Nos últimos dias, centenas de pessoas se mobilizaram para conter o óleo que chega no litoral, enquanto governo e seus órgãos competentes estão falhando no combate ao problema.
Enquanto isso, os cidadãos realizam, como podem, a limpeza
das praias. Nos últimos dias, voluntários do Greenpeace, de outras entidades e
cidadãos comuns também contribuíram com o esforço realizando atividades,
ajudando em trabalhos de combate ao óleo e documentando os locais atingidos.
Neste fim de semana, voluntários do Greenpeace realizaram
ações de limpeza nas praia e Cupe, Maracaípe e Muro Alto (PE) e em Fortaleza
(CE), onde também fizeram um protesto pacífico.
Também hoje o ministro espalhou um vídeo do Greenpeace, com
uma edição falaciosa, como se não estivéssemos ajudando na limpeza. Ricardo
Salles não acionou o plano de emergência a tempo e da forma correta para
combater o óleo e, agora, quer jogar a culpa nas ONGS que fazem o trabalho que
o governo não faz. O governo e o Ministro devem focar em resolver o problema
com eficiência em vez de jogar a responsabilidade para a população.
Nosso conselho do vídeo reiteramos aqui: ao realizar a
limpeza de praia em locais atingidos por petróleo, é importante utilizar equipamentos
de segurança para evitar contaminação. O petróleo é altamente tóxico e pode
causar danos à saúde.
O Greenpeace atua há décadas contra a exploração de
petróleo em áreas sensíveis e destaca os riscos que a atividade coloca ao meio
ambiente. Há anos vemos paisagens sendo afetadas, a perda de biodiversidade e
os impactos sociais causados pelo petróleo, que também é um dos principais
causadores das mudanças climáticas no mundo. No Brasil, por exemplo,
conseguimos barrar que a petroleira Total perfurasse e explorasse a região
perto do recife dos Corais da Amazônia. Tivemos mais de 2 milhões de pessoas do
mundo todo apoiando essa campanha em defesa da biodiversidade.


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