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sábado, 31 de outubro de 2015

Artigo de Remi Ribeiro

A CONVENÇÃO DO PMDB

Remi Ribeiro*

Durante todo o processo para realização da Convenção Estadual do PMDB, mesmo em meio a tantas polêmicas me isentei de fazer declarações emocionadas para não ofender companheiros políticos e amigos pessoais envolvidos na disputa em questão. Afinal, no Exercício da Presidência do partido, meu papel sempre será atuar “como bombeiro, e não como incendiário”.
Contudo, aos 74 anos de idade e quase 60 anos de vida dedicada à política do Maranhão (e mesmo sem mandato) permanecendo no processo com o respeito de inúmeros companheiros, ouvir o deputado Hildo Rocha afirmar em tom ofensivo que sou preposto (ou pau mandado) do Senador João Alberto, me deixou perplexo e me sinto no dever de prestar a devida resposta para tal comportamento.
Ora, o nobre deputado foi à sede do PMDB APÓS o FIM das Legitimas eleições para Afirmar não ter havido democracia. Só que o companheiro esquece que a democracia é regida por regras e leis. Uma vez que a Chapa da qual ele fazia parte não cumpriu os requisitos básicos para participar das eleições, tivemos autenticidade para indeferi-la. A Direção do PMDB Nacional, por meio do Presidente do Partido, Michel Temer, assim como a justiça do Maranhão, deram Confirmada e autorizada a Convenção, por isso me pergunto: Qual o conceito de Democracia a qual o deputado se referia? Além disso, tivemos comparecimento de 75.47% dos convencionais e apenas 2 votos nulos e 1 voto em branco. Então, ir ao partido, depois de encerrada a votação trazer para o campo pessoal, uma disputa política, não é uma atitude coerente.
Infelizmente, a política tem dessas coisas: Ela une e liga os adversários, mas também separa amigos, parentes e família. E é bom lembrar que quem exerce o cargo eletivo “tem as asas de cera e não deve voar muito em direção ao sol, pois elas podem derreter”.

Remi Ribeiro foi deputado estadual e senador da República pelo estado do Maranhão.

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