Poeta Sertanejo
23 / 07 / 2026
Chapéu de palha, pitando um paieiro, botinas no pé.
Enxada nas costas, moringa na mão, homem de fé.
Deixou seu lar ainda na madrugada, logo após um gole de café.
Levando a esperança no peito, foi pró pé do eito de sua lavoura cuidar.
Bravo valente, chamado de roceira, quanto orgulho você nós dá.
É pouco seu estudo, mas é astuto no seu trabalhar.
Trás consigo a ciência, do colher e plantar.
Caboclo sertanejo, filho do mato, cientista nato que a natureza criou.
Em outros lugares pode até ser aluno, mas reduto é professor.
Lutando com a plantação, cuida de sua família, estrela que brilha em plena luz do sol.
Poeira e suor calos na mão, mesmo esquecido se faz esteio de uma nação.
Plantando a esperança de um novo amanhã, tendo a certeza que sua luta, não foi em vão.
Tem o carinho da natureza, e Deus a proteção.
Onde sua recompensa, é a fartura na hora da refeição.
Bom dia meu povoooooo
Um dia abençoado para todos vocês

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