“Censura” revela que o criticado é mais importante que a crítica
Crítica a senador virou ataque ao Senado, mas ataques de ministros do STF ao presidente nunca são vistos como ataques à Presidência
Do Diário do Poder
A crítica de Deltan Dallagnol a um senador enrolado em
mais de uma dúzia de processos da Lava Jato foi interpretada no Conselho
Nacional do Ministério Público como “ataque ao Senado” e não uma crítica ao
parlamentar. Para o CNMP, a punição de “censura” é justificada porque Dallagnol
está em posição cômoda, com estabilidade, e não deve emitir opiniões políticas.
A regra não se aplica aos ataques de ministros do Supremo Tribunal Federal,
servidores estáveis, ao presidente Bolsonaro. A informação é da Coluna Cláudio
Humberto, do Diário do Poder.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro Marco Aurélio lembrou que críticas de ministros não foram consideradas ataques à Presidência.
Marco Aurélio cobrou postura exemplar do STF, que deve evitar críticas “cáusticas” como a proferida pelo presidente do TSE, ministro Barroso.
Ministros do STF estão na “posição cômoda” de outros servidores, mas não estão sujeitos a críticas e nem a punição, como Dallagnol.
Falar mal do STF pode render ação policial contra o seu crítico, como ocorreu no inquérito chefiado pelo ministro Alexandre de Moraes.

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