DIVINA PROVIDÊNCIA
Texto do jornalista José Gomes
Houve um tempo que o ensino fundamental era levado muito a sério em São Luís. Nos jardins de infância os meninos e meninas tinham logo noção da responsabilidade de estudar. Aí fecharam os jardins de infância.
Tinham os grupos escolares para onde iam os garotos e garotas após o jardim. Eram preparados para o ginásio e daí iam em frente.
O ensino mudou. Fizeram uma reforma para ficar mais moderno. Mais dinâmico.
Daí que n'outro dia, uma jornalista nas suas atividades em uma emissora de televisão ludovicense, vem com "PAULO vi". Talvez, por conta da reforma educacional não sabe o que são algarismos romanos e que estava escrito Paulo Sexto, (VI).
Tudo bem, erros assim e outros estão se tornando comuns. Tanto é assim que quando um estudante tira nota 1.000 na redação do Enem vira celebridade que é a palavra da moda para famoso. Em São Luís apenas UM postulante a uma universidade atingiu esse grande feito. E haja outdoor nas avenidas com sua foto. Entrevistas no rádio, televisão e página inteira nos jornais. A que pinto o ensino chegou.
Tudo isso acima para lamentar profundamente o fechamento da Escola Divina Providência, da Rede Dorotéia, em São Luís. Ficava na Rua Oswaldo Cruz e preparava as crianças, do ensino fundamental, para o ensino médio no Colégio Santa Teresa.
A escola fechou. E daí? Daí nada. Ninguém viu o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, fazendo um vídeo nas redes sociais lamentando o fechamento de uma escola. Tampouco o governador Brandão Júnior, já que os dois executivos disputam na rede social quem produz mais vídeos mostrando grandes feitos, como shows caipiras no carnaval e outras bobagens.
Mas o fechamento de uma escola não é importante. Ora, se até às escolas públicas, municipais e estaduais não estão tendo a devida atenção, imaginem uma escola das Irmãs Doroteias. Nada importante, principalmente localizada no centro de São Luís.

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