUS - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


MILAGRE & DEUS

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta



Há um punhal encravado no meu cérebro e um especialista disse-me que é incapaz de retirá-lo!
Está localizado num lugar de delicado acesso que Tu, Deus, criou. Por favor, remova-o. Qual é o entrave?
Enquanto isso, sinto muita dor... Deus, onde estão teus bisturis? Esquecidos em uma estufa ou autoclave?
Vivo perigosamente, como uma louça num peitoril. Um cotovelo qualquer, sobretudo incauto poderá findar-me...
Senhor, estás esperando o quê? Que eu morra e ressuscite, como fizeste com Lázaro?
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 23.5.2026. SÃO LUÍS-MA.

Alquimia do feed - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração

 

Alquimia do feed

Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração

O Brasil, em seus raros momentos de lucidez, já teve uma publicidade que respeitava a realidade. Em sua era de ouro, comunicar era traduzir a engenharia de um produto em benefício concreto, dentro de um pacto silencioso de honestidade em que o produto era o protagonista, o consumidor era tratado como adulto e o criativo apenas iluminava aquilo que já existia.

Hoje, assisto à decomposição de uma ciência nobre sequestrada pela pirotecnia corporativa e, de maneira ainda mais obscena, pela maquiagem estatal.

O país que sonhava produzir riqueza tornou-se especialista em produzir percepção para disfarçar a mediocridade do mundo real. Deixamos de ser a pátria da produção para nos transformarmos no país do feed perfeito.

É comum ouvir que “governos fazem marketing”. Não fazem.

Marketing pressupõe valor real, reputação construída e entrega verificável. O que existe na propaganda política estatal é outra coisa. É a tentativa sistemática de anestesiar a percepção coletiva.

E a indecência mora justamente em fazer isso num país cercado por carências elementares. O cidadão é obrigado a financiar, com o próprio imposto, a engenharia narrativa destinada a convencê-lo de que a deterioração ao redor não passa de pessimismo oposicionista. Não existe nome elegante para isso. Apenas a velha fraude embalada por fotografia cinematográfica, trilha inspiradora e atuação ensaiada.

O ápice desse estelionato estético invade a sala de estar. Peças publicitárias prometem uma espécie de milagre econômico infantil. O fim da escala 6x1 aparece embalado pelo slogan “menos trabalho, mesmo salário, mais vida”, como se produtividade pudesse ser abolida por decreto e riqueza pudesse nascer de locução emocionante.

O mais impressionante não é a fantasia. É a serenidade da encenação. Os vendedores dessa alquimia política empacotam ilusões econômicas com a naturalidade de quem anuncia um novo sabor de refrigerante.

A Bíblia... O Livro de Josué 3



A Bíblia... O Livro de Josué 3

Josué 3

1- Levantou-se, pois, Josué de madrugada, e partiram de Sitim, ele e todos os filhos de Israel; e vieram até ao Jordão, e pousaram ali, antes que passassem.

² E sucedeu, ao fim de três dias, que os oficiais passaram pelo meio do arraial;

³ E ordenaram ao povo, dizendo: Quando virdes a arca da aliança do Senhor vosso Deus, e que os sacerdotes levitas a levam, partireis vós também do vosso lugar, e a seguireis.

⁴ Haja contudo, entre vós e ela, uma distância de dois mil côvados; e não vos chegueis a ela, para que saibais o caminho pelo qual haveis de ir; porquanto por este caminho nunca passastes antes.

⁵ Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã fará o Senhor maravilhas no meio de vós.

⁶ E falou Josué aos sacerdotes, dizendo: Levantai a arca da aliança, e passai adiante deste povo. Levantaram, pois, a arca da aliança, e foram andando adiante do povo.

⁷ E o Senhor disse a Josué: Hoje começarei a engrandecer-te perante os olhos de todo o Israel, para que saibam que, assim como fui com Moisés, assim serei contigo.

⁸ Tu, pois, ordenarás aos sacerdotes que levam a arca da aliança, dizendo: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, parareis no Jordão.

⁹ Então disse Josué aos filhos de Israel: Chegai-vos para cá, e ouvi as palavras do Senhor vosso Deus.

¹⁰ Disse mais Josué: Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós; e que certamente lançará de diante de vós aos cananeus, e aos heteus, e aos heveus, e aos perizeus, e aos girgaseus, e aos amorreus, e aos jebuseus.

¹¹ Eis que a arca da aliança do Senhor de toda a terra passa o Jordão diante de vós.

¹² Tomai, pois, agora doze homens das tribos de Israel, de cada tribo um homem;

¹³ Porque há de acontecer que, assim que as plantas dos pés dos sacerdotes, que levam a arca do Senhor, o Senhor de toda a terra, repousem nas águas do Jordão, se separarão as águas do Jordão, e as águas, que vêm de cima, pararão amontoadas.

¹⁴ E aconteceu que, partindo o povo das suas tendas, para passar o Jordão, levavam os sacerdotes a arca da aliança adiante do povo.

¹⁵ E quando os que levavam a arca, chegaram ao Jordão, e os seus pés se molharam na beira das águas (porque o Jordão transbordava sobre todas as suas ribanceiras, todos os dias da ceifa),

¹⁶ Pararam-se as águas, que vinham de cima; levantaram-se num montão, mui longe da cidade de Adão, que está ao lado de Zaretã; e as que desciam ao mar das campinas, que é o Mar Salgado, foram de todo separadas; então passou o povo em frente de Jericó.

¹⁷ Porém os sacerdotes, que levavam a arca da aliança do Senhor, pararam firmes, em seco, no meio do Jordão, e todo o Israel passou a seco, até que todo o povo acabou de passar o Jordão.

Josué 3:1-17


sexta-feira, 22 de maio de 2026

O Desafio de Encontrar a Saída - Artigo de David Gertner


O Desafio de Encontrar a Saída

David Gertner*

Há momentos em que a liberdade formal permanece intacta, mas as portas disponíveis continuam levando ao mesmo impasse.

21/05/2026


“Quando não somos mais capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos ” — Viktor Frankl

Há momentos em que a pergunta já não é “qual caminho seguir”, mas se ainda existe, de fato, algum caminho.

“A Saída? Onde Fica a Saída?” (1967), peça de Oduvaldo Vianna Filho, sobre o impasse existencial e político de uma geração, ecoa muito além do teatro. Ela atravessa a vida real, silenciosamente, nos instantes em que nos vemos cercados por circunstâncias que não oferecem uma escolha verdadeira — apenas variações do mesmo labirinto.

A ideia de saída sugere movimento, alívio e libertação. Mas, para muitos, em muitos contextos, a saída não está visível. E, às vezes, nem sequer está disponível.

Para quem vive na pobreza, a saída raramente é uma decisão individual. É uma equação complexa de oportunidades ausentes, educação precária e estruturas desiguais. Fala-se em esforço, mérito, superação — mas frequentemente se ignora o quanto o ponto de partida limita o horizonte de chegada.

Em relações abusivas, a saída pode existir, mas vem cercada de medo, dependência emocional, vergonha e insegurança financeira. Dizer “basta sair” é ignorar as correntes invisíveis que mantêm alguém preso muito além do que se vê. A pessoa olha para a porta, sabe que ela existe, mas não sabe como pagará o aluguel no mês seguinte. A saída está ali — mas cobra um preço que, naquele momento, ela não pode pagar.

No trabalho, muitos permanecem em ambientes tóxicos não por escolha, mas por necessidade. Contas a pagar, responsabilidades familiares, ausência de alternativas. Nesses casos, sair não é apenas uma decisão — é um risco.

Em contextos de opressão política ou social, a própria ideia de saída pode ser ilusória. Quando o sistema limita as possibilidades, resistir custa caro — e fugir nem sempre é possível.

Em escala diferente, o drama é o mesmo: a porta existe, mas as condições concretas de atravessá-la permanecem insuficientes.

Temos de proteger nossas crianças. Urgente! - Artigo de Renata Abreu, deputada federal


Temos de proteger nossas crianças. Urgente!

Renata Abreu*

21/05/2026

Existe algo profundamente errado em uma sociedade que não consegue proteger suas próprias crianças. E talvez a maior tragédia do nosso tempo seja perceber que estamos nos acostumando com o horror.

Nos últimos dias, assistimos estarrecidos ao caso de um menino de 11 anos encontrado morto dentro de casa, em São Paulo, depois de permanecer acorrentado, desnutrido e submetido a torturas pelo próprio pai, com a cumplicidade da madrasta e da avó. Um menino machucado, isolado, fora da escola e privado da própria infância.

É impossível não sentir revolta diante de uma barbaridade dessa dimensão. Mas também é impossível ignorar uma verdade ainda mais dolorosa: esse menino não é um caso isolado. Ele representa milhares de crianças brasileiras cercadas por medo, abandono e violência.

A Bíblia... O Livro de Josué 2


A Bíblia... O Livro de Josué 2

Josué 2

¹ E Josué, filho de Num, enviou secretamente, de Sitim, dois homens a espiar, dizendo: Ide reconhecer a terra e a Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e dormiram ali.

² Então deu-se notícia ao rei de Jericó, dizendo: Eis que esta noite vieram aqui uns homens dos filhos de Israel, para espiar a terra.

³ Por isso mandou o rei de Jericó dizer a Raabe: Tira fora os homens que vieram a ti e entraram na tua casa, porque vieram espiar toda a terra.

⁴ Porém aquela mulher tomou os dois homens, e os escondeu, e disse: É verdade que vieram homens a mim, porém eu não sabia de onde eram.

⁵ E aconteceu que, havendo-se de fechar a porta, sendo já escuro, aqueles homens saíram; não sei para onde aqueles homens se foram; ide após eles depressa, porque os alcançareis.

⁶ Porém ela os tinha feito subir ao eirado, e os tinha escondido entre as canas do linho, que pusera em ordem sobre o eirado.

⁷ E foram-se aqueles homens após eles pelo caminho do Jordão, até aos vaus; e, havendo eles saído, fechou-se a porta.

⁸ E, antes que eles dormissem, ela subiu a eles no eirado;

⁹ E disse aos homens: Bem sei que o Senhor vos deu esta terra e que o pavor de vós caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desfalecidos diante de vós.

¹⁰ Porque temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Siom e a Ogue, que estavam além do Jordão, os quais destruístes.

¹¹ O que ouvindo, desfaleceu o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos céus e embaixo na terra.

¹² Agora, pois, jurai-me, vos peço, pelo Senhor, que, como usei de misericórdia convosco, vós também usareis de misericórdia para com a casa de meu pai, e dai-me um sinal seguro,

¹³ De que conservareis com a vida a meu pai e a minha mãe, como também a meus irmãos e a minhas irmãs, com tudo o que têm e de que livrareis as nossas vidas da morte.

¹⁴ Então aqueles homens responderam-lhe: A nossa vida responderá pela vossa até à morte, se não denunciardes este nosso negócio, e será, pois, que, dando-nos o Senhor esta terra, usaremos contigo de misericórdia e de fidelidade.

¹⁵ Ela então os fez descer por uma corda pela janela, porquanto a sua casa estava sobre o muro da cidade, e ela morava sobre o muro.

¹⁶ E disse-lhes: Ide-vos ao monte, para que, porventura, não vos encontrem os perseguidores, e escondei-vos lá três dias, até que voltem os perseguidores, e depois ide pelo vosso caminho.

¹⁷ E, disseram-lhe aqueles homens: Desobrigados seremos deste juramento que nos fizeste jurar.

¹⁸ Eis que, quando nós entrarmos na terra, atarás este cordão de fio de escarlata à janela por onde nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo a teu pai, e a tua mãe, e a teus irmãos e a toda a família de teu pai.

¹⁹ Será, pois, que qualquer que sair fora da porta da tua casa, o seu sangue será sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo, em casa, o seu sangue seja sobre a nossa cabeça, se alguém nele puser mão.

²⁰ Porém, se tu denunciares este nosso negócio, seremos desobrigados do juramento que nos fizeste jurar.

²¹ E ela disse: Conforme as vossas palavras, assim seja. Então os despediu; e eles se foram; e ela atou o cordão de escarlata à janela.

²² Foram-se, pois, e chegaram ao monte, e ficaram ali três dias, até que voltaram os perseguidores, porque os perseguidores os buscaram por todo o caminho, porém não os acharam.

²³ Assim aqueles dois homens voltaram, e desceram do monte, e passaram, e chegaram a Josué, filho de Num, e contaram-lhe tudo quanto lhes acontecera;

²⁴ E disseram a Josué: Certamente o Senhor tem dado toda esta terra nas nossas mãos, pois até todos os moradores estão atemorizados diante de nós.

Josué 2:1-24


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Canibalismo fiscal - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


Canibalismo fiscal

Alex Pipkin, PhD em Administração

O debate fiscal brasileiro adquiriu uma estranha assepsia burocrática. Fala-se sobre dívida, déficit e juros como médicos discutindo colesterol diante de um paciente em falência múltipla dos órgãos.

O país atravessa uma deterioração fiscal contínua, mas parte relevante da elite política e intelectual parece acreditar que tudo ainda pode ser administrado com mais arrecadação, mais endividamento e mais retórica emocional.

O que testemunhamos em Brasília já ultrapassou a esfera da irresponsabilidade técnica e entrou no território mais perigoso da decadência; o da normalização do desequilíbrio.

A maior fraude intelectual da política econômica contemporânea foi transformar prudência fiscal em sinônimo de insensibilidade social, enquanto o endividamento permanente passou a ser embalado como virtude humanitária. Gastar o que não se tem se transformou em demonstração de empatia. A conta futura foi moralmente terceirizada.

O dinheiro, porém, é agnóstico. Não se emociona com discursos palacianos, não lê manifestos partidários e tampouco se curva à liturgia emocional do populismo.

DIA DA LÍNGUA NACIONAL E DIA DO PROFISSIONAL DE LETRAS - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA DA LÍNGUA NACIONAL E DIA DO PROFISSIONAL DE LETRAS

Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

A língua portuguesa - nossa língua pátria, é uma herança preciosa que nos conecta a nossa raiz lusitana e latina.
Desde a tenra idade, o contato com livros e a curiosidade sobre a fabricação e/ou confecção e/ou criação deles, despertaram em mim um amor profundo pela língua portuguesa.
Ao longo do tempo, grandes escritores portugueses e brasileiros dominaram a língua portuguesa, criando obras-primas que continuam a inspirar e influenciar a literatura contemporânea.
Luiz Vaz de Camões, autor de "Os Lusíadas", é um exemplo notável de domínio da língua portuguesa.
Outro fenomenal, o incomparável, Padre Antônio Vieira conseguiu transmitir mensagens profundas e complexas de forma clara e acessível, utilizando a língua portuguesa de maneira magistral. Seus sermões são um testemunho da capacidade da língua portuguesa de expressar ideias e emoções de forma rica e variada.
Outra sumidade, trata-se do maranhense Manuel Odorico Mendes, nome que se destaca na história da literatura e da língua portuguesa. Seu domínio da língua foi tão profundo que ele conseguiu realizar uma das tarefas mais desafiadoras da tradução literária: traduzir a Ilíada e a Odisseia, de Homero, do grego para a língua portuguesa.
Fernando Pessoa, o poeta dos heterônimos, também é um exemplo de como a língua portuguesa pode ser usada para criar metáforas e imagens poderosas.
No Brasil, a mistura de línguas indígenas, notadamente, a tupi, além de dialetos africanos com a língua portuguesa, deram origem a uma rica e diversificada literatura.

Othelino e Camarão - por Hélcio Silva


Othelino e Camarão

Hélcio Silva

21 / 05 / 2026

Coloquei as minhas asas e saí voado por aí...

Agora é assim... faço meu trabalho com as asas de um bem-te-vi... desço onde quero!

Encontrei um camarão à beira do mar, com o rabo nas águas salgadas... batendo palmas para Iemanjá... que surgia.. lá de longe.. carregando menininha da Ponta da Areia...

Do alto, bem na elevação das nuvens, surgia D. Sebastião, que, também, queria saber das últimas novidades sobre o ato judiciário que barrou o empréstimo bilionário que o governo Carlos Brandão queria contratar para endividar, ainda mais, o Maranhão. Aquele que foi aprovado recentemente pela base governista a mando do Palácio dos Leões.

Sobre o que queria o Brandão... o tiozão do bebezão... Ufa!

Felipe e Othelino disputavam, aos empurrões, de quem seria a preferência da notícia bomba que poderia noucautear o Brandão, tristemente escondido nas colinas...  

Aos empurrões, o Camarão, mais novo que o Othelino, passou à frente e deu a notícia:

“O Empréstimo de quase R$ 3 bilhões de Brandão foi suspenso pela Justiça! O Maranhão não pode pagar a conta de um empréstimo bilionário pensado para servir a um projeto político familiar.

Dinheiro público tem que servir ao povo, não a projeto de poder. Parabéns, deputado Rodrigo Lago, pelo trabalho e vitória!”

O Othelino não perdeu a estribeira e, animado pela Ana Paula, reforçou a notícia com mais substantivo, mais adjetivos, mais verbos... porém, com menos interjeição ao perceber um Brandão quase morto politicamente.

Othé... viu Brandão sufocado nas colinas...  E leu a outra notícia:   

“A Justiça barrou o empréstimo bilionário que o governo Carlos Brandão queria contratar para endividar, ainda mais, o Maranhão. Aquele que foi aprovado recentemente pela base governista a mando do Palácio dos Leões.

A decisão do juiz Douglas de Melo Martins, da Vara de Interesses Difusos, atende a uma ação popular proposta pelo deputado Rodrigo Lago e representa uma importante vitória para o povo maranhense.

Não podemos permitir que o Maranhão fique refém de mais dívidas, enquanto faltam investimentos e transparência na aplicação dos recursos públicos.

Seguimos vigilantes na defesa do dinheiro do povo e da responsabilidade com o futuro do nosso estado”

Meu nome é Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio


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