quarta-feira, 29 de julho de 2026

Poeta Sertanejo - As vezes viajo montando na recordação.


Poeta Sertanejo

29 / 07 / 2026

As vezes viajo montando na recordação.

E vou parar lá na encosta da serra, às margens do ribeirão.

Ali eu vejo um mundo pequeno em formação.

E vou recordando momentos, que nunca saíram da imaginação.

Ainda vejo o velho carreiro, eu pequeno candeeiro, à frente do carretão.


Me lembro da velha casa de tábuas, e do coberto do pilão.

Minha mãe à beira do tacho, fazendo seu sabão.

Lenha cortada no machado, pai tinha ciúmes do seu facão.

A tulha ao lado, armazenava o milho e o feijão.

Um cantinho pro arado, e traia do bragado, cavalo de estimação.

As águas da biquinha, que passa na frente da cozinha e ia pro ribeirão.


O pomar no fundo de casa, morada do sanhaço, lugar onde o sabiá cantava com emoção.

O velho pé de manga, e o banco de madeira, lugar onde se contavam os causos de assombração.

Um arame num toco enfiado ao chão, uma corrente no pescoço prendia o velho sultão.

Do mesmo jeito que hoje, a saudade prende meu pobre coração.

Bom dia meu povoooooo

Um dia abençoado para todos vocês


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