quarta-feira, 24 de junho de 2026

Poeta Sertanejo - Quando chovia lá na roça...


Quando chovia lá na roça.. 

Poeta Sertanejo

Quando chovia lá na roça, meu sono era embalado, pelos pingos d'água que caíam no telhado.

Até meu despertador precisava ser acordado.

Geralmente cantava depois que o dia já tinha raiado.

A lenha debaixo do fogão, fazia o braseiro para o café ser preparado.

Uma galocha nós pés, para cuidar do gado.

A natureza agradecia a chuva que cai, deixando os campos molhados.


A siriema cantava com mais alegria, lá no alto do serrado.

As águas cristalinas do pequeno ribeirão, sujas de barro, ficam da cor do chão.

E lá na curva do umbuzeiro, eu pegava bagre de montão.

Hoje tudo isso é lembranças, que igual cachorro perdigueiro vem no rastro.

Dias de folga eu descansava, lá na invernada roçando pasto.


O pouco que eu tinha, era fartura sobre a mesa.

Hoje o muito que ganho, quase não dá para a despesa.

Tudo que eu pego eu gasto, é por isso que a saudade feito cachorro perdigueiro da lembrança vai no rastro.

Hoje pego dinheiro picado, e gasto aos maços.

Aqui na cidade, de tanta saudade já não sei o que faço.

Com humildade eu confesso, em vez do sucesso, só enxergo o fracasso.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


As lições de Buda - Por Luís Lemos


As lições de Buda

Por Luís Lemos*

Em: 23 de junho de 2026

O mundo atual é marcado pela ansiedade, pela pressa e pelos excessos. Em meio a essa inquietação constante, os ensinamentos de Buda continuam surpreendentemente atuais. Há mais de dois mil e quinhentos anos, o príncipe Siddhartha Gautama buscou compreender as causas do sofrimento humano e os caminhos para superá-lo. Suas reflexões atravessaram os séculos porque falam de questões universais que ainda fazem parte da nossa existência. Por isso, compartilho sete lições de Buda que podem nos ajudar a viver com mais serenidade, consciência e compaixão.

1ª lição: “Ao cuidar de si mesmo, você cuida dos outros. Ao cuidar dos outros, você cuida do universo”. Buda ensinava que todos os seres estão profundamente interligados. O cuidado consigo mesmo não é um gesto de egoísmo, mas um ato de responsabilidade. Quando cultivamos equilíbrio, saúde emocional e paz interior, irradiamos esses valores para as pessoas ao nosso redor. Da mesma forma, quando estendemos a mão ao próximo, contribuímos para tornar o mundo um lugar melhor. Pequenos gestos de bondade possuem uma força muito maior do que imaginamos.

2ª lição: “Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho”. Muitas pessoas passam a vida acreditando que serão felizes quando alcançarem determinado objetivo, conquistarem determinado bem ou resolverem determinado problema. No entanto, a felicidade raramente está no destino. Ela habita a caminhada. Está presente nos encontros, nos afetos, nas pequenas alegrias e na capacidade de apreciar o momento presente. Quem vive apenas esperando o amanhã corre o risco de perder a beleza do hoje.

A terra dos inocentes - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


A terra dos inocentes

Alex Pipkin, PhD em Administração

Quanto mais o Estado cresce, mais o mercado é acusado.

Quanto mais decisões são transferidas para Brasília, mais os fracassos são debitados ao capitalismo verde-amarelo. Quanto mais nos afastamos da livre iniciativa, mais a culpamos pelos resultados desse afastamento.

Essa inversão ultrapassou a fronteira do debate econômico. Tornou-se um caso de psicologia social; para não dizer de pura negação da realidade.

Vivemos repetindo que os problemas nacionais decorrem dos excessos do mercado.

Mas olhe em volta. Convivemos com uma carga tributária sufocante, um labirinto regulatório que transforma o ato de empreender numa prova diária de resistência, um Estado que consome parcelas crescentes da riqueza produzida e uma dívida pública que obriga milhões de brasileiros a financiar, por meio de juros elevados, a incapacidade permanente do governo de gastar apenas o que arrecada.

Ainda assim, o réu permanece o mesmo.

Sempre ele: o mercado.

A pergunta inevitável não é se ele é culpado. É de qual mercado estamos falando.

O empresário continua assumindo riscos, investindo capital, empregando pessoas e respondendo sozinho pelos prejuízos.

Do outro lado da mesa, o Estado avança sobre decisões, dita regras, impõe custos e asfixia a autonomia. O nome do dono continua na fachada. O poder de decidir, entretanto, mudou de endereço.

Em muitos casos, o empreendedor transformou-se num gerente terceirizado da própria audácia.

Quando o crescimento desaparece, a culpa continua sendo do mercado.

Quando a produtividade estagna, a culpa continua sendo do mercado.

Quando a dívida explode, a culpa continua sendo do mercado.

O maior triunfo do coletivismo não foi estatizar empresas. Foi estatizar a mentalidade, convencendo indivíduos livres de que os culpados pelos seus fracassos estão sempre do lado de fora e de que as soluções virão do mesmo lugar que criou os problemas.

É por isso que a pobreza perdeu espaço para a desigualdade.

JOÃO & DECAPITADO - por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

 

JOÃO & DECAPITADO



Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

 *****

João Batista, voz que clamava no deserto: "endireitai os caminhos do Senhor; Fazei penitências, porque no meio de vós não conheceis e do qual eu não sou digno de desatar os cordões das sandálias".

João Batista, pregador das penitências, foi decapitado por ordem de Herodes; João Batista, anunciador de Jesus Cristo!

Amém!

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 24.06.2026. SÃO LUÍS-MA).


“Às vezes um instante distante diz tanto…” - Carlos Alberto Lima Coelho, escritor e poeta

 

“Às vezes um instante distante diz tanto…”

 


Carlos Alberto Lima Coelho, escritor e poeta

 ***

Há momentos que ficaram para trás no calendário, mas permanecem vivos na memória. Um olhar, uma palavra, um abraço, um silêncio compartilhado. O tempo passa, as paisagens mudam, os caminhos se transformam, mas certos instantes continuam falando conosco como se tivessem acontecido ontem.

Às vezes, um instante distante diz tanto porque nele estavam guardadas lições, afetos e emoções que nenhuma distância consegue apagar. São fragmentos da vida que o coração arquiva em suas páginas mais preciosas. Quando voltam à lembrança, não retornam apenas como recordações; retornam como mensagens, ensinamentos e sinais de que nada do que foi vivido com amor se perde.

Talvez seja por isso que algumas memórias falem mais alto do que muitas palavras presentes. Elas nos recordam quem fomos, o que aprendemos e, principalmente, quem amamos.

Porque há instantes que passam pelo tempo, mas permanecem para sempre na eternidade da alma.




terça-feira, 23 de junho de 2026

Poeta Sertanejo "Eu sou vento que sopra no pico da serra"


Poeta Sertanejo 

 "Eu sou vento que sopra no pico da serra"

 *****

Eu sou vento que sopra no pico da serra, a água que brota do veio da terra.

Sou da árvore o fruto e a semente, sou a verde pastagem e o murmúrio das águas corrente.

Sou o canto da ave agreste, e o bóia do vaqueiro conduzindo o gado.

Sou a lenha partida, que rachou no corte do machado.

Sou a saudade de quem partiu, mas já queria ter voltado.


Também sou o amor oculto, da linda menina que caiu no meu agrado.

Sou o pobre ramo que nasceu nas pedras, mas pela chuva foi molhado.

Também sou a ave pequena que foge do gavião malvado.

Sou sombra e sol ardente, certeza e a própria ilusão.

Sou o cabo da enxada, que faz calos na mão.

Sou fogo e fumaça, que sobe pelo chaminé do velho fogão.


Sou planície e cerrado, mata fechada e ribeirão.

Sou caboclo que trabalha a terra, sou lembranças e saudades, plantado neste chão.

Aqui eu nasci e fui criado, por isso eu sou o próprio sertão.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês...


Quando a Nau Esquece o Destino - Artigo de David Gertner


Quando a Nau Esquece o Destino

O maior perigo para uma sociedade não é a troca de capitães. É a perda de um destino capaz de sobreviver a eles

David Gertner*

22/06/2026

Nenhuma embarcação atravessa um oceano apenas porque possui um capitão. Antes que as velas sejam abertas e as âncoras recolhidas, existe uma pergunta mais importante do que todas as outras: para onde estamos indo? Dela dependem a rota, os mapas, a distribuição dos recursos e o próprio sentido da viagem. Sem um destino, não existe direção. Sem direção, não existe navegação. Existe apenas movimento. E movimento não é a mesma coisa que progresso.

Os antigos navegadores compreendiam essa distinção intuitivamente. Sabiam que os ventos favoráveis só são favoráveis para quem conhece seu destino. Para todos os demais, são apenas correntes empurrando uma embarcação ao acaso. Talvez a mesma lógica se aplique às sociedades humanas.

Observadas à distância, muitas parecem saudáveis. Os conveses estão cheios, os marinheiros trabalham, os passageiros discutem, os oficiais apresentam planos e os capitães fazem discursos. Tudo parece vivo. Tudo parece avançar. Mas nem sempre está claro se a embarcação está navegando ou apenas derivando. Uma nau pode percorrer enormes distâncias sem se aproximar do porto que justificou sua partida. Pode gastar recursos, talento e energia sem jamais alcançar o futuro que imaginou para si.

O primeiro sinal de que isso está acontecendo surge quando a tripulação passa a dedicar mais atenção ao leme do que aos mapas. A discussão deixa de ser sobre a viagem e passa a ser sobre os viajantes. Já não se pergunta qual futuro se deseja construir, mas apenas quem deve comandar a embarcação. Os debates tornam-se mais apaixonados, as disputas mais intensas e o horizonte desaparece lentamente da conversa. Pouco a pouco, o futuro encolhe. As décadas cedem lugar aos meses, os projetos aos slogans e a navegação à política do instante.

Nesse ambiente, problemas que exigiriam uma geração inteira de esforço passam a ser tratados como se pudessem ser resolvidos por um simples giro do leme. A educação, cujos frutos amadurecem lentamente, torna-se refém da urgência. A segurança passa a depender de promessas. A infraestrutura compete com prioridades imediatas. O planejamento cede espaço à improvisação. Enquanto isso, o casco envelhece, as cordas se desgastam e os instrumentos perdem precisão, mas a atenção continua concentrada na disputa pelo comando.

As grandes travessias da história foram construídas de outra maneira. Os construtores dos grandes portos raramente viveram para ver sua obra concluída. Os arquitetos das catedrais iniciavam projetos destinados aos seus netos. Os plantadores de florestas sabiam que jamais descansariam sob a sombra das árvores que cultivavam. Todos compreendiam uma verdade simples: algumas viagens são maiores do que uma geração.

Por isso, as grandes naus nunca dependeram exclusivamente da qualidade de seus capitães. Dependiam da existência de um destino compartilhado. Os homens encarregados do leme mudavam, os oficiais se aposentavam e os navegadores eram substituídos, mas o porto permanecia. Os mapas eram aperfeiçoados, não descartados. As rotas podiam ser ajustadas, mas a direção da viagem continuava a mesma.

Seria absurdo imaginar uma embarcação atravessando um oceano enquanto cada novo capitão substitui o destino escolhido por outro completamente diferente. Um navegaria para o Oriente, seu sucessor para o Ocidente, o seguinte para o Norte e o próximo para o Sul. Nenhuma nau chegaria a lugar algum. Produziria discursos, conflitos e expectativas. Mas não completaria a travessia.

Talvez essa seja a diferença entre uma embarcação e uma multidão flutuante. A multidão discute permanentemente quem ocupa o leme. A embarcação decide primeiro para onde deseja ir. O capitão existe para conduzir a viagem, não para reinventá-la a cada troca de comando.

Por isso, a pergunta mais importante para qualquer sociedade não é quem governa hoje. Capitães vêm e vão. A verdadeira pergunta é outra: existe um destino? Existe um mapa? Existe um conjunto de objetivos capaz de sobreviver às disputas do presente?

Uma sociedade madura não é aquela que concorda sobre tudo. Isso jamais aconteceu em lugar algum. É aquela que consegue concordar sobre algumas coisas fundamentais: que seus filhos devem receber uma educação melhor do que a que ela recebeu; que suas ruas devem tornar-se mais seguras; que suas instituições devem fortalecer-se com o passar do tempo; que a prosperidade precisa ser construída antes de ser distribuída; que certos objetivos pertencem à nação e não aos governos. Em outras palavras, que existe um porto.

As divergências legítimas dizem respeito à rota. O problema começa quando já não existe acordo sobre o destino ou quando o destino é substituído pela simples alternância dos comandantes. Nesse momento, a deriva se instala. Não como uma tempestade repentina, mas como um lento abandono do horizonte.

E poucas tragédias coletivas são mais perigosas do que essa. Porque uma nau pode sobreviver a ventos contrários, a capitães medíocres e até mesmo a erros de navegação. O que raramente sobrevive é à perda de seu destino.

Quando isso acontece, as velas continuam abertas, o mar continua imenso e a embarcação continua em movimento.

Mas já não está navegando.

Está apenas sendo levada pelas correntes.

*David Gertner, Ph.D. é escritor, ensaísta e professor aposentado. É autor de IA e Eu: A Inesperada Jornada de Liora e David, disponível na Amazon. Atualmente trabalha na conclusão de dois novos livros — A Enciclopédia das Coisas que Nunca Deveriam Ter Acontecido (Mas Aconteceram Mesmo Assim) e As Dimensões do Silêncio e do Tempo — com lançamento previsto para 2026. Seus ensaios exploram temas ligados à memória, identidade, cultura, tecnologia, política, história e condição humana. Mais informações em www.davidgertner.com.


Civilização das fachadas - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração


Civilização das fachadas

Alex Pipkin, PhD em Administração

A grande novidade do nosso tempo não é a hipocrisia.

Hipócritas sempre existiram.

A grande novidade factual é que perdemos o constrangimento da incoerência.

Nunca foi tão fácil defender uma coisa e fazer outra.

Nunca foi tão fácil discursar sobre virtudes sem assumir os custos que elas impõem.

Empresas falam em pessoas, políticos falam em empatia, instituições falam em diversidade, celebridades falam em responsabilidade social.

As palavras estão por toda parte.

O problema começa quando elas encontram a realidade.

A empresa que proclama que pessoas são seu maior patrimônio descobre que pessoas também aparecem na planilha de custos. A organização que celebra a diversidade descobre que a divergência é muito menos agradável do que parecia no relatório anual. A corporação que exibe credenciais ambientais descobre que o fornecedor mais barato continua sendo irresistível.

Os princípios permanecem absolutos enquanto não exigem sacrifício.

Quando passam a custar dinheiro, conforto ou poder, tornam-se negociáveis.

O mais curioso disso é que quase ninguém se surpreende.

Porque todos compreendem o jogo.

Sem-Vergonha... Cara de pau!...

Sem-Vergonha... Cara de pau!...

Postado por Hélcio Silva


 "A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja anulada a investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que apura supostas irregularidades e recebimento de propina no âmbito da Operação Compliance Zero. O documento, assinado pelos advogados do parlamentar, sustenta que a corporação não teria competência legal para investigar os fatos narrados.

De acordo com o pedido encaminhado à Corte, os advogados argumentam que os elementos coletados pelos agentes da PF durante a operação estariam contaminados, o que comprometeria a validade de toda a prova produzida até o momento. A defesa solicita, portanto, não apenas a suspensão das diligências, mas também o trancamento do inquérito instaurado." - Informação da Band Jornalismo


PARADEIRO & INCERTEZA - Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


PARADEIRO & INCERTEZA



Por Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta

O que penso que sou a ponto de achar-me bom, quase santo, com um pé no céu? Só por que sou cumpridor dos meus deveres? Ora, isso é uma obrigação.

Por favor não me tenha como exemplo, não se espelhe em mim. Antes de tudo de bom que propositadamente fiz, foi tão somente, com o intuito de galgar um bom descanso.

Fiz e cometi impropriedades durante toda a vida, "sendo bom". Está tudo anotado lá no "Livrão" de Deus. Cada um de nós tem uma ou mais páginas nesse Exemplar de Ouro.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 23.6.2026. SÃO LUÍS-MA).


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