Eu sou Hélcio
Minha crônica do amanhecer
(03 / 07 / 2021)
Hoje é um sábado diferente!
Leio Lima Coelho, um brilhante poeta do meu tempo... do
nosso tempo de ainda hoje.
Leio o poema da cidade, nosso Hino, poesia linda de BANDEIRA TRIBUZI..., marca dos nossos dias...
Ó minha cidade
Deixa-me viver
Que eu quero aprender
Tua poesia
Sol e maresia
Lendas e mistérios
Luar das serestas
E o azul de teus dias
Quero ouvir à noite
Tambores do Congo
Gemendo e cantando
Dores e saudades
A evocar martírios
Lágrimas, açoites
Que floriram claros
Sóis da liberdade
Quero ler nas ruas
Fontes, cantarias
Torres e mirantes
Igrejas, sobrados
Nas lentas ladeiras
Que sobem angústias
Sonhos do futuro
Glórias do passado
Da janela do meu canto, de minha rede armada, de onde vejo o sol nascer, falo com vozes invisíveis que não vejo aparecer...
Abro a cortina do dia...
Quero ver o amanhecer...
O sol aparecer...
Com sua luz que irradia!
Paz e harmonia
Toda hora e todo dia!
Quero ver a noite chegar, carinhosa como a lua...
Que clareia o mar...
Ilumina Iemanjá...
E lança partículas de paz
Que dançam o verbo amar...
Ah... se eu ainda fosse das matas
Das matas de cor morena...
Bem onde nasceu a cabocla...
Com o nome de Jurema...
Das matas do
juremá
Filha de
Tupinambá...
Tô indo minha gente...
Cheguei
ontem a São Luís, vindo de Morros, onde também tenho morada...
Até mais
ver!
Eu sou
Hélcio
Apenas
Hélcio
Nada mais do que Hélcio...



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