ACÁCIAS & PALIDEZ
Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
Enquanto não acontecem os meus sonhos; enquanto os meus sonhos não passam de sonhos;
enquanto o que acredito é loucura para os outros;
enquanto os outros acham que tudo é loucura, tenho que esperar uma eternidade para ter a certeza de quem tem, realmente razão: se o odor das flores
ou os perfumes dos outros...
Estou fazendo minha parte, acredito... Acredito na acácia que serviu de cruz para Deus e nos acúleos que cose minhas vestes rotas,
estas mesmas que sugam o suor da minha fronte de sal, de sal, de sal...
Por isso, tenho, no meu jardim, uma dessas árvores com acúleos ... Vez outra, fito-os à distância
e, mesmo assim, sinto dores intensamente...
Tenho que cumprir com o meu destino... Sou um predestinado, às vezes acossado, restando-me apenas acácias amarelas no meio do meu jardim...
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 01.09.2026. SÃO LUÍS-MA)

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