segunda-feira, 22 de junho de 2026

Poeta Sertanejo - Ao chegar no terreiro da casa já sem morador...


Poeta Sertanejo

Ao chegar no terreiro da casa já sem morador, encontrei meus rastro de saudades que ali ficou.

Uma janela aberta pelo tempo pendurada, o que acontecia lá fora tudo observava.

Na cozinha um velho fogão a lenha corroído pelos anos, apagado por muito tempo nem as cinzas lhe restou.

Na parede da sala um prego velho de frente a porta, que o quadro da imagem de Jesus por muito tempo segurou.

Num cantinho do quarto de casal, as marcas de onde ficava uma mesinha.

E mãe com bíblia aberta falava com Deus nosso senhor com carinho e devoção.


Também restou num cantinho o lugar da lamparina luz divina que nos protegia da escuridão.

Por trás da porta outro prego onde meu pai pendurava sua espingarda que usava para espantar assombração.

E a passos lentos voltando para a cozinha, parecia que eu via, a mesa grande e a família reunida para a refeição.

Lá fora com as madeiras tombadas ao chão.

A garagem da velha carroça, e o coberto do pilão que ao tempo não resistiu.


O velho poço ainda com água, porém sem balde nem corda no sário.

E o pé de rosa sem flores firme na vida seguiu, foi regado por minhas lágrimas que dos olhos caiu.

Hoje vejo que tudo que o tempo me deu ele mesmo destruiu.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


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