| Senador Alvaro Dias |
“O clima reinante nas cidades que visitei é de enorme preocupação. O risco de que os conflitos entre produtores e invasores se disseminem é real. A instabilidade gerada pelo atual cenário é crescente. Enquanto isso, a Funai, aparelhada pelo PT, estimula as invasões e trabalha para tumultuar o processo produtivo no Paraná. O órgão age na contramão dos interesses do país. É público e notório que índios estão sendo importados, especialmente do Paraguai, e alocados de reservas indígenas já homologadas. Não se admite que um órgão governamental se comporte desta forma. O governo não pode ficar assistindo à distância a invasão de áreas produtivas, permitindo o aumento da tensão na região e que as pessoas que lá trabalham e moram se sintam expulsas de suas propriedade”, afirmou o senador.
De acordo com o senador paranaense, as denúncias sobre a situação na região foram repassadas pela Associação Comercial e Empresarial de Palotina, pelos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais e Rural de Palotina, Associação de Defesa ao Direito à Propriedade e Sociedade Rural de Palotina. Segundo os relatos, as invasões se dão em áreas urbanas e rurais, sobretudo das cidades de Guaíra e Terra Roxa, Palotina, Mercedes, Santa Helena e Francisco Alves. Os invasores, segundo informou Alvaro Dias, não falam português, mas guarani e castelhano.
Um exemplo emblemático da manipulação dos indígenas e falsos índios promovida pela Funai foi apresentado por Alvaro Dias. Segundo ele, na invasão da cidade de Guaíra, há a coincidência que a área requisitada pela Funai para a aldeia indígena seja exatamente a mesma que abrigaria o Modal Hidroferroviário e o aeroporto. “Há ainda o temor, por exemplo, da demarcação de um reserva indígena ao longo do lago internacional de Itaipu, na fronteira do Paraguai”, disse o senador.
No seu discurso, o parlamentar do PSDB do Paraná elencou algumas das propostas apresentadas pelas entidades rurais do Estado, para que se possa chegar à solução das questões indígenas, tais como:
- Reintegração de posse imediata das áreas invadidas, providência vital para restaurar a tranquilidades das áreas em conflito;
- Aplicação e imposição da lei aos invasores;
- Retirada de índios estrangeiros e pertencentes às reservas já homologadas, considerando que os invasores do Oeste do Paraná em grande parte sequer são brasileiros;
- Indenizações justas e corretas nos casos onde se façam necessitarias as desapropriações de terras;
- Criação de órgão estadual para gerir a questão indígena e quilombola, a exemplo do IAP – Instituto Ambiental do Paraná – impedindo a FUNAI e a INCRA de atuar na contramão dos interesses da economia paranaense;
- Posicionamentos e atitudes mais assertivas por parte dos governos Federal e Estadual.
“É preciso que se encontre uma saída regimental para o andamento do processo, a fim de se criar o marco regulatório para a implementação de salvaguardas às terras indígenas e que a paz possa voltar aos campos conflagrados”, concluiu o senador Alvaro Dias.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este blog só aceita comentários ou críticas que não ofendam a dignidade das pessoas.