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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Escritos contraditórios: duelo entre o poeta e o jurista


Escritor muito certinho nunca conta a história certa. Preocupa-se mais com a beleza literária, com o primor do texto ou com o cheiro roseiral das palavras. O poeta! Esse! Vixe Maria! É o artista das fantasias. Mas, nesse sonho mental, muitas verdades são contadas... E aí começam as contradições dele com ele mesmo..., do imaginativo com o real...
Neste império há uma ilha cercada de águas e contradições, de histórias e tradições. Nada se faz no império sem passar pela ilha!
Ninguém sabe que tipo de governo é na região, apesar de sucessivos monarcas que por lá passaram. Os mais consagrados historiadores, do passado ou do presente, não sabem como é realmente a forma de governo que lá domina...
E continuo, eu, com as minhas também contradições (eu escrevo afirmando:  “fatos acontecidos por lá” , no lugar de escrever o certo: “fatos acontecidos por aqui”). E nessa contradição mudo sempre de assunto...
O rei Sebastião proibiu seus encantados de baixarem nos terreiros da ilha. Até a cabocla Mariana não vem mais, manda representantes... D. Sebastião estaria insatisfeito com o que acontece na Ilha...
Ninguém poderia imaginar que séculos depois de sua fundação, a ilha chegaria, ao século XXI, com este cenário de contradições. Nem mesmo Martins de Almeida, que aqui chegou no início da década de 30 trazendo Vitorino na mochila, previu que a região chegaria a este estado de enfermidade e contradições. O grande almirante francês François de Razilly, que por aqui transitou no século XVII, jamais imaginaria as confusas ambições, em defesa de interesses, que se juntam e se separam, desde as décadas finais do século XX até os dias de hoje (século XXI)... Coisas inacreditáveis, que não irei contar por não saber juntar as contradições históricas de hoje...
O poeta formou uma grande oligarquia juntando família, amigos e falsos amigos! Meio século só do poeta...
Chegou o jurista, para mudar tudo! Jura fazer um governo diferente. Mas está rodeado e juntado com muita gente que “juntou” dos restos do poeta, que ainda não jaz!
O jurista juntou até gente com “H” de Holanda, sem qualquer referência minha aos holandeses que invadiram e destruíram a cidade no século XVII, a não ser um caso improvável de um processo reencarnatório; o que não creio ser verdade!
E o jurista, inteligente e de vasta cultura, homem muito ligado à arte jurídica do bom saber, juntou também na sua equipe gente de ex-governadores (incluindo os mesmos) que tiveram formação política na Escola do Poeta..., e chegaram ao governo, nas suas respectivas épocas, pela força e vontade do dito/cujo/citado poeta!... E até a peça de café do poeta foi juntada aos bens políticos do jurista!
Do fundo de minha cuca, filtrando o pensamento, percebo o duelo entre o poeta e o jurista... Sente-se, no poeta, uma euforia em sonhos... Ele sonha que pode voltar.
Diz ele (o poeta) em seu último artigo: Eu fico com o sonho que se transformará em realidade. Não vamos desistir...”
E, na última frase, acrescenta: “Vamos reunir pedras para construir e não para jogá-las como bolas de fogo do ressentimento e do ódio.”
Se há ressentimento e ódio eu não sei: sei apenas que há um duelo entre o poeta e o jurista!
De HS, direto da Casa Grande...

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