domingo, 28 de abril de 2013

O outro lado que o governo não olha

Os domingos, geralmente, são mais festivos. Muitas pessoas se divertem ou descansam... Outros - homens e mulheres - oram, assistem missa, participam de reuniões espirituais, fazem caminhadas em
parques. Mas a grande maioria do povão acompanha os campeonatos de futebol... O domingo sempre foi diferente dos outros dias...
Hoje, amanheci o dia dizendo que não escreveria... As minhas mãos estariam em greve!..., só para escrever... Poderiam postar matéria, porém, - as mãos não usariam o teclado para escrever... Então pedi a essas minhas mãos que colocassem esta notícia publicada hoje no portal Diário do Amazonas, sobre as enchentes na região amazônica; enquanto observo que o poder público pouco faz para acabar com a tragédia das cheias... Todo ano é a mesma coisa... O mesmo sofrimento... A mesma dor... E vejo o governo do Brasil preocupado com a Copa do Mundo, evento com a duração de apenas um mês... E este mesmo governo, embriagado pela ambição e pela vaidade, olha somente para a Copa, esquecendo os mais pobres, os que sofrem, os que sentem a dor do abandono...
Publico abaixo a notícia divulgada, hoje, no Portal do Diário do Amazonas, com a imagem de olhos tristes vendo a tragédia:

Mais de 13 mil famílias no Estado já foram atingidas pelas cheias dos rios

28 Abr 2013 . 10:00 h . Redação Portal(Diário do Amazonas)

As mais de 13 mil famílias atingidas pela enchente dos rios em 11 municípios amazonenses esperam que a cheia seja menos intensa que o recorde histórico de 2012.




Manaus - No Amazonas, 11 municípios já decretaram situação de emergência, sendo 13.878 famílias atingidas. O Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec), já enviou a nove municípios afetados pela cheia dos rios mais de 95 toneladas de alimentos, 7.527 unidades de kits com material de higiene, 3.300 unidades de cobertores e redes, além de 720 quilos de medicamentos. Sete dos municípios mais afetados fazem parte da calha do Rio Juruá, os outros dois estão nas calhas do Rio Madeira e do Alto Solimões.

Os medicamentos doados foram fornecidos pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam). São remédios para combater doenças intestinais, de pele e febre, entre outras, além de vitaminas. No total, são 13 tipos diferentes de remédios que vão compor o kit de ajuda humanitária que começa a ser distribuído às famílias atingidas pela cheia.

Os municípios em situação de emergência são Apuí, Ipixuna, Itamarati, Carauari, Eirunepé, Juruá, Guajará, Santo Antônio do Içá, Benjamin Constant, Envira e Canutama. Algumas dessas cidades ainda aguardam a homologação da situação de emergência por parte do Governo do Estado e do governo federal.

Há duas semanas, a Defesa Civil estadual enviou a primeira remessa de suprimentos para atender essas localidades. Foram cerca de oito toneladas de alimentos, quatro mil redes e medicamentos para as cidades de Ipixuna, Itamarati, Carauari, Eirunepé e Guajará. Também já receberam a ajuda humanitária as cidades de Apuí, Juruá, Envira e Benjamin Constant.

Portaria 54

A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconheceu situação de emergência em 30 municípios de nove Estados brasileiros afetados pela seca e pelas chuvas. A Portaria 54 entrou em vigor na sexta-feira e, a partir do reconhecimento da situação pelo governo federal, os municípios podem solicitar ajuda financeira.

A seca atingiu dois municípios de Alagoas, dois do Rio Grande do Norte, cinco da Bahia, dois do Piauí e seis de Minas Gerais. Já as inundações e chuvas intensas atingiram um município do Amazonas; um de Goiás, quatro de Mato Grosso, três de Mato Grosso do Sul, um de Minas Gerais e três do Paraná.

As situações de emergência estabelecem uma situação jurídica especial que permite o atendimento às necessidades temporárias de interesse público, ou seja, resposta aos desastres, reabilitação do cenário e reconstrução das áreas atingidas.

Os municípios que precisam receber recursos de reconstrução para áreas destruídas por desastres devem apresentar um plano de trabalho no prazo de 90 dias da ocorrência do desastre.

Para aquisição de cestas básicas, medicamentos, fornecimento de aluguel social e implantação de obras provisórias, os municípios devem aderir ao Cartão de Pagamento de Defesa Civil (CPDC).

Defesa Civil monitora a enchente

De acordo com o subcomandante de Ações de Defesa Civil, tenente-coronel Roberto Rocha, o governo estadual segue prestando auxílio nas regiões atingidas pela cheia dos rios este ano. “O governo do Estado continua levando apoio aos municípios, além de monitorar as chuvas e o nível dos rios”, disse.

Além da ajuda humanitária, a Defesa Civil do Amazonas faz o monitoramento das condições climáticas e do nível dos rios, além do trabalho de capacitação de agentes municipais e técnicos das defesas civis.

A previsão é que a cheia deste ano seja menos intensa que a cheia histórica de 2012, conforme o primeiro alerta divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil, há duas semanas. Mesmo assim, em alguns municípios, o nível dos rios pode chegar a medidas recordes. Santo Antônio do Içá e novamente Apuí, devem receber futuramente, ajuda humanitária, mas ainda não há data para o envio do material.

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