segunda-feira, 5 de julho de 2021

Condenado a 39 anos em Júri popular o autor da morte de Mariana Costa

Lucas Porto é condenado a 39 anos de prisão pela morte da publicitária Mariana Costa


O empresário foi condenado pelo júri popular, na madrugada desta segunda-feira (5), pelos crimes de homicídio com quatro qualificadoras e estupro. O juiz negou ao acusado de matar a sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney o direito de recorrer da decisão em liberdade.

O empresário Lucas Leite Ribeiro Porto, acusado de matar a publicitária Mariana Menezes de Araújo Costa Pinto, de 33 anos, sobrinha-neta do ex-presidente José Sarney, foi condenado, em júri popular, a 30 anos de prisão por homicídio com quatro qualificadoras, sendo feminicídio, asfixia, impossibilidade de defesa e ocultação de provas, e 9 anos de prisão por estupro, totalizando a pena privativa de liberdade de 39 anos de reclusão em regime fechado inicial.

Após o anúncio da sentença, a defesa do empresário afirmou ao G1 que vai recorrer da decisão.

Após seis dias de julgamento, o Tribunal do Júri decidiu, na madrugada desta segunda-feira (5), pela condenação do réu. O juiz negou ao acusado o direito de recorrer da decisão em liberdade, além disso, ele disse que o fato do Lucas Porto estar preso há quatro anos não são relevantes para diminuir a pena.

Desde 2016, Lucas Porto permanecia preso no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, onde respondia pelos crimes de homicídio qualificado por asfixia, mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima, objetificando ocultar crime e por feminicídio. Agora, ele será levado novamente ao presídio, onde deverá a cumprir a pena, inicialmente, em regime fechado.

Seis dias de julgamento

O julgamento do empresário Lucas Porto começou do dia 30 de junho e tinha previsão de durar três dias, mas acabou se estendendo por quase cerca de seis dias.

O juiz titular da 4ª Vara do Tribunal do Júri, José Ribamar Goulart Heluy Júnior, foi o responsável por presidir o julgamento. O promotor de Justiça, Marco Aurélio Ramos Fonseca, foi o representante do Ministério Público no caso.

Ao todo, 21 testemunhas foram ouvidas, entre as de defesa, acusação e, as simultaneamente de defesa e acusação. Entre eles estão seis assistentes técnicos contratados pela defesa de Lucas Porto.

Duas testemunhas foram dispensadas após um acordo entre a defesa e o Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Foram elas, o viúvo de Mariana Costa, Marcus Renato e o delegado de polícia, Maurício Matos.

Devido a pandemia, houve restrições de acesso ao local do júri, que foi popular. O acesso a sala da sessão do júri foi controlado e havia marcações nas poltronas para manter o distanciamento mínimo entre as pessoas, além de ter sido disponibilizado álcool em gel e o uso de máscara foi obrigatório.

Com informação do G1-Ma


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