quinta-feira, 2 de julho de 2026

Poeta Sertanejo - Ainda estava escuro quando o galo cantou...


Poeta Sertanejo

Ainda estava escuro quando o galo cantou, era madrugadinha.

Levantei, lavei o rosto e fui até a cozinha.

Uma luz acesa, água no fogão borbulhando.

Avistei no terreiro minha mãezinha, que mesmo no escuro debulhava milho para as galinhas.


Então fiquei a imaginar, porque que tão cedo ela precisava se levantar.

Na verdade não era necessidade, era a obrigação que estava a chamar.

Porque na sua mente de suas criações ela tinha que cuidar.

Mãezinha querida fica tranquila, seu filho voltou para lhe ajudar, cuide da casa dos bichos eu vou tratar.


E assim a lida roceira me levou ao encontro do passado que eu vim novamente buscar.

E me vi criança sultão do meu lado, meu pai no machado, lenha a corda.

E o destino como sempre é caprichoso, em dois idoso meus pais fez questão de transformar.

No tempo que fora fiquei, mas hoje voltei, e a saudade me fez chorar.

Lavei o rosto nas águas da biquinha, enquanto me observava do galho da arvinha o amigo sabiá.


E me comparei com as formigas que é ia e vinha, seguindo o destino sem parar.

Mas aprendi que nunca mais, longe de meus queridos pais eu quero ficar.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


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