Poeta Sertanejo
Ainda estava escuro quando o galo cantou, era madrugadinha.
Levantei, lavei o rosto e fui até a cozinha.
Uma luz acesa, água no fogão borbulhando.
Avistei no terreiro minha mãezinha, que mesmo no escuro debulhava milho para as galinhas.
Então fiquei a imaginar, porque que tão cedo ela precisava se levantar.
Na verdade não era necessidade, era a obrigação que estava a chamar.
Porque na sua mente de suas criações ela tinha que cuidar.
Mãezinha querida fica tranquila, seu filho voltou para lhe ajudar, cuide da casa dos bichos eu vou tratar.
E assim a lida roceira me levou ao encontro do passado que eu vim novamente buscar.
E me vi criança sultão do meu lado, meu pai no machado, lenha a corda.
E o destino como sempre é caprichoso, em dois idoso meus pais fez questão de transformar.
No tempo que fora fiquei, mas hoje voltei, e a saudade me fez chorar.
Lavei o rosto nas águas da biquinha, enquanto me observava do galho da arvinha o amigo sabiá.
E me comparei com as formigas que é ia e vinha, seguindo o destino sem parar.
Mas aprendi que nunca mais, longe de meus queridos pais eu quero ficar.
Bom dia meu povoooooo
Um dia abençoado para todos vocês

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