O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações da
Operação Lava Jato em primeira instância, mudou a data do interrogatório do
ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. Detido no Complexo Médico
Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Cunha seria ouvido
nesta sexta-feira (14), na capital paranaense, mas a data da oitiva foi adiada
para 3 de outubro, às 14h.
A decisão de Moro é da última segunda-feira (10). O
magistrado atendeu a um pedido da defesa de Cunha que apresentou três novos
quesitos complementares em relação ao laudo da perícia feita no celular do
acusado.
No telefone de Cunha foram encontradas mensagens trocadas
com o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) em que os dois parlamentares
tratavam de repasses de Joesley Batista, dono da J&F, em 2012. Nos textos
trocados, também aparece o nome “Michel”, o que segundo as investigações seria
uma referência a Michel Temer, vice-presidente da República na época.
Neste processo, Cunha é acusado pelo Ministério Público
Federal (MPF) de receber propina em contratos para fornecimento de navios-sonda
para a Petrobras. De acordo com a denúncia, Cunha aceitou a promessa de
recebimento de vantagem indevida de cerca de US$ 15 milhões no esquema. Ele se
tornou réu por corrupção e lavagem de dinheiro. Além dele, a ex-deputada e
ex-prefeita de Rio Bonito (RJ), Solange Pereira de Almeida, também é acusada.
O deputado cassado já foi condenado em outra ação penal a
15 anos e 4 meses de prisão por receber propinas para exploração de petróleo no
Benin, na África. Cunha está preso desde outubro de 2016.

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