Trabalhadores: Nota da MD repudia volta da inflação e investida contra STF
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| Tela de Cândido Portinari que representa os trabalhadores |
Por: Valéria de Oliveira
A Mobilização Democrática lançou nota pela passagem do 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Assinado pelo presidente nacional, deputado Roberto Freire (SP), o texto critica a “irresponsabilidade” do governo ao lidar com a inflação e convoca os trabalhadores a lutar para garantir a estabilidade econômica, enfatizando que eles são os que mais perdem com a elevação dos preços.
A nota condena ainda a Proposta de Emenda à Constituição que submete as decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional. A PEC foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. Na avaliação da MD, a investida “subverte a República, por quebrar a independência dos Poderes, ameaçando o próprio processo democrático” e merece o alerta da sociedade. “Nunca devemos nos esquecer de que quando a democracia é atacada, quem paga a conta é o povo trabalhador”, afirma o texto.
A MD não poupou críticas também ao movimento sindical, que majoritariamente está “cooptado” pelo governo, e está indiferente à crise econômica e suas consequências. Leia a íntegra da nota abaixo.
Em defesa da estabilidade econômica e da democracia
Pela propaganda do governo federal, o trabalhador brasileiro vive no melhor dos mundos, a despeito da crise global que está longe de ser superada, bombardeado todos os dias por um fantástico marketing que diariamente apresenta um mundo de faz de conta.
No entanto, na vida real, o trabalhador brasileiro atravessa um momento difícil. A inflação, há muito dominada, volta e começa a corroer os salários e a qualidade de vida dos brasileiros, sobretudo os mais pobres. O governo, incompetente para debelá-la, adota pacificamente novos patamares de teto para a elevação dos preços, pondo em risco os fundamentos da estabilidade duramente conquistada. O índice já rompeu o teto de referencia (6,5% ao ano) e bateu em 6,59%.
Quem paga a conta dessa irresponsabilidade com a moeda é toda sociedade, em particular o trabalhador, que vê sua renda diminuída, mês a mês, tendo cada vez menos capacidade de, com seu salário, fazer frente às despesas cotidianas, que dispararam. O mais grave é a falta de perspectiva de melhora: o governo age com medidas superficiais e populistas, tendo a presidente Dilma já declarado, inclusive, que pretende conviver com uma inflação no teto da meta ou acima dele. Pior para todos.
Para esses tempos de incerteza, em que as conquistas recentes do fim da hiperinflação e da estabilidade econômica estão em perigo, é necessário que os trabalhadores, mais que nunca, se unam para lutar por seus direitos. A Mobilização Democrática está ao lado deles não só nesse embate, mas em todos aqueles que desafiam a classe trabalhadora.
A precarização do trabalho é outra realidade já vivida pela massa de trabalhadores. Neste 1º de Maio, quando a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) completa 70 anos, constata-se que mais de 18 milhões de brasileiros trabalham sem carteira assinada e, portanto, sem ter seus direitos garantidos. A esse enorme contingente, devemos somar os 15 milhões de trabalhadores informais.
Não aceitar essa situação é a primeira maneira de enfrentar o desemprego, que subiu para 5,7% em março. No conjunto das regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, tal índice bateu a casa dos 11% no mesmo mês.
A despeito desse cenário, o movimento sindical – com raras exceções – tem pouca capacidade de reagir em defesa do emprego e dos salários, majoritariamente cooptado que está pelo governo. As manifestações que ocorrem são espontâneas, realizadas por parte de categorias ou de centrais que escaparam do domínio do petismo/governismo.
Não bastassem os problemas econômicos, o país vive, agora, graves problemas de ordem política. Comandados pelo PT e sua base aliada, a Câmara Federal, por meio de sua Comissão de Constituição e Justiça – CCJ –, admitiu a possibilidade, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição, de submeter as decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional, medida francamente inconstitucional que subverte a República, por quebrar a independência dos Poderes, ameaçando o próprio processo democrático. Nunca devemos nos esquecer de que quando a democracia é atacada, quem paga a conta é o povo trabalhador. Por isso mesmo, precisamos todos estar atentos aos desdobramentos dessa problemática.
Neste 1º de Maio, a postura da MD é de preocupação com tais ameaças e de comprometimento com as lutas gerais dos trabalhadores. Esse é um motivo para afirmar que devemos estar alertas e unidos neste momento. Convocamos todo o povo trabalhador do Brasil a irmanar-se na luta contra a inflação, o desemprego e os ataques à democracia, na figura do STF.
Viva o trabalhador brasileiro!
Roberto Freire
Presidente nacional da Mobilização Democrática"
A nota condena ainda a Proposta de Emenda à Constituição que submete as decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional. A PEC foi aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara. Na avaliação da MD, a investida “subverte a República, por quebrar a independência dos Poderes, ameaçando o próprio processo democrático” e merece o alerta da sociedade. “Nunca devemos nos esquecer de que quando a democracia é atacada, quem paga a conta é o povo trabalhador”, afirma o texto.
A MD não poupou críticas também ao movimento sindical, que majoritariamente está “cooptado” pelo governo, e está indiferente à crise econômica e suas consequências. Leia a íntegra da nota abaixo.
Em defesa da estabilidade econômica e da democracia
Pela propaganda do governo federal, o trabalhador brasileiro vive no melhor dos mundos, a despeito da crise global que está longe de ser superada, bombardeado todos os dias por um fantástico marketing que diariamente apresenta um mundo de faz de conta.
No entanto, na vida real, o trabalhador brasileiro atravessa um momento difícil. A inflação, há muito dominada, volta e começa a corroer os salários e a qualidade de vida dos brasileiros, sobretudo os mais pobres. O governo, incompetente para debelá-la, adota pacificamente novos patamares de teto para a elevação dos preços, pondo em risco os fundamentos da estabilidade duramente conquistada. O índice já rompeu o teto de referencia (6,5% ao ano) e bateu em 6,59%.
Quem paga a conta dessa irresponsabilidade com a moeda é toda sociedade, em particular o trabalhador, que vê sua renda diminuída, mês a mês, tendo cada vez menos capacidade de, com seu salário, fazer frente às despesas cotidianas, que dispararam. O mais grave é a falta de perspectiva de melhora: o governo age com medidas superficiais e populistas, tendo a presidente Dilma já declarado, inclusive, que pretende conviver com uma inflação no teto da meta ou acima dele. Pior para todos.
Para esses tempos de incerteza, em que as conquistas recentes do fim da hiperinflação e da estabilidade econômica estão em perigo, é necessário que os trabalhadores, mais que nunca, se unam para lutar por seus direitos. A Mobilização Democrática está ao lado deles não só nesse embate, mas em todos aqueles que desafiam a classe trabalhadora.
A precarização do trabalho é outra realidade já vivida pela massa de trabalhadores. Neste 1º de Maio, quando a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) completa 70 anos, constata-se que mais de 18 milhões de brasileiros trabalham sem carteira assinada e, portanto, sem ter seus direitos garantidos. A esse enorme contingente, devemos somar os 15 milhões de trabalhadores informais.
Não aceitar essa situação é a primeira maneira de enfrentar o desemprego, que subiu para 5,7% em março. No conjunto das regiões metropolitanas do Distrito Federal, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo, tal índice bateu a casa dos 11% no mesmo mês.
A despeito desse cenário, o movimento sindical – com raras exceções – tem pouca capacidade de reagir em defesa do emprego e dos salários, majoritariamente cooptado que está pelo governo. As manifestações que ocorrem são espontâneas, realizadas por parte de categorias ou de centrais que escaparam do domínio do petismo/governismo.
Não bastassem os problemas econômicos, o país vive, agora, graves problemas de ordem política. Comandados pelo PT e sua base aliada, a Câmara Federal, por meio de sua Comissão de Constituição e Justiça – CCJ –, admitiu a possibilidade, por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição, de submeter as decisões do Supremo Tribunal Federal ao Congresso Nacional, medida francamente inconstitucional que subverte a República, por quebrar a independência dos Poderes, ameaçando o próprio processo democrático. Nunca devemos nos esquecer de que quando a democracia é atacada, quem paga a conta é o povo trabalhador. Por isso mesmo, precisamos todos estar atentos aos desdobramentos dessa problemática.
Neste 1º de Maio, a postura da MD é de preocupação com tais ameaças e de comprometimento com as lutas gerais dos trabalhadores. Esse é um motivo para afirmar que devemos estar alertas e unidos neste momento. Convocamos todo o povo trabalhador do Brasil a irmanar-se na luta contra a inflação, o desemprego e os ataques à democracia, na figura do STF.
Viva o trabalhador brasileiro!
Roberto Freire
Presidente nacional da Mobilização Democrática"

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