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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

"Cidade que não é boa para seus cidadãos, não é boa para turistas"

Avaliação é de diretor da Organização Mundial do Turismo; Márcio Favilla falou à Rádio ONU que neste ano ainda deve ser superada a marca de 1,2 bilhão de viagens internacionais e mais de 7 bilhões domésticas.

 Foto: ONU/Stan Reynolds
Laura Gelbert, da Rádio ONU em Nova York.

Uma cidade que "não é boa para seus cidadãos, não é boa para turistas", afirmou Márcio Favilla, diretor-executivo para competitividade, relações externas e parcerias da Organização Mundial do Turismo, OMT.
Favilla conversou com a Rádio ONU após um evento sobre turismo sustentável, realizado no mês passado em Quito, Equador. Ele falou sobre a importância da atividade para a Agenda 2030.

Força crescente

"O turismo, seja internacional, seja doméstico, é uma força crescente. Para que todos tenham uma ideia: este ano, vamos superar a marca de 1,2 bilhão de pessoas viajando internacionalmente e mais de 7 bilhões de pessoas viajando dentro de seus próprios países. Então, o turismo é uma força econômica, pode dar uma contribuição enorme ao desenvolvimento social, à promoção da cultura, à preservação do meio ambiente."

Em Quito, onde participou da Conferência Habitat III, o diretor da OMT afirmou ainda que o turismo se "encaixa muito bem na nova agenda urbana".

Mundo melhor

Márcio Favilla defendeu que o turismo é um "instrumento para o entendimento, compreensão mútua e paz entre os povos".

"O turismo é um instrumento para a construção de um mundo melhor muito além dos aspectos econômicos que o turismo gera e pode trazer de benefícios para os países e comunidades visitados. O turismo continua crescente em âmbito internacional apesar dos desafios geopolíticos que estamos vivendo."

Ele afirmou que nos últimos seis anos a atividade tem crescido nos últimos seis anos acima da média do crescimento da economia mundial e do comércio internacional.

Favilla acredita também que o turismo é uma atividade resiliente, que se "recupera de momentos difíceis e impactos adversos". Ele disse que a OMT trabalha com Ministérios do Turismo que países que enfrentam dificuldades devido a questões de segurança "para que as situações sejam superadas".

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