terça-feira, 31 de março de 2026

Os sacerdotes de Cristo - Por Dom Lindomar Rocha Mota - Bispo de São Luís de Montes Belos (GO)


Os sacerdotes de Cristo 

Dom Lindomar Rocha Mota

Bispo de São Luís de Montes Belos (GO) 

*****

Há personagens que não pertencem propriamente ao cânon da Escritura, mas que, por força de sua beleza espiritual, acabam entrando no imaginário cristão como parábolas da alma.  

A grandeza dessas vidas não está apenas em ter partido em busca de Jesus, mas em ter descoberto, ao longo do caminho, que o verdadeiro encontro com o Senhor não se dá exclusivamente no esplendor das estrelas, mas também na obscuridade das feridas humanas. 

O sacerdote é um homem que parte em busca de Cristo e, no curso dessa busca, aprende que o Senhor se deixa encontrar no pobre, no ferido, no cativo, no coração quebrantado, no rosto cansado da humanidade. 

Lucas 4,16-21, ao retomar Isaías 61, oferece o fundamento desta reflexão. 

Jesus entra na sinagoga, recebe o livro, lê o profeta e pronuncia sobre si mesmo a palavra que resume sua missão: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor.” 

Nesse dia, o Verbo encarnado fez mais que interpretar a Escritura, ele a assumiu em sua própria existência. A unção do Espírito o envia para dentro do mundo e das delicadezas humanas, e dá início a um longo processo de cura. 

O sacerdote que o segue não é, antes de tudo, um homem da técnica religiosa, nem um administrador do sagrado, nem um especialista em direito canônico. É, acima de tudo, um homem visitado pelo Espírito e enviado às ruínas da humanidade. Seu futuro não dependerá da repetição dos métodos, mas da verdade de sua configuração com Cristo. 

Pacote de benefícios para servidores púbicos estaduais...

Governo do Maranhão anuncia grande pacote de benefícios para os servidores públicos estaduais

Postado por Hélcio Silva - Leia o texto e veja se todos os servidores estão contemplados.




O governador Carlos Brandão anunciou, nesta segunda-feira (30), um pacote de medidas voltado para os servidores públicos estaduais. Com foco na valorização profissional e no fortalecimento do funcionalismo público, as ações beneficiam mais de 20 mil servidores da administração geral, além de profissionais da educação e da segurança pública.

“Estamos começando a semana com anúncios importantes para quem faz o serviço público acontecer no Maranhão. Estas novas medidas vão garantir valorização para professores da Uema e Uemasul, avanços na segurança pública com reestruturação de carreiras, novos cargos e mais oportunidades de crescimento, além de um aumento histórico para os servidores da Administração Geral, beneficiando cerca de 20 mil profissionais em todo o estado. O Governo segue trabalhando com responsabilidade, diálogo e respeito por quem está todos os dias cuidando da nossa gente”, afirmou Brandão em suas redes sociais.  

Na administração geral, haverá um aumento histórico nos vencimentos básicos de toda carreira do Grupo Ocupacional Atividades de Apoio Administrativo e Operacional (ADO), que varia de 45% a 58%, parcelado, garantindo que recebam acima do salário mínimo, beneficiando um total de 20 mil servidores.  

Também foram anunciados benefícios para os servidores da educação e da segurança pública. Os professores da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) terão aumento de 10% no vencimento básico e a garantia da implementação de 3,5% em julho.  

Reestruturação na carreira dos delegados de Polícia Civil

Na área da segurança, haverá reestruturação dos níveis de carreiras e a concessão de promoções automáticas para os delegados da Polícia Civil, destravando a ascensão funcional, garantindo 10% entre as classes, além de implementar as promoções automáticas.

Brandão fica no poder

PGR rejeita pedido do PCdoB para afastar governador do Maranhão

Carlos Brandão é vítima de perseguição por não entregar o cargo ao vice

30/03/2026

Do Diário do Poder

 

Carlos Brandão, governador do Maranhão, ao lado de Lula - Foto: divulgação.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra o pedido do PCdoB para afastamento do governador do Maranhão, Carlos Brandão, que, segundo seus aliados, tem sido vítima de processo impressionante de perseguição política. A rejeição da PGR ocorreu no âmbito da Reclamação 69.486, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

No parecer, a subprocuradora-geral Claudia Sampaio Marques registra que não há elementos suficientes que comprovem o descumprimento das decisões judiciais que determinaram o afastamento de pessoas ligadas ao governo estadual.

A manifestação aponta que, embora tenham sido apresentadas alegações pelo partido ao qual foi filiado o ex-governador Flávio Dino, atual ministro do STF, que é presidido no Maranhão, os relatos políticos, manifestações públicas e situações administrativas não configuram exercício de função pública nem comprovam desobediência às decisões da Corte.

O parecer também destaca que as decisões judiciais foram formalmente cumpridas, com exonerações e afastamentos devidamente efetivados pelo governo do Estado. A PGR afirma ainda que a caracterização de eventual irregularidade dependeria de instrução probatória, não sendo possível, nos elementos apresentados, configurar descumprimento das decisões judiciais. Sustenta ainda a manifestação que o afastamento de governador é medida de extrema gravidade e exige prova inequívoca, o que, segundo o órgão, não é o caso.

‘Dinistas’ querem o cargo

O caso reflete o ambiente político no Maranhão. O PCdoB, de oposição ao governador Carlos Brandão, após o distanciamento de um grupo político que se autodenomina “dinista”, que seria referência a Flávio Dino. é formado por cinco pessoas que por anos se elegeu, mas perdeu espaço e competitividade no atual governo.

Com esse rompimento, o ambiente político no Estado passou a ser marcado por tensão crescente e pela judicialização das disputas políticas, levadas ao STF, com recorrentes ameaças de afastamento do governador, na expectativa de que Brandão deixasse o cargo para disputar o Senado a fim de abrir espaço à ascensão do vice-governador Felipe Camarão.

A partir do momento em que o governador anuncia que permaneceria no cargo até o fim do mandato, o movimento político se intensifica e se concretiza no pedido de afastamento apresentado pelo PCdoB ao Supremo. O pedido, no entanto, não avançou diante da ausência de provas.

O partido Solidariedade também se manifestou nos autos, informando que as decisões do ministro Alexandre de Moraes já foram devidamente cumpridas. A sigla diverge da tese apresentada pelo PCdoB e sustenta que não há descumprimento das determinações judiciais, requerendo a extinção do processo por exaurimento do objeto.


segunda-feira, 30 de março de 2026

A lógica do atraso - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


A lógica do atraso

Alex Pipkin, PhD em Administração

Chamam de sensibilidade. Eu chamo de rendição.

Nunca tivemos tanto acesso a dados e evidências. Ainda assim, retrocedemos para uma preferência infantil por soluções que não sobrevivem a cinco minutos de realidade. Decide-se pelo que conforta o ego, não pelo que resolve o problema. A economia se transformou num painel de desejos, em que se ignora que ela continua sendo um sistema brutal de causa e consequência.

A vida não opera sobre intenções. Opera sobre incentivos.

Uma vez que o ambiente premia risco e responsabilidade, o indivíduo avança. Não por altruísmo, mas pela ambição legítima de colher o que plantou. Ao fazer isso, arrasta consigo tudo ao redor. O lucro, agora demonizado em grau máximo, é apenas o sinal de que algo útil foi entregue a alguém.

O que vivemos hoje é o triunfo da antítese. Um Estado que chama gastança do dinheiro do contribuinte de direito e financia o delírio com um garimpo tributário permanente. Um manicômio regulatório em que contratar é um ato de coragem. O resultado não é proteção; é escassez organizada.

Nesse cenário, o empreendedor não hesita; ele se retrai. Não calcula expansão; passa a calcular danos. A prudência se transforma em medo, e esse passa a ser a única estratégia possível.

Saudades daqueles tempos!... Hélcio Silva (30 /03 / 2026)


Saudades daqueles tempos!...

Hélcio Silva



(30 /03 / 2026)

São Luís amanheceu hoje com o Sol muito bonito, refrescante com seus raios de Luz para aquecer os cabelos de Iemanjá, a rainha dos nossos mores!

Ah, Iemanjá... Mãe Iemanjá... a vovozinha da menina da Ponta da Areia...

Tenho lembranças dos bons tempos da política, dos grandes debates... Debates de ideias, de Ideais, da cultura do saber político.

Havia Juscelino, Tancredo, Brizola, Ibrahim Abi-Ackel e tantos outros... Que tempo!

Passaram-se os tempos!

Hoje, ao amanhecer deste lindo Sol, abro a janela para receber o escancarar do tempo que se foi, e leio o texto de hoje do meu querido amigo Arthur Virgílio Neto, senador de outros tempos e ex-prefeito de

Manaus...

Que diferença do Arthur (belo senador...) para Weverton e para Eliziane!

Que saudade dos bons tempos do La Roque... Do Henrique de La Roque Almeida!

Clodomir Teixeira Milet... me faz lembrar boas saudades!

Lembro com saudade do então senador Arthur, meu amigo do Amazonas... daqueles tempos!... Não muito longe, prefeito de Manaus.

Leio hoje - 30 / 03 / 2026 - nas redes sociais um texto do Arthur, lembrando de sua recente visita a Belo Horizonte, recordando os bons tempos da política:


“Estive em Belo Horizonte, encontrei queridos amigos e companheiros.

Conversei muito com o culto e honrado Ministro @IbrahimAbi-Ackel, que foi meu colega -e somos amigos firmes até hoje-de Congresso Nacional! Que orador brilhante! 100 anos de idade e fala e pensa como o Ibraim atento de sempre. Estive com meu colega de Senado e amigo, Eduardo Azeredo.

Conversei com o deputado @PauloAbi-Schel e pessoas como o lendãrio goleiro e amigo @Joao Leite. Falei com muita gente. E me pediram que tirasse uma fotografia com essa escultura! Falei que ela e todos os brasileiros democratas ligam tudo de bonito em MG ao meu líder dr. Tancredo Meves, o patrono da democracia brasileira, que me passou lições emocionantes sobre como servir ao meu/nosso Brasil!

Obrigado, mineiras e mineiros, pela acolhida fraterna e encantadora.

Com carinho, Arthur Virgílio Neto!”

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Tenho lembranças e saudades daqueles tempos...

Meu nome é Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio


domingo, 29 de março de 2026

VIVER & LUTAR - Pelo poeta e escritor Antonio Guimarães de Oliveira

 VIVER & LUTAR

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


Realmente faz todo sentido. Viver é uma luta constante entre a alegria e a tristeza. Se você quiser ser legítimo e leal com você mesmo, não crie meio termo, logo porque não deve existir.

A alma humana em sua intrínseca natureza tem de se conhecer para se colocar a serviço de si mesma. Só assim se dispersa a serviço do próximo...

Essa é a grande missão do ser humano: saber de si e dos outros - e, a partir deste porto seguro, fazer as suas incursões fora de si...

É necessário contemplar o belo e o feio, experimentar o doce e o amargo. Uma vez fazendo isso e vendo o antagonismo que há em tudo, ele entende todo o significado da vida - lutar...


(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 29.03.2026. SÃO LUÍS-MA).


A extinção das abelhas - artigo de Ailton Krenak, acadêmico da ABL


A extinção das abelhas

Ailton Krenak*

O Clube da Esquina chega à Academia Mineira de Letras com seu poeta Márcio Borges, criador de obra que conta a saga dos músicos mineiros, seu mano Lô Borges, com a levada de músicos do universo de Beto Guedes, Bituca, Fernando Brant, em uma constelação de gente que canta e dança para suspender o céu, com anúncio de "vento solar e estrelas do mar, um girassol da cor de seu cabelo", uma boa chegada para alegrar a vida e semear poesia. Saudações krenakianas, querido Márcio Borges.

O físico Marcelo Gleiser alerta para o risco de extinção das abelhas como um dos sinais da perda de qualidade do clima global ou mesmo da ruptura dos processos naturais de produção da vida, como até hoje somos grandemente beneficiados. Conclui afirmando que, sem as abelhas, estamos ferrados.

Tenho observado, em várias situações públicas, a pacífica desistência de uma geração inteira quanto a reivindicar o seu tempo —é o que fazem ao aceitar tanta erosão da vida ao seu redor. Como convoca o neurocientista Sidarta Ribeiro, precisamos resgatar a humanidade dos humanos antes que avancemos para uma era de ciborgues sem qualquer humanidade e muito mais inteligentes.

Aqueles que apreciam mapas já sabem, há muito tempo, que o gelo impera no Ártico, sem dúvida. Tive a alegria de conhecer pessoas que vivem no gelo daquela região, onde os interesses da Rússia e dos Estados Unidos se bicam até o limite da intimidade. O povo inuíte já passou por muitos invernos antes de aparecer o primeiro homem branco por lá; sabem viver no "inferno branco", que afasta predadores e curiosos, feitos os totens que postam bem à entrada das suas vilas.

Quem já leu "Caninos Brancos", do aventureiro Jack London, sabe que é uma fria atravessar as grandes planícies. Nesse inverno ártico, os habitantes da região chamada Groenlândia, mesmo com tudo gelado, saíram em marcha para expressar a sua revolta contra a insistente ameaça do presidente americano Donald Trump em comprar ou tomar à força o que chamou de pedaço de gelo.

Insultos à parte, tudo isso nos faz pensar nas abelhas, pequenas, mas indispensáveis à reprodução da vida no planeta Terra, assim como a diversidade de povos e culturas humanas faz das nossas vidas algo muito mais interessante que o jogo de futebol americano, que, sob as ordens do atual chefe da Casa Branca, passará a ser jogado com a cabeça dos seus adversários. Sempre lembrando que, sem as abelhas, estamos ferrados.

Ailton Krenak é acadêmico da Academia Brasileira de Letras

Folha de São Paulo, 29/01/2026


sábado, 28 de março de 2026

O tempo que não voa

 

O tempo que não voa

Hélcio Silva

 28 / 03 / 2026 


Se o tempo tem asas...

Não o vejo mais voar...

Permanece parado, no mesmo lugar...

Com meu coração perdido, a chorar!

Cansado de esperar...

 

Meus braços não são asas...

Por isso não podem voar

E aquele amor perdido...

Não vou mais encontrar...

 

Perdeu-se no éter do tempo

Que jamais vou encontrar

E o que o éter esconde

Nem o éter pode achar...

 

A AGONIA DO RIO MARACU - Texto de Nonato Reis, jornalista e poeta, filho de Viana


 A AGONIA DO RIO MARACU

Texto de Nonato Reis, jornalista e poeta, filho de Viana


O rio Maracu, entre os municípios de Viana e Cajari, é um dos muitos cursos de água doce do Maranhão marcados para desaparecerem do mapa aquático. Poucos rios, no entanto, têm sido tão fustigados pela ação criminosa do homem e do poder público quanto o Maracu.

Há décadas o leito do rio começou a sofrer com a construção de passagens de terra e outras ações danosas. As árvores que protegiam suas margens foram sendo dizimadas, numa escalada progressiva, inexorável. Isso ainda num tempo em que preservação ambiental era um termo dissonante na pauta dos governos e da sociedade civil.

Os anos se passaram, criaram-se leis específicas para a utilização dos recursos naturais; assinaram-se convenções para disciplinar a ação do poder público sobre o patrimônio ambiental; estabeleceu-se o consenso de que as políticas de desenvolvimento não podem desvincular-se da preocupação com o verde. Todo esse cipoal de boas intenções, no entanto, ficou restrito aos manuais e códigos de conduta.

O rio Maracu é uma espécie de fio condutor dos estoques de água doce de Viana. Ele se estende como um canal entre os lagos do Aquiri, na divisa com o município de Matinha; e de Viana, na fronteira com Penalva e Cajari. Decretar sua morte é assinar o atestado de óbito do ecossistema de uma vasta região da Baixada, que se mantém graças a um delicado equilíbrio de enchente e vazante.

Dignidade e moradia - artigo de Dom Walmor Oliveira de Azevedo


Dignidade e moradia

Dom Walmor Oliveira de Azevedo*

28 / 03 / 2026


A dignidade humana é sagrada e, por isso mesmo, inegociável, exigindo que segmentos sociais e governamentais a respeite, com iniciativas capazes de fortalecer os direitos fundamentais de cada pessoa. Na lista irretocável de direitos está o capítulo sobre a moradia, que tem lugar na pauta social e política, também no âmbito da fé e no arcabouço das leis morais. Ao ser cuidadosamente analisada a complexa temática da moradia, pode-se constatar exigências morais importantes: os cidadãos e, particularmente, aqueles que professam a fé cristã têm o dever de ajudar a superar cenários vergonhosos e inaceitáveis relacionados ao déficit de moradia digna. A Campanha da Fraternidade 2026 dedica-se, exatamente, ao tema Fraternidade e Moradia, com indicações que auxiliam cada pessoa a viver uma necessária conversão pessoal e social. O déficit habitacional é uma ferida aberta na sociedade e uma afronta aos ensinamentos da fé cristã: o trabalho para promover moradia digna fundamenta-se na certeza de que cada pessoa é criada à imagem e semelhança de Deus.

Moradia digna é condição essencial para que o ser humano cumpra o seu chamado, realize a meta de sua existência. É preciso compreender a grandeza de cada pessoa com seu direito inerente de ter condições para realizar-se plenamente a partir do dom de si mesmo. A casa constitui cenário essencial para que o ser humano compreenda sua identidade e vocação humana. A moradia digna possibilita a sociabilidade constitutiva do ser humano, fundamentada na relação de origem entre o homem e a mulher, união que constitui a primeira forma de comunhão entre as pessoas. Trata-se de um princípio antropológico relevante na Doutrina Social da Igreja Católica, que compreende a solidariedade como princípio social e virtude moral. A solidariedade, aprendida desde o contexto doméstico, deve iluminar a compreensão, o planejamento e as ações efetivas que buscam transformar a realidade, inclusive promovendo ações capazes de enfrentar o déficit de moradias dignas.

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