A TRISTEZA QUE VEM DO NADA
Hélcio Silva
(28 / 10 / 2019)
Envolve-me uma profunda tristeza: vem do nada..., de um nada
que pensamos não existir; porém existe! Entrou pela porta fechada, nas primeiras
horas da manhã...
A tristeza para
entrar não precisa de porta aberta, ela passa até por entre as paredes.
A alegria, minha companheira de quase todas as manhã, hoje
não pode entrar: está no pé da mangueira, no quintal daqui de casa!... Ela só
vai entrar quando a tristeza for embora!
Não me importo muito, porque sei que essa melancolia vai
embora – a qualquer hora, ela se vai!
E lá vem a primeira notícia ruim – que li no jornal da
tristeza: Alberto Fernández vence no 1º turno e é eleito presidente da
Argentina. A vice é a ex-presidente Cristina Kirchner, que comandou o país
entre 2007 e 2015...
E até por essa eleição, e por causa dela, haverá jogo de espadas entre dois
caras-de-pau: Lula e Bolsonaro...
Caras-de pau!
Revejo uma crônica recente de Dom Nelson que se diz
preocupado com a violência, que “nos últimos anos aniquilou de várias maneiras
a existência juvenil no Brasil” e que tem “a juventude como agente e vítima
simultaneamente”. Drogas, trânsito, doenças sexualmente transmissíveis,
suicídio são sinais do que é considerado o extermínio dos jovens.
Diz mais Dom Nelson:
“As ações são tímidas e as vozes proféticas na Igreja, dos
grupos jovens em nossas dioceses, não são ouvidas! A injustiça está batendo à
porta e não se faz nada. Enquanto houver injustiça entre nossos jovens, jovens
pobres e sem oportunidade, o Reinado da Vida não acontecerá. E a Civilização do
amor será apenas um sonho que não mais encanta”.
Enquanto o bispo luta pelo bem da nossa juventude, os
caras-de-pau não estão nem aí.
Bom dia meus amigos!
A tristeza já se vai...
A alegria logo/logo chegará.

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