Lá estava eu, sentado quieto no meu canto
Sem nada pra fazer, sem um destino certo
Quando ela veio, sem causar surpresa ou espanto
Sem qualquer emoção, e sem ninguém por perto
Tinha consigo uma caixa envolta em papel pardo
À guisa de presente, um tanto inusitado
Se aproximou e se desvencilhou do fardo
Depositando a caixa no chão, bem ao meu lado
Então tocado eu fui por imensa surpresa
Que foi se transformando em preocupação
A caixa conteria alegria ou tristeza?
Traria ela bons fluidos ou pranto e danação?
Me apoderei da caixa, rasguei o papel pardo
Curioso, quis saber o que ela continha
Lá dentro se encontrava todo o meu passado
E o meu futuro oculto em uma outra caixinha.
Fevereiro 2021

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