Tempos novos...
Pe. Gianfranco Grazziola
Os tempos e momentos que estamos vivendo não são nada fáceis, mas não podemos colocar o resultado disso totalmente na pandemia sendo que, isso virou moda para descalçar a bota e cair fora das responsabilidades de governos que, particularmente nestes últimos anos vêm ignorando fatores concretos que estão alimentando o crescimento da pobreza e uma maior mobilidade humana na busca de condições de vida que garantam um futuro para si e para as futuras gerações.
Neste complexo mundo de crises, socio, econômico, político, ambiental em que os discursos se tornam cada vez mais obsoletos e esquizofrênicos, o que nestes últimos tempos está ganhando consistência é a questão ambiental que, se até alguns anos atrás poderia parecer marginal ou até incomoda para atrapalhar mega projetos econômicos, hoje, mesmo que ainda seja difícil de engolir pelo mundo econômico, está na realidade se tornando crucial para poder garantir a subsistência da espécie humana e as condições de vida que as mudanças climáticas destes últimos tempos estão colocando seriamente em jogo e das quais hoje não podemos mais ignorar as consequências pena o desaparecimento da espécie humana.
Mas agora temos alguns fatos concretos que nos dizem que o discurso sobre o cuidado da Casa comum e da ecologia integral como as atitudes a serem tomadas não podem mais esperar.
O primeiro destes fatos é a própria pandemia do Covid 19 que nos sinaliza uma situação crítica do meio ambiente com as mudanças dos ciclos migratórios das espécies animais, o aumento da temperatura da terra e as consequentes mudanças climáticas e dos ciclos das chuvas com a probabilidade da desertificação e desaparecimento da Amazônia e de vários biomas cruciais para o equilíbrio das espécies e a vida do planeta terra.
Outro fator importante é a poluição ambiental, obra de mãos humanas que hoje envenena com a enorme produção de lixo e de gases por ele produzido as veias aquíferas e seus mananciais, a terra e o próprio ar. Neste caso faz-se necessária uma mudança de hábitos e tomada de consciência que precisamos, como afirma Papa Francisco na Laudato Si assumir e colocar em pratica formas de vida mais sóbrias e simples que superem o consumismo desenfreado e alimentem uma economia ao serviço da vida no planeta que cuide realmente da Casa Comum e preserve a ecologia integral.
Oxalá que ouçamos finalmente o grito da floresta e dos povos nativos que desde sempre nos alertam sobre a necessidade do cuidado com a Mãe Terra que não mais aguenta nossas violências e rebeldias e que hoje nos pede um compromisso concreto: o respeito da ecologia integral para o futuro do planeta.
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