terça-feira, 17 de março de 2020

Minha crônica da manhã

Faz tempo que não vejo o Fernando

Hélcio Silva


17 / 03 / 2020

Fazia tempo que não via o Fernando, nem mesmo na imagem ou foto impressa, em jornais do passado ou em formatura de colação de grau.

Hoje, nesta manhã de sol prateado, vejo o Fernando sentado, sorridente... – parecendo um homem sem problemas...


...Ah! Ele é este da foto acima, sociólogo, foi presidente do Brasil....

Não foi um bom presidente; jamais, no entanto, maluco como o capitão... Ele não navega nessas maluquices de hoje.

Bem sereno, todavia, ele se diz cauteloso, prudente...

Faz-me ver, desta palavra, um outro prudente - o Prudente José de Morais Barros, gente de Itu, que foi presidente do Brasil entre 1894 a 1898. Foi o 3º presidente da República e o 1º presidente civil do Brasil. E esse, pelo menos, tinha prudente como nome.

Mas vivemos hoje um tempo de turbulência, voos malucos cruzando os céus, e isso tem levado o Brasil a uma perigosa crise política, onde o ódio se faz presente em todos os momentos.

Porém nesse Sol de hoje, abro as páginas e leio dois textos de Fernando Henrique Cardoso, o sociólogo de quem falo... E é escrito por ele, em sua conta no twitter, os dois textos abaixo:

“Saber falar, ter paciência e persistir são qualidades, neste momento dificultoso. É o que o povo espera do Presidente, seus ministros e seus opositores. Basta o coronavírus, chega de inventar inimigos ou de jogar culpa só no Congresso. Menos palavras vazias, mais ação e serenidade.”

“Com coronavírus, desemprego elevado e crescimento baixo, mais do que nunca, precisamos de serenidade e boa liderança. Ainda há tempo para sustar impulsos de ódio. Menos do que de manifestações contra, o país precisa de pacificação e rumo. A eles, pois.”

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