segunda-feira, 31 de agosto de 2026

OS CICLOS DA VIDA, por Carlos Alberto Lima Coelho, escritor e poeta


OS CICLOS DA VIDA

Carlos Alberto Lima Coelho

São Luís - Maranhão-Brasil

A vida nunca caminha em linha reta. Ela se movimenta em ciclos, como as marés, como as estações, como o sol que desaparece no horizonte apenas para nascer novamente do outro lado da noite.

Há dias em que tudo parece iluminado. O coração acorda disposto, os caminhos se abrem e até os pequenos acontecimentos parecem carregar alguma espécie de felicidade. São os dias de sol da alma.

Mas também chegam as nuvens.

Há momentos em que não conseguimos compreender determinadas perdas, certas ausências, alguns silêncios. Perguntamos por quê. Procuramos respostas. E descobrimos, muitas vezes, que a vida não responde imediatamente. Ela prefere ensinar devagar.

O tempo é um professor silencioso.

Aquilo que ontem parecia insuportável, amanhã talvez seja compreendido como aprendizado. A dor não deixa de ter doído, mas passa a ocupar outro lugar dentro de nós. E, quando percebemos, já estamos novamente caminhando.

Talvez seja esse um dos maiores segredos da existência: sempre existe um recomeço escondido depois de alguma despedida.

Uma porta se fecha, outra possibilidade aparece. Um sonho termina, outro começa a nascer discretamente. Uma lágrima cai e, algum tempo depois, o mesmo rosto volta a sorrir.

Nem tudo será fácil. Nunca foi.

Entretanto, talvez também não seja necessário compreender imediatamente todos os acontecimentos. Há momentos em que precisamos apenas seguir. Respirar fundo, confiar e dar mais um passo.

Deus conhece caminhos que ainda não enxergamos.

Por isso, quando o céu da nossa existência estiver carregado de nuvens, convém lembrar: nenhuma tempestade permanece para sempre. Depois dela, em algum ponto do horizonte, a luz reaparece.

A vida é assim.

Um eterno encontro entre partidas e chegadas, lágrimas e sorrisos, silêncio e esperança.

E enquanto houver um novo amanhecer, haverá também uma nova oportunidade de começar.

Porque a vida muda de ciclo, mas a esperança jamais deveria perder o endereço do nosso coração.

Carlos AL Coelho


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