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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

SOBRE OS CORTES DE VERBAS E O FUNCIONAMENTO DA UFMA

Desde semana passada grande parte da comunidade da UFMA e a população maranhense têm sido efetivamente bombardeadas por notícias de que a universidade passa por grave crise e de que a mesma pode ter suas atividades interrompidas. Diante deste fato, o Comando Local de Greve (CLG) da APRUMA registra o seguinte:

1 – Desde o início da greve  dos docentes (localmente em 10/06/2015)  o CLG/APRUMA tem tentado apropriar-se das reais condições de nossa universidade e, nessa direção, enviou ofício em 16/07/2015, pedindo informações à administração superior da UFMA;

2 – A partir de iniciativa da APRUMA, com apoio do SINTEMA e do DCE, no dia 11 de agosto finalmente a Administração Superior recebeu as entidades. Como desdobramento da reunião, a partir de propostas dos movimentos dos docentes, dos trabalhadores em educação e estudantes, o primeiro semestre letivo de 2015 foi efetivamente suspenso e o segundo semestre não recomeçará até que as greves de docentes e técnicos acabem;

3 – Quanto à situação financeira da UFMA, as organizações dos três segmentos tiveram acesso a algumas informações repassadas pela Administração Superior da UFMA, anteriormente ao repasse das mesmas aos parlamentares maranhenses e à imprensa local.  Para analisá-las o CLG formou uma comissão que as está articulando com informações advindas de outras fontes, como as do Portal da Transparência. Este trabalho já possibilitou conclusões preliminares, mas ainda encontra-se em andamento. Ressalta-se que o CLG, em conjunto com o SINTEMA e o DCE, promoveu uma plenária acadêmica, no dia 19/08/2015 exatamente para debater o impacto dos cortes na Educação na UFMA;

4 – Entre as conclusões preliminares, pode-se afirmar que houve e continuam sendo implementados severos cortes, e que essa situação é comum a todas as universidades brasileiras. Por outro lado, no caso específico da UFMA, pode-se afirmar também que além dos problemas relacionados aos cortes há problemas relacionados à qualidade dos gastos e às prioridades estabelecidas pela Administração Superior nos últimos anos;

5 – Avaliamos que são imprescindíveis mais informações e debates acerca do conjunto de obras em andamento em todos os campi da UFMA e sobre a situação do Restaurante Universitário, tendo em vista que as informações quanto ao seu fechamento são públicas há vários meses;

Lamentamos que a Administração Superior da UFMA e a ANDIFES tenham demorado a publicizar esse quadro das universidades brasileiras, e avaliamos que há necessidade de mais informações e transparência na divulgação das mesmas. Ressalta-se, aliás, que a situação caótica da UFMA e das demais universidades federais só foi revelada a partir do movimento grevista do ANDES-SN.

Nosso sindicato continuará defendendo os pontos relacionados a salário, carreira docente e para reverter os cortes que atingiram todos os serviços públicos brasileiros, bem como para que as reitorias ajam com mais transparência. Do sucesso dessa luta depende o funcionamento das universidades com condições adequadas para docentes, trabalhadores em educação e estudantes. Neste momento é importante fortalecer a greve. Vamos à luta!

São Luís, 31 de agosto de 2015.

COMANDO LOCAL DE GREVE DA APRUMA

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