Poeta Sertanejo
Ao chegar no terreiro da casa já sem morador, encontrei meus rastro de saudades que ali ficou.
Uma janela aberta pelo tempo pendurada, o que acontecia lá fora tudo observava.
Na cozinha um velho fogão a lenha corroído pelos anos, apagado por muito tempo nem as cinzas lhe restou.
Na parede da sala um prego velho de frente a porta, que o quadro da imagem de Jesus por muito tempo segurou.
Num cantinho do quarto de casal, as marcas de onde ficava uma mesinha.
E mãe com bíblia aberta falava com Deus nosso senhor com carinho e devoção.
Também restou num cantinho o lugar da lamparina luz divina que nos protegia da escuridão.
Por trás da porta outro prego onde meu pai pendurava sua espingarda que usava para espantar assombração.
E a passos lentos voltando para a cozinha, parecia que eu via, a mesa grande e a família reunida para a refeição.
Lá fora com as madeiras tombadas ao chão.
A garagem da velha carroça, e o coberto do pilão que ao tempo não resistiu.
O velho poço ainda com água, porém sem balde nem corda no sário.
E o pé de rosa sem flores firme na vida seguiu, foi regado por minhas lágrimas que dos olhos caiu.
Hoje vejo que tudo que o tempo me deu ele mesmo destruiu.
Bom dia meu povoooooo
Um dia abençoado para todos vocês

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Este blog só aceita comentários ou críticas que não ofendam a dignidade das pessoas.