sexta-feira, 16 de outubro de 2020

A linguagem dos sinos

Que linguagem temos hoje?

Meu Bom Dia desta Sexta...

Hélcio Silva

(16 / 10 / 2020)

Sou flutuante!

Um levitante! 

Transcendo a natureza física e vou além de todas as coisa...

E não me perguntem por quem os sinos dobram... Eles não dobram mais por mim; eles dobram por ti...

Mas, hoje, não dobram mais, nem por mim nem por ti...

Volto aos séculos e séculos que já se foram... e lembro dos dias de John Donne, em profundas meditações... o que justifica o seu pensar "Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo...”

Saudades do Johnito!... São séculos que não o vejo... E também não vejo a sua querida esposa Anne More...

Onde estará John Donne, este poeta pregador que eu aprendi chamar Johnito...

Em algum lugar ele estará, neste imenso Universo do Pai do Céu!...

"Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo” – dizia Johnito...

E eu aqui em nossa Ilha de Upaon-Açu, sentado em antiga pedra da beira-mar, olho o sorriso de Iemanjá, em seus passeios pelas ondas do Mar...

Reflito sobre os sinos...

Os sinos da Igreja, que saudade!

Os sinos falam, com seus toques ou dobrados..., ou falavam!

Eles tinham uma linguagem de grande riqueza; um toque própria que acordava nossas cidades do interior...

Como belo era o sino da Igreja de Itapecuru acordando a cidade, nos tempos do padre Albino... ainda nos idos dos anos 60!

O sino da Igreja de Santo Antônio, em São Luís, acordava a molecada dos arredores da antiga praia do caju...

E o sino da Igreja dos Remédios acordando os sabiás de Gonçalves Dias!...

Ah! Os sinos transmitiam mensagens, com seus sons e timbres variados...

Ah!... E nas procissões!...

O povo entendia a linguagem dos sinos...

E hoje, que linguagem entendemos?

Por hoje é só...

Até mais ver!

Eu sou Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio...


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