segunda-feira, 9 de março de 2026

Soberania para ditadores Alex Pipkin, PhD em Administração - blog do Hélcio Silva - https://blogdohelciosilva.blogspot.com/


Soberania para ditadores

Alex Pipkin, PhD em Administração

A Venezuela conviveu por mais de uma década com aquilo que os covardes chamam de “processo político complexo” e que qualquer ser humano minimamente honesto reconhece como ditadura, autoritarismo, assassinatos em massa, tortura, perseguição política, censura e miséria.

Nada disso é segredo. Nada disso é interpretação. É fato bruto, documentado, vivido, sobretudo pelos venezuelanos, esses personagens invisíveis sempre que a esquerda resolve discursar sobre princípios elevados.

Não há nenhuma novidade nisso. Essa turma de doentes ideológicos acredita, com convicção quase religiosa, ser cognitivamente mais esclarecida e moralmente superior; razão pela qual se sente autorizada a relativizar cadáveres em nome de abstrações.

Tenho olhos, tenho ouvidos e, confesso, tenho estômago fraco para escutar sectários ideológicos, marxistas assumidos, outros enrustidos, militantes disfarçados de jornalistas e apedeutas com diploma, invocarem, com ar grave e indignação performática, palavras como soberania e direito internacional para condenar a captura de um ditador sanguinário. A cena é grotesca. Dá vontade de vomitar não pela discordância, mas pela hipocrisia moral escancarada.

E o povo venezuelano? Um detalhe inconveniente. Um ruído estatístico. Um efeito colateral aceitável. A realidade, porém, insiste em falar por si. Um país que já foi rico graças às suas reservas de petróleo, com cerca de 29 milhões de habitantes, viu mais de um terço de sua população abandonar a própria terra. Não foi turismo ideológico. Foi fuga. Da fome, do medo, da ausência absoluta de horizonte. Países não se esvaziam assim quando estão “exercendo soberania”.

A Venezuela transformou-se num antro de corrupção, violência e miséria.

Ainda assim há quem fale em soberania para proteger um ditador que frauda eleições, se mantém no poder pela força, corrompe instituições e assassina o próprio povo, seja com balas, seja com escassez, seja com a supressão sistemática das liberdades. Um narcotraficante, cercado por uma elite militar apodrecida, sustentado por um Estado pesado, intervencionista e criminoso. Para essa turma, o problema nunca é o tirano. É sempre “o outro”. O inimigo externo. A velha desculpa retirada da cartilha da ideologia do fracasso.

Confesso: dormi e acordei no mesmo mood. Indignação lúcida, desprezo intelectual intacto.

Vejo algo que muitos preferem negar, que os venezuelanos vibraram de verdade com a possibilidade do fim da tirania bolivariana, essa farsa travestida de redenção social. Vibraram porque esperança, quando reprimida por tempo demais, explode. Vibraram porque sabem, na carne, o que significa viver sob um regime que destrói tudo o que toca.

Não sou ingênuo. Nada será fácil. Os bolivarianos “do bem” são muitos, e grande parte deles veste farda. A força armada bolivariana não é um detalhe institucional; é um pilar do regime. A saída exigirá negociação, reconstrução e, sobretudo, um novo governo venezuelano, não tutelado, não fantoche, com coragem real para arrumar a casa devastada. Tarefa hercúlea.

Trump, goste-se dele ou não, fez o que a diplomacia costuma evitar: enviou uma mensagem clara. Regimes de esquerda autoritários nas Américas não são intocáveis. Isso explica a histeria moral seletiva dos defensores de ditadores de estimação.

Não por acaso, Lula — amigo histórico e defensor público do tirano bolivariano Nicolás Maduro — chegou a se oferecer como interlocutor e negociador. Foi prontamente descartado. Lula nunca quis uma Venezuela verdadeiramente democrática. Evidente que Trump não precisava de mediadores comprometidos com a tirania.

Viajei muito pela Venezuela. Convivi com venezuelanos. Não falo por abstração nem por meio de chavões. Falo de pessoas reais, inteligentes, trabalhadoras, esmagadas por um Estado corrupto. Como eu gostaria que os ares da liberdade individual e econômica voltassem a pairar sobre aquela nação maravilhosa.

Se existe agora um fio de esperança, ele não nasce da diplomacia, nem da democracia retórica, nem das palavras bom-mocistas de militantes travestidos de analistas e cientistas políticos. É preciso recusar que a tirania seja tratada como princípio. Que o socialismo fracassado e sangrento ceda lugar ao trabalho, à produção, à prosperidade.

Que fique claro que quem chora a queda de um tirano mais do que os crimes que ele cometeu não defende soberania alguma.

Defende apenas o próprio fanatismo, esse vício moral que transforma tiranos em causas, cadáveres em estatística e a barbárie em virtude política.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Congresso promulga emenda que libera acúmulo de cargos para professores


Congresso promulga emenda que libera acúmulo de cargos para professores

Da Agência Senado (19/12/20)13h24

Fonte: Agência Senado


Senado
 

O Senado aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (10), em primeiro e segundo turno, a proposta de emenda à Constituição que permite ao professor acumular um cargo remunerado com outro, de qualquer natureza. A PEC 169/2019 vai à promulgação. 

A Constituição já permite acumular dois cargos de professor do ensino público ou um cargo de professor com outro de técnico ou científico, mas segundo o relator, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), "falta clareza” na redação atual. Ele manteve o texto apresentado pelo autor, deputado Capitão Alberto Neto (PL-AM).

— Seria muito bom se a remuneração fosse suficiente para a dedicação exclusiva, mas, infelizmente, não é. Todo mundo conhece a situação do professor brasileiro. Vamos dar a oportunidade de o professor trabalhar em outros cargos, desde que haja compatibilidade de horários — disse o relator. 

O senador Cid Gomes (PSB-CE) apontou que a proposta permitirá aos professores acumular também um cargo administrativo além de dois de professor, mas ponderou que o ideal seria não haver necessidade disso. Ele afirmou: “O ideal é que não fosse necessário.”

Weverton Rocha (PDT-MA) reforçou que seria melhor que o professor tivesse um salário digno e não precisasse acumular funções, mas, diante da realidade, manifestou apoio à proposta como forma de beneficiar esses profissionais.

— Como não temos essa condição, voto, sim, para que possa ter essa possibilidade de buscar um segundo emprego e complementar sua renda — disse.

Votação célere

De acordo com as regras regimentais, uma PEC deve passar por cinco sessões de discussão em primeiro turno e por três sessões de discussão em segundo turno. A sessão desta quarta seria a segunda de discussão em primeiro turno, mas senadores aprovaram requerimento de calendário especial, o que permitiu uma votação mais rápida.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado


terça-feira, 25 de novembro de 2025

Meu Pai, eu te amo com cada parte de mim - Marcelo Araújo


Meu Pai, eu te amo com cada parte de mim

Marcelo Araújo

Hoje, compartilho com dor, mas também com muito amor, algumas palavras sobre Jersan Araújo — meu pai, jornalista, guerreiro.

José Jersan Raimundo dos Santos Araújo nasceu em 5 de junho de 1945, no povoado Olinda dos Aranha (São João Batista, MA). Desde muito jovem, sua vida se entrelaçou com a comunicação. Ainda na adolescência, ele trabalhou como taquígrafo na Câmara Municipal de São Luís e, pouco depois, começou no Jornal Pequeno como repórter.

Sua carreira foi marcada por coragem, integridade e um profundo compromisso com a verdade.

Trabalhou em diversos veículos importantes — jornais impressos como Jornal de Hoje, Folha do Maranhão, O Debate, O Jornal, Jornal Pequeno, e também em rádio e TV. Mesmo durante a ditadura militar, ele não se calou: denunciou injustiças, investigou, escreveu com ousadia.

Em 2007, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Luís o homenageou como “Jornalista que Marcou Época” — um reconhecimento de sua independência, bravura e competência.

Como pai, ele sempre levou toda a família a acreditar no poder das palavras para transformar, para dar voz aos que não têm, para fazer a diferença. Sua visão era clara: jornalismo é mais do que uma profissão, é uma missão — servir à sociedade, expor o que está errado, dar luz aos que muitos preferem esconder.

Agora, enquanto ele está na UTI, sinto todo o peso da vida, mas também a força que ele me ensinou a ter. Quero que saibam: o legado dele vive — nas reportagens, nas lutas, na sua ética. E, sobretudo, em mim.

Pai, eu te amo com cada parte de mim. Que esse texto seja uma pequena homenagem, mas também um lembrete: sua voz permanece, eternamente.

Marcelo Araújo



Jersan Araújo 


domingo, 16 de novembro de 2025

Meus olhos castanhos - Hélcio Silva (16 / 11 / 2025)


Meu poema de hoje


 

Meus olhos castanhos

Hélcio Silva

16 / 11 / 2025

 

Meus olhos castanhos,

De encantos tamanhos,

Não são mais castanhos

E perderam seus sonhos

 

Minha boca não mais fala

Miinha garganta cala...

Silêncio!

Meu canto não mais canta a liberdade...

Nem exalta o Direito

 

O silêncio me cala...

O meu grito está preso...

Só a ditadura fala, grita... e faz tudo acontecer

*****

Meus olhos castanhos,

De encantos tamanhos,

Não são mais castanhos

E perderam seus sonhos


sábado, 1 de novembro de 2025

"A tacacazeira de olhos ternos e largo sorriso" - Texto/crônica


"A tacacazeira de olhos ternos e largo sorriso" 


Por Alcinéa Cavalcante 

(Acadêmica da Academia Amapaense de Letras)

 30/05/24

Dona Mangabeira era uma negra de olhar límpido, sorriso largo e dentes tão brancos como os guardanapos de algodão que ela mesma fazia para cobrir as panelas. 

Foi uma das primeiras tacacazeiras da cidade. Era do bairro da Favela. Sua banca (naquele tempo não tinha os carrinhos de hoje) era montada na esquina da rua Leopoldo Machado com avenida Almirante Barroso. De longe se sentia o cheiro do tucupi. Esse cheiro dava água na boca atraindo tanta gente para sua banca. O camarão era vermelhinho e o jambu treme-treme.

Aos domingos, a movimentação era bem maior. Era parada obrigatória de quem passava por ali para ir ao estádio Glicério Marques assistir aos clássicos da época.

A todos – autoridade ou peão – Mangabeira atendia com alegria, contava histórias, fazia o tacacá do jeitinho que o freguês pedia.

– Mais goma ou tucupi? Quantas colheres de pimenta? Quer mais jambu?

E o freguês ia dizendo como queria. 

De muitos ela sabia o gosto e já nem perguntava. 

Contava que meu pai, o poeta e jornalista Alcy Araújo, era o único que tomava tacacá sem goma.

Mangabeira tinha um carinho especial pelas crianças. Para elas servia o tacacá em cuia menor e nada de pimenta. Às vezes um moleque mais ousado pedia que ela colocasse um pinguinho. E ela, cheia de doçura, respondia: “Meu filho, criança não come pimenta”. E o moleque não insistia. O convencimento, tenho certeza, não era pelas palavras, mas pela doçura com que ela falava.

 Além de tacacazeira, Mangabeira era excelente lavadeira. Daquelas que botava a roupa “pra quarar” e engomava usando ferro a carvão. Era também benzedeira, tirava quebranto de criança, fazia banho de cheiro pra curar gripe, catapora e sarampo e chás e garrafadas pra todos os tipos de males.

Mangabeira era uma imagem forte na paisagem do meu bairro e é uma das belas recordações da minha infância.


"Tudo fora do lugar" Por Adaury Farias (Acadêmico da Academia Amapaense de Letras)


"Tudo fora do lugar"

Por Adaury Farias 

(Acadêmico da Academia Amapaense de Letras)

04 /0 4 /20 24

Um amigo perguntou, cortesmente, como eu estava. 

Senti uma vontade enorme de desabafar... 

Mas, como ele poderia pensar que eu estivesse demente, 

Vacilei um pouco e assumi o risco. 

Não me contive e me pus a falar: 

Meu papagaio me aporrinha se queixando de dor de dente 

O galo do vizinho que me acordava de madrugada, 

Agora canta desafinado como uma galinha d’angola 

Disputando sinfonia com o Sabiá da mangueira. 

Até a perereca que vivia coaxando quando chovia

E fazia banquete com grilos, mariposas e muriçocas, 

Está do tamanho dum sapo boi com a ração dos cães da dona Sônia. 

Pior é o gato safado da Marta que, não caça mais rato ou barata. 

Depois que ralhei com ele, vira e mexe o doido mija no meu sapato. 

E, no meio da madrugada, o bandido saltita de propósito

Na frente do sensor de alarme da garagem pra que ele dispare 

Só pra me acordar e, quando olho pela câmera, ele está lá balançando o rabo, 

Parece a Anita no carnaval de Olinda. 

Não, não tô bem. 

Como poderia estar se tudo parece fora do lugar? 

Fora isso, só o Diazepam que parei de tomar.


sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Crônicas da Cidade - Tá na hora de fazer a lição de casa - Por Antonio Penteado Mendonça


CRÔNICAS DA CIDADE


Por Antonio Penteado Mendonça*

31 de outubro de 2025


Tá na hora de fazer a lição de casa

O Brasil, os brasileiros e brasileiras não aguentam mais o ritmo da nossa navegação. A canoa acelerou e perdeu as estribeiras, está descendo corredeira na velocidade de lancha com motor para puxar sky.

Eu sei, sky está fora de moda, o esporte hoje é outro, mas isso não invalida a colocação. O que fazem com o Brasil assusta vampiro e espanta fantasma, enquanto quem devia zelar pela coisa pública, ou boa parte deles, não tem muita certeza do que é público e do que é privado.

A tranquilidade com que mandam asfaltar estradas que servem suas fazendas é no mínimo indecorosa, mas faz parte da rotina mais velha entre as muitas rotinas dos malfeitos nacionais. Quem pode, pode, quem não pode, paga a conta. Que o diga os mais de um bilhão de reais que o governo sacou das contas públicas para indenizar os aposentados tungados no escândalo do INSS, sem que tenha um diretor de associação, sindicato ou outro tipo de entidade desonesta indiciado.

Não tem e no fogo baixo que mantém a água fria, o tempo escorre, daqui a pouco aparece outro escândalo e lá se vão ralo abaixo 6 bilhões de reais lindamente tungados de quem não tinha nada com isso.

Mas este é só um exemplo, tem outros, como 5 mil obras inacabadas espalhadas pelo país. Uma boa parte já deve estar inclusive deteriorada além da capacidade de recuperação. “Assim que é bom, agora precisa fazer outra licitação, contratar gente nova para resolver o problema antigo, sem que ninguém se preocupe em saber o que aconteceu e por que a obra não foi concluída”.

O país não aguenta mais, a população não aguenta mais. Está na hora de fazer a lição de casa e começar a botar ordem na bagunça. Se não acontecer isso, vamos fazer uma adaptação livre da famosa frase de Winston Churchill: “Nunca tão poucos roubaram tanto de tantos”.

*Antonio Penteado Mendonça é Advogado, formado pela Faculdade de Direito Largo São Francisco, com pós-graduação na Alemanha e na Fundação Getulio Vargas (FGV). Provedor da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (2017/2020), atual Irmão Mesário da Irmandade, ex-presidente e atual 1º secretário da Academia Paulista de Letras, professor da FIA-FEA e do GV-PEC, palestrante, assessor e consultor em seguros.

 

ENCONTRO COM O REAL - Artigo de José Renato Nalini, acadêmico da Academia Paulista de Letras


ENCONTRO COM O REAL

Acadêmico: José Renato Nalini*

Anima-me uma discreta esperança de que o incrível progresso que se vivencia na China traga um pouco de constrangimento aos nossos maiores que se perdem na busca de interesses personalíssimos e se esquecem de que há um povo sofrido a depender de políticas públicas consequentes e consistentes


Encontro com o real

Visitar a China causa um choque de realidade. Como é que um país com a dimensão territorial do gigante asiático e com uma população de um bilhão e quinhentos milhões de pessoas consegue atingir um nível de progresso que nos deixa aturdidos?

Acredito, como observador modesto e jejuno, que a explicação está no caráter chinês. Confucionismo e taoísmo, ambos milenares, formaram a têmpera de um povo resiliente. Que não teme o trabalho. Que enfrenta as adversidades. Que tem plena consciência de que vontade, foco e determinação produzem milagres.

Sim, é um milagre constatar que em conurbações imensas, maiores do que a maior cidade brasileira – a nossa São Paulo – não têm problema de limpeza. Ruas rigorosamente limpas. Não há papel no chão, nem montículo de lixo em cada reentrância dos logradouros públicos. Há, sim, muito verde. Todos os espaços cobertos de vegetação multicolorida, com predomínio da primavera, a buganvília que ornamenta as bordas de viadutos, de pontes, de avenidas e de todas as elevações na cidade de Shenzen, por exemplo.

É uma cidade inteiramente eletrificada em sua mobilidade. Silencioso trânsito de automóveis e ônibus, com acréscimo de milhões de motos, lambretas e outros veículos desse gênero, que circulam por ruas e também calçadas. Todos se servem deles: mulheres, inclusive idosas. Mães com dois filhos, um à frente, outro à garupa. Tudo a funcionar com base na convicção de que a responsabilidade é de cada um, não do governo.

Antes dos direitos individuais, convertidos em bandeira egoística, os chineses praticam o reverso: os deveres. As obrigações. As responsabilidades. Sabem que uma sociedade se constrói mediante atuação e protagonismo de cada um. Não esperam que tudo “caia do céu” e que o poder público se encarregue de propiciar atendimento a todas as vontades. A China, pela minha observação, pratica o princípio da subsidiariedade, que parece esquecido em nossa terra.

Voltei de uma permanência de dez dias na China, com inveja do povo chinês. Suas UREs, Unidades de Recuperação Energética, parecem mais um laboratório de experiências físico-químicas do que um lugar onde o lixo é transformado em energia. Fiquei pasmo ao constatar que já não existe aquilo que em nossa Pátria é tão abundante que assusta: o excesso de resíduo sólido, fruto de nosso viciado consumismo. Somos a terra do desperdício e da incapacidade de destinação correta daquilo que desperdiçamos.

O convívio do histórico, do tradicional, com as mais avançadas tecnologias, evidenciam que o povo chinês sabe conciliar o respeito às tradições mas não hesita em adentrar no terreno da ciência pura e de sua aplicação para aprimorar o convívio entre os habitantes daquela imensidão. O bilhão e meio de almas que respeita os antepassados, que vive a disciplina pessoal como característica genética, orgulhosa de sua História multimilenar.

Como faz falta uma educação de verdade, que se preocupe não com a memorização de informações, como aqui se faz, mas com o despertar de qualidades sem as quais não há verdadeiro progresso. Progresso não é o desenvolvimento material de que decorrem o egoísmo, a ambição, a competição desenfreada e, infelizmente, o câncer da corrupção. Progresso é formar gerações respeitosas em relação a seus idosos, cônscias de seu compromisso com a História, convictas de que depende de cada um de nós contribuir para melhorar a qualidade de vida para todos. Inclusive para as futuras gerações.

Visitar escolas chinesas e verificar o que ali se vive talvez inspirasse os especialistas em educação, os vendedores de consultoria, os patrocinadores de métodos infalíveis que esbarram na queda de qualidade do ensino e na proliferação de gerações dispersas, desmotivadas, desalentadas e, quanta vez, inúteis para a edificação de uma verdadeira Pátria. Mostraria que a preocupação com a limpeza interna reflete a consciência de que escola é a nossa casa, pela qual respondemos. E que se ela foi construída e é mantida com o dinheiro de todos, maior deve ser a nossa responsabilidade por sua preservação.

Quanto aprendi com a China. Espero continuar a aprender. E anima-me uma discreta esperança de que o incrível progresso que ali se vivencia, traga um pouco de constrangimento aos nossos maiores que se perdem na busca de interesses personalíssimos e se esquecem de que há um povo sofrido a depender de políticas públicas consequentes e consistentes.

*José Renato Nalini, acadêmico da Academia Paulista de Letras

Publicado no Estadão/Blog do Fausto Macedo, em 30 10 2025


DIA NACIONAL DA POESIA - texto de Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

DIA NACIONAL DA POESIA




Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

O dia Nacional da Poesia surgiu em 2015 com a lei número 13.131.

Uma homenagem ao poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade.

Um dos dez maiores poetas do Brasil. Nessa data homenageio todos poetas do Brasil, com o poema de minha lavra.


PERFUMES & DAMAS

– Um momento,

por favor!

– Não vai durar mais

do que...

uma eternidade!

– Está passando a mulher

mais perfumada...

do mundo:

– a dama da noite!

Depois de uma

eternidade

passada...

– Pois não!

– O que desejas?

– Perdão!

– Estou sem voz!

...reticente,

com os olhos,

falou...

– Eu ia dizer-te,

no passado eterno,

o que direi,

agora, na...

eternidade:

– a dama da noite

jamais deixará

de passar!

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 31.10.2025. SÃO LUÍS-MA)

 

O crime manda, e o governo se cala!


O crime manda, e o governo se cala!

Bibo Nunes*

Deputado Federal

A imprensa internacional expõe o fracasso do governo Lula na segurança pública! Após a operação policial no Rio de Janeiro, veículos estrangeiros destacam o avanço das facções que impõem suas próprias leis nas favelas, e criticam o ministro Ricardo Lewandowski por se omitir diante da realidade.

Enquanto o mundo denuncia a força do crime organizado, o DESGOVERNO tenta minimizar o caos, fingindo que o Brasil ainda vive sob controle do Estado de Direito.  

Até a comunidade internacional já percebeu: o crime manda, e o governo se cala!


*Deputado federal do PL-RS, 1° vice-lider do PL, empresário, jornalista e comunicador independente de rádio e TV. Ex-presidente da TVE RS.

 

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