sábado, 3 de julho de 2021

Minha crônica do amanhecer

Eu sou Hélcio

Minha crônica do amanhecer

(03 / 07 / 2021)

 

Hoje é um sábado diferente!

Leio Lima Coelho, um brilhante poeta do meu tempo... do nosso tempo de ainda hoje.

Leio o poema da cidade, nosso Hino, poesia linda de BANDEIRA TRIBUZI..., marca dos nossos dias...


Ó minha cidade

Deixa-me viver

Que eu quero aprender

Tua poesia

Sol e maresia

Lendas e mistérios

Luar das serestas

E o azul de teus dias

Quero ouvir à noite

Tambores do Congo

Gemendo e cantando

Dores e saudades

A evocar martírios

Lágrimas, açoites

Que floriram claros

Sóis da liberdade

Quero ler nas ruas

Fontes, cantarias

Torres e mirantes

Igrejas, sobrados

Nas lentas ladeiras

Que sobem angústias

Sonhos do futuro

Glórias do passado

 

Da janela do meu canto, de minha rede armada, de onde vejo o sol nascer, falo com vozes invisíveis que não vejo aparecer...


Abro a cortina do dia...

Quero ver o amanhecer...

O sol aparecer...

Com sua luz que irradia!

Paz e harmonia

Toda hora e todo dia!

 

Quero ver a noite chegar, carinhosa como a lua...

Que clareia o mar...

Ilumina Iemanjá...

E lança partículas de paz

Que dançam o verbo amar...

 

Ah... se eu ainda fosse das matas

Das matas de cor morena...

Bem onde nasceu a cabocla...

Com o nome de Jurema...

Das matas do juremá

Filha de Tupinambá...

Tô indo minha gente...

Cheguei ontem a São Luís, vindo de Morros, onde também tenho morada...

Até mais ver!

Eu sou Hélcio

Apenas Hélcio

Nada mais do que Hélcio...


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