O líder da bancada do PT, deputado Tadeu Veneri, definiu como uma “violência” contra a população a aprovação em sessões extraordinárias do pacote de projetos que aumentam impostos e estabelecem a contribuição previdenciária para servidores aposentados do Estado. “Sem nenhuma discussão com a sociedade, essas medidas foram aprovadas em menos de vinte e quatro horas. Ele quebrou o Estado e não teve coragem de fazer esse debate com a sociedade, Não é possível que um governador eleito com mais de 50% dos votos vire às costas à sociedade desta forma ”, criticou Tadeu Veneri.
O deputado atacou o mecanismo da transformação do plenário
em comissão geral, que existe somente na Assembleia Legislativa do Paraná, e
possibilita que um ou mais projetos sejam votados e aprovados em um dia, sem
debates nas comissões permanentes. “Esses projetos têm impacto na vida de toda
a população. Quando forem ao supermercado, à panificadora, comprar material
escolar, remédios na farmácia, os paranaenses vão sentir os resultados dessa
votação”, afirmou o deputado.
Por pressão de alguns setores, a bancada governista
apresentou substitutivo mantendo a isenção sobre produtos da cesta básica, que
estavam sendo tributados no texto original. Foram doze itens que escaparam à
nova tributação, mas vários outros permaneceram.
Veneri observou que o futuro secretário da Fazenda, Mauro
Ricardo Costa, foi trazido de Salvador, na Bahia, para formular as medidas.
“Ele contratou um novo técnico, que trouxe a receita pronta e que, já disse em
entrevista que concedeu à Gazeta do Povo, que isso é só o começo”, afirmou o
líder da bancada do PT.
Golpe! Governo aprova “Pacote de Natal”
Para o APP Sindicato, a aprovação do pacotaço do Natal foi um golpe, conforme o título da matéria encontrada no site da categoria.
A nota da APP Sindicato diz ainda em longo texto:
Alguns deputados defenderam a população paranaense e
demonstraram ser contrários ao pacote de natal do governo. O deputado Tadeu
Veneri chamou atenção para o que o “pacote de natal” realmente representa.
“Poucas vezes essa casa recebeu projetos que mudam tanto a vida da população”.
Para o deputado estadual professor Lemos, é preciso lembrar que o governo está
apresentando projetos em que, aproximadamente, 95 mil itens terão aumento de
impostos, afetando, assim, toda a população do Estado.
Lemos relembrou
também a redução do teto previdenciário para o(a) servidor(as) público(a).
“Teto para governador não diminui. Não pode servidor público ter teto reduzido.
Quero solicitar que o projeto seja retirado”.
Lemos destacou que “o Paraná está acompanhando nesta sessão
a contradição do governo. Reduz serviços, aumenta impostos e quer colocar isso
na conta dos aposentados”. Conta essa que o professor aposentado, Jaime Ribeiro
Viana, não tem condições de arcar. “Como vai cobrar mais impostos se eu já
ganho pouco?”, questiona ele.
O deputado, Nereu Moura (PMDB), criticou a ação do governo
em aprovar essas medidas com tamanha urgência. Para ele é possível perceber a
"vontade deste governo em trair a vontade do povo que o elegeu. Responde
com um pacote de maldades". Para o deputado Anibelli Neto, que também
apoiou a iniciativa do depender, dizendo que está em defesa do povo do Paraná.
A professora Marlei, secretária de Finanças da APP, destaca
que os deputados e deputadas precisam atender aos interesses do povo e não do
governo. “Os deputados precisam ouvir a população. Eles não foram votados pelo
povo para atender ao governador do Paraná. Não é justo. Não é honesto”,
completa.
O presidente da APP, professor Hermes Leão, destacou a forma
como os projetos foram impostos pelo governo do Estado. “O governador Beto
Richa impõe medidas completamente antidemocráticas. Isso coloca o Paraná na
contramão do desenvolvimento econômico-social”.
Hermes ressalta o Projeto de Lei que inclui os(as)
aposentados(as) e pensionistas na cobrança para custear a previdência. “Isso
foi um ataque violento como jamais feito na previdência pública dos servidores,
indicando um cenário de muita dificuldade no próximo mandato deste governo”. O
presidente destacou a presença dos educadores e educadoras na Alep para
acompanhar e pressionar a votação dos projetos. “A APP esteve mobilizada e
continua presente. Vamos buscar na justiça reverter esse projeto que quer
descontar contribuição dos aposentados”, completa.


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