segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Povo do Meu Agrado...


Povo do Meu Agrado



31 / 08 / 2026

**Bom dia! Tem dia que começa com cheiro de feira e gosto de tradição.**

 


Que hoje não falte alimento na mesa,

coragem para trabalhar,

saúde para seguir a caminhada

e um sorriso bonito no rosto.


Assim como o pescador traz o peixe,

que a vida também traga pra nós

uma boa pescaria de paz,

alegria e esperança.

 

**Bom dia, meu povo! Que Deus abençoe nossa caminhada e nossa feira.**

 *****

 “Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”


Poeta Sertanejo - Se não fosse o amor que se instalou no meu peito...


Poeta Sertanejo

31 / 08 / 2026

Se não fosse o amor que se instalou no meu peito, eu não sofria assim desse jeito por aquela ingrata.

Porque a dor dos desprezo, é lança, que fere e maltrata.

Estou indo em busca da minha felicidade.


Estou deixando a cidade, vou viver entre meio as matas.

Volto pra minha terra hoje de madrugada.

Já está tudo certo, as coisas estão arrumadas.

A dor que trago no peito, nas águas do ribeirão, depois um mergulhão serão afogadas.

A tristeza vou deixar, pelos caminhos esparramada.


No galope do tordilho, que feito eu não se entrega por nada.

Estou indo embora de volta pro meu sertão.

Trouxe o peito vazio, mas levo a tristeza no coração.

Mas também levo a certeza, que cidade não é lugar de peão.

Vou atrás de uma caboclinha lá da minha região.

Não vou deixar o desprezo, tirar de mim a razão.

Sou filho do mato, o mato é mesmo minha paixão.

Bom dia meu povoooooo

Uma semana ricamente abençoada para todos vocês


ROSAS & VASOS por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor


ROSAS & VASOS

Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor



O tempo para quando

o vaso que abriga uma

roseira deixa de ser vaso;

quando a roseira frondosa

deixa de produzir rosas;

quando o espinho pontudo

deixa de ferir;

quando uma notícia é

recebida e tudo

cai das mãos;

quando não se tem

vontade de juntar os pedaços...

Chove em mim...

Oh! Mas quanta aridez

existe no jardim de Deus!

Eu me lembro:

o tempo era contínuo,

progressivo, eterno

– infinito!

Agora não é mais...

Oh! O que fiz?

Não sou mais vaso,

não abrigo roseira,

tampouco rosas

nem espinhos...

Sou a fatalidade,

um monte de areia

aliado a fragmentos

de nada...


(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 31.08.2026. SÃO LUÍS-MA).

 

As maravilhas do tempo - Artigo de Dom Paulo Mendes Peixoto


As maravilhas do tempo

Dom Paulo Mendes Peixoto*

A vida é um mistério, realidade que encanta e desencanta. Existem sim muitos encantos e estímulos que nos impulsionam a viver bem, com a esperança de novidades saudáveis e motivadoras de felicidade. Na prateleira dos encantos, estão também os desencantos, a convivência do bem e do mal juntos, exigindo de nós o exercício do discernimento. Temos que fazer nossas escolhas.

Não tem como a gente não estar envolvido com realidades do tempo. Somos todos conduzidos por uma cultura tecnológica sem retorno. É um processo de massificação e descaracterização de nossa identidade. Tudo é maravilhoso, que contamina e conduz à alienação. Por detrás da Inteligência Artificial (IA) está um grupo manipulador e concentrador de dados, com capacidade para ideologias de exclusão.

Temos fenômenos naturais: relâmpagos, trovões, granizos, terremotos etc. A IA está se tornando um outro fenômeno, não natural, mas com potencial inimaginável. Sem dúvida, é sinal de potencial humano, mas não pode descartar o mistério da ação divina. A máquina não consegue amar, os algoritmos não ultrapassam os limites de uma concatenação de dados, portanto, não é ato humano.

A tônica divina é a vitória do bem sobre o mal. Assim foi a morte de Cristo na Cruz, abrindo caminho para a realidade eterna da vida. A IA nunca vai se prestar para isto, porque escapa a ela o mistério que envolve a vida humana. Ela pode, e isto acontece, ajudar a antecipar realidades de mistério, caso seja usada para construir o bem, a fraternidade e o amor solidário.

Preocupa-nos a dimensão que a inteligência artificial pode dar às mentiras, falsidades, fake news, principalmente agora em ano eleitoral. Ela tem capacidade manipuladora e de desviar a atenção e a intenção das pessoas. Pode mostrar a face podre de um candidato de forma totalmente trabalhada. Agora, o importante é não cair nas suas armadilhas, nos encantos, que trazem desencanto e sofrimento.

As novidades são maravilhosas. A Bíblia fala que o anúncio do Anjo a Maria foi uma novidade (Lc 1,26-38). Isto se consolida nos encantos de vida, no relacionamento, na convivência e no calor humano. A IA, com toda sua pujança, não pode impedir o verdadeiro sentido da vida, transfigurada no absoluto mistério de Deus. A vida é muito mais bela e maravilhosa, que ultrapassa os algoritmos.

*Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo metropolitano de Uberaba


domingo, 30 de agosto de 2026

SOB O OLHAR DE DEUS - Por Carlos Alberto Lima Coelho, escritor e poeta

 



SOB O OLHAR DE DEUS



Carlos Alberto Lima Coelho

São Luís-Maranhão-Brasil

30 / 08 / 2026

Há momentos em que a vida parece diminuir o passo apenas para nos permitir pensar. Pensar no que somos, no que fazemos aqui e, sobretudo, no estranho e maravilhoso mistério de existir.

Basta observar a natureza.

O vento passa pelas árvores e, sem que ninguém lhe ensine música, transforma folhas em instrumentos. A mata responde com seus próprios sons. Uma semente rompe a terra, uma flor se abre silenciosamente, um pássaro anuncia a manhã. Tudo acontece sem aplausos, sem holofotes, sem a necessidade de provar coisa alguma.

Talvez esteja aí uma das grandes lições da existência.

A natureza simplesmente cumpre o seu destino.

Nós, seres humanos, ao contrário, passamos boa parte da vida procurando respostas. Queremos saber de onde viemos, para onde vamos, por que sofremos, por que amamos e qual o propósito de carregarmos um espírito dentro desta temporária morada chamada corpo.

Mistério?

Certamente.

Mas talvez o mistério não tenha sido criado para ser totalmente explicado. Algumas coisas foram feitas para serem sentidas.

O amor é uma delas.

Quanto mais aprendemos a amar sem cobrar, sem exigir, sem transformar afeto em moeda de troca, mais começamos a compreender dimensões da vida que a razão, sozinha, não alcança.

Nascemos de um gesto de amor e, desde o primeiro sopro, iniciamos uma caminhada particular. Os caminhos aparecem diante de nós, as escolhas se multiplicam e cada pessoa precisa descobrir qual estrada deseja percorrer.

É justamente aí que começam muitos dos nossos desencontros.

DIA NACIONAL DO PERDÃO - Por Antônio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta


DIA NACIONAL DO PERDÃO

30 / 08 / 2026 

Por Antônio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta



Por que não posso perdoar aquela abelha pela ferroada que me deu?

Intrépido subi nas alturas daquela árvore e peguei todos os favos de mel. E de muitas, uma delas não gostou.

O mel, lógico, muito doce, mas a reação daquela abelha me fez chorar - foi amarga...

Lembro que Jesus perdoou a todos que lhes fizeram mal, embora escarnecido naquela cruz.

Hoje é o dia do perdão. Acredito que aquela abelha me perdoou, pois para com ela já o fiz há muito tempo.

O perdão é um ato nobre que nos ensinou amarga e naturalmente, o Nazareno.

Peço, portanto, perdão de todos os meus pecados e pelas ofensas que, voluntária ou involuntariamente pratico, e ainda sou capaz de cometer.

É a proximidade mais imediata que temos com o divino, reconhecer o mal praticado e perdoar a quem, por vez, também nos fez o mesmo.

Eu peço perdão pela minha intrépida juventude sem limites; peço perdão ao meu corpo cheio de cicatrizes...

Enfim, peço perdão pelos meus erros sucessivos e pela minha cegueira e desleixo diante da verdade.

(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 30.08.2026. SÃO LUÍS-MA)


Verdade e poder - Artigo de Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte.


Verdade e poder

Dom Walmor Oliveira de Azevedo*

Cada ano eleitoral é oportunidade para o cidadão dirigir o seu olhar, mais atentamente, aos funcionamentos da sociedade que exercem força determinante nos discernimentos. A disputa eleitoral oferece, pois, possibilidade para o exercício consciente da cidadania, um poder que tem força para operar grandes mudanças, indispensáveis e inadiáveis mudanças, considerando as demandas inscritas nos cenários sociais, especialmente quando se trata de pobreza e de exclusão. Convive-se com a escassez de nomes confiáveis e, sobretudo, capazes de exercer o poder a serviço dos pobres, contribuindo com a constituição de uma nova cultura. Sabe-se que não se pode enjaular o poder, que deveria ser exercido em nome do povo e na promoção do bem comum, nas bitolas da política partidária. Espera-se, e é uma urgência, que possa prevalecer uma perspectiva mais humanística, capaz de garantir que o exercício do poder busque alicerçar o bem comum e esteja a serviço da vida de todos.

De modo geral, as promessas sobre as quais os candidatos se assentam não se efetivam por muitas razões. A carência de líderes com envergadura moral e espiritual faz com que a sociedade pague preço alto demais. Há uma especial demanda por pessoas nas instâncias do poder capacitadas a partir de uma espiritualidade que permita reconhecer como a humanidade é magnífica. Essa lacuna influencia decisivamente posturas políticas, limitando-as à busca pela garantia de benesses a oligarquias, a interesses particulares e cartoriais, sem considerar a responsabilidade de contribuir com a gestação de uma nova cultura, capaz de edificar uma ordem sociopolítica renovada. Constata-se uma miopia que contamina diferentes procedimentos, convive-se com posturas mesquinhas que prejudicam todos os cidadãos. Promessas não são garantidas, as vaidades presidem condutas, e a falta de sensibilidade social leva à normalização da indiferença em relação aos que sofrem.

sábado, 29 de agosto de 2026

Povo do Meu Agrado - 29 / 08 / 2026

Povo do Meu Agrado 




Nessa casa simples mora um tesouro,

que dinheiro nenhum consegue comprar.

É feita de fé, de luta e esperança,

de quem nunca desistiu de plantar.


O terreiro guarda pegadas antigas,

o alpendre já viu tanta conversa acontecer.

Cada parede conta um pedaço da vida,

que o tempo jamais vai esquecer.


No sertão, a riqueza tem outro nome.

É um café passado na hora, um sorriso sincero,

uma sombra boa no fim da tarde

e a paz de voltar para o lugar que a gente mais ama.


Quem também acredita que uma casa simples pode guardar as maiores histórias da vida?

*****

 “Povo do Meu Agrado é uma página dedicada à cultura, poesia e encanto do Nordeste. Aqui você encontra versos que celebram a beleza da nossa terra, os cantos dos pássaros, a força do sertão e a sabedoria popular.”


Poeta Sertanejo - Cantou o galo ainda de madrugada...


Poeta Sertanejo

29 / 08 / 2026

Cantou o galo ainda de madrugada, já estou de pé a besta ruana está preparada.

Parto sozinho mas volto com minha amada.

Vou fazer de tudo, para resolver de um jeito camarada.

Seu pai e irmão dizem ser valentão, a briga está formada.


Pode até chover bala no sertão, mas não recuo por nada.

Ela é bonita feito uma rosa em botão.

É mesmo na verdade a moça mais linda da região.

Dei pra ela meu amor, para mim entregou seu meigo coração.

Levo comigo na cinta uma faca e um trinta, vou cortando a escuridão.

Vou mostrar para esses sujeitos, a fibra que tem um peão.


Bom dia meus companheiros, trago para vocês duas opções.

Não dou viagem à toa, ou ela vai comigo numa boa.

Ou vamos lutar feito três leões.

Aconteça o que acontecer a menina vai comigo, vai ser minha patroa.


Chega pra cá boiadeiro, se realmente isso que quer nós te abençoa.

O sujeito com fama de valente, pra mim hoje não tem melhor pessoa.

Falo e não retiro, que é o avô dos meus filhos, adoro esse coroa.

Bom dia meu povoooooo

Um abençoado para todos vocês


sexta-feira, 28 de agosto de 2026

SE NASCÊSSEMOS VELHOS - Artigo do poeta Carlos Alberto Lima Coelho, jornalista e escritor


SE NASCÊSSEMOS VELHOS

Carlos Alberto Lima Coelho

São Luís-Maranhão-Brasil

E se a vida tivesse escolhido outro caminho?

E se chegássemos ao mundo com cabelos brancos, rosto marcado, passos lentos e olhos carregados de uma sabedoria que ainda não tivemos tempo de conquistar?

Nasceríamos velhos.

Viríamos ao mundo não para crescer, mas para diminuir os anos. A cada aniversário, uma ruga desapareceria. Os cabelos recuperariam a cor. As pernas ficariam mais firmes, a memória mais rápida, o coração talvez mais inquieto.

Seria a teoria do decrescimento: em vez de caminharmos da infância para a velhice, seguiríamos da velhice em direção à juventude.

Aos oitenta, começaríamos a vida.

Aos setenta, aprenderíamos a andar com mais segurança. Aos sessenta, descobriríamos que o corpo responde melhor aos nossos desejos. Aos cinquenta, sentiríamos nascer uma energia desconhecida. Aos quarenta, olharíamos o mundo com entusiasmo renovado. Aos trinta, acreditaríamos que quase tudo ainda é possível.

E, curiosamente, quanto mais jovens ficássemos, menos experiência carregaríamos.

Talvez aí estivesse o grande mistério.

Hoje envelhecemos acumulando lembranças. Nesse mundo invertido, rejuvenesceríamos perdendo-as.

A cada ano, uma história poderia desaparecer.

Primeiro esqueceríamos algumas dores. Depois, talvez certos amores. As decepções se apagariam, mas junto com elas poderiam desaparecer também as lições aprendidas. Os ressentimentos morreriam, porém parte da nossa identidade seguiria o mesmo caminho.

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