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domingo, 20 de novembro de 2016

Tenho medo do Rei e até do Visconde


Hélcio Silva

Minha 2ª crônica de hoje

(20 / 11 / 2016)

O artigo do Sarney - O medo como intimidação - faz lembrar a história.

Eu já vivi etapas históricas da política maranhense e lembro o vitorinismo.

Quando Vitorino chegou ao Maranhão, pelas mãos do coronel Marins de Almeida (Antônio Martins de Almeida), ninguém imaginaria que nosso Estado ficaria, por um bom tempo, subordinado à chibata dos vitorinistas.

Ninguém dava um pio contra o todo poderoso Vitorino de Brito Freire...

Acabou-se o vitorinismo. Entra em cena a Oligarquia Sarney , nos moldes também do quero, mando, posso e faço! É isso mesmo, coisa desse jeito!...

Chega então, nos nossos dias, o “salvador”, a anunciada mudança, a liberdade em novos tempos, o Maranhão de todos...

Tudo mentira!

O governador de hoje é vaidoso, mandão, cacique, coronel... e se acha acima de tudo. Pensa que o Maranhão é dele!

A história, bem pesquisada, dirá sem medo: é uma mistura de Martins de Almeida com Vitorino... (quem conhece a história sabe o que estou dizendo).

E, por isso, abriu a porteira para o artigo do Sarney - “O medo como intimidação” - que coloca com clareza a verdade sobre o novo governo de hoje que persegue, que intimida; embora tenhamos a consciência que o ex-presidente também não é Santo nem Anjo de asa branca!

È verdade! Uma coisa é verdade: Aliados e adversários têm medo do novo Rei... 

O Maranhão, em pleno século XXI, é território político do medo.

O que o novo Rei pensa é lei... e se não é... será!

E é justamente por esta razão que o Sarney também usou a poderosa arma de jornalista e escritor, com a alma de quem está preparado para o duelo... E aí diz em seu artigo:

“No Maranhão hoje o medo é esse instrumento, utilizado politicamente. Todos têm medo: os comerciantes têm medo das fiscalizações dirigidas; os políticos têm medo das comissões de inquérito, semelhantes às da Inquisição, que levavam às fogueiras; os funcionários têm medo das ameaças e das demissões; cada cidadão tem medo de uma forma de perseguição. Uma denúncia aqui, uma demissão acolá, uma ameaça mais além, chantagens, pressões, insinuações, calúnias, difamações, falsidades… Tudo isso rasga a coesão social, rompe a vida 
das famílias, mina o futuro.”

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E eu aqui, no meu cantinho, amedrontado, tremendo e assustado, não coloco nem a cabeça de fora: tenho medo até do visconde!

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