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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Inclusão é fundamental para futuro das cidades, diz vice-chefe da Cepal

Rádio ONU

Para Antonio Prado, a participação dos cidadãos é muito importante; ele falou com a Rádio ONU durante a Habitat III, em Quito.




Cidades inteligentes, inclusão, redução de desigualdades. Estes foram alguns dos temas abordados na Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, Habitat III, realizada em Quito.
Na capital equatoriana, Antonio Prado, diretor-adjunto da Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, Cepal, falou à Rádio sobre sua expectativa para o futuro das cidades nas próximas duas décadas, quando será realizada a Habitat 4.
"Hoje, nós temos um imenso problema que é o fato de que as cidades latino-americanas estão marcadas pela segregação social. Isso tem que ser corrigido nesses próximos 20 anos. Então, quando nós falamos do tema inclusão, a inclusão é um tema absolutamente fundamental. Pensar a nova cidade é pensar uma cidade que seja de todos".

O vice-chefe da Cepal falou ainda como a tecnologia pode ajudar os centros urbanos na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs. Prado citou a questão do "grande desperdício de recursos", incluindo energia e água.

Desperdício

Segundo Prado, 40% dos alimentos que chegam à cidade, por exemplo, são desperdiçados e outros 40% da produção total são perdidos no caminho.
"A utilização dessas novas tecnologias pode permitir tanto do ponto de vista da distribuição como do ponto de vista do consumo um aumento significativo da eficiência, o que diminuiria os custos de operação de uma cidade e ampliaria a participação de outros segmentos da sociedade. Quando nós falamos de inclusão, nós falamos não somente de inclusão em um direito formal, mas de um direito concreto, real, de poder participar dos benefícios da cidade, de ter uma qualidade de vida, do ponto de vista dos serviços e do ambiente que existe nas cidades."
Antonio Prado citou ainda a violência como um fenômeno crescente na América Latina. Para o vice-chefe da Cepal, "todas essas tecnologias podem ajudar de forma significativa a criar uma outra cidade, não uma tecnológica, mas uma onde as pessoas possam participar, usufruir e de fato exercer seu direito" ao espaço urbano.
Ele disse ainda que a América Latina não tem o problema de pensar a "transição rural-urbana", o que já foi feito.
Segundo Antonio Prado, hoje em dia a questão é melhorar a qualidade de vida nas cidades", citando os pontos de vista da "segurança, da convivência e do pertencimento". Para ele, a participação dos cidadãos é fundamental.

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