MÃO & PERGAMINHO
Antonio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
12 / 07 / 2026
Os momentos mais importantes da vida, acredito: chegada e despedida.
Entre um e outro há um tempo onde estão os atores dos desfechos, mas dependem do "início e fim".
É nesse interstício que surge tudo que o homem pensa e faz: os pergaminhos, os livros, as pinturas - as obras de arte, etc.
Contudo, também, as lâminas mais afiadas e mísseis certeiros, outros sem pavios acesos.
Estou me referindo aos homens que contraditoriamente, constroem e destroem.
Essa mão, por exemplo, tão bem feita, é obra de Rembrandt. Acredito, a mão direita. A esquerda repousa, talvez por ser inútil para essa prática - ele era destro.
O que escrevia ele, nesse pensamento verbal? Há como alguém dizer o que está escrito em "a mão e o pergaminho"? Sim, certamente, que há.
O que está escrito, talvez não tenha relevância, mas a pintura, sim.
Rembrandt nasceu, cresceu e morreu. E entre nascer, crescer e morrer existe um espaço de tempo, do qual me refiro - aquele útil, que transcende o tempo.
É por isso que muitos séculos depois estou aqui discorrendo sobre a natureza humana, especialmente desse gênio da pintura.
Ele usou sua habilidade, capacidade e sensibilidade para a arte. Admirável ser humano que morre e vive...
Parece impossível, mas isso é real. A mesma capacidade, teve o artesão ao pensar na agulha e na linha.
O cientista que inventou remédios, venenos, vacinas e outros que inventaram punhais e explosivos mortais.
Tudo isso acontece entre o nascer e o morrer - entre a chegada e a partida.
Viva, então o ser humano, criatura de Deus, perfeito e imperfeito - "mortal" aparentemente.
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 12.07.2026. SÃO LUÍS-MA)

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