Câmara aprova reajuste de 3,5% e outros projetos do funcionalismo. A proposta do Sindicato é outra.
Fonte do texto abaixo – Câmara Municipal de Curitiba
A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) aprovou nesta
segunda-feira, em primeiro turno, os três projetos de lei de iniciativa do
Executivo que tratam do funcionalismo público, durante uma sessão tensa devido
à manifestação de servidores públicos municipais, em greve desde hoje cedo.
Janelas e vidros da Câmara foram quebrados. Cortinas foram rasgadas. Duas
pessoas foram detidas e encaminhadas à delegacia. Os vereadores aprovaram o
reajuste de 3,5% do salário, a prorrogação do congelamento de carreira, mas com
a manutenção do vale-transporte em dinheiro e a redução da liberação sindical –
as três propostas tramitam em regime de urgência e retornam nesta terça (19) em
segundo turno.
Desde o início da manhã, servidores municipais se
concentraram em frente ao Palácio Rio Branco, sede do Legislativo municipal. A
Câmara Municipal de Curitiba solicitou apoio da Guarda Municipal e da Polícia
Militar para garantir o funcionamento da sessão plenária. “Quero parabenizar o
trabalho da Guarda e da PM por manter a ordem da atividade parlamentar,
garantindo a segurança dos nossos vereadores e dos nossos servidores”, disse o
presidente da CMC, Sabino Picolo (DEM), em entrevista à imprensa.
Quando a sessão plenária foi aberta, para acompanhar a
votação das galerias, foi permitida a entrada de 28 servidores – o número é o
limite determinado pelo Corpo de Bombeiros. “A casa é um prédio antigo,
histórico, que não oferece condições de receber um grande contingente dentro da
Casa Legislativa. Gostaríamos de ter um espaço ideal para receber a população,
é verdade”, disse o diretor-geral da CMC, Daniel Dallagnol, também aos
jornalistas que faziam a cobertura da sessão.
Diversos manifestantes tentaram invadir, forçando o cordão
de isolamento dos guardas municipais e causando empurra-empurra na entrada do
plenário. Ao acessar o hall de entrada, os manifestantes bateram nos vidros,
como forma de protesto, e quebraram vidros e janelas. A PM-PR auxiliou a Guarda
Municipal na contenção para evitar invasão do plenário. “A segurança precisou
ser mantida. Os manifestantes têm o direito de se manifestar, dentro dos
limites possíveis, desejáveis e de urbanidade. Me parece que houve um excesso”,
disse Dallagnol.
Segundo o comandante do 12º Batalhão da Polícia Militar,
tenente-coronel Anderson Pereira, com uma das pessoas detidas, “na revista,
foram encontrados diversos materiais, como máscara de gás, bombas de fumaça e
pirotecnica, alguns materiais de pichação, marreta, entre outras ferramentas”,
revelou. “Como ele havia desacatado e desobedecido à ordem dos guardas
municipais, ele foi revistado na frente de outros manifestantes e encaminhado
pela própria Guarda Municipal para qualificação, identificação e apresentação à
delegacia civil”, complementou.
Apesar do clima tenso no início da sessão plenária, os três
projetos de iniciativa do Executivo foram aprovados. Os servidores públicos
acompanharam a votação das galerias do Palácio Rio Branco e protestaram contra
a votação.

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