sexta-feira, 19 de abril de 2013

O Reinado do Rei Flávio

Naquele sonho encantado do século XVI, imaginava-se, daquela ilha também encantada, a chegada do poder flavista por este castelo de entrada suntuosa que se estabeleceria no século XXI, sob o comando e ordens do Rei Flávio...




Numa das minhas encarnações, acho que foi no século XVI, vivia em uma ilha encantada às margens das águas do atlântico, não sabendo, hoje, exatamente, em que ponto geográfico da terra. Naquela época, claro, não havia o Partido Comunista do Brasil, criado somente mais tarde, no século XX, sob a inspiração da doutrina científica de Marx, Engels e Lênin.
Naquela ilha encantada, havia três amigos que comigo guardavam ideias avançadas que poderiam transformar os caminhos sociais do mundo. Eu era o mais tolo de todos, o menos entendido. O Flávio e o Márcio pareciam figuras dominadoras e pressionavam o jovem Edi a seguir seus ideais. Eu, mais tolo - como disse -, apenas escrevia o que observava. Refletia sobre tudo, mas pouca coisa revelava das minhas reflexões..., tentando, com isso, resguardar o Edi, muito tímido diante de Flávio e Márcio.
Certo dia, à margem do rio azul, de deslumbrante, atraente e pura cor anil, que cortava a ilha encantada, Flávio profetizou: "Vamos todos desencarnar e retornaremos à terra no século XX e, no início da segunda década do século XXI, estaremos dominando esta Ilha, pois, aqui, neste chão, renasceremos. No Edi, colocaremos uma camisa vermelha do PC do B, que já existirá, e ele será o nosso representante legal no poder, mas o poder será nosso."
Edi interferiu educadamente...
- "Mas tive um outro sonho revelando-me que, no século XXI, estarei em outro partido político... Que farei com ele, já que serei obrigado a vestir a camisa vermelha do vosso partido?... - perguntou.
- Guarde-o, onde quiser; ou deixe-o como herança para vosso pai - retrucou Flávio, sob os olhares penetrates de Márcio, futuro visconde do reino.

 

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