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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Sinproesemma critica gestão do prefeito de Coroatá

Acorda, Coroatá!...


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Em carta aberta, o Sindicato diz que “Infelizmente a atual gestão não tem até o momento priorizado e gerido com atenção e responsabilidade necessárias o sistema de ensino em Coroatá”.

Carta aberta à sociedade coroataense

O SINPROESEMMA, Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Estado do Maranhão, atua em Coroatá desde 2013, quando na época, se dedicou a buscar a garantia de direitos básicos, como a redução de carga horária de trabalho, cumprimento da lei do piso salarial 11.738/08 e a implantação do PCCS dos professores efetivos e que, consequentemente, irá beneficiar os professores Substitutos (contratados). Em razão disso, membros do sindicato sofreram inúmeras perseguições e retaliações – remoções para áreas rurais longínquas, e até exoneração por parte da gestão de Teresa Murad, que se mostrava sempre autocrática e resistente a qualquer diálogo com a classe de professores.

Em 2016, com o apoio supremo da sociedade, de membros do citado sindicato e da maioria dos professores do município que discordavam e combatiam o modelo autoritário de fazer gestão, desencadeado pelo grupo Murad, Luís Mendes Ferreira Filho, o Luís Filho, elegeu-se prefeito de Coroatá. Logicamente, quando a sociedade decide alternar o postulante do poder executivo, ela espera que o eleito implemente práticas diferentes, estabeleça projetos que desenvolvam o município e melhore os serviços básicos dos quais a população tem direito.

Infelizmente, a gestão Luís Filho não tem até o momento priorizado e gerido com atenção e responsabilidade necessárias o sistema de ensino, tendo a proeza, inclusive, de precarizar o que já não era de qualidade. Tal inferência fica nítida quando se observa, com tristeza e decepção, o descuido com a manutenção das instituições de ensino, que ainda não foram reformadas ou sequer pintadas (os últimos reparos foram feitos durante a gestão de Teresa Murad), lâmpadas e ventiladores queimados e que não são substituídos por novos; escassez de recursos e materiais pedagógicos que melhorem a prática docente (pincéis, abastecedores, apagadores, máquinas de xérox, etc.), alunos sem fardamento e quites de materiais.

Soma-se a tudo isso o fato de a gestão não ter proposto ainda nenhuma adequação positiva ao PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários) que possa ir de encontro à melhor valorização dos profissionais de educação (ainda hoje, um professor que se desloca para a zona rural, permanece ganhando 11 centavos por quilômetro percorrido, por exemplo), não pagamento de abono salarial e das constantes denúncias de que o poder público tem pagado com recursos oriundos do FUNDEB os ditos “funcionários fantasmas”, o que, se verídico, desmonta a falácia de que o sistema de ensino vive uma crise financeira. Nesse sentido, é importante aclarar que a única ação positiva da gestão é o devido cumprimento da lei do piso salarial, que reajusta o salário dos professores todo ano, com porcentuais estabelecidos pelo governo federal.

Por fim, o SINPROESEMMA aguarda o posicionamento do município e que, além disso, possa resolver ou minimizar as mazelas e descasos elencados, pois caso o contrário, este sindicato não irá se curvar ou se calar diante de tamanhos desmandos que comprometem a qualidade da educação dos coroataenses.

Coordenação do núcleo local do SINPROESEMMA. “Sempre trabalhando por melhorias no magistério.”

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