DIA NACIONAL DO PERDÃO
30 / 08 / 2026
Por Antônio Guimarães de Oliveira, escritor e poeta
Por que não posso perdoar aquela abelha pela ferroada que me deu?
Intrépido subi nas alturas daquela árvore e peguei todos os favos de mel. E de muitas, uma delas não gostou.
O mel, lógico, muito doce, mas a reação daquela abelha me fez chorar - foi amarga...
Lembro que Jesus perdoou a todos que lhes fizeram mal, embora escarnecido naquela cruz.
Hoje é o dia do perdão. Acredito que aquela abelha me perdoou, pois para com ela já o fiz há muito tempo.
O perdão é um ato nobre que nos ensinou amarga e naturalmente, o Nazareno.
Peço, portanto, perdão de todos os meus pecados e pelas ofensas que, voluntária ou involuntariamente pratico, e ainda sou capaz de cometer.
É a proximidade mais imediata que temos com o divino, reconhecer o mal praticado e perdoar a quem, por vez, também nos fez o mesmo.
Eu peço perdão pela minha intrépida juventude sem limites; peço perdão ao meu corpo cheio de cicatrizes...
Enfim, peço perdão pelos meus erros sucessivos e pela minha cegueira e desleixo diante da verdade.
(ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA. DATA: 30.08.2026. SÃO LUÍS-MA)

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