Poeta Sertanejo
07 / 07 / 2026
Casinha simples do interior, que me abrigou ainda na infância.
Hoje trago guardado na lembrança, meus tempos de criança.
Gostosa recordação que da mente nunca saiu.
O velho pote de barro, que armazenava água fresquinha que do poço saiu.
Na força do braço, no giro do saril.
Lá na cozinha, mesa com seis cadeiras, e as panelas areadas que brilhavam na prateleira.
No canto próximo à janela, uma chama amarela do velho fogão a lenha, onde mãe assumia sua função de cozinheira.
De frente a porta da cozinha por cima da mesa, sem nem uma surpresa o quadro da santa ceia, que representava a família inteira.
Lá na sala, um velho sofá onde meu pai sentava para escutar seu velho rádio de pilhas, sem perturbação.
Uma mesinha ficava no canto, cheia de santo em devoção.
Era o lugar sagrado onde mãe fazia suas orações.
E do lado de fora um grande campo aberto, onde por mim foi descoberto, em exploração.
Menino levado vida faceira, feito o vento também cruzei fronteiras.
Bom dia meu povoooooo
Um dia abençoado para todos vocês

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