Poeta Sertanejo
19 / 07 / 2026
E quando chegava a tarde, se sentavam num banco de madeira que ficava no quintal.
Entre uma prosa e outra sempre, encostava alguém para conversar com o casal.
Alguns vizinhos, ou até peregrinos sem destino certo afinal.
Uma água fresca tirada do poço, um breve descanso, e até mesmo um gole de café para a caminhada continuar.
E assim seguiam a jornada sem lugar certo para ficar.
Mas o casal continuava ali na casa de beira de estrada da vida a cuidar.
E não demorava muito para verem o sol ir embora e a majestosa lua chegar.
De peito afinado cantava bonito, na despedida de mais um dia o amigo sabiá.
Enquanto lá dentro da cozinha, no fogão a lenha o feijão estava à borbulha.
E o cheiro gostoso do tempero do frango caipira, no terreiro vinha para a refeição convidar.
Até os companheiros que estavam no caminho apenas, à passar.
Pois um prato de comida o casal não sabia, para ninguém negar.
Hoje na beira da estrada o casal nem a casinha você vai mais encontrar.
Pois meus avós já foram embora com Deus morar.
Boa noite meu povoooooo
Uma noite abençoada para todos vocês

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