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| Antonio Guimarães |
MANCO & APOIO
Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
Por que tu tens no sangue a travessura, trabalhosa criatura?
Posso pensar também na tua negligência, fragilidade e frescura...
O certo mesmo é que estou agora a teu mercê, como um cão de guarda tagendo ovelhas...
Seguro todo o teu peso, teu aleijume e sem esboçar nenhum queixume.
Não deverias confiar tanto em mim, como tua operária, porque tenho uma natureza também ordinária...
Não sei por que existo...
Aliás, sei: para servir de escora, utilitário para qualquer hora...
Sou um ser que não fala, mas como tu, com o tempo e o uso, se desgasta...
Me deram uns nomes feios: bordão, bengala, muleta e bastão...
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 04.07.2026. SÃO LUÍS-MA).

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