quinta-feira, 30 de julho de 2026

ROQUE PIRES MACATRÃO (1935–2026) Por Pedro Portela -


ROQUE PIRES MACATRÃO (1935–2026)

Por Pedro Portela


Roque Pires Macatrão nasceu na cidade de Brejo, Maranhão, no dia 13 de novembro de 1935. Era filho de Raimundo Nonato de Lima Macatrão e Gracinda Pires Macatrão e irmão das cinco Marias: Maria do Amparo (Marian), Maria de Lourdes, Maria Claudina, Maria da Graça e Maria da Paz.

Iniciou os estudos com professoras particulares que ensinavam em casa, pois, na época de sua escolarização inicial, ainda não havia escola pública de educação infantil na cidade. Fez o curso primário no Colégio Cândido Mendes, a primeira escola pública de Brejo, que teve Gracinda Pires Macatrão como sua primeira diretora.

Em 1949, estudou no Seminário Santo Antônio, na capital, permanecendo lá por um ano e meio. Retornou ao seu berço natal, onde permaneceu durante todo o segundo semestre de 1950.

Em 1951, foi estudar novamente em São Luís e, após exame de admissão, ingressou no Ateneu Teixeira Mendes, onde concluiu o curso ginasial. Depois, matriculou-se no Liceu Maranhense, onde concluiu o curso clássico (ensino médio). Em seguida, foi aprovado no vestibular da Faculdade de Direito do Maranhão, mas estudou apenas durante dois anos (1954 e 1955).

Seu primeiro emprego, ainda como acadêmico de Direito em São Luís, foi na Recebedoria da Capital (Receita Estadual). Depois, trabalhou no Banco da Amazônia por dois anos, até ser transferido para Belém. Na capital paraense, concluiu o curso de Direito na Universidade Federal do Pará, onde permaneceu por nove anos.

Em 1965, casou-se com a professora brejense Maria Célia Batista da Silva (1934–2017), com quem teve dois filhos: Paulo Henrique e Ana Karina (in memoriam).

Em dezembro de 1979, retornou a São Luís, onde continuou trabalhando no Banco da Amazônia até aposentar-se, em 1985.

Em 2000, após algumas tentativas de fundar uma casa de cultura em Brejo com o apoio do poder público, criou o Museu Memorial da Família Macatrão, na residência de sua família. Em 15 de agosto de 2003, fundou a Academia Brejense de Artes e Letras, também no casarão familiar.

Roque Macatrão conciliou o exercício da advocacia, como profissional autônomo, com a atuação como corretor de imóveis, atividades iniciadas ainda em Belém e às quais deu continuidade na capital maranhense.

Ocupou o cargo de Secretário de Segurança do Estado do Maranhão no governo de seu grande amigo João Castelo.

Sempre foi um obstinado pelas causas públicas, pelas letras e pela preservação da memória. Por isso, com muito sacrifício e esforço pessoal, fundou diversas entidades em Belém, São Luís e Brejo.

Teve uma dedicação homérica às letras, com várias publicações. Entre os livros lançados nas últimas décadas estão: Casarões do Brejo (2009), Discursos (2009), História do Brejo, Depoimentos (2010), Minha Saga Brejense (2011), Sinopse Histórica do Brejo (2013), Caminhos por Onde Andei (2015) e Curso de Oratória (2015).

Roque Pires Macatrão faleceu em São Luís no dia 29 de julho de 2026. A AICLA lamenta a perda de um grandes defensores das academias de letras do Maranhão.

Fonte - Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes 


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