Com a régua marcando as linhas para uma boa
leitura, sem sair da linha, vi a primeira encrenca, com cara de fuxico, na
coluna Estado Maior, do Jornal do Sarney:
Transcrevo abaixo o texto da encrenca:
ESTADO MAIOR - 07/10/2014
Primeiros movimentos
O governador eleito Flávio Dino (PCdoB) foi
comemorar em Caxias sua vitória nas urnas. A escolha da Princesa do Sertão para
fazer a celebração tem várias explicações. A primeira foi fugir das pressões do
momento, como as indagações sobre quem vai apoiar no segundo turno da eleição
presidencial, por exemplo. Mas o principal motivo foi fazer os primeiros
ajustes políticos para garantir sustentação ao governo que vai comandar a
partir de janeiro. Dino convidou todos os deputados estaduais eleitos do grupo
que o apoia para a festa em Caxias. Com o claro objetivo de prestigiar o
deputado eleito Humberto Coutinho (PDT). Não pelo simples fato de ter sido ele
um dos mais votados do seu grupo e de ser também um dos seus fiadores
políticos, mas porque está projetando elegê-lo presidente da Assembleia
Legislativa. O governador eleito quer definir essa situação o mais breve
possível, para não deixar que situações adversas venham a comprometer o
projeto. Humberto Coutinho é o nome que quer no comando do Legislativo e,
segundo uma fonte a ele próxima, o ex-prefeito de Caxias só não será o sucessor
do deputado Arnaldo Melo (PMDB) se não quiser. Outros nomes andaram se
insinuando para o cargo, e isso significa que, se quiser mesmo Humberto
Coutinho na presidência da Assembleia Legislativa, o governador eleito terá de
fazer uma articulação bem ampla e eficiente, para não ser surpreendido como foi
a governadora Roseana Sarney em janeiro de 2011, pelo movimento que elegeu o
deputado Arnaldo Melo. São apenas os primeiros movimentos.
Outro lado
De volta à Assembleia, de onde saiu em 2010,
Edivaldo Holanda (PTC) também se prepara para disputar a presidência da Casa. E
aposta na oposição que se formará na Casa a partir de fevereiro e nos chamados
independentes. Apesar de compor a base aliada de Flávio Dino, Holanda não tem o
apoio dos aliados dos comunistas.
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