PERGAMINHOS & SARCÓFAGOS & VERSOS
Por Antonio Guimarães de Oliveira, poeta e escritor
Algo assim tão distante, mesmo - remoto -, em torno de cinquenta anos, cem, talvez eternamente...
Sim, quero um depósito seguro para guardar meus escritos - meus versos -, que não consigo publicar, agora.
Quem sabe num futuro distante e incerto, apareça alguém certo e interessado nos meus versos ignorados...
Poderão virar algo importante, quem sabe... Talvez o bastante para serem objetos de estudo e admiração...
Nesse tempo hipotético poderá existir um homem poético e solitário, como eu, achando bom o que eu hoje, também acho.
O que ninguém ver interessante hoje, poderá ser bom e relevante mais na frente. O mundo dá tantas voltas, não é, gente?
Procuro, no escuro, portanto, um lugar seguro para guardar meus atuais versos e escritos para o futuro.
Preciso de um abrigo seguro - protegido - para os meus versos solitários e ainda no escuro...
Nesse momento, são desconhecidos como eu. Somos um só e vivemos num profundo e dolorido anonimato.
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 20.04.2026.SAO LUÍS-MA).

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