quinta-feira, 30 de julho de 2026

A vertigem que perdemos - Artigo de Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial


A vertigem que perdemos

Alex Pipkin, PhD em Administração e Consultor Empresarial

Há poucos dias subi a um lugar muito alto. Instintivamente olhei para baixo. Meu corpo enrijeceu, as pernas balançaram e senti aquela velha sensação de que a própria altura nos lembra de recuar. Quem estava comigo também olhou para baixo. Nenhum de nós conseguiu ignorar a altura.

Voltei para casa pensando que a natureza criou um mecanismo extraordinário. Quanto maior a altura, maior a cautela. A vertigem não existe para impedir que subamos. Existe para impedir que esqueçamos onde estamos.

Foi então que me ocorreu uma pergunta.

Por que esse mecanismo desativa justamente quando a altura deixa de ser física e passa a ser intelectual?

Já passei dos sessenta anos. Li milhares de páginas, lecionei por mais de trinta e cinco anos e continuo estudando todos os dias.

Se existe uma conclusão à qual todo esse tempo me conduziu, ela é quase um paradoxo.

O conhecimento não elimina a ignorância, apenas ilumina suas fronteiras. Cada resposta revela perguntas que antes sequer existiam. Aprender não é acumular certezas, mas ampliar, continuamente, a consciência daquilo que ainda desconhecemos.

ROQUE PIRES MACATRÃO (1935–2026) Por Pedro Portela -


ROQUE PIRES MACATRÃO (1935–2026)

Por Pedro Portela


Roque Pires Macatrão nasceu na cidade de Brejo, Maranhão, no dia 13 de novembro de 1935. Era filho de Raimundo Nonato de Lima Macatrão e Gracinda Pires Macatrão e irmão das cinco Marias: Maria do Amparo (Marian), Maria de Lourdes, Maria Claudina, Maria da Graça e Maria da Paz.

Iniciou os estudos com professoras particulares que ensinavam em casa, pois, na época de sua escolarização inicial, ainda não havia escola pública de educação infantil na cidade. Fez o curso primário no Colégio Cândido Mendes, a primeira escola pública de Brejo, que teve Gracinda Pires Macatrão como sua primeira diretora.

Em 1949, estudou no Seminário Santo Antônio, na capital, permanecendo lá por um ano e meio. Retornou ao seu berço natal, onde permaneceu durante todo o segundo semestre de 1950.

Em 1951, foi estudar novamente em São Luís e, após exame de admissão, ingressou no Ateneu Teixeira Mendes, onde concluiu o curso ginasial. Depois, matriculou-se no Liceu Maranhense, onde concluiu o curso clássico (ensino médio). Em seguida, foi aprovado no vestibular da Faculdade de Direito do Maranhão, mas estudou apenas durante dois anos (1954 e 1955).

Seu primeiro emprego, ainda como acadêmico de Direito em São Luís, foi na Recebedoria da Capital (Receita Estadual). Depois, trabalhou no Banco da Amazônia por dois anos, até ser transferido para Belém. Na capital paraense, concluiu o curso de Direito na Universidade Federal do Pará, onde permaneceu por nove anos.

Em 1965, casou-se com a professora brejense Maria Célia Batista da Silva (1934–2017), com quem teve dois filhos: Paulo Henrique e Ana Karina (in memoriam).

Em dezembro de 1979, retornou a São Luís, onde continuou trabalhando no Banco da Amazônia até aposentar-se, em 1985.

Em 2000, após algumas tentativas de fundar uma casa de cultura em Brejo com o apoio do poder público, criou o Museu Memorial da Família Macatrão, na residência de sua família. Em 15 de agosto de 2003, fundou a Academia Brejense de Artes e Letras, também no casarão familiar.

Roque Macatrão conciliou o exercício da advocacia, como profissional autônomo, com a atuação como corretor de imóveis, atividades iniciadas ainda em Belém e às quais deu continuidade na capital maranhense.

Ocupou o cargo de Secretário de Segurança do Estado do Maranhão no governo de seu grande amigo João Castelo.

Sempre foi um obstinado pelas causas públicas, pelas letras e pela preservação da memória. Por isso, com muito sacrifício e esforço pessoal, fundou diversas entidades em Belém, São Luís e Brejo.

Teve uma dedicação homérica às letras, com várias publicações. Entre os livros lançados nas últimas décadas estão: Casarões do Brejo (2009), Discursos (2009), História do Brejo, Depoimentos (2010), Minha Saga Brejense (2011), Sinopse Histórica do Brejo (2013), Caminhos por Onde Andei (2015) e Curso de Oratória (2015).

Roque Pires Macatrão faleceu em São Luís no dia 29 de julho de 2026. A AICLA lamenta a perda de um grandes defensores das academias de letras do Maranhão.

Fonte - Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes 


Poeta Sertanejo - No meu interior, ainda de madrugada o galo canta...




Poeta Sertanejo

30 / 07 / 2026

No meu interior, ainda de madrugada o galo canta, não demora o sol por trás dos montes aparece.

O velho fogão a lenha, o bule de café aquece.

O sertanejo já está de pé, mas primeiro fez suas preces.

Porque um filho honrado, o pai agradece.

O orvalho sobre as plantas, tudo umedece, sereno que na madrugada caiu.

Num galho de árvore no terreiro de casa, canta alegre um sabiá, no talo do capim, dando seus pulinhos respondendo o tiziu.


A neblina branquinha feito véu, se estende nas margens do rio.

No meu sertão, tudo isso mostra que o dia já começou.

O sertanejo está na lida, o leite ele já tirou.

Tratou da bicharada, sua camisa suada, mostra o tanto que já trabalhou.

Partiu lenha, fez o café, pintou seu paiero, a ferramenta afiou.

Está pronto pra batalha, herói sem medalha filho do interior.

Sabe que quando a natureza se encontra em festa, é mais um dia no sertão que se iniciou.

Bom dia meu povoooooo

Aquele dia cheio de bençãos para todos vocês


DIA INTERNACIONAL DA AMIZADE , AMIZADES & AFETOS, por Antonio Guimarães de Oliveira, cronista, poeta e escritor


DIA INTERNACIONAL DA AMIZADE

AMIZADES & AFETOS

Antonio Guimarães de Oliveira, cronista, poeta e escritor

Ser amigo é muito mais do que simplesmente compartilhar momentos e experiências com alguém. É uma relação profunda e significativa que envolve confiança, lealdade e apoio mútuo.
Um amigo é alguém que está sempre ao seu lado, nos momentos bons e ruins, e que não hesita em oferecer uma palavra de conforto ou um ombro para chorar.
Um amigo verdadeiro é também alguém que respeita suas opiniões e sentimentos, mesmo que não concorde com elas. É alguém que te incentiva a ser o melhor que você pode ser, e que te apoia em seus sonhos e objetivos.
Além disso, um amigo verdadeiro é alguém que não tem medo de ti dizer a verdade, mesmo que isso signifique confrontar você com uma realidade desconfortável.
Ser amigo é um ato que envolve amor, respeito, confiança e lealdade. É uma relação que requer esforço e dedicação, mas que também traz recompensas inestimáveis. Quando você tem um amigo verdadeiro, você tem um tesouro que vale mais do que qualquer coisa no mundo.
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 30.O7.2026. SÃO LUÍS-MA)

Absurdo ilegal, por Sérgio Moro - Senador da República


Absurdo ilegal

Sérgio Moro - Senador da República

 Fonte - X (ex-twitter)

"Não pode entrevistas, rede social, cartas, vídeos e agora também não pode vídeo de IA com a imagem e voz de Jair Bolsonaro apoiando a candidatura presidencial do filho, mesmo sendo identificada a produção como IA e mesmo sendo inequívoco o apoio do pai ao filho. E as decisões nem são do TSE, mas do Ministro da execução penal, essa nova criação brasileira. Tudo isso virou um grande absurdo ilegal."

Quando vamos sair do cerco perseguidor?


quarta-feira, 29 de julho de 2026

NEM TUDO JUSTO, NEM TUDO PERFEITO - Pelo escritor e poeta Carlos Alberto Lima Coelho


NEM TUDO JUSTO, NEM TUDO PERFEITO

Carlos Alberto Lima Coelho, poeta e escritor

São Luís-Maranhão-Brasil


A vida nos ensina, dia após dia, que nem tudo é justo e nem tudo é perfeito em nossa caminhada pelo mundo físico. Há momentos em que nos perguntamos por que determinadas portas se fecham, por que certas pessoas mudam de direção ou por que a gratidão, tantas vezes, parece perder espaço para a indiferença.

Talvez seja porque a Terra ainda seja uma escola, e não um prêmio. Aqui, as lições nem sempre chegam envoltas em flores; muitas vezes, apresentam-se em forma de desafios, decepções e silenciosas renúncias.

Quando, por qualquer motivo, alguém se afasta da Casa do Pai, é como se atravessasse um portal invisível. O coração, antes alimentado pela fraternidade e pelo propósito, passa a sentir o peso de um mundo estranho, onde a competição substitui a cooperação, o orgulho tenta calar a humildade e a disputa parece ocupar o lugar da paz.

É nesse instante que percebemos o verdadeiro valor do abrigo espiritual. Não pelas paredes que o sustentam, mas pelos sentimentos que ali aprendemos a cultivar. A Casa do Pai não é apenas um endereço; é um estado de consciência que nos recorda quem realmente somos.

Fora dela, o ruído das vaidades pode ser ensurdecedor. Dentro dela, até o silêncio ensina. Lá fora, muitos disputam posições; aqui dentro, aprendemos a servir. Lá fora, mede-se o sucesso pelo que se conquista; na escola do espírito, mede-se a grandeza pela capacidade de amar, perdoar e recomeçar.

Nem tudo será justo. Nem tudo será perfeito. Mas tudo pode ser útil quando permitimos que cada experiência nos aproxime mais de Deus.

No fim das contas, não é a injustiça do caminho que define nosso destino, mas a maneira como escolhemos percorrê-lo. Quem conserva a fé, a serenidade e a consciência tranquila jamais estará distante da verdadeira Casa do Pai, porque ela continuará existindo, viva, dentro do próprio coração.


Escritor e Poeta 


OLHAR & APARÊNCIA - Texto de Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


OLHAR & APARÊNCIA


Texto de Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
Um para o belo e outro para o feio. Para o primeiro, meus olhos ficaram serenos, oblíquos. Para o segundo, meus olhos ficaram espantados, esbugalhados.
Naturalmente.
Não fui o primeiro a ter essa visão. Muitos tiveram essa experiência, também...
A pergunta que fica para olhares tão diferentes: o que é o feio? O que é o belo?
O que poderá ser belo para mim, poderá ser feio para outro e vice versa...
Antagonicamente.
Meu Deus, tem um terceiro olhar em direção do que não é nem feio, tampouco belo...
Entremente.
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 29.07.2026. SÃO LUÍS-MA).


"A MULHER DO PRÓXIMO", SUCESSO DE VENDAGEM - Por Nonato Reis, poeta, jornalista e escritor


"A MULHER DO PRÓXIMO", SUCESSO DE VENDAGEM

 Nonato Reis

Meu novo livro, "A mulher do próximo", com lançamento previsto para o final de agosto, na Livraria AMEI, já é sucesso de vendagem, a exemplo dos livros anteriores. Mais de 200 leitores solicitaram inclusão em lista de reserva, e desses, muitos já até anteciparam a compra.

Cada exemplar custa 50 reais, e pode ser adquirido por meio de pix ou depósito em conta corrente. Os interessados podem solicitar reserva por meio de contato pelo WhatsApp do autor. A edição do livro é limitada.

A Mulher do Próximo é um conjunto de textos ambientados no povoado histórico de Ibacazinho, Viana, berço da catequese jesuítica do município, que se estendeu de 1680 a 1755, quando os inacianos foram expulsos do Maranhão, por ordem do Marquês de Pombal, primeiro-ministro do rei Dom José I.


O livro marca a minha estreia na narrativa do conto. Esta é a minha décima obra. Antes, publiquei três romances, 5 livros de crônicas e um de memória.

Em A Mulher do Próximo dou vida a personagens e fatos que marcaram a história de Viana e do próprio Ibacazinho. E também presto singela homenagem a vianenses que se destacaram em diferentes ramos de atividades, como Chico Gomes (deputado estadual e prefeito), Sinhô Penha (comerciante), Rosário Garcia (secretaria de saúde), Acrísio Mendonça (empresário e prefeito) Benito Filho (empresário) e Bonifácio Serra (enfermeiro).


Poeta Sertanejo - As vezes viajo montando na recordação.


Poeta Sertanejo

29 / 07 / 2026

As vezes viajo montando na recordação.

E vou parar lá na encosta da serra, às margens do ribeirão.

Ali eu vejo um mundo pequeno em formação.

E vou recordando momentos, que nunca saíram da imaginação.

Ainda vejo o velho carreiro, eu pequeno candeeiro, à frente do carretão.


Me lembro da velha casa de tábuas, e do coberto do pilão.

Minha mãe à beira do tacho, fazendo seu sabão.

Lenha cortada no machado, pai tinha ciúmes do seu facão.

A tulha ao lado, armazenava o milho e o feijão.

Um cantinho pro arado, e traia do bragado, cavalo de estimação.

As águas da biquinha, que passa na frente da cozinha e ia pro ribeirão.


O pomar no fundo de casa, morada do sanhaço, lugar onde o sabiá cantava com emoção.

O velho pé de manga, e o banco de madeira, lugar onde se contavam os causos de assombração.

Um arame num toco enfiado ao chão, uma corrente no pescoço prendia o velho sultão.

Do mesmo jeito que hoje, a saudade prende meu pobre coração.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


terça-feira, 28 de julho de 2026

Filosofia Bantu e a Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados - Textos Filosóficos e Espirituais, por Manoel Lopes



Filosofia Bantu e a Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados

Textos Filosóficos e Espirituais

Por Manoel Lopes

Ao ler recentemente um resumo do livro Filosofia Bantu de Placide Tempels, senti algo muito interessante acontecer dentro de mim. Muitos conceitos apresentados pelo autor pareciam dialogar profundamente com ensinamentos que venho recebendo há décadas dentro da Umbanda, especialmente através da orientação espiritual do Caboclo Mata Verde.

Neste ano completo 51 anos de mediunato umbandista. Durante toda essa caminhada espiritual, sempre compreendi a Umbanda como uma religião profundamente ligada aos Orixás e, mais raramente, aos Inquices, além dos espíritos de Caboclos, Pretos Velhos, Baianos, Exus e tantas outras entidades que trabalham em benefício da humanidade. Porém, ao longo desses anos, o Caboclo Mata Verde foi gradualmente me apresentando uma visão mais ampla da espiritualidade, algo que inicialmente chamávamos de “Doutrina dos Sete Reinos Sagrados” e que hoje prefiro chamar de Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados.

Essa visão espiritual sempre me pareceu muito simples, lógica e profundamente conectada à natureza. Talvez justamente por isso faça tanto sentido. Ela oferece uma maneira de compreender praticamente todas as relações existentes dentro da Umbanda: os Orixás, os espíritos, as forças da natureza, as oferendas, o axé, as doenças, os desequilíbrios espirituais e até mesmo o próprio sentido da vida na Terra.

A ideia central é muito clara: vivemos no planeta Terra, portanto precisamos compreender o planeta em que vivemos. Precisamos observar sua formação, sua evolução e as forças que atuam em sua existência há bilhões de anos. Dentro da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados, dividimos o processo de formação do planeta em sete grandes etapas vibratórias, chamadas de reinos:

Fogo, Terra, Ar, Água, Matas, Humanidade e Almas.

Cada um desses reinos representa uma fase da formação da Terra e também uma força espiritual atuante na natureza e na vida humana. Cada reino é regido por uma Divindade Primordial, um Orixá primordial que canaliza seu axé nos elementos pertencentes ao seu reino.

Essas divindades não são entendidas como seres humanos sobrenaturais sentados em algum lugar do universo. São forças cósmicas, inteligências da natureza, campos espirituais que atuam constantemente sobre toda a criação. O fogo existe, a água existe, o ar existe, as matas existem, a humanidade existe e o mundo espiritual também existe. Tudo isso forma um grande sistema vivo e interligado.

Nós fazemos parte da natureza. Não estamos separados dela.

E talvez esse seja um dos pontos mais importantes dessa visão espiritual. Quando nos afastamos do equilíbrio dessas forças naturais e espirituais, adoecemos. Muitas doenças não são apenas físicas; elas também podem representar desequilíbrios emocionais, energéticos e espirituais. Precisamos harmonizar novamente essas forças dentro de nós.

Foi exatamente nesse ponto que encontrei uma enorme aproximação com as ideias apresentadas por Placide Tempels sobre a religiosidade e a filosofia bantu.

Segundo Tempels, a base da filosofia bantu não está na ideia de um “ser” estático, parado e separado, como muitas vezes acontece na filosofia ocidental. Para os bantu, tudo no universo possui força vital. Existir é possuir energia. Deus, espíritos, ancestrais, seres humanos, animais, plantas e minerais fazem parte de uma imensa rede de forças interligadas.

Ao ler isso, imediatamente lembrei dos ensinamentos dos Sete Reinos Sagrados.

Na tradição que venho aprendendo ao longo desses anos, tudo possui vibração, tudo possui axé, tudo possui força espiritual. Uma pedra possui energia. Uma árvore possui energia. Um rio possui energia. O fogo possui energia. As ervas possuem energia. Os espíritos possuem energia. O ser humano também possui energia espiritual.

Nada está isolado.

Tempels também afirma que a vida depende da harmonia entre essas forças. Quando há equilíbrio, existe saúde, prosperidade e crescimento espiritual. Quando há desequilíbrio, surgem doenças, sofrimento, perturbações e enfraquecimento da força vital.

Mais uma vez encontrei uma profunda semelhança com aquilo que aprendemos na Umbanda e na Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados. Muitas vezes um passe, um banho de ervas, uma defumação, uma oração ou uma oferenda têm justamente o objetivo de reorganizar essas forças invisíveis que atuam sobre nossa vida.

Outro ponto que me chamou muita atenção foi a visão bantu de que o ser humano não existe sozinho. A pessoa existe em relação à família, aos ancestrais, à comunidade, à natureza e ao mundo espiritual. Isso também se harmoniza profundamente com a Umbanda. Somos parte de algo muito maior. Estamos ligados aos nossos ancestrais, aos espíritos protetores, às forças da natureza e aos Orixás.

A espiritualidade não está separada da vida material. Tudo está conectado.

Senti uma ligação muito forte com a religiosidade bantu ao entrar em contato com essas ideias. Não apenas por questões históricas da Umbanda, mas principalmente pela visão espiritual da natureza como um organismo vivo, dinâmico e sagrado.

Pretendo me aprofundar ainda mais nesse conhecimento, porque sinto que muitos fundamentos da Tradição Espiritual dos Sete Reinos Sagrados se harmonizam profundamente com a visão bantu da vida, da espiritualidade e da natureza.

Talvez existam raízes muito antigas ligando esses conhecimentos.

E talvez o mais importante seja perceber que diferentes povos, em diferentes épocas, chegaram a conclusões semelhantes: a vida é uma grande rede de forças interligadas, e somente através do equilíbrio entre elas podemos encontrar saúde, consciência, harmonia e evolução espiritual.

São Vicente, 19/05/2026

Manoel Lopes


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