ANA apresenta histórico de atuação em situações de escassez hídrica e aborda momento atual
Durante a explanação, que está disponível no canal da ANA no YouTube, o superintendente de Regulação de Usos de Recursos Hídricos da Agência, Patrick Thomas, apresentou as competências da autarquia na regulação dos usos da água, inclusive em situações de escassez hídrica. O superintendente explicou como se dá tanto a atuação da ANA quanto a atuação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) no atual contexto de escassez. Thomas falou, ainda, sobre o trabalho que a Agência realizará para estabelecer regras de operação definitivas para reservatórios estratégicos com foco na segurança hídrica, no atendimento aos usos múltiplos e na prevenção de crises hídricas – como já fez anteriormente no São Francisco, Paraíba e Sistema Cantareira.
Em 1º de dezembro deste ano entrarão em vigor as regras de operação da bacia do rio Tocantins e estão em discussão regras para a bacia do rio Paranapanema. Em 2022, a perspectiva é que sejam elaboradas regras para as bacias dos rios Paranaíba e Grande.
Thomas falou sobre a atuação da ANA em situações de escassez hídrica desde 2012, como no Semiárido (2012, ano de início); bacia do rio São Francisco (2013); Paraíba do Sul (2014); Alto Tietê (2014); Piracicaba, Capivari e Jundiaí (2014); Tocantins-Araguaia (2016); Distrito Federal (2016); São Mateus (2016); e Pardo (2016). Como resultado dessa atuação, foram definidas regras para evitar novas crises.
O superintendente também explicou que a ANA realizou 412 reuniões de salas de crise e salas de acompanhamento desde 2013 em 12 significativos sistemas hídricos, como o do São Francisco, do Paraíba do Sul e o Sistema Cantareira. Outros tópicos foram a alocação de água e a definição dos marcos regulatórios, que geram 80 reuniões de alocação anuais em 40 sistemas hídricos locais desde 2015.
Ao abordar a atuação da ANA no momento atual, Thomas explicou que o momento atual não é o pior do histórico na maioria das bacias hidrográficas do País em termos hidrológicos, como é o caso dos reservatórios de Santo Antônio (RO), Sobradinho (BA), Belo Monte (PA), Serra da Mesa (GO) e Tucuruí (PA); respectivamente nos rios Madeira, São Francisco, Xingu e Tocantins (para os dois últimos).
Por outro lado, na Região Hidrográfica do Paraná há diversos reservatórios com algumas as menores vazões naturais médias afluentes – águas que chegaram – do histórico entre outubro de 2020 e agosto de 2021. É o caso, por exemplo, das hidrelétricas de Jurumirim (SP), Água Vermelha (MG/SP), Nova Ponte (MG), Porto Primavera (MS/SP), Ilha Solteira (MS/SP) e Itaipu (PR); respectivamente nos rios Paranapanema, Grande, Paranaíba e Paraná (as últimas três). Por isso, a ANA emitiu a Declaração de Situação Crítica de Escassez Quantitativa de Recursos Hídricos da Região Hidrográfica do Paraná em 1º de junho.
Segundo a apresentação, impactos para usos consuntivos, que consomem água, não são vislumbrados no momento. É o caso do abastecimento urbano, irrigação e indústria. Já para usos não consuntivos – geração hidrelétrica, turismo, lazer e navegação – já estão acontecendo impactos decorrentes da redução dos níveis dos reservatórios. Além disso, foi explicada a atuação da ANA atualmente quanto aos reservatórios de Jupiá e Porto Primavera, no rio Paraná; na Hidrovia Tietê-Paraná; em Furnas e Mascarenhas de Moraes, no rio Grande; e na bacia do rio São Francisco. Tais ações podem ser consultadas no site da Agência.
O diretor Oscar Cordeiro Netto também enfatizou a importância das decisões já tomadas pela ANA em outras situações de escassez e que se refletem atualmente. “Se a ANA não tivesse tomado decisões no passado, como essas relativas às resoluções e normativos, como os termos de alocação em vários reservatórios do país, talvez não tivessem condições de fazer frente à atual situação”, disse. Nessa mesma linha, o diretor Marcelo Cruz pontuou que: “Todas essas ações [já realizadas pela ANA] estão permitindo que a situação, mesmo com toda a questão climática e energética envolvida, esteja sob controle para diversos usos [de água].”
Vitor Saback falou sobre o trabalho que a ANA realiza com “solidariedade hídrica”. “A demanda por água é contínua e crescente. As incertezas sobre a oferta de água existem. Então, a ANA, de forma transparente, fazendo uma gestão por bacia, certamente vai dar sua contribuição”, destacou.
Fonte: Assessoria Especial de Comunicação Social (ASCOM)
Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

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