África tem 7 bilhões de árvores fora das florestas
19 julho 2021
Clima e Meio Ambiente
Da Onu News
Iniciativa apoiada pela FAO é a primeira que levantou dados
ambientais sobre o tema em nível global; experiência é considerada uma inovação
mundial realizada na região; estudo revelou quase 350 milhões de hectares de
terras agrícolas, mais do dobro em relação à União Europeia.
África tem mais de 7 bilhões de árvores fora das florestas. A constatação é de uma recente pesquisa co-realizada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, e a Comissão da União Africana.
O continente acolheu a primeira coleta e análise de dados em nível global que revelou haver mais florestas e terras aráveis do que detectadas anteriormente.
Parceria
A Iniciativa Africa Open Deal, abreviatura em inglês para
Dados para o Meio Ambiente, Agricultura e Terra, conta com o apoio da União
Europeia, da Alemanha e da Turquia.
A FAO destaca que os dados digitais são precisos, abrangentes e harmonizados sobre o uso da terra e as mudanças no uso. O estudo detalha o resultado de mais de 300 mil pontos de amostragem, acompanhados entre 2018 e 2020.
A Grande Muralha Verde continental tem 393 milhões de hectares de terras com potencial e oportunidades de restauração, segundo a pesquisa. Quase 350 milhões de hectares de terras agrícolas são cultivados na África, mais que o dobro da União Europeia.
Foram as bases de dados da Grande Muralha Verde que geraram o conhecimento e os dados biofísicos especializados através da parceria Ação Contra a Desertificação.
Uma mulher plantando uma árvore de carité em Gana para proteger as margens dos rios e para seu fortalecimento econômico. A manteiga de karité é consumida ou vendida para fins cosméticos
Fome
O representante regional da FAO para a África, Abebe Haile-Gabriel, questionou a razão de se estar a falar sobre a continuação da fome no continente, destacando que com as informações novas e precisas será apoiado o combate ao problema.
O acesso aos dados e às informações do Africa Open Deal é aberto ao público através da plataforma geoespacial do EarthMap.



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