quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Os ressentimentos passam, as dores aliviam..., e surge um laço de um novo amor

Com foto do meu querido amigo jornalista Mhario Lincoln, elevo minhas reflexões da praça Generoso Marques, em Curitiba, nesta manhã de quarta-feira...

"Ao amanhecer de hoje, melhor contemplar este céu com seu luzir de carinho, vestido em suaves nuvens brancas, a me conduzir a uma profunda reflexão sobre a fascinação pelo poder que envenena o homem, tornando-o escravo..., de um poder que não é seu.." - De HS, na manhã de hoje.




O poder é fascinante!
Muitos o amam tanto que jamais aceitam a separação... Jamais!
O poder é o fascínio do homem..., do homem/político!
Sem ele, o homem/político mergulha no mar despovoado de energia, solitário, ermo, sem vida!
Nem mesmo um trator segura a solidão!
Não sou tratorista, mas conheço o trator!...
Ele é ativo, não fica em atoleiro: sempre encontra uma saída.
Mesmo na derrota, vai saber suportar os primeiros padecimentos... E depois?!!!...
Depois, reativa a amizade com o marquês, com quem travou grandes debates na Assembleia... Será o marquês o agente da reaproximação do trator com o poder dinista... O general trator será bem recebido, levado pelo marquês!
Aí!... Aí?!!!... Haverá uma grande festa!... E a filha do recém-chegado poderá ser convidada para vice-líder do novo governo...
Quem sabe!??? Alguém tem bola de cristal?
Reatada a nova aliança política, o Zé cestinha grita em som alto, com seu brado de alegria: "Para celebrar esta união, tá na hora de um bom culto evangélico, com direito a cânticos na voz etérea e vibrante do marquês, que é o nosso Pavarotti!"
E, de longe, isolado na sua ilha, entre os curupus das águas da baia, tristonho e desolado, o coronel escreve seus primeiros versos de solidão..., de tristeza! 

(A reflexão é sobre a política brasileira, sem ideal, onde prevalece apenas o amor doentio pelo poder).


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